2.10.03

RUÍDO

Detesto tradições universitárias. Aquelas hordas de corvos que exibem o chamado "traje académico" pelas ruas das cidades, num mimetismo insuportável, não me despertam qualquer simpatia. E as praxes idiotas, em tantos casos vexatórias, limitam-se a revelar os níveis de subtileza intelectual dos futuros "pastores" da Pátria. Desta vez - como sempre - o pretexto para o folclore, são as propinas. Mete papel higiénico pelo meio e invasões de salas de reuniões, oportunamente acompanhadas por uma câmara de televisão. Eu sou claramente a favor das propinas, admitindo naturalmente as necessárias variações pecuniárias em função da equidade e da chamada "capacidade contributiva" devidamente comprovada. Para além de quererem andar a arrastar infinitamente o rabo pelos bares das universidades, os nossos "corvos" também acham que lhes devemos sustentar as extravagâncias. Escudam-se sempre nos colegas anónimos e indigentes que dizem defender. O ministro Lynce está a milhas do seu colega David Justino. É claramente desajeitado para isto. Tem um discurso pobre e de pouca receptividade. É claro que, fosse quem fosse o ministro, esta gente não o ouviria na mesma. Porém, é mais um ruído que começa.

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