31.3.10

TOMA LÁ A CARTA, DÁ CÁ A CARTA


Então o dr. Gama, 2ª figura do Estado, estava à espera que uma "vedeta" lhe mandasse a carta como? Pelo correio? Não se esqueça que, de acordo com os mais refinados tenores do regime, a senhora é uma "vítima" da maledicência, etc., etc. O dr. Gama ainda tem muito a aprender com estes cristãos-novos do seu partido de antes de "Abril". Isto é tudo "filhos da madrugada".

TOMA LÁ A CARTA, DÁ CÁ A CARTA


Então o dr. Gama, 2ª figura do Estado, estava à espera que uma "vedeta" lhe mandasse a carta como? Pelo correio? Não se esqueça que, de acordo com os mais refinados tenores do regime, a senhora é uma "vítima" da maledicência, etc., etc. O dr. Gama ainda tem muito a aprender com estes cristãos-novos do seu partido de antes de "Abril". Isto é tudo "filhos da madrugada".

SOBRE AS RUÍNAS DO TEMPLO ABATIDO, 2

A "Casa Fernando Pessoa", da D. Pedrosa, já chegou a Júlio Magalhães, o escritor-jornalista que dirige a informação da tvi. Vai lá falar dos "livros que anda a ler" o que só nos elucida sobre a circunstância de ser alfabetizado. Não me digam que isto não dá vontade de morrer.

SOBRE AS RUÍNAS DO TEMPLO ABATIDO, 2

A "Casa Fernando Pessoa", da D. Pedrosa, já chegou a Júlio Magalhães, o escritor-jornalista que dirige a informação da tvi. Vai lá falar dos "livros que anda a ler" o que só nos elucida sobre a circunstância de ser alfabetizado. Não me digam que isto não dá vontade de morrer.

AS CIDADES QUE NÓS PERDEMOS


Notável texto de Tony Judt acerca dos equívocos identitários. Os nossos evangelistas e plumitivos da "identidade" deviam meditar nisto, tivessem eles uma cabeça. «I prefer the edge: the place where countries, communities, allegiances, affinities, and roots bump uncomfortably up against one another—where cosmopolitanism is not so much an identity as the normal condition of life. Such places once abounded. Well into the twentieth century there were many cities comprising multiple communities and languages—often mutually antagonistic, occasionally clashing, but somehow coexisting. Sarajevo was one, Alexandria another. Tangiers, Salonica, Odessa, Beirut, and Istanbul all qualified—as did smaller towns like Chernovitz and Uzhhorod. By the standards of American conformism, New York resembles aspects of these lost cosmopolitan cities: that is why I live here

AS CIDADES QUE NÓS PERDEMOS


Notável texto de Tony Judt acerca dos equívocos identitários. Os nossos evangelistas e plumitivos da "identidade" deviam meditar nisto, tivessem eles uma cabeça. «I prefer the edge: the place where countries, communities, allegiances, affinities, and roots bump uncomfortably up against one another—where cosmopolitanism is not so much an identity as the normal condition of life. Such places once abounded. Well into the twentieth century there were many cities comprising multiple communities and languages—often mutually antagonistic, occasionally clashing, but somehow coexisting. Sarajevo was one, Alexandria another. Tangiers, Salonica, Odessa, Beirut, and Istanbul all qualified—as did smaller towns like Chernovitz and Uzhhorod. By the standards of American conformism, New York resembles aspects of these lost cosmopolitan cities: that is why I live here

DE ALCOCHETE À ALEMANHA

Uns espremeram-se para se encontrar com um ministro por causa de um centro comercial em Alcochete. Outros arranjaram maneira de se sentar com um primeiro-ministro por causa de dois submarinos teutónicos, todos, centro comercial e submarinos coisas que manifestamente tanta falta nos fazem. Não pressinto em nenhum dos casos qualquer cosmopolitismo a não ser o upgrade institucional - ministro, primeiro-ministro. Apenas e só provincianismo ou, de facto, a verdadeira "dimensão" dos intervenientes.

DE ALCOCHETE À ALEMANHA

Uns espremeram-se para se encontrar com um ministro por causa de um centro comercial em Alcochete. Outros arranjaram maneira de se sentar com um primeiro-ministro por causa de dois submarinos teutónicos, todos, centro comercial e submarinos coisas que manifestamente tanta falta nos fazem. Não pressinto em nenhum dos casos qualquer cosmopolitismo a não ser o upgrade institucional - ministro, primeiro-ministro. Apenas e só provincianismo ou, de facto, a verdadeira "dimensão" dos intervenientes.

A SOLTURA DE CRAVINHO

Ontem esteve aí, pela enésima vez, o ex-campeão fictício nacional da luta contra a corrupção, João Cravinho. De vez em quando Cravinho desce do assento etéreo do BERD, em Londres, onde o PS o colocou, para nos vir dar lições tipo "a corrupção política anda à solta em Portugal". Anda? Então se anda, e uma vez que, desde os gloriosos tempos do MES, o eng. º Cravinho nos brinda com a sua inefável presença na vida político-partidária onde, aliás, se pratica o "filhismo" como "doutrina", qual é a efectiva prestação (para além da cansativa retórica vã exibida em rádios, televisões, comissões e colóquios para papalvos ouvirem e verem) da criatura para evitar tamanha soltura? É melhor poupar-se e poupar-nos, engenheiro. Estamos já razoavelmente bem servidos de líricos ainda por cima com "obra" publicada.

A SOLTURA DE CRAVINHO

Ontem esteve aí, pela enésima vez, o ex-campeão fictício nacional da luta contra a corrupção, João Cravinho. De vez em quando Cravinho desce do assento etéreo do BERD, em Londres, onde o PS o colocou, para nos vir dar lições tipo "a corrupção política anda à solta em Portugal". Anda? Então se anda, e uma vez que, desde os gloriosos tempos do MES, o eng. º Cravinho nos brinda com a sua inefável presença na vida político-partidária onde, aliás, se pratica o "filhismo" como "doutrina", qual é a efectiva prestação (para além da cansativa retórica vã exibida em rádios, televisões, comissões e colóquios para papalvos ouvirem e verem) da criatura para evitar tamanha soltura? É melhor poupar-se e poupar-nos, engenheiro. Estamos já razoavelmente bem servidos de líricos ainda por cima com "obra" publicada.

O COSTA


Existe, em Lisboa, mais propriamente nos Paços do Concelho, uma ficção. Chama-se António Costa. Esta improbabilidade autárquica - e quase uma certeza para substituir Sócrates, um dia qualquer, na agremiação a que ambos pertencem - apelidou de irresponsabilidade a não aprovação, pela oposição na assembleia municipal, do orçamento dele. Ora Costa, se por alguma coisa se tem distinguido, é pela invisibilidade do seu desempenho como presidente da CML. Desde que ganhou, Costa inexiste. Lembramo-nos infelizmente dele por causa do trânsito, da porcaria que consentiu no Terreiro do Paço, da Roseta, do Zé e da SICN. Assim sendo, para que é que ele quer o orçamento se até já veio dizer que vai governando com o do ano passado? Que grande barrete é este Costa.

O COSTA


Existe, em Lisboa, mais propriamente nos Paços do Concelho, uma ficção. Chama-se António Costa. Esta improbabilidade autárquica - e quase uma certeza para substituir Sócrates, um dia qualquer, na agremiação a que ambos pertencem - apelidou de irresponsabilidade a não aprovação, pela oposição na assembleia municipal, do orçamento dele. Ora Costa, se por alguma coisa se tem distinguido, é pela invisibilidade do seu desempenho como presidente da CML. Desde que ganhou, Costa inexiste. Lembramo-nos infelizmente dele por causa do trânsito, da porcaria que consentiu no Terreiro do Paço, da Roseta, do Zé e da SICN. Assim sendo, para que é que ele quer o orçamento se até já veio dizer que vai governando com o do ano passado? Que grande barrete é este Costa.

