
Nem eu nem muitos dos contribuintes temos culpa de haver pessoas com depósitos bancários superiores a 100 mil euros. E, muito menos, que essas pessoas tivessem escolhido o Banif para os lá pôr. É claro que os haverá com valores muito inferiores. Tal como não consta das funções de soberania do Estado a salvação de companhias aéreas comerciais, também não se vislumbra que as ditas funções abranjam contas bancárias. Fala-se na salvaguarda da "diáspora", uma conversa de chacha que toca por igual aos aviões. Porque o que releva verdadeiramente é ter de se reconhecer que o sistema financeiro português e a sua supervisão são, por junto, duas imensas falácias. Como aos mortais nada é dado de graça, as "facilidades" que os bancos vinham "oferecendo" desde os anos 80 mais tarde ou mais cedo acabariam por ser pagas pelos tansos. Mesmo pelos que nunca usufruíram dessas "facilidades", tipo carro, casa e frigorífico "chave na mão". Ou pelos que nunca tiveram "poupanças" a render aqui ou ali porque "dava mais". No reino da rapacidade e da usura, a "diáspora" é identificável. Foi assim no BPN, no BES e agora no Banif. Neste o Estado estava estupidamente a 60%. Agora chegou-nos a factura de algo que não pedimos. Vão bardamerda.
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