
Aproveito a “publicidade” ao novo livro do meu amigo Carlos Maria Bobone para, depois de ter falado com ele, confirmar que António Araújo foi afastado do “Expresso” por delito de opinião. Isto é, AA tinha saído em defesa de um amigo comum, o João Pedro George, depois de um texto miserável de uma colaboradora “cultural” do hebdomadário destinado, na aparência, a confrontar duas recentes biografias de Pessoa, mas, na verdade, reconduzindo-o a uma defesa exclusiva de uma delas, a do sr. Zenith (conhecido pelas sucessivas edições de textos de Pessoa na Assírio&Alvim por alteração de uma frase ou por uma “descoberta” de um novo parágrafo do homem), a biografia que o regime e o “meio” assumiram logo como “definitiva” como fazem sempre com os amigalhaços, por contraposição à original e viva do JP George. O Expresso tem como lema “liberdade para pensar”, todavia, e ao contrário do fazia antes 25 de Abril, só a concede a quem quer dentro dos referidos regime e “meio”. É assim que nascem pasquins, mesmo velhos.
1 comentário:
Então António de Araújo foi afastado do Expresso por delito de opinião? Lamento sabê-lo, mas não muito... porque ele fez exactamente isso comigo, afastando-me do Malomil por eu ter comentado e contestado, há pouco mais de dois anos, uma sequência de «postas» pró-Biden e anti-Trump, que culminaram aqui:
https://malomil.blogspot.com/2020/11/epidemias-e-sociedade.html
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