30.3.10

PINTO DA COSTA

Quando Pinto da Costa estava acossado e era julgado na opinião pública - e publicada - como isto e aquilo, muita gente que dantes o bajulava abandonou-o e preferiu dar crédito a desgraças ambulantes. Até a circunspecta Maria José Morgado deu. Sei disto porque um amigo dele me disse na altura que ia daí a uns dias ao Porto a uma festa qualquer do FCP (de Pinto da Costa) precisamente para "sinalizar" que ele não deixava cair amigos nos seus momentos mais difíceis e, porventura, infelizes. E não estamos a falar propriamente de um anónimo sem história ou indecente. Lembrei-me desta conversa depois de ver Pinto da Costa na RTP. Detesto futebol, ignoro o que se passa nos "túneis" ou na "liga", mas aprecio o ironismo do presidente do Porto e, em certa medida, a sua coragem. Ao pé dele, qualquer presidente de outro qualquer clube parece um tolinho. Disse a Judite de Sousa que se recandidatava. Não voto, mas se votasse votava nele.

PINTO DA COSTA

Quando Pinto da Costa estava acossado e era julgado na opinião pública - e publicada - como isto e aquilo, muita gente que dantes o bajulava abandonou-o e preferiu dar crédito a desgraças ambulantes. Até a circunspecta Maria José Morgado deu. Sei disto porque um amigo dele me disse na altura que ia daí a uns dias ao Porto a uma festa qualquer do FCP (de Pinto da Costa) precisamente para "sinalizar" que ele não deixava cair amigos nos seus momentos mais difíceis e, porventura, infelizes. E não estamos a falar propriamente de um anónimo sem história ou indecente. Lembrei-me desta conversa depois de ver Pinto da Costa na RTP. Detesto futebol, ignoro o que se passa nos "túneis" ou na "liga", mas aprecio o ironismo do presidente do Porto e, em certa medida, a sua coragem. Ao pé dele, qualquer presidente de outro qualquer clube parece um tolinho. Disse a Judite de Sousa que se recandidatava. Não voto, mas se votasse votava nele.

QUE FIGURA

Vi agora na tv um tal Osvaldo de Castro, deputado do PS, nuns propósitos dignos do estalinista que ele foi anos a fio até o PS o adoptar. O homem vociferava "fora" este e "fora" aquela como um doido. Isto em plena "comissão de inquérito", aquela a que preside o "branco" Mota Amaral e onde Pacheco Pereira tanto se empenhou como se fossem, ali, descobrir a roda. Bem feito. De Castro mais parecia o cruzamento de um peru com um bacorinho prontos para a esfola do que um deputado. Que figura mais repelente. Lembra estes.

QUE FIGURA

Vi agora na tv um tal Osvaldo de Castro, deputado do PS, nuns propósitos dignos do estalinista que ele foi anos a fio até o PS o adoptar. O homem vociferava "fora" este e "fora" aquela como um doido. Isto em plena "comissão de inquérito", aquela a que preside o "branco" Mota Amaral e onde Pacheco Pereira tanto se empenhou como se fossem, ali, descobrir a roda. Bem feito. De Castro mais parecia o cruzamento de um peru com um bacorinho prontos para a esfola do que um deputado. Que figura mais repelente. Lembra estes.

NÃO SOMOS TODOS PARVOS


Também tem toda a razão. «Quem travou amizades na mailing list do circuito Lux-Frágil pôde discorrer entre vodkas-tónicos sobre as orgias homossexuais de um figurão das noites Lisboetas — eventos cuidadosamente encenados, dizia-se, em que os mais jovens não iam para a cama com o Vitinho. Fora de Lisboa o fenómeno tinha outro bucolismo: o pai chegava bêbado a casa, dava um sopapo na mulher e uma pinocada na filha. Na manhã seguinte esta ia guardar cabras, como de costume, e aos treze anos dava o salto para França com o irmãozinho nos braços. Agora, em 2010, a Igreja assume que encobriu a pedofilia. Dizem que leva umas décadas de atraso. Pois leva. Mas não é a única, nem somos todos parvos.»

NÃO SOMOS TODOS PARVOS


Também tem toda a razão. «Quem travou amizades na mailing list do circuito Lux-Frágil pôde discorrer entre vodkas-tónicos sobre as orgias homossexuais de um figurão das noites Lisboetas — eventos cuidadosamente encenados, dizia-se, em que os mais jovens não iam para a cama com o Vitinho. Fora de Lisboa o fenómeno tinha outro bucolismo: o pai chegava bêbado a casa, dava um sopapo na mulher e uma pinocada na filha. Na manhã seguinte esta ia guardar cabras, como de costume, e aos treze anos dava o salto para França com o irmãozinho nos braços. Agora, em 2010, a Igreja assume que encobriu a pedofilia. Dizem que leva umas décadas de atraso. Pois leva. Mas não é a única, nem somos todos parvos.»

AS CAPELISTAS E O CAVALEIRO

Tem toda a razão. Os nossos (nossos porque estão globalizados como moscas varejeiras) "esquerdinos" de capelista passaram pelas eleições italianas como cães (que me desculpa a boa espécie animal qualquer comparação com o homem) por vinha vindimada. Tomai lá, pois, do Berlusconi.

AS CAPELISTAS E O CAVALEIRO

Tem toda a razão. Os nossos (nossos porque estão globalizados como moscas varejeiras) "esquerdinos" de capelista passaram pelas eleições italianas como cães (que me desculpa a boa espécie animal qualquer comparação com o homem) por vinha vindimada. Tomai lá, pois, do Berlusconi.

O LUGAR DELE

Aguiar-Branco - que obteve nas eleições internas do seu partido menos votos do que assinaturas para se candidatar - recusa presidir ao grupo parlamentar no debate quinzenal com Sócrates. Os amigos deste betinho desfocado deviam explicar-lhe que, se para alguma coisa ele foi eleito, foi para a função de chefe da banda parlamentar. E não consta que entretanto tivesse sido substituído. O dr. Passos Coelho tem aqui uma excelente oportunidade para mostrar que já manda, contrariando os presságios desta nossa sibila subitamente "socretinizada" (há quanto tempo não lhe lemos ou ouvimos qualquer coisinha de jeito contra o regime e, em compensação, lemos e ouvimos tanta empáfia despropositada contra o PSD como se este fosse o poder). Não é que Aguiar-Branco valha politicamente alguma coisa. Ao menos mostravam-lhe o lugar dele.

O LUGAR DELE

Aguiar-Branco - que obteve nas eleições internas do seu partido menos votos do que assinaturas para se candidatar - recusa presidir ao grupo parlamentar no debate quinzenal com Sócrates. Os amigos deste betinho desfocado deviam explicar-lhe que, se para alguma coisa ele foi eleito, foi para a função de chefe da banda parlamentar. E não consta que entretanto tivesse sido substituído. O dr. Passos Coelho tem aqui uma excelente oportunidade para mostrar que já manda, contrariando os presságios desta nossa sibila subitamente "socretinizada" (há quanto tempo não lhe lemos ou ouvimos qualquer coisinha de jeito contra o regime e, em compensação, lemos e ouvimos tanta empáfia despropositada contra o PSD como se este fosse o poder). Não é que Aguiar-Branco valha politicamente alguma coisa. Ao menos mostravam-lhe o lugar dele.

PÁSCOA

A Baixa de Lisboa cheia de coirões espanhóis com perguntas imbecis.

PÁSCOA

A Baixa de Lisboa cheia de coirões espanhóis com perguntas imbecis.

29.3.10

O ALIADO

Destes e deste é este aqui referido, o benemérito Agca. Estão bem uns para os outros.

O ALIADO

Destes e deste é este aqui referido, o benemérito Agca. Estão bem uns para os outros.

RAMALHOTE DE TRAZER POR CASA

Como é que o Guilherme Silva, que é um homem civilizado, aceita "frente-a-frentes" na SICN com um alarve como o Ramalho da "fnat" socialista que bolça gargalhadas ridículas cada vez que se fala em Cavaco Silva?

RAMALHOTE DE TRAZER POR CASA

Como é que o Guilherme Silva, que é um homem civilizado, aceita "frente-a-frentes" na SICN com um alarve como o Ramalho da "fnat" socialista que bolça gargalhadas ridículas cada vez que se fala em Cavaco Silva?

TRÊS TRISTES LANCES



Passos começa mal. Refiro-me a três infelizes lances de "imagem" que é sempre o que conta nesta época "pingo doce". O primeiro, Ângelo - há quem o leve a sério - a fazer de "ponto" naquelas danças de ventre político em que é especialista a partir do médio-oriente e de África. A segunda, sentar-se atrás no carro com motorista contra a "prática" em vigor de os líderes se sentarem à frente. Talvez fosse para fazer companhia ao sr. Relvas, o terceiro.

