
O panhonha do marido da Mme. Royal, o sr. Hollande, foi à France2 tentar justificar quer a sua derrota, quer a vitória da maioria presidencial de Nicolas Sarkozy na segunda volta das "legislativas". O sr. Hollande não disse, porém, o necessário: que se ia embora. É que a UMP renovou a sua maioria absoluta e Hollande falou como se isto não tivesse acontecido, um exercício muito comum aos democratas. Mais um tiro na canalha - a que constitui a elite das esquerdas e das direitas na Europa, na política e no resto - sobretudo nos comentários néscios dos últimos dias contra o presidente francês. Em poucas semanas, Sarkozy ganhou tudo o que havia para ganhar e, sobretudo, demonstrou à Europa - pós-blairista, "barrosista", mole e oportunista a que muito emblematicamente Sócrates vai presidir daqui a menos de quinze dias - que é preciso agir. Agir, sempre, contra toda a canalha. A instalada e a por vir.