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26.2.13

A derrota da "Europa"


 


Os resultados das eleições italianas representam uma clara derrota da "Europa". Dois comediantes - um oficial e outro fruto das circunstâncias - "empurraram" o delegado de Bruxelas em Roma, o circunspecto Monti, para um humilhante quarto lugar. O "povo" não apreciou a austeridade decidida nos infinitos conselhos "decisivos" e nas não menos "decisivas" video-conferências tecnocráticas que relegaram a política para a sarjeta. Ora em Itália a política vive em estado de permanente originalidade e os mortos-vivos de véspera podem ser os duce do dia seguinte. Por cá tendemos a fingir que a política, afinal, não interessa e que o que importa é as checklists baterem certinhas no fim. Todavia, se alguma "lição" se deve tirar do que se passa em Itália é exactamente o contrário da suposta "infalibilidade" de quaisquer receitas em ambiente democrático. Na altura em que decorre mais uma avaliação doméstica do "programa de ajustamento", conviria "ajustar" politicamente quer a avaliação quer o programa. Porque se isso não acontecer, mais tarde ou mais cedo a realidade encarregar-se-á (e talvez já não tão delicadamente como até aqui) de "ajustar" tudo de uma vez só.

25.1.08

MENOS UM


O sr. Prodi, uma notabilidade italiana que chefiou a Comissão Europeia antes do nosso dr. Barroso - que pouca sorte tem tido aquela Comissão -, caiu. Caiu de chefe do governo italiano, uma espécie de sopa "minestrone" em que cabe tudo e o seu contrário. Desta vez era de "esquerda" e unia gente improvável que apenas tinha como vago programa o ódio ao sr. Berlusconi. Não chegou. E não chegou porque as acusações e as contra-acusações de corrupção entre apoderados do sr. Prodi trouxeram à tona a contradição que lá estava desde o primeiro dia. Berlusconi, ex-cantor romântico em "barcos do amor", quer eleições. A vantagem da Itália sobre nós é que ninguém se leva a sério e, apesar disso, é um grande país com uma invejável cidade que resume, com sol e vida, toda a história do ocidente. De qualquer forma, sempre é menos um.

MENOS UM


O sr. Prodi, uma notabilidade italiana que chefiou a Comissão Europeia antes do nosso dr. Barroso - que pouca sorte tem tido aquela Comissão -, caiu. Caiu de chefe do governo italiano, uma espécie de sopa "minestrone" em que cabe tudo e o seu contrário. Desta vez era de "esquerda" e unia gente improvável que apenas tinha como vago programa o ódio ao sr. Berlusconi. Não chegou. E não chegou porque as acusações e as contra-acusações de corrupção entre apoderados do sr. Prodi trouxeram à tona a contradição que lá estava desde o primeiro dia. Berlusconi, ex-cantor romântico em "barcos do amor", quer eleições. A vantagem da Itália sobre nós é que ninguém se leva a sério e, apesar disso, é um grande país com uma invejável cidade que resume, com sol e vida, toda a história do ocidente. De qualquer forma, sempre é menos um.

22.2.07

A FALTA

O sr. Romano Prodi, que chefiava um governo improvável em Itália, demitiu-se. Prodi antecedeu o glorioso dr. Barroso na presidência da comissão europeia. Não brilhou, nem voou. Barroso também não voa. Limita-se a ser astuto, uma coisa que se aprende lendo o "livro vermelho" do Grande Timoneiro, uma falta imperdoável do sr. Prodi.

A FALTA

O sr. Romano Prodi, que chefiava um governo improvável em Itália, demitiu-se. Prodi antecedeu o glorioso dr. Barroso na presidência da comissão europeia. Não brilhou, nem voou. Barroso também não voa. Limita-se a ser astuto, uma coisa que se aprende lendo o "livro vermelho" do Grande Timoneiro, uma falta imperdoável do sr. Prodi.