TRÊS TRISTES LANCES



Passos começa mal. Refiro-me a três infelizes lances de "imagem" que é sempre o que conta nesta época "pingo doce". O primeiro, Ângelo - há quem o leve a sério - a fazer de "ponto" naquelas danças de ventre político em que é especialista a partir do médio-oriente e de África. A segunda, sentar-se atrás no carro com motorista contra a "prática" em vigor de os líderes se sentarem à frente. Talvez fosse para fazer companhia ao sr. Relvas, o terceiro.

O BEATÉRIO PATRULHEIRO


A jacobinagem do "centenário" deve estar mortinha por voltar a rapar o cabelo aos padres e a exibi-los na praça pública como as marafonas que eles, os jacobinos, na sua maioria são. Um padre suspeito de cometer um crime é apenas um suspeito de ter cometido um crime que é padre. Como qualquer pessoa, é inocente até prova em contrário. Foi o que sempre se defendeu neste blogue em relação ao chamado "caso Casa Pia" quando, no lugar dos padres, estavam figuras públicas. E é o que se continuará a defender contra os beatos patrulheiros venham eles de onde vierem.

O BEATÉRIO PATRULHEIRO


A jacobinagem do "centenário" deve estar mortinha por voltar a rapar o cabelo aos padres e a exibi-los na praça pública como as marafonas que eles, os jacobinos, na sua maioria são. Um padre suspeito de cometer um crime é apenas um suspeito de ter cometido um crime que é padre. Como qualquer pessoa, é inocente até prova em contrário. Foi o que sempre se defendeu neste blogue em relação ao chamado "caso Casa Pia" quando, no lugar dos padres, estavam figuras públicas. E é o que se continuará a defender contra os beatos patrulheiros venham eles de onde vierem.

SENHOR, EU NÃO SOU DIGNO

Este cómico sistémico devia ser obrigado a virar-se para a parede e escrever cinquenta vezes estas palavrinhas de Herberto Helder antes de passar de leitão a suíno: passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona. Eu também me passei, obrigado. Mas não nego.

SENHOR, EU NÃO SOU DIGNO

Este cómico sistémico devia ser obrigado a virar-se para a parede e escrever cinquenta vezes estas palavrinhas de Herberto Helder antes de passar de leitão a suíno: passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona passou-se da puta da mona. Eu também me passei, obrigado. Mas não nego.

A PALAVRA

O Papa dirigiu-se aos fiéis em Dia de Ramos para repetir a única mensagem possível contra os fariseus, contra a baixaria e contra a vulgaridade. Essa palavra é Jesus.

A PALAVRA

O Papa dirigiu-se aos fiéis em Dia de Ramos para repetir a única mensagem possível contra os fariseus, contra a baixaria e contra a vulgaridade. Essa palavra é Jesus.

28.3.10

LOUVOR E SIMPLIFICAÇÃO DE JOÃO GALAMBA



Vou lendo isto a partir daqui e reparo que, apesar de tanta "erudição", o deputado sublima a graça e supera-se.

«-Chamou "filho da puta" a João Gonçalves, por causa do que ele escreveu acerca de João Constâncio. ("Este é filho do outro. Expele exactamente o mesmo estilo de flatulência política do papá.") Foi um gesto impulsivo e irreflectido?

- Quando vi aquilo escrito sobre o João Constâncio, de quem sou amigo, e depois de ter estado até de madrugada a tentar convencê-lo a publicar um texto no blogue, dizendo-lhe que não tinha de temer e que as pessoas eram civilizadas, aquilo causou-me uma enorme indignação. Reagi a quente. Não sei se me arrependo. Aquilo era exactamente o que escrevi: uma filha da putice. Era inaceitável que alguém tivesse aquele tipo de registo num debate político que se quer civilizado. Trazer à luz a condição de alguém ser filho de outro é uma canalhice.»

Noto o upgrade vocabular. De "filho da puta" a "uma filha da putice", coisa mais séria e adequada a quem já leu Flaubert, Saramago (percebido só mais tarde) e Baudelaire entre pranchadas de bodyboard e "usos privados e públicos" de tal literatura. Rimbaud, porém, não temos a certeza que tivesse lido porque levava soberana e manifestamente no cu e, sobretudo, era um poeta, um usador de palavras fundador de uma palavra só, dessas que nos distinguem, diz o deputado lambuzando-se com Ricoeur, dos animais. É mesmo levado do caralho, este deputado. Ou será da falta dele? Tudo visto, um pouco de Sena dedicado - de Dedicácias porque sou obsessivo - à deputacional figura cuja reputação é imaculada (cuidado, diz o Sena que não consta do "cânone" pittico do deputado, «com a segunda e a terceira sílabas daquela palvra tão honrada como as outras, nestes tempos em que tais luxos de honra se vão perdendo no universo.»)

«Que estes senhores possam finalmente realizar
sem literatura a sua vocação: e gemam só
profissionalmente para maior satisfação do freguês.»

LOUVOR E SIMPLIFICAÇÃO DE JOÃO GALAMBA



Vou lendo isto a partir daqui e reparo que, apesar de tanta "erudição", o deputado sublima a graça e supera-se.

«-Chamou "filho da puta" a João Gonçalves, por causa do que ele escreveu acerca de João Constâncio. ("Este é filho do outro. Expele exactamente o mesmo estilo de flatulência política do papá.") Foi um gesto impulsivo e irreflectido?

- Quando vi aquilo escrito sobre o João Constâncio, de quem sou amigo, e depois de ter estado até de madrugada a tentar convencê-lo a publicar um texto no blogue, dizendo-lhe que não tinha de temer e que as pessoas eram civilizadas, aquilo causou-me uma enorme indignação. Reagi a quente. Não sei se me arrependo. Aquilo era exactamente o que escrevi: uma filha da putice. Era inaceitável que alguém tivesse aquele tipo de registo num debate político que se quer civilizado. Trazer à luz a condição de alguém ser filho de outro é uma canalhice.»

Noto o upgrade vocabular. De "filho da puta" a "uma filha da putice", coisa mais séria e adequada a quem já leu Flaubert, Saramago (percebido só mais tarde) e Baudelaire entre pranchadas de bodyboard e "usos privados e públicos" de tal literatura. Rimbaud, porém, não temos a certeza que tivesse lido porque levava soberana e manifestamente no cu e, sobretudo, era um poeta, um usador de palavras fundador de uma palavra só, dessas que nos distinguem, diz o deputado lambuzando-se com Ricoeur, dos animais. É mesmo levado do caralho, este deputado. Ou será da falta dele? Tudo visto, um pouco de Sena dedicado - de Dedicácias porque sou obsessivo - à deputacional figura cuja reputação é imaculada (cuidado, diz o Sena que não consta do "cânone" pittico do deputado, «com a segunda e a terceira sílabas daquela palvra tão honrada como as outras, nestes tempos em que tais luxos de honra se vão perdendo no universo.»)

«Que estes senhores possam finalmente realizar
sem literatura a sua vocação: e gemam só
profissionalmente para maior satisfação do freguês.»

SOBRE AS RUÍNAS DO TEMPLO ABATIDO


Rui Ramos recordava ontem, no Expresso, Alexandre Herculano. Nasceu há duzentos anos. Agora que não há ninguém que não seja "liberal", Herculano - que o foi literal e visceralmente -, fosse ele vivo, ia fartar-se rir com os seus "descendentes", esta pobre elite caseira e videirinha que vagueia pelos partidos, pelos jornais, pelos blogues e pelas corporações do regime, sempre a cascar no Estado, mas sempre dele mamadora enquanto falsa e tosca "sociedade civil". Provavelmente esta "elite" não verá nele mais do que um pacóvio, um escritor "datado" e ilegível, um chato. E Herculano porventura olharia para ela, com desprezo e ironia, recomendando que «os pontapés ou arrochadas são sempre eficazes e salutares.» O alegado "poder espiritual" que exerceria sobre a nação, como sugeria Teófilo Braga, não serviu de nada nem a um nem à outra. Não se pode exercer poderes dessa natureza sobre broncos crónicos. Oliveira Martins percebeu-o perfeitamente. «E quando, ele que observara impenitente o velho Portugal, abandonado ao lodo utilitário os seus coevos, via também a mocidade mediocremente respeitosa por essa religião do Indivíduo que era a sua; quando via as tendências centralistas e socialistas - confessas ou inconscientes - dominarem nos governos e oposições, nos partidos conservadores e nos revolucionários, ele chorava, outro Isaías, sobre as ruínas do templo abatido, sem reconhecer que as pedras desse edifício derrubado já começavam a formar um novo monumento.» O "monumento" é esta miséria instintual e material e esta pequena burguesia de espírito a que chegámos por via de duas ditaduras e de um regime pseudo-democrático fundado há trinta e seis anos.«Isto dá vontade de morrer», murmurou Herculano, em Vale de Lobos, antes do fim. Nunca teve tanta razão.

