Mostrar mensagens com a etiqueta António de Spínola. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta António de Spínola. Mostrar todas as mensagens

11.4.12

Uma figura



O meu amigo Júlio de Magalhães recorda aqui o nascimento de António de Spínola. Em 1980, precisamente por ocasião dos 70 anos do então General e dos seis do "25 de Abril", os Reformadores (na altura integravam a bancada da Aliança Democrática no Parlamento) propuseram ao Presidente Eanes que Spínola - o primeiro Chefe do Estado da democracia - fosse promovido a Marechal. Medeiros Ferreira combinou comigo, ao telefone (fixo), a redacção do comunicado dos Reformadores com a dita proposta. Ele ia sair do país e acabei por manuscrever sozinho o dito comunicado que seguiu o seu caminho. Spínola é um grande nome da arma de Cavalaria ao lado de D. Carlos ou Carmona como o atesta o nobre edifício do Regimento de Lanceiros na Ajuda. Nenhum país subsiste sem símbolos. A rapidez com que agora tudo e todos passam, na maior das vulgaridades, não chega para reter grandes nomes quanto mais grandes símbolos. Com toda a carga de virtudes e defeitos que António de Spínola tinha, era, sem dúvida, uma figura. Não há mais disto.

11.4.10

SPÍNOLA


Há cem anos, neste dia, nasceu António de Spínola. Nada dirá à geração que predomina e para a qual tudo é mais ou menos dirigido e que anda pelos vinte e os trinta e tal anos. Foi para eles que o serviço militar obrigatório foi extinto, para se frustrarem e deprimirem mais depressa. Spínola era, de alto a baixo, um militar. Mesmo quando ocupou, por força do "25/4", o mais alto cargo civil, pensou sempre como militar. E de Cavalaria, que é coisa diferente. Corajoso, mítico, teatral, Spínola perdeu-se estupidamente nos meandros das sequelas da revolução. Sentiu-se traído - um militar a sério tem em alta conta a noção de lealdade - e abandonou um regime que o abandonou prematuramente. Em 1980, o "movimento reformador" a que eu, com apenas dezanove anos pertencia, propôs ao PR Ramalho Eanes a elevação do General a Marechal no âmbito da comemoração do sexto aniversário do "25/4" do qual, afinal, Spínola havia sido o primeiro Chefe de Estado. Honra e glória, pois, à memória de um dos mais ilustres portugueses do século XX.

SPÍNOLA


Há cem anos, neste dia, nasceu António de Spínola. Nada dirá à geração que predomina e para a qual tudo é mais ou menos dirigido e que anda pelos vinte e os trinta e tal anos. Foi para eles que o serviço militar obrigatório foi extinto, para se frustrarem e deprimirem mais depressa. Spínola era, de alto a baixo, um militar. Mesmo quando ocupou, por força do "25/4", o mais alto cargo civil, pensou sempre como militar. E de Cavalaria, que é coisa diferente. Corajoso, mítico, teatral, Spínola perdeu-se estupidamente nos meandros das sequelas da revolução. Sentiu-se traído - um militar a sério tem em alta conta a noção de lealdade - e abandonou um regime que o abandonou prematuramente. Em 1980, o "movimento reformador" a que eu, com apenas dezanove anos pertencia, propôs ao PR Ramalho Eanes a elevação do General a Marechal no âmbito da comemoração do sexto aniversário do "25/4" do qual, afinal, Spínola havia sido o primeiro Chefe de Estado. Honra e glória, pois, à memória de um dos mais ilustres portugueses do século XX.