14.2.23

Primeiras pessoas

 


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Nunca cheguei a conhecer o Manuel Rocha a não ser através de algumas mensagens privadas trocadas e no Facebook, onde agora estou um mês censurado. Porquê? Ironias do destino. Uma captura de ecrã de uma imagem do trailer oficial da série "O crime do padre Amaro" em que ambos, padre e Amélia, estão nus. E no grupo Meta toda a nudez será castigada, menos a dos carroceiros que exibem imagens de seios generosos, ou outras coisas generosas, estilo calendário de velho camionista TIR. Sucede que o Manuel Rocha foi, na década de noventa do século passado, director de informação da RTP onde, em 2023, tal série é apresentada. Dirigiu igualmente o centro de produção do Porto da televisão pública e fundou a RTP Memória. Lançou muita gente, uns melhores que outros, como em tudo. Foi bonito escutar o actual director da Memória e o José Alberto de Carvalho, ao longe, por video. Mas, sobretudo, foram comoventes e simples, como o verdadeiro amor deve ser, os depoimentos dos dois filhos do Manuel e da sua Mulher, a Fátima Campos Ferreira. O Manuel não era da geração dos patos-bravos que tomaram conta das televisões. Pelo contrário, e como recordou a Fátima, saiu de lá quando quis, pelo seu próprio pé. Posso não ter reparado, mas não vi ninguém da administração. Muito menos o Nicoleta do laço. Em compensação, vi e revi muita gente boa da RTP. Que ainda lá está ou já saiu, e aquela equipa maravilhosa de "malta" nova que faz o "Primeira Pessoa" com a Fátima. E é o que a Fátima é para mim - uma primeira pessoa. Até sempre, Manel. 

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