22.4.10

FALAR VERDADE ACERCA DE UM FRACASSO


A diferença entre Eanes e os dois socialistas que lhe sucederam reside numa coisa. Falar verdade não politiqueira. Um fracasso é um fracasso que é um fracasso. As coisas são como são.

8 comentários:

Anónimo disse...

Eanes é um homem bom.

Karocha disse...

Pois! JG

Anónimo disse...

Quando Eanes, em 1985, dignamente presidiu pela última vez, na Batalha, às cerimónias do Dia do Combatente (toscamente, e ao-de-leve, assinalado no passado dia 9 de Abril por Cavaco Silva, como que com medo de referir os milhares de soldados portugueses mortos em 1918 e em todas as outras guerras) nesse dia de 1985, tinha eu 20 anos (um puto...). Ouvi o Presidente falar pela última vez como Chefe de um Estado Soberano. Ele referiu-o implícita e explicitamente; o tom era soturno, a acústica má e ninguém ligou, pois Eanes estava de saída e era mal-querido, da esquerda à direita. Fiquei impressionado e pensei que o Presidente exagerava... Um ano depois, nos Gerónimos, tinha lugar a nossa "adesão à coisa". Um fracasso é um fracasso que é um fracasso.
Ass.: Besta Imunda

Anónimo disse...

A diferença entre Ramalho Eanes, os dois socialistas que lhe sucederam e o social democrata que lhe sucedeu também. Não se esqueça que após o 25 de Abril, o pior Presidente da Republica que Portugal teve e tem é o Cavaco Silva! Não tente camufelar as coisas como elas são.

Eduardo F. disse...

Saudemos toda a infusão de bom senso e verdade histórica tanto mais quanto se opõe às sucessivas atoardas de Soares e Sampaio, ora tresloucadas ora vazias de nada.

Anónimo disse...

No que diz respeito à desastrosa descolonização, dita "exemplar", Eanes não consegue, ou não quer, ir ao fundo da questão. Fica-se por umas meias tintas....fez-se a descolonização possivel, diz ele.
Pelo menos sempre é um pouco melhor do que Soares, que continua a insistir na exemplaridade da descolonização de 1974.

Nuno Castelo-Branco disse...

Apenas uma nota discordante: a tal "descolonização" que aconteceu como "foi possível" . Compreende-se, ele também era militar e deve ser-lhe difícil aceitar a bandalheira a que as suas Forças Armadas tão depressa chegaram. Uma negação de uma história de 800 anos!

Anónimo disse...

Jerónimos, como é obvio; frades jerónimos (mosteiro dos). Mais uma vez a fraca ortografia de quem só se corresponde com empreiteiros e fiscais de obra. Noite serena para V.ªs Ex.ªs.

Ass.: Besta Imunda