DJEMAA EL FNA
Com este calor insuportável, mais vale ir até lugares onde há do mesmo, mas com mais graça e cosmopolitismo. A uma hora e picos de avião, ou mesmo de carro, deixando o vulgar Algarve para trás, chegamos a Marrocos, o reino de Mohammed VI. A cidade menos interessante, por ser a zona mais industrializada e "ocidentalizada" ,no pior sentido do termo, é Casablanca. Qualquer das cidades ditas imperiais, é fabulosa. Eu prefiro Fez, Meknes e Marraquexe. Tânger é uma sombra daquilo que foi nos anos 50 e 60, embora a parte velha e a contemplação do porto sejam ainda tentadores. E sabe sempre bem revê-la pela pena e pela fala de Paul Bowles. Muitos europeus, sobretudo franceses, compraram casas perto do souk de Marraquexe. Um dos seus mais famosos habitantes, que trocou Paris, Madrid e Barcelona por Marraquexe, há muitos anos, é o escritor espanhol Juan Goytisolo. Tem uma história muito interessante, contada na primeira pessoa, nos dois livros de memórias, Coto Vedado e En los reinos de Taifa. É dele este texto ( ver articulos ) sobre a Praça mais famosa de Marrocos, a Djaama el Fna, de Marraquexe. El Fna é um desses sítios no Mundo de onde não apetece sair e onde apetece sempre voltar. Um sítio onde há serpentes, berros, comércio vário, turistas apardalados, movimento, e muita, muita vida. Um sítio onde há calor, muito calor, o que vem do corpo e o que é próprio do terreno. Que Ala seja, pois, louvado.
«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
8.8.03
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DJEMAA EL FNA
Com este calor insuportável, mais vale ir até lugares onde há do mesmo, mas com mais graça e cosmopolitismo. A uma hora e picos de avião, ou mesmo de carro, deixando o vulgar Algarve para trás, chegamos a Marrocos, o reino de Mohammed VI. A cidade menos interessante, por ser a zona mais industrializada e "ocidentalizada" ,no pior sentido do termo, é Casablanca. Qualquer das cidades ditas imperiais, é fabulosa. Eu prefiro Fez, Meknes e Marraquexe. Tânger é uma sombra daquilo que foi nos anos 50 e 60, embora a parte velha e a contemplação do porto sejam ainda tentadores. E sabe sempre bem revê-la pela pena e pela fala de Paul Bowles. Muitos europeus, sobretudo franceses, compraram casas perto do souk de Marraquexe. Um dos seus mais famosos habitantes, que trocou Paris, Madrid e Barcelona por Marraquexe, há muitos anos, é o escritor espanhol Juan Goytisolo. Tem uma história muito interessante, contada na primeira pessoa, nos dois livros de memórias, Coto Vedado e En los reinos de Taifa. É dele este texto ( ver articulos ) sobre a Praça mais famosa de Marrocos, a Djaama el Fna, de Marraquexe. El Fna é um desses sítios no Mundo de onde não apetece sair e onde apetece sempre voltar. Um sítio onde há serpentes, berros, comércio vário, turistas apardalados, movimento, e muita, muita vida. Um sítio onde há calor, muito calor, o que vem do corpo e o que é próprio do terreno. Que Ala seja, pois, louvado.
Com este calor insuportável, mais vale ir até lugares onde há do mesmo, mas com mais graça e cosmopolitismo. A uma hora e picos de avião, ou mesmo de carro, deixando o vulgar Algarve para trás, chegamos a Marrocos, o reino de Mohammed VI. A cidade menos interessante, por ser a zona mais industrializada e "ocidentalizada" ,no pior sentido do termo, é Casablanca. Qualquer das cidades ditas imperiais, é fabulosa. Eu prefiro Fez, Meknes e Marraquexe. Tânger é uma sombra daquilo que foi nos anos 50 e 60, embora a parte velha e a contemplação do porto sejam ainda tentadores. E sabe sempre bem revê-la pela pena e pela fala de Paul Bowles. Muitos europeus, sobretudo franceses, compraram casas perto do souk de Marraquexe. Um dos seus mais famosos habitantes, que trocou Paris, Madrid e Barcelona por Marraquexe, há muitos anos, é o escritor espanhol Juan Goytisolo. Tem uma história muito interessante, contada na primeira pessoa, nos dois livros de memórias, Coto Vedado e En los reinos de Taifa. É dele este texto ( ver articulos ) sobre a Praça mais famosa de Marrocos, a Djaama el Fna, de Marraquexe. El Fna é um desses sítios no Mundo de onde não apetece sair e onde apetece sempre voltar. Um sítio onde há serpentes, berros, comércio vário, turistas apardalados, movimento, e muita, muita vida. Um sítio onde há calor, muito calor, o que vem do corpo e o que é próprio do terreno. Que Ala seja, pois, louvado.
7.8.03
NOTAS CULTURAIS
1. Por ser um tema recorrente da história pátria e do nosso lamechismo romântico, os amores de Pedro e de Inês, volta não volta, regressam. Porventura mais interessante do que a "relação em si "- para utilizar um termo vulgarizado - será a personalidade de cada um dos membros do desditoso casal. O meu amigo António Valdemar dá umas achegas sobre o Pedro bissexual num artigo no Diário de Notícias, a propósito de umas edições do Quixote, e por falar, depois, na crise da independência:
António José Saraiva e José Hermano Saraiva, em edições e editoras diferentes, reintegraram Fernão Lopes numa escrita para o cidadão comum. Assim, vivemos, como se fosse hoje, ao ler uma reportagem, a crise da independência.E ficamos a saber dos amores homossexuais e heterossexuais de D Pedro. O mesmo que casou com D. Constança e se apaixonou por D. Inês de Castro e por um escudeiro que, num acesso de ciúmes, apenas, D. Pedro mandou castrar.
2. A Livraria Francesa, uma das boas coisas que havia em Lisboa, vai fechar, aparentemente por causa de umas burocratices. Devem ser umas idiotices, como de costume, e como aquilo nada tem a ver, nem com futebol, nem com o "socialissimo" analfabeto, por exemplo, é natural que feche. Tratava-se de uma companhia indispensável, entre outras, para quem gosta de livros, sobretudo em áreas específicas, como o ensaio literário, a filosofia ou a história. Apesar da gerente, a Béatrice, não ser propriamente um modelo de simpatia, é uma profissional competente e algém que ama a profissão agora tão desgastada de livreiro. Só posso lamentar.
3. Há umas pessoas interessadas em recuperar, nem que seja simbolicamente, o antigo Odeon, de Lisboa. Lembro-me que foi o primeiro cinema em que não me deixaram entrar para ver o inocente Fado, com Amália Rodrigues, por ser para maiores de 12 anos! Soube disto aqui.
1. Por ser um tema recorrente da história pátria e do nosso lamechismo romântico, os amores de Pedro e de Inês, volta não volta, regressam. Porventura mais interessante do que a "relação em si "- para utilizar um termo vulgarizado - será a personalidade de cada um dos membros do desditoso casal. O meu amigo António Valdemar dá umas achegas sobre o Pedro bissexual num artigo no Diário de Notícias, a propósito de umas edições do Quixote, e por falar, depois, na crise da independência:
António José Saraiva e José Hermano Saraiva, em edições e editoras diferentes, reintegraram Fernão Lopes numa escrita para o cidadão comum. Assim, vivemos, como se fosse hoje, ao ler uma reportagem, a crise da independência.E ficamos a saber dos amores homossexuais e heterossexuais de D Pedro. O mesmo que casou com D. Constança e se apaixonou por D. Inês de Castro e por um escudeiro que, num acesso de ciúmes, apenas, D. Pedro mandou castrar.
2. A Livraria Francesa, uma das boas coisas que havia em Lisboa, vai fechar, aparentemente por causa de umas burocratices. Devem ser umas idiotices, como de costume, e como aquilo nada tem a ver, nem com futebol, nem com o "socialissimo" analfabeto, por exemplo, é natural que feche. Tratava-se de uma companhia indispensável, entre outras, para quem gosta de livros, sobretudo em áreas específicas, como o ensaio literário, a filosofia ou a história. Apesar da gerente, a Béatrice, não ser propriamente um modelo de simpatia, é uma profissional competente e algém que ama a profissão agora tão desgastada de livreiro. Só posso lamentar.
3. Há umas pessoas interessadas em recuperar, nem que seja simbolicamente, o antigo Odeon, de Lisboa. Lembro-me que foi o primeiro cinema em que não me deixaram entrar para ver o inocente Fado, com Amália Rodrigues, por ser para maiores de 12 anos! Soube disto aqui.
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NOTAS CULTURAIS
1. Por ser um tema recorrente da história pátria e do nosso lamechismo romântico, os amores de Pedro e de Inês, volta não volta, regressam. Porventura mais interessante do que a "relação em si "- para utilizar um termo vulgarizado - será a personalidade de cada um dos membros do desditoso casal. O meu amigo António Valdemar dá umas achegas sobre o Pedro bissexual num artigo no Diário de Notícias, a propósito de umas edições do Quixote, e por falar, depois, na crise da independência:
António José Saraiva e José Hermano Saraiva, em edições e editoras diferentes, reintegraram Fernão Lopes numa escrita para o cidadão comum. Assim, vivemos, como se fosse hoje, ao ler uma reportagem, a crise da independência.E ficamos a saber dos amores homossexuais e heterossexuais de D Pedro. O mesmo que casou com D. Constança e se apaixonou por D. Inês de Castro e por um escudeiro que, num acesso de ciúmes, apenas, D. Pedro mandou castrar.
2. A Livraria Francesa, uma das boas coisas que havia em Lisboa, vai fechar, aparentemente por causa de umas burocratices. Devem ser umas idiotices, como de costume, e como aquilo nada tem a ver, nem com futebol, nem com o "socialissimo" analfabeto, por exemplo, é natural que feche. Tratava-se de uma companhia indispensável, entre outras, para quem gosta de livros, sobretudo em áreas específicas, como o ensaio literário, a filosofia ou a história. Apesar da gerente, a Béatrice, não ser propriamente um modelo de simpatia, é uma profissional competente e algém que ama a profissão agora tão desgastada de livreiro. Só posso lamentar.
3. Há umas pessoas interessadas em recuperar, nem que seja simbolicamente, o antigo Odeon, de Lisboa. Lembro-me que foi o primeiro cinema em que não me deixaram entrar para ver o inocente Fado, com Amália Rodrigues, por ser para maiores de 12 anos! Soube disto aqui.
1. Por ser um tema recorrente da história pátria e do nosso lamechismo romântico, os amores de Pedro e de Inês, volta não volta, regressam. Porventura mais interessante do que a "relação em si "- para utilizar um termo vulgarizado - será a personalidade de cada um dos membros do desditoso casal. O meu amigo António Valdemar dá umas achegas sobre o Pedro bissexual num artigo no Diário de Notícias, a propósito de umas edições do Quixote, e por falar, depois, na crise da independência:
António José Saraiva e José Hermano Saraiva, em edições e editoras diferentes, reintegraram Fernão Lopes numa escrita para o cidadão comum. Assim, vivemos, como se fosse hoje, ao ler uma reportagem, a crise da independência.E ficamos a saber dos amores homossexuais e heterossexuais de D Pedro. O mesmo que casou com D. Constança e se apaixonou por D. Inês de Castro e por um escudeiro que, num acesso de ciúmes, apenas, D. Pedro mandou castrar.
2. A Livraria Francesa, uma das boas coisas que havia em Lisboa, vai fechar, aparentemente por causa de umas burocratices. Devem ser umas idiotices, como de costume, e como aquilo nada tem a ver, nem com futebol, nem com o "socialissimo" analfabeto, por exemplo, é natural que feche. Tratava-se de uma companhia indispensável, entre outras, para quem gosta de livros, sobretudo em áreas específicas, como o ensaio literário, a filosofia ou a história. Apesar da gerente, a Béatrice, não ser propriamente um modelo de simpatia, é uma profissional competente e algém que ama a profissão agora tão desgastada de livreiro. Só posso lamentar.
3. Há umas pessoas interessadas em recuperar, nem que seja simbolicamente, o antigo Odeon, de Lisboa. Lembro-me que foi o primeiro cinema em que não me deixaram entrar para ver o inocente Fado, com Amália Rodrigues, por ser para maiores de 12 anos! Soube disto aqui.
250
...era o número de incêndios a lavrar pelo País, segundo a SIC Notícias. Que importância é que isso tem comparado com o Alvalade XXI ou não sei quê? Nada como 50 mil almas apatetadas, felizes e juntinhas para fazer baixar os índices da camada de ozono. Eu sou dos poucos portugueses que se está marimbando para o futebol, portanto nada me move em particular contra o Sporting. Gostava de ver o País tão ou mais solidário para certas coisas, como quando vejo a massa ignara a entrar nos infinitos portões dos estádios de futebol. Há fogos dentro da cabeça de certa gente que nunca se apagam.
...era o número de incêndios a lavrar pelo País, segundo a SIC Notícias. Que importância é que isso tem comparado com o Alvalade XXI ou não sei quê? Nada como 50 mil almas apatetadas, felizes e juntinhas para fazer baixar os índices da camada de ozono. Eu sou dos poucos portugueses que se está marimbando para o futebol, portanto nada me move em particular contra o Sporting. Gostava de ver o País tão ou mais solidário para certas coisas, como quando vejo a massa ignara a entrar nos infinitos portões dos estádios de futebol. Há fogos dentro da cabeça de certa gente que nunca se apagam.
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...era o número de incêndios a lavrar pelo País, segundo a SIC Notícias. Que importância é que isso tem comparado com o Alvalade XXI ou não sei quê? Nada como 50 mil almas apatetadas, felizes e juntinhas para fazer baixar os índices da camada de ozono. Eu sou dos poucos portugueses que se está marimbando para o futebol, portanto nada me move em particular contra o Sporting. Gostava de ver o País tão ou mais solidário para certas coisas, como quando vejo a massa ignara a entrar nos infinitos portões dos estádios de futebol. Há fogos dentro da cabeça de certa gente que nunca se apagam.
...era o número de incêndios a lavrar pelo País, segundo a SIC Notícias. Que importância é que isso tem comparado com o Alvalade XXI ou não sei quê? Nada como 50 mil almas apatetadas, felizes e juntinhas para fazer baixar os índices da camada de ozono. Eu sou dos poucos portugueses que se está marimbando para o futebol, portanto nada me move em particular contra o Sporting. Gostava de ver o País tão ou mais solidário para certas coisas, como quando vejo a massa ignara a entrar nos infinitos portões dos estádios de futebol. Há fogos dentro da cabeça de certa gente que nunca se apagam.
6.8.03
O PASQUIM II
Há umas semanas atrás, chamei a atenção para a existência de uma folha infecta e mórbida que dá pelo nome de 24 Horas. Tem sempre aquelas sugestivas capas em que alternam loiras, morenas e umas vulgaridades para ler no cabeleireiro ou na sanita. O grave é que, once in a while, lança umas "biscas" contra pessoas sérias. Ele não precisa para nada das minhas palavras nem eu preciso de saber nada da vida dele, muito menos através de pseudo devassas que cheiram a "encomenda". JPP pode ter muitos defeitos, mas escreve bem e é intensamente livre. É natural - e ele fala disso - que lhe seja apresentada uma factura para as eleições europeias do ano que vem e que, por portas e travessas, se vá adubando o caminho. É a habitual táctica do verme.
Há umas semanas atrás, chamei a atenção para a existência de uma folha infecta e mórbida que dá pelo nome de 24 Horas. Tem sempre aquelas sugestivas capas em que alternam loiras, morenas e umas vulgaridades para ler no cabeleireiro ou na sanita. O grave é que, once in a while, lança umas "biscas" contra pessoas sérias. Ele não precisa para nada das minhas palavras nem eu preciso de saber nada da vida dele, muito menos através de pseudo devassas que cheiram a "encomenda". JPP pode ter muitos defeitos, mas escreve bem e é intensamente livre. É natural - e ele fala disso - que lhe seja apresentada uma factura para as eleições europeias do ano que vem e que, por portas e travessas, se vá adubando o caminho. É a habitual táctica do verme.
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O PASQUIM II
Há umas semanas atrás, chamei a atenção para a existência de uma folha infecta e mórbida que dá pelo nome de 24 Horas. Tem sempre aquelas sugestivas capas em que alternam loiras, morenas e umas vulgaridades para ler no cabeleireiro ou na sanita. O grave é que, once in a while, lança umas "biscas" contra pessoas sérias. Ele não precisa para nada das minhas palavras nem eu preciso de saber nada da vida dele, muito menos através de pseudo devassas que cheiram a "encomenda". JPP pode ter muitos defeitos, mas escreve bem e é intensamente livre. É natural - e ele fala disso - que lhe seja apresentada uma factura para as eleições europeias do ano que vem e que, por portas e travessas, se vá adubando o caminho. É a habitual táctica do verme.
Há umas semanas atrás, chamei a atenção para a existência de uma folha infecta e mórbida que dá pelo nome de 24 Horas. Tem sempre aquelas sugestivas capas em que alternam loiras, morenas e umas vulgaridades para ler no cabeleireiro ou na sanita. O grave é que, once in a while, lança umas "biscas" contra pessoas sérias. Ele não precisa para nada das minhas palavras nem eu preciso de saber nada da vida dele, muito menos através de pseudo devassas que cheiram a "encomenda". JPP pode ter muitos defeitos, mas escreve bem e é intensamente livre. É natural - e ele fala disso - que lhe seja apresentada uma factura para as eleições europeias do ano que vem e que, por portas e travessas, se vá adubando o caminho. É a habitual táctica do verme.
A MARCA
Houve tempos em que Portugal era conhecido por "dar novos mundos ao Mundo". Descobriram-se umas coisas, colocaram-se uns padrões e uns canhões, para lá foi a populaça esperançosa e ávida, prosperaram os negócios, etc, etc, até à conhecida debandada final. Porém, e quando menos se espera, eis que somos de novo e efemeramente famosos, desta feita pelas piores razões. A história começa assim: a onda de calor que assola a Europa tem marca portuguesa...
Houve tempos em que Portugal era conhecido por "dar novos mundos ao Mundo". Descobriram-se umas coisas, colocaram-se uns padrões e uns canhões, para lá foi a populaça esperançosa e ávida, prosperaram os negócios, etc, etc, até à conhecida debandada final. Porém, e quando menos se espera, eis que somos de novo e efemeramente famosos, desta feita pelas piores razões. A história começa assim: a onda de calor que assola a Europa tem marca portuguesa...
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A MARCA
Houve tempos em que Portugal era conhecido por "dar novos mundos ao Mundo". Descobriram-se umas coisas, colocaram-se uns padrões e uns canhões, para lá foi a populaça esperançosa e ávida, prosperaram os negócios, etc, etc, até à conhecida debandada final. Porém, e quando menos se espera, eis que somos de novo e efemeramente famosos, desta feita pelas piores razões. A história começa assim: a onda de calor que assola a Europa tem marca portuguesa...
Houve tempos em que Portugal era conhecido por "dar novos mundos ao Mundo". Descobriram-se umas coisas, colocaram-se uns padrões e uns canhões, para lá foi a populaça esperançosa e ávida, prosperaram os negócios, etc, etc, até à conhecida debandada final. Porém, e quando menos se espera, eis que somos de novo e efemeramente famosos, desta feita pelas piores razões. A história começa assim: a onda de calor que assola a Europa tem marca portuguesa...
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