SOBRE AS RUÍNAS DO TEMPLO ABATIDO


Rui Ramos recordava ontem, no Expresso, Alexandre Herculano. Nasceu há duzentos anos. Agora que não há ninguém que não seja "liberal", Herculano - que o foi literal e visceralmente -, fosse ele vivo, ia fartar-se rir com os seus "descendentes", esta pobre elite caseira e videirinha que vagueia pelos partidos, pelos jornais, pelos blogues e pelas corporações do regime, sempre a cascar no Estado, mas sempre dele mamadora enquanto falsa e tosca "sociedade civil". Provavelmente esta "elite" não verá nele mais do que um pacóvio, um escritor "datado" e ilegível, um chato. E Herculano porventura olharia para ela, com desprezo e ironia, recomendando que «os pontapés ou arrochadas são sempre eficazes e salutares.» O alegado "poder espiritual" que exerceria sobre a nação, como sugeria Teófilo Braga, não serviu de nada nem a um nem à outra. Não se pode exercer poderes dessa natureza sobre broncos crónicos. Oliveira Martins percebeu-o perfeitamente. «E quando, ele que observara impenitente o velho Portugal, abandonado ao lodo utilitário os seus coevos, via também a mocidade mediocremente respeitosa por essa religião do Indivíduo que era a sua; quando via as tendências centralistas e socialistas - confessas ou inconscientes - dominarem nos governos e oposições, nos partidos conservadores e nos revolucionários, ele chorava, outro Isaías, sobre as ruínas do templo abatido, sem reconhecer que as pedras desse edifício derrubado já começavam a formar um novo monumento.» O "monumento" é esta miséria instintual e material e esta pequena burguesia de espírito a que chegámos por via de duas ditaduras e de um regime pseudo-democrático fundado há trinta e seis anos.«Isto dá vontade de morrer», murmurou Herculano, em Vale de Lobos, antes do fim. Nunca teve tanta razão.

TADINHOS

Como esta gente odeia, como espuma
por entre os dentes podres a sua baba
de tudo sujo sem sequer prazer !
Como se querem reles e mesquinhos,
piolhosos, fétidos e promíscuos
na sarna vergonhosa e pustulenta !
Como se rabialçam de importantes,
fingindo-se de vítimas, vestais,
piedosas prostitutas delicadas!
Como se querem torpes e venais
palhaços pagos da miséria rasca
de seus cafés, popós e brilhantinas !
Há que esmagar a DDT, penicilina
e paus pelos costados tal canalha
de coxos, vesgos, e ladrões e pulhas,
tratá-los como lixo de oito séculos
de um povo que merece melhor gente
para salvá-lo de si mesmo e de outrém .

Jorge de Sena

7 de Dezembro de 1971


Quatro "vítimas". Cambada de poltrões hipócritas.

TADINHOS

Como esta gente odeia, como espuma
por entre os dentes podres a sua baba
de tudo sujo sem sequer prazer !
Como se querem reles e mesquinhos,
piolhosos, fétidos e promíscuos
na sarna vergonhosa e pustulenta !
Como se rabialçam de importantes,
fingindo-se de vítimas, vestais,
piedosas prostitutas delicadas!
Como se querem torpes e venais
palhaços pagos da miséria rasca
de seus cafés, popós e brilhantinas !
Há que esmagar a DDT, penicilina
e paus pelos costados tal canalha
de coxos, vesgos, e ladrões e pulhas,
tratá-los como lixo de oito séculos
de um povo que merece melhor gente
para salvá-lo de si mesmo e de outrém .

Jorge de Sena

7 de Dezembro de 1971


Quatro "vítimas". Cambada de poltrões hipócritas.

UM PROGRAMA

«O liberalismo, em Portugal, é hoje um suicídio. E Passos Coelho não é um suicida.»

Vasco Pulido Valente, Público

UM PROGRAMA

«O liberalismo, em Portugal, é hoje um suicídio. E Passos Coelho não é um suicida.»

Vasco Pulido Valente, Público

27.3.10

WOLFGANG WAGNER (1919-2010)



Era o neto sobrevivo de Wagner e bisneto de Liszt. Dirigiu anos a fio o Festival de Bayreuth. Foi no seu consulado que Chéreau e Boulez apresentaram a versão "inspiradora" de todas as que se lhe seguiram, no mundo, de O Anel do Nibelungo. O pai gostava de homens e a mãe foi tida por amante de Hitler quando, na verdade, era a "mão de ferro" que aguentou Bayreuth depois da guerra. Os alemães nem parecem europeus. Destes patetas de Bruxelas e do "pec". Sorte a deles.

WOLFGANG WAGNER (1919-2010)



Era o neto sobrevivo de Wagner e bisneto de Liszt. Dirigiu anos a fio o Festival de Bayreuth. Foi no seu consulado que Chéreau e Boulez apresentaram a versão "inspiradora" de todas as que se lhe seguiram, no mundo, de O Anel do Nibelungo. O pai gostava de homens e a mãe foi tida por amante de Hitler quando, na verdade, era a "mão de ferro" que aguentou Bayreuth depois da guerra. Os alemães nem parecem europeus. Destes patetas de Bruxelas e do "pec". Sorte a deles.

O MARTÍRIO NÃO ATRAI MUITOS CANDIDATOS


«A "liderança forte" é hoje, por isso, necessariamente, a liderança que reeduque os portugueses para um destino difícil e uma visão modesta do futuro. O que dantes se tomava garantido irá desaparecendo pouco a pouco: a ascensão social, o emprego, a carreira, os serviços do Estado, o consumo supérfluo. Fica, como de costume, o esforço, a poupança, a disciplina. A "liderança forte" não deve prolongar um mundo imaginário, que não voltará, ou não voltará tão cedo. Deve preparar o país para tempos duros. E se ela não emerge das profundezas da nossa melancólica política, é porque o martírio não atrai muitos candidatos.»

Vasco Pulido Valente, Público

O MARTÍRIO NÃO ATRAI MUITOS CANDIDATOS


«A "liderança forte" é hoje, por isso, necessariamente, a liderança que reeduque os portugueses para um destino difícil e uma visão modesta do futuro. O que dantes se tomava garantido irá desaparecendo pouco a pouco: a ascensão social, o emprego, a carreira, os serviços do Estado, o consumo supérfluo. Fica, como de costume, o esforço, a poupança, a disciplina. A "liderança forte" não deve prolongar um mundo imaginário, que não voltará, ou não voltará tão cedo. Deve preparar o país para tempos duros. E se ela não emerge das profundezas da nossa melancólica política, é porque o martírio não atrai muitos candidatos.»

Vasco Pulido Valente, Público

A CANALHA


É um título de um poema daquele livrinho ali ao lado direito. Mas aplica-se aos canalhas anónimos e não anónimos que lançam aqui e em prostíbulos adequados cagalhões em forma de comentários dado que só sabem opinar pelo olho do cu. Quero lá saber se o PSD escolheu o senhor dos Passos ou se não escolheu o eurodeputado Rangel ou o betinho Aguiar ou o translúcido Castanheira. Desejo, naturalmente, que (fodendo-se todos, sobretudo vós, ó canalhas) ajudem - sobretudo o senhor dos Passos porque ungido pelos militantes dele - a acabar rapidamente com o regime protagonizado por este PS defendido nos referidos prostíbulos de vão de escada. O "destino" das luminárias e dos plumitivos que vão com uns e outros, como putas que imaginam que todos se lhes equivalem, é-me indiferente. Por isso sossegue a canalha que não me "estou a fazer" a nada. Apenas reclamo mais sol e dias longos de preferência mentalmente afastado dela, da canalha, a «tal canalha/de coxos, vesgos, e ladrões e pulhas,/tratá-los como lixo de oito séculos/de um povo que merece melhor gente/para salvá-lo de si mesmo e de outrem.»

A CANALHA


É um título de um poema daquele livrinho ali ao lado direito. Mas aplica-se aos canalhas anónimos e não anónimos que lançam aqui e em prostíbulos adequados cagalhões em forma de comentários dado que só sabem opinar pelo olho do cu. Quero lá saber se o PSD escolheu o senhor dos Passos ou se não escolheu o eurodeputado Rangel ou o betinho Aguiar ou o translúcido Castanheira. Desejo, naturalmente, que (fodendo-se todos, sobretudo vós, ó canalhas) ajudem - sobretudo o senhor dos Passos porque ungido pelos militantes dele - a acabar rapidamente com o regime protagonizado por este PS defendido nos referidos prostíbulos de vão de escada. O "destino" das luminárias e dos plumitivos que vão com uns e outros, como putas que imaginam que todos se lhes equivalem, é-me indiferente. Por isso sossegue a canalha que não me "estou a fazer" a nada. Apenas reclamo mais sol e dias longos de preferência mentalmente afastado dela, da canalha, a «tal canalha/de coxos, vesgos, e ladrões e pulhas,/tratá-los como lixo de oito séculos/de um povo que merece melhor gente/para salvá-lo de si mesmo e de outrem.»

DAS VACAS

A derrota de determinadas vacas sagradas do PSD não deixa de ter a sua graça, malgré Rangel. Importa agora, sobretudo, não dar pasto a novas.

DAS VACAS

A derrota de determinadas vacas sagradas do PSD não deixa de ter a sua graça, malgré Rangel. Importa agora, sobretudo, não dar pasto a novas.

A SEGUIR NO PRÓXIMO PSD

Até por ser corrosivo, sem respeitinhos tótós, mesmo quando não concordo bastas vezes com ele. Tudo menos marcos antónios, angelos, miras amarais socráticos e tretas adjacentes.

A SEGUIR NO PRÓXIMO PSD

Até por ser corrosivo, sem respeitinhos tótós, mesmo quando não concordo bastas vezes com ele. Tudo menos marcos antónios, angelos, miras amarais socráticos e tretas adjacentes.

26.3.10

A "PRAÇA" DELE

Li no twitter esta "pérola" do filho do autarca de Gaia, uma inteligência partidária promissora: «a mobilizaçao em Gaia está impressionante. É a consolidaçao de uma grande praça da social democracia! Parabéns a todos os militantes!» É um misto de Júlio Diniz com Torga do PSD, de certeza.

A "PRAÇA" DELE

Li no twitter esta "pérola" do filho do autarca de Gaia, uma inteligência partidária promissora: «a mobilizaçao em Gaia está impressionante. É a consolidaçao de uma grande praça da social democracia! Parabéns a todos os militantes!» É um misto de Júlio Diniz com Torga do PSD, de certeza.

NÓS, OS POR VEZES VENCIDOS DO CATOLICISMO*

Não deve ser fruto do acaso a "descoberta" de tanta pedofilia ligada a padres. Sobretudo quando alguns desses casos passaram pelo crivo do então prefeito para a congregação da fé, o cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI. Choca o silêncio burocrático, frio e racional do cardeal perante cartas e cartas em que era referido um padre abusador de crianças surdas-mudas? Faz impressão que o decurso do tempo e a remoção do indivíduo para outros lados tivessem "resolvido" o assunto que cessou, por morte natural do dito padre, em 1998? E custa, sobretudo a um cristão católico, apostólico, romano, tanto rumor de tanta nojice? Choca, faz impressão e custa, sim. Durante grande parte da minha vida vi a religião - a minha, a católica - de longe e como coisa resolvida de forma inteiramente privada. A agonia de João Paulo II e a escolha de Ratzinger para lhe suceder aproximaram-me, porventura por motivos puramente intelectuais, mais da Igreja. Mas continuei, como continuo, a sentir a fé como uma coisa pessoal. Nunca valorizei especialmente os intermediários, vulgo, os sacerdotes porque são homens e, por definição, desconfio da natureza humana. Um criminoso pode ser várias coisas tais como padre, dirigente partidário ou advogado. Isso não faz da Igreja, do partido ou das ordens dos advogados albergues de criminosos. Nem faz especialmente do Papa um cúmplice de criminosos. Apesar do horrível que existe nisto tudo, não há coincidências.

* o título releva de um conhecido poema de Ruy Belo:

Nós os vencidos do catolicismo
que não sabemos já donde a luz mana
haurimos o perdido misticismo
nos acordes dos carmina burana

Nós que perdemos na luta da fé
não é que no mais fundo não creiamos
mas não lutamos já firmes e a pé
nem nada impomos do que duvidamos

Já nenhum garizim nos chega agora
depois de ouvir como a samaritana
que em espírito e verdade é que se adora
Deixem-me ouvir os carmina burana

Nesta vida é que nós acreditamos
e no homem que dizem que criaste
se temos o que temos e jogamos
“Meu deus meu deus porque me abandonaste?”

NÓS, OS POR VEZES VENCIDOS DO CATOLICISMO*

Não deve ser fruto do acaso a "descoberta" de tanta pedofilia ligada a padres. Sobretudo quando alguns desses casos passaram pelo crivo do então prefeito para a congregação da fé, o cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI. Choca o silêncio burocrático, frio e racional do cardeal perante cartas e cartas em que era referido um padre abusador de crianças surdas-mudas? Faz impressão que o decurso do tempo e a remoção do indivíduo para outros lados tivessem "resolvido" o assunto que cessou, por morte natural do dito padre, em 1998? E custa, sobretudo a um cristão católico, apostólico, romano, tanto rumor de tanta nojice? Choca, faz impressão e custa, sim. Durante grande parte da minha vida vi a religião - a minha, a católica - de longe e como coisa resolvida de forma inteiramente privada. A agonia de João Paulo II e a escolha de Ratzinger para lhe suceder aproximaram-me, porventura por motivos puramente intelectuais, mais da Igreja. Mas continuei, como continuo, a sentir a fé como uma coisa pessoal. Nunca valorizei especialmente os intermediários, vulgo, os sacerdotes porque são homens e, por definição, desconfio da natureza humana. Um criminoso pode ser várias coisas tais como padre, dirigente partidário ou advogado. Isso não faz da Igreja, do partido ou das ordens dos advogados albergues de criminosos. Nem faz especialmente do Papa um cúmplice de criminosos. Apesar do horrível que existe nisto tudo, não há coincidências.

* o título releva de um conhecido poema de Ruy Belo:

Nós os vencidos do catolicismo
que não sabemos já donde a luz mana
haurimos o perdido misticismo
nos acordes dos carmina burana

Nós que perdemos na luta da fé
não é que no mais fundo não creiamos
mas não lutamos já firmes e a pé
nem nada impomos do que duvidamos

Já nenhum garizim nos chega agora
depois de ouvir como a samaritana
que em espírito e verdade é que se adora
Deixem-me ouvir os carmina burana

Nesta vida é que nós acreditamos
e no homem que dizem que criaste
se temos o que temos e jogamos
“Meu deus meu deus porque me abandonaste?”

O DECÚBITO DE RODRIGUES

Em que decúbito Ricardo Rodrigues pretenderá colocar o bardo Alegre por forma a um "entendimento"?

O DECÚBITO DE RODRIGUES

Em que decúbito Ricardo Rodrigues pretenderá colocar o bardo Alegre por forma a um "entendimento"?

SENTIDO DE ESTADO

É estar num conselho europeu em Bruxelas e, na conferência de imprensa, falar das eleições internas de outro partido.

SENTIDO DE ESTADO

É estar num conselho europeu em Bruxelas e, na conferência de imprensa, falar das eleições internas de outro partido.

SERVIÇO PÚBLICO


Retirada a referência a Serra Formigal com a qual discordo, o Augusto M. Seabra coloca o nome na coisa,a relação custo/ benefício para o serviço público representado pelo Teatro Nacional de São Carlos de cada dia a mais que passa com Dammann (e "opartzinhos" de opereta) à frente daquilo. «Dado o carácter “blindado” do contrato de Dammann, válido até Agosto de 2012, e prevendo uma avultada indemnização em caso de rescisão, serão ainda necessárias conversações com vista a um acordo dos termos da saída. Mas, mesmo sendo esse um factor a ponderar, muito, muitíssimo mais gravosa para o serviço público que o São Carlos é, e para os níveis artísticos que estatutariamente lhe estão fixados, seria a permanência do senhor. A decisão de Canavilhas não pode pois ser senão vivamente saudada.» Acrescento o meu voto, insuspeito, no sentido do regresso de Paolo Pinamonti à direcção artística do nosso único teatro de ópera.

SERVIÇO PÚBLICO


Retirada a referência a Serra Formigal com a qual discordo, o Augusto M. Seabra coloca o nome na coisa,a relação custo/ benefício para o serviço público representado pelo Teatro Nacional de São Carlos de cada dia a mais que passa com Dammann (e "opartzinhos" de opereta) à frente daquilo. «Dado o carácter “blindado” do contrato de Dammann, válido até Agosto de 2012, e prevendo uma avultada indemnização em caso de rescisão, serão ainda necessárias conversações com vista a um acordo dos termos da saída. Mas, mesmo sendo esse um factor a ponderar, muito, muitíssimo mais gravosa para o serviço público que o São Carlos é, e para os níveis artísticos que estatutariamente lhe estão fixados, seria a permanência do senhor. A decisão de Canavilhas não pode pois ser senão vivamente saudada.» Acrescento o meu voto, insuspeito, no sentido do regresso de Paolo Pinamonti à direcção artística do nosso único teatro de ópera.

O PSD EM DIA DE DIVÃ

«O drama do PSD, que muito provavelmente não será ultrapassado com a escolha de uma nova liderança nas eleições internas de hoje, é ter não só perdido o contacto com a realidade e o sentimento do eleitorado, como não entender a importância do debate de ideias, antes valorizando o seu mítico "pragmatismo". Isto para além de o seu aparelho se ter tornado tão ou mais clientelar do que o do PS. De facto, se algo não aconteceu durante a campanha para a liderança do PSD foi aparecer alguém capaz de captar não só a imaginação, como, ao mesmo tempo, as expectativas do eleitorado.»

José Manuel Fernandes, Público

«O PSD deixou passar a resolução (sem dúvida com o acordo tácito de Coelho e Rangel) para não agravar um rating quase em queda livre, e claro que a esquerda do PS não se atreveu ainda a declarar guerra a Sócrates. Infelizmente, ganhou o "sim", com a ajuda do PSD. Mas ficou o problema. Na panela, a pressão continua a aumentar.»

Vasco Pulido Valente, idem

«Como aliás se foi percebendo do modo como o PSD foi formando o voto em relação ao PEC, está a germinar um bloco central de palácios, paradoxalmente construído entre São Bento e Belém. Se for este o caminho, chegaremos a 2013 com os partidos menorizados e um país politicamente ainda mais pobre.»

Pedro Adão e Silva, i

«Manuela Ferreira Leite despede-se da liderança do PSD depois de não ter negado Cavaco Silva por três vezes: no programa de governo, nos orçamentos, na resolução do PEC. Se há ainda Governo minoritário de José Sócrates o País o deve à Senhora. Agora que outro galo cantará para as bandas da S. Caetano, não é gratuita esta referência.»

José Medeiros Ferreira, CM



«Daí o absurdo da presente encruzilhada, onde as abstenções, à boa maneira salazarenta, contam como votos a favor. E Sócrates, mesmo sem aparecer, pode proclamar que quem não é contra ele é a favor dele.»

José Adelino Maltez

O PSD EM DIA DE DIVÃ

«O drama do PSD, que muito provavelmente não será ultrapassado com a escolha de uma nova liderança nas eleições internas de hoje, é ter não só perdido o contacto com a realidade e o sentimento do eleitorado, como não entender a importância do debate de ideias, antes valorizando o seu mítico "pragmatismo". Isto para além de o seu aparelho se ter tornado tão ou mais clientelar do que o do PS. De facto, se algo não aconteceu durante a campanha para a liderança do PSD foi aparecer alguém capaz de captar não só a imaginação, como, ao mesmo tempo, as expectativas do eleitorado.»

José Manuel Fernandes, Público

«O PSD deixou passar a resolução (sem dúvida com o acordo tácito de Coelho e Rangel) para não agravar um rating quase em queda livre, e claro que a esquerda do PS não se atreveu ainda a declarar guerra a Sócrates. Infelizmente, ganhou o "sim", com a ajuda do PSD. Mas ficou o problema. Na panela, a pressão continua a aumentar.»

Vasco Pulido Valente, idem

«Como aliás se foi percebendo do modo como o PSD foi formando o voto em relação ao PEC, está a germinar um bloco central de palácios, paradoxalmente construído entre São Bento e Belém. Se for este o caminho, chegaremos a 2013 com os partidos menorizados e um país politicamente ainda mais pobre.»

Pedro Adão e Silva, i

«Manuela Ferreira Leite despede-se da liderança do PSD depois de não ter negado Cavaco Silva por três vezes: no programa de governo, nos orçamentos, na resolução do PEC. Se há ainda Governo minoritário de José Sócrates o País o deve à Senhora. Agora que outro galo cantará para as bandas da S. Caetano, não é gratuita esta referência.»

José Medeiros Ferreira, CM



«Daí o absurdo da presente encruzilhada, onde as abstenções, à boa maneira salazarenta, contam como votos a favor. E Sócrates, mesmo sem aparecer, pode proclamar que quem não é contra ele é a favor dele.»

José Adelino Maltez

25.3.10

HONRA LHES SEJA

Depois da triste exibição parlamentar do PSD, o edil Costa, na "quadratura", permitiu-se "definir" o "âmbito" de actuação do próximo líder do maior partido da oposição que o PS, muito adequadamente e a pretexto do PEC, colocou no bolso de trás das calças. Felizmente está lá o dr. Pacheco - que me recorda palavras de Jorge de Sena sobre Herculano até pela proximidade geográfica -, «honra lhe seja», sempre «agoniado« e «na firme intenção de não ser outra coisa senão um bom burguês, já de bronze, para o respeito da posteridade.»

HONRA LHES SEJA

Depois da triste exibição parlamentar do PSD, o edil Costa, na "quadratura", permitiu-se "definir" o "âmbito" de actuação do próximo líder do maior partido da oposição que o PS, muito adequadamente e a pretexto do PEC, colocou no bolso de trás das calças. Felizmente está lá o dr. Pacheco - que me recorda palavras de Jorge de Sena sobre Herculano até pela proximidade geográfica -, «honra lhe seja», sempre «agoniado« e «na firme intenção de não ser outra coisa senão um bom burguês, já de bronze, para o respeito da posteridade.»

O LÍDER PROVISÓRIO


Depois disto tudo, qual é, afinal, o melhor presidente para o PSD? Rangel chega a esta eleição directa a milhas do extraordinário e solitário discurso que fez no Hotel Tivoli quando apresentou a sua candidatura. Qualquer coisa se perdeu, mais do que se ganhou, no caminho. Alguém entretanto explicou a Passos Coelho que precisava de afivelar uma gravitas porque o referido descaso de Rangel o podia colocar na frente. Era o que lhe competia fazer e foi o que ele fez porque ninguém, tipicamente, se lembra já do congresso de Mafra. Só falo por mim, que nem sequer militante sou, mas a minha não recusa absoluta de Coelho, nesta altura do campeonato, depois de tantos e tantos posts nada amáveis para ele, ocorrerá porventura a encartados que votam? Não sei. Um deles - Rangel ou Coelho - ficará com um partido provisório nas mãos porque aquela tralha senatorial que por lá se passeia há mais de trinta anos não larga o osso. E a pífia despedida freteira da dra. Manuela complicou a coisa. Não o invejo.

O LÍDER PROVISÓRIO


Depois disto tudo, qual é, afinal, o melhor presidente para o PSD? Rangel chega a esta eleição directa a milhas do extraordinário e solitário discurso que fez no Hotel Tivoli quando apresentou a sua candidatura. Qualquer coisa se perdeu, mais do que se ganhou, no caminho. Alguém entretanto explicou a Passos Coelho que precisava de afivelar uma gravitas porque o referido descaso de Rangel o podia colocar na frente. Era o que lhe competia fazer e foi o que ele fez porque ninguém, tipicamente, se lembra já do congresso de Mafra. Só falo por mim, que nem sequer militante sou, mas a minha não recusa absoluta de Coelho, nesta altura do campeonato, depois de tantos e tantos posts nada amáveis para ele, ocorrerá porventura a encartados que votam? Não sei. Um deles - Rangel ou Coelho - ficará com um partido provisório nas mãos porque aquela tralha senatorial que por lá se passeia há mais de trinta anos não larga o osso. E a pífia despedida freteira da dra. Manuela complicou a coisa. Não o invejo.

DEDICADO AOS DEPUTADOS DO "BLOCO CENTRAL", COM 20 EXCEPÇÕES ACOBARDADAS, EMBORA TENHA SIDO ESCRITO A PENSAR NOUTROS MERDAS


(...)
e agora,
mais de trinta anos na cabeça e no mundo,
e não,
não um dr. mas mil drs. de um só reino,
e não se tem paciência para mandar tantas vezes à merda,
oh afastem de mim o reino,
afastem-nos a eles todos,
atirem-lhes aos focinhos o que puderem dela,
sim até se acabar a mirífica montanha,
ó stôr não me foda com essa de história literária,
o stôr passou-se da puta da mona,
a terra extravaza do real feito à imagem da merda,
e então vou-me embora,
quer dizer que falo para outras pessoas,
falo em nome de outra ferida, outra
dor, outra interpretação do mundo, outro amor do mundo,
outro tremor,
se alguém puder tocar em alguém oh sim há-de encontrar alguém
em quem toque,
dedos atentos atados à cabeça,
luz,
um punhado de luz,
cada lenço que se ata a própria seda do lenço o desata,
a luz que se desata,
aí é que se ouve a gramática cantada, imagine-se, cantada para sempre sem se ver a quem,
baixo ressoando,
alto ressoando,
mexendo os dedos nas costuras de sangue entre as placas do cabelo rude,
rútilo cabelo e o sangue que suporta tanta rutilação, tanta
beltà, beauty, que beleza! diz-se, fique
aí onde está dr. porque para si já se reservou
um quilo, uma tonelada, desculpe,
estou com pressa,
alguém lá fora dança na floresta devorada,
alguém primeiro escuta depois canta através da floresta devorada,
desculpe dr. mas já desapareci como quem se abisma
num espaço de hélio e labaredas,
eu próprio atravesso o incêndio imitando uma floresta,
fui-me embora pela floresta infravermelha fora,
não estou para essas merdas floresta vermelha fora


Herberto Helder: A Faca Não Corta o Fogo - Súmula & Inédita. Assírio & Alvim

DEDICADO AOS DEPUTADOS DO "BLOCO CENTRAL", COM 20 EXCEPÇÕES ACOBARDADAS, EMBORA TENHA SIDO ESCRITO A PENSAR NOUTROS MERDAS


(...)
e agora,
mais de trinta anos na cabeça e no mundo,
e não,
não um dr. mas mil drs. de um só reino,
e não se tem paciência para mandar tantas vezes à merda,
oh afastem de mim o reino,
afastem-nos a eles todos,
atirem-lhes aos focinhos o que puderem dela,
sim até se acabar a mirífica montanha,
ó stôr não me foda com essa de história literária,
o stôr passou-se da puta da mona,
a terra extravaza do real feito à imagem da merda,
e então vou-me embora,
quer dizer que falo para outras pessoas,
falo em nome de outra ferida, outra
dor, outra interpretação do mundo, outro amor do mundo,
outro tremor,
se alguém puder tocar em alguém oh sim há-de encontrar alguém
em quem toque,
dedos atentos atados à cabeça,
luz,
um punhado de luz,
cada lenço que se ata a própria seda do lenço o desata,
a luz que se desata,
aí é que se ouve a gramática cantada, imagine-se, cantada para sempre sem se ver a quem,
baixo ressoando,
alto ressoando,
mexendo os dedos nas costuras de sangue entre as placas do cabelo rude,
rútilo cabelo e o sangue que suporta tanta rutilação, tanta
beltà, beauty, que beleza! diz-se, fique
aí onde está dr. porque para si já se reservou
um quilo, uma tonelada, desculpe,
estou com pressa,
alguém lá fora dança na floresta devorada,
alguém primeiro escuta depois canta através da floresta devorada,
desculpe dr. mas já desapareci como quem se abisma
num espaço de hélio e labaredas,
eu próprio atravesso o incêndio imitando uma floresta,
fui-me embora pela floresta infravermelha fora,
não estou para essas merdas floresta vermelha fora


Herberto Helder: A Faca Não Corta o Fogo - Súmula & Inédita. Assírio & Alvim

ADEUS, DRA. MANUELA

À abstenção do PSD relativamente ao PEC do governo deveria ter correspondido uma abstenção, por parte de Ferreira Leite, em justificar, de seguida, o injustificável. O argumentário, todo ele contrário ao conteúdo do dito PEC, seria risível se não fosse trágico. Manuela começa e acaba cativa de Cavaco. Gosto de Cavaco PR, apoio a sua recandidatura mas incomoda-me que faça do maior partido da oposição uma espécie de túnel do Rossio para ele se deslocar de um lado para o outro quando lhe dá jeito. O próximo presidente do PSD não deve hesitar em denunciar o PEC e esta vitória de Pirro do governo à conta de um gesto patético do seu próprio partido. Não há bom vento para quem não conhece o seu porto. Adeus, dra. Manuela.

ADEUS, DRA. MANUELA

À abstenção do PSD relativamente ao PEC do governo deveria ter correspondido uma abstenção, por parte de Ferreira Leite, em justificar, de seguida, o injustificável. O argumentário, todo ele contrário ao conteúdo do dito PEC, seria risível se não fosse trágico. Manuela começa e acaba cativa de Cavaco. Gosto de Cavaco PR, apoio a sua recandidatura mas incomoda-me que faça do maior partido da oposição uma espécie de túnel do Rossio para ele se deslocar de um lado para o outro quando lhe dá jeito. O próximo presidente do PSD não deve hesitar em denunciar o PEC e esta vitória de Pirro do governo à conta de um gesto patético do seu próprio partido. Não há bom vento para quem não conhece o seu porto. Adeus, dra. Manuela.

DAMMANN OUT



Em entrevista à antena 2 - ouvi de madrugada - Gabriela Canavilhas finalmente percebeu que tinha de correr com o director artístico do São Carlos, Christoph Dammann. Percebeu que o público, a crítica, porventura o próprio Teatro não aguentavam tanta mediocridade junta. Devia completar a acção de limpeza com a remoção dos directores portugueses da OPART, esse imenso equívoco gestionário inventado pela prof. ª Pires de Lima e pelo ex-RDA Vieira de Carvalho. É tudo uma e a mesma coisa. E mais vale tarde que nunca.

DAMMANN OUT



Em entrevista à antena 2 - ouvi de madrugada - Gabriela Canavilhas finalmente percebeu que tinha de correr com o director artístico do São Carlos, Christoph Dammann. Percebeu que o público, a crítica, porventura o próprio Teatro não aguentavam tanta mediocridade junta. Devia completar a acção de limpeza com a remoção dos directores portugueses da OPART, esse imenso equívoco gestionário inventado pela prof. ª Pires de Lima e pelo ex-RDA Vieira de Carvalho. É tudo uma e a mesma coisa. E mais vale tarde que nunca.

O QUE PARECE É

Parece que a dra. Ferreira Leite quer deixar para a história do seu mandato - em que praticamente teve sempre razão - a memória de uma mãozinha final oferecida ao PS. Tudo em nome daquela maldição retórica que justifica os maiores disparates, o "interesse nacional". Se o PSD "negociar" com o PS uma abstenção - tanta pusilanimidade cortesã desnecessária e a troco de quê? - Ferreira Leite sai mal. Muito mal. E Passos Coelho ganhará com maior folga amanhã à conta de não ter sido obscuro nem "consensual" num momento decisivo de "identidade" partidária. As coisas são o que são. E o que parece é.

O QUE PARECE É

Parece que a dra. Ferreira Leite quer deixar para a história do seu mandato - em que praticamente teve sempre razão - a memória de uma mãozinha final oferecida ao PS. Tudo em nome daquela maldição retórica que justifica os maiores disparates, o "interesse nacional". Se o PSD "negociar" com o PS uma abstenção - tanta pusilanimidade cortesã desnecessária e a troco de quê? - Ferreira Leite sai mal. Muito mal. E Passos Coelho ganhará com maior folga amanhã à conta de não ter sido obscuro nem "consensual" num momento decisivo de "identidade" partidária. As coisas são o que são. E o que parece é.

A EVIDÊNCIA


«O socialismo, a corrupção e a estupidez constituem a tripeça em que está sentado o regime. Supus que quebrar-lhe um dos pés era dar com ele em terra. Qual! O regime tem pés de carvalho, não se deixa serrar pelos lenhadores da blogosfera. Está aí para lavar e durar. Cada dia mais putrefacto; cada vez mais firme. Aparente paradoxo.» Errado, caro Bruno. Não se pode encerrar um blogue com tamanha evidência deixando florescer por aí tanto rabanete blogosférico, lambedor sofisticado das horríveis extremidades do regime.

A EVIDÊNCIA


«O socialismo, a corrupção e a estupidez constituem a tripeça em que está sentado o regime. Supus que quebrar-lhe um dos pés era dar com ele em terra. Qual! O regime tem pés de carvalho, não se deixa serrar pelos lenhadores da blogosfera. Está aí para lavar e durar. Cada dia mais putrefacto; cada vez mais firme. Aparente paradoxo.» Errado, caro Bruno. Não se pode encerrar um blogue com tamanha evidência deixando florescer por aí tanto rabanete blogosférico, lambedor sofisticado das horríveis extremidades do regime.

24.3.10

OPOSIÇÃO OU FRAUDE?

Lê-se num título da net que o PS, o governo e o PSD tentam "salvar" (reparem no verbo e na troika envolvida) o PEC, isto é, a "resolução" inventada pelo PS para comprometer os outros partidos no parlamento. Se o PSD deixar ao CDS o papel que lhe cabia - votar contra, coisa que o dr. Portas, como lhe compete, vai fazer -, então o PSD assume a sua qualidade de fraude política, tão bem personificada no cinzentismo nulo do seu líder parlamentar por mais uns dias, o causídico regimental Aguiar-Branco, e naquela parva comissão de inquérito que tanto delicia algumas das suas "elites". O próximo presidente do PSD tem muito lixo para varrer.

OPOSIÇÃO OU FRAUDE?

Lê-se num título da net que o PS, o governo e o PSD tentam "salvar" (reparem no verbo e na troika envolvida) o PEC, isto é, a "resolução" inventada pelo PS para comprometer os outros partidos no parlamento. Se o PSD deixar ao CDS o papel que lhe cabia - votar contra, coisa que o dr. Portas, como lhe compete, vai fazer -, então o PSD assume a sua qualidade de fraude política, tão bem personificada no cinzentismo nulo do seu líder parlamentar por mais uns dias, o causídico regimental Aguiar-Branco, e naquela parva comissão de inquérito que tanto delicia algumas das suas "elites". O próximo presidente do PSD tem muito lixo para varrer.

FALÁCIAS

Perante chantagens óbvias, será que a oposição (e uma em especial) vai colocar-se em decúbito dorsal?

FALÁCIAS

Perante chantagens óbvias, será que a oposição (e uma em especial) vai colocar-se em decúbito dorsal?

ESTE LIVRO QUE ELE VOS DEIXOU


Em Portugal, até as putas são senhoras
Que não fazem porcarias,
E só ao sábado fodem e em decúbito dorsal.


Jorge de Sena, Dedicácias

Em boa hora, a Guerra & Paz vai reeditar o livro Dedicácias de Jorge de Sena. São poemas sem complacências, de uma crueldade extrema, justa ou injusta, pouco importa, mas daquela que andamos carentes neste salsifré de frouxos delicados. Os "especialistas" execraram o livro aquando da primeira aparição a preço proibitivo. Desta vez vem "em conta" e anexaram-lhe o "discurso da Guarda" de 10 de Junho de 1977.

ESTE LIVRO QUE ELE VOS DEIXOU


Em Portugal, até as putas são senhoras
Que não fazem porcarias,
E só ao sábado fodem e em decúbito dorsal.


Jorge de Sena, Dedicácias

Em boa hora, a Guerra & Paz vai reeditar o livro Dedicácias de Jorge de Sena. São poemas sem complacências, de uma crueldade extrema, justa ou injusta, pouco importa, mas daquela que andamos carentes neste salsifré de frouxos delicados. Os "especialistas" execraram o livro aquando da primeira aparição a preço proibitivo. Desta vez vem "em conta" e anexaram-lhe o "discurso da Guarda" de 10 de Junho de 1977.

INÊS É MORTA*


Filipe Nunes Vicente, uma forma de vida inteligente que voa na blogosfera, apesar de atravessada pelo Mondego (e não manifestamente perturbada psiquiatricamente como eu), deu-lhe para defender, em vez do PSD, uma coisa em forma de assim que «reunirá a linguagem culta e elitista», presumo, do que restará do referido PSD depois das próximas eleições directas. Como em trinta e seis anos desta choldrice ainda não dei por nenhuma "linguagem culta e elitista" que ganhasse o que quer que fosse - o último a usá-la, mas em ditadura, foi o Doutor Salazar e para proveito próprio -, presumo que o Filipe esteja a pensar em mais uma "sedes" de onde brotaram "vultos" como esse combatente contra a corrupção que é Oliveria Martins, esse banqueiro salvífico que é João Salgueiro ou, mesmo, esse sublime transfuga católico apostólico romano Guterres que deu o mote para a actual "situação". Inês, a do António Ferreira que era a sério, é morta. E há muitos anos, Filipe.

*este post é dedicado ao João Pedro George e só ele sabe porquê

INÊS É MORTA*


Filipe Nunes Vicente, uma forma de vida inteligente que voa na blogosfera, apesar de atravessada pelo Mondego (e não manifestamente perturbada psiquiatricamente como eu), deu-lhe para defender, em vez do PSD, uma coisa em forma de assim que «reunirá a linguagem culta e elitista», presumo, do que restará do referido PSD depois das próximas eleições directas. Como em trinta e seis anos desta choldrice ainda não dei por nenhuma "linguagem culta e elitista" que ganhasse o que quer que fosse - o último a usá-la, mas em ditadura, foi o Doutor Salazar e para proveito próprio -, presumo que o Filipe esteja a pensar em mais uma "sedes" de onde brotaram "vultos" como esse combatente contra a corrupção que é Oliveria Martins, esse banqueiro salvífico que é João Salgueiro ou, mesmo, esse sublime transfuga católico apostólico romano Guterres que deu o mote para a actual "situação". Inês, a do António Ferreira que era a sério, é morta. E há muitos anos, Filipe.

*este post é dedicado ao João Pedro George e só ele sabe porquê

O PAPAGAIO ROSA

Ontem perguntava onde é que estavam os papagaios por causa disto. Hoje lá apareceu um, o sempre sinalizado para o mesmo lado. O do respeitinho socrático de que ele, coitadinho, é um dos mais provincianos epígonos.

O PAPAGAIO ROSA

Ontem perguntava onde é que estavam os papagaios por causa disto. Hoje lá apareceu um, o sempre sinalizado para o mesmo lado. O do respeitinho socrático de que ele, coitadinho, é um dos mais provincianos epígonos.

MAIS OU MENOS ISTO


À noite, com o rádio ligado, ouço a voz do sr. Ricardo Rodrigues, do PS, que verberava a "ousadia" - "como é que ousam?" perguntava, qual balão vazio à espera que o enchessem, o deputado - de alguém querer levar Sócrates a depôr numa inútil comissão de inquérito parlamentar. Porquê? O 1º ministro é alguma vaca sagrada que emergiu em São Bento por obra e graça do Paracleto? Não se lhe pode tocar como se fosse a taça do Santo Graal? É algum místico encontrado na Serra da Estrela por um grupo de escuteiros da Buraca que andava a "limpar Portugal"? Não, sr. Rodrigues, o seu 1º ministro é mais ou menos isto que, uma oportuna "falha de impressão", não permitiu que fosse lido em papel em Lisboa. Nem vale a pena traduzir embora o senhor, que mal sabe português, deva ter dificuldades em entender. Mas amanhe-se como cobardemente o seu grupo parlamentar, cheio de "sensibilidade social" nas algibeiras, engoliu o PEC. Não é para isso que está na política e no PS? «A la manière d’un Sarkozy portugais, Sócrates est un fonceur, un communicateur zélé qui a phagocyté son parti et personnalisé à l’extrême l’exercice du pouvoir. Autres similitudes : il ne craint pas de tailler dans le vif, supporte mal les critiques, perd facilement ses nerfs et cultive la perméabilité entre la sphère politique et celle des affaires.»