«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
31.5.08
A ESTÁTUA DO COMENDADOR
A ESTÁTUA DO COMENDADOR
O RESPEITINHO
Vale a pena ver este vídeo miserável sobre o respeitinho. Que nojo de país. Que nojo de "figuras públicas", coitadinhas. Que nojo de democracia.
O RESPEITINHO
Vale a pena ver este vídeo miserável sobre o respeitinho. Que nojo de país. Que nojo de "figuras públicas", coitadinhas. Que nojo de democracia.
A "MASSA"
Do livro ali ao lado:
«Uma massa em estado dinâmico é lúcida, imaginativa, audaciosa, intuitiva. Uma massa em estado de inércia é estúpida e medrosa. Quando se fala de "massa", é preciso ter isto em conta. Nada mais estúpido que a massa, nada mais clarividente que a massa. Depende do estado em que estiver.»
A "MASSA"
Do livro ali ao lado:
«Uma massa em estado dinâmico é lúcida, imaginativa, audaciosa, intuitiva. Uma massa em estado de inércia é estúpida e medrosa. Quando se fala de "massa", é preciso ter isto em conta. Nada mais estúpido que a massa, nada mais clarividente que a massa. Depende do estado em que estiver.»
"TOMAR CONTA DISTO"
Como dizia um vendedor de peixe no mercado de Alvalade, "alguém vai ter de tomar conta disto".
"TOMAR CONTA DISTO"
Como dizia um vendedor de peixe no mercado de Alvalade, "alