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1.5.11

COISAS QUE VALEM A PENA



Na Gulbenkian, uma vez morto o São Carlos para a ópera, houve mais uma transmissão directa do Met de Nova Iorque. Il Trovatore, a ópera em que tudo se passa entre noites e madrugadas, com um libreto improvável e abstruso, proporcionou a Verdi uma das suas mais luminosas criações musicais. Na tarde deste sábado era difícil juntar um elenco mais extraordinário do que aquele de que os dois do clip faziam parte, ao lado de Dolora Zajick e Marcelo Álvarez. Sondra Radvanovsky e Dmitri Hvorostovsky pareceram-me insuperáveis nos papéis de Leonora e do Conde de Luna. Ou Álvarez no titular e Zajick, feia como trovões, com um registo impecável dando voz à Azucena (a cigana bruxa), o nome que inicialmente Verdi tinha pensado para a ópera. Mas vale a pena escrever um post onde não se fale do portugalório ou da idiotice do casamento real (há quem passe directamente daqui para a beatificação esdrúxula de João Paulo II)? Ou, no limite, escrever o que quer que seja?

COISAS QUE VALEM A PENA



Na Gulbenkian, uma vez morto o São Carlos para a ópera, houve mais uma transmissão directa do Met de Nova Iorque. Il Trovatore, a ópera em que tudo se passa entre noites e madrugadas, com um libreto improvável e abstruso, proporcionou a Verdi uma das suas mais luminosas criações musicais. Na tarde deste sábado era difícil juntar um elenco mais extraordinário do que aquele de que os dois do clip faziam parte, ao lado de Dolora Zajick e Marcelo Álvarez. Sondra Radvanovsky e Dmitri Hvorostovsky pareceram-me insuperáveis nos papéis de Leonora e do Conde de Luna. Ou Álvarez no titular e Zajick, feia como trovões, com um registo impecável dando voz à Azucena (a cigana bruxa), o nome que inicialmente Verdi tinha pensado para a ópera. Mas vale a pena escrever um post onde não se fale do portugalório ou da idiotice do casamento real (há quem passe directamente daqui para a beatificação esdrúxula de João Paulo II)? Ou, no limite, escrever o que quer que seja?

27.8.10

DMITRI







Este homem, Dmitri Hvorostovsky - que pude apreciar há três anos, na Ópera da Bastilha, no papel de Simon Boccanegra -, para além de ser uma belíssima figura, canta extraordinariamente bem. Da Rússia e do antigo leste estão a aparecer nomes na ópera que merecem ser seguidos com devida atenção enquanto o "ocidente" fenece, nesta matéria, entalado entre a América Latina e estes eslavos nada melancólicos como Hvorostovsky, Anna Netrebko ou Marina Poplavskaya.

DMITRI







Este homem, Dmitri Hvorostovsky - que pude apreciar há três anos, na Ópera da Bastilha, no papel de Simon Boccanegra -, para além de ser uma belíssima figura, canta extraordinariamente bem. Da Rússia e do antigo leste estão a aparecer nomes na ópera que merecem ser seguidos com devida atenção enquanto o "ocidente" fenece, nesta matéria, entalado entre a América Latina e estes eslavos nada melancólicos como Hvorostovsky, Anna Netrebko ou Marina Poplavskaya.