8.4.10

SALAZAR E OS GNOMOS


Há pouco, Mário Crespo estava a entrevistar o autor de um livro sobre as relações entre o Doutor Salazar e Alfredo da Silva, o "patrão" da CUF, e, às tantas, referiu-se ao primeiro como "o Salazar". Crespo, habituado como está a entrevistar a gente pequenina do regime, julga que Salazar é mais um a juntar ao lastro de mediocridades e de desbiografados que nos têm pastoreado. Não é, goste-se ou não. Tal como não foram Marcello Caetano, Palma Carlos, Mota Pinto ou Cavaco Silva. Mas isso levava uma eternidade a explicar a Crespo. Deixá-lo, pois, entregue aos seus gnomos.

15 comentários:

Garganta Funda... disse...

Goste-se ou não do Prof.Dr.António de Oliveira Salazar, uma coisa temos de admitir: foi uma personalidade ímpar no Séc.XX português, e como uma dimensão mundial.

O Prof.Salazar - goste-se ou não da sua politica ou das suas ideias - tinha um projecto viável para Portugal e tinha um plano pluri-continental para os Portugueses no Mundo.

Fez duma nação pequena, pobre e desgovernada pela I República maçónica e carnavalescamente «democrática», uma nação respeitada e com uma dimensão politica e cultural que ia muitas vezes além do seu exíguo território europeu peninsular.

Mencionar esta personalidade como se menciona algum jogador do Porto ou do Benfica, é falta de educação e até demonstra uma estatura muito expectável nos nossos «intelectuais de café».

Mas, o que está a dar é «tu cá, tu lá», muito ao estilo do nosso «ensino» e que o Mário Crespo e seus convidados tanto zurzem...

radical livre disse...

o crespo devia ser exportado para a áfica do sul
conjuntamente com o zé sapatilhas e afins

Anónimo disse...

Cada macaco em seu galho!

Anónimo disse...

o Jorge de Sena não poderia estar mais de acordo, escreveu várias vezes sobre o respeito que era devido ao Professor Doutor.

Anónimo disse...

eu, ao tal Salazar, dar-lhe-ia outro título.

Anónimo disse...

Faz impressão que um homem malquisto da democracia e dos democratas tenha sido um Homem de Estado, como em nenhuma vez até hoje este regime tenha parido um único sequer semelhante. Faz mesmo impressão !

Anónimo disse...

Pois. Era um homem malquisto da democracia pois nunca foi, assumidamente, um democrata tendo adoptado um regime ditatorial híbrido. Mas os tempos eram outros e pasma-se que, mesmo hoje em dia, passados tantos anos, os nossos democratas não encontrem nada de positivo no Estado Novo. Parece que, com tanta desgovernação do actual regime, muito boa gente continue a ter o receio que venha aí um novo homem "providencial", um estadista que ponha termo a esta bagunça. Não vêem o regime ditatorial que vigorou em Portugal como uma época da nossa história recente, mas um perigo que pode repetir-se, embora noutros moldes, o que não deixa de ser curioso.
Ao contrário, Salazar não tinha receio da 1ª República e até homenageou vultos proeminentes do regime republicano com a transladação dos seus restos mortais para o Panteão Nacional com a conclusão das obras de Santa Engrácia em 1966.

Anónimo disse...

Crespo distraiu-se, certamente. Ele até gosta de apresentações pomposas e títulos sonantes para os personagens que leva a comentar nos seus programas. Salazar é até bastante mais que "um personagem" e o jornalista Crespo sabe-o. O seu estilo, emplumado e cantante é, todavia, difícil de manter num registo constante. Devemos até conceder ao jornalista Crespo algum "crédito" pois convida com frequência pessoas que têm dentro da cabeça um pouco mais do que nada. Tréguas a Crespo.
Ass.: o Anónimo Mário Freire

Anónimo disse...

A cada cabeça, sua sentença.

O Salazar, o Marcelo, o Mota, o Palma, o Soares, o Carneiro, etc., etc, têm todos a respeitabilidade e os títulos que cada um pretenda valorizar.

Para mim, e com cantava o Zeca, esse tal de Salazar, era só o "avô cavernoso - que instituiu a chuva".

C. S.

Anónimo disse...

Oh, o Zeca ! Querido filho ...

Anónimo disse...

Respeitinho, Dr. João Gonçalves. Respeitinho.

Anónimo disse...

Meu caro anónimo C. S.: a sua referência a Zeca foi sentida; percebo o seu despeito. No entanto deveria tentar perguntar a si próprio o que diria Zeca se pudesse presenciar, hoje, esta indecorosa "coboiada" (já que penso que pretende relevar os valores de Zeca). Zeca, apesar de tudo, jamais teria sido alguém sem Salazar. A recíproca, porém, já não é verdadeira: ou seja (e descodificando o cartesianismo) - Salazar não precisou de Zecas para atingir a dimensão que nem Rosas, Oliveira Marques ou o historiador Louçã, conseguem/conseguiram negar - até porque nunca o tentaram (isso seria apenas fanatismo e sinal de mortificação) e nenhum dos citados é/foi parvo, antes pelo contrário. Zeca tem o seu lugar na nossa História (pessoalmente prefiro Fausto pois é melhor músico e mais poeta). Salazar também não era parvo e sabia bem com o que contava: conhecia bem o povo, os corruptos, a cupidez (que não a sua...) e era um técnico competente; os seus defeitos foram muitos e grandes (especialmente não se ter afastado em tempo útil à Nação). Os "defeitos" da actual canalha deveriam leva-los directamente à grelha.
Ass. Anónimo M.F.

goncalo disse...

Tréguas a Crespo, porquê? É um ignóbil, um palhaço, um anti-jornalista!

GM

Anónimo disse...

De: C.S.
Para: M.F.

Com todo o respeito pela sua opinião, respondo à sua pergunta:

Hoje, se fosse vivo, o Zeca cantaria se calhar sobre os traidores. Sobre quem desbaratou as oportunidades da democracia, e fez destas, um modo de vida ignóbil. Mas isto, não permite dizer que o anterior regime é que era bom. Porque não era.

Cumprimentos,

C.S.

P.S.: Quanto ao "poste" e o jornalista Mário Crespo, eu gosto muito de o ouvir e representar, mesmo que algumas vezes discordante.

Anónimo disse...

«...um democrata tendo adoptado um regime ditatorial híbrido»

Deves ser é tontinho. Para saberes o que era um regime ditatorial híbrido, devias era ter parado com os ossos no Tarrafal. Só 3 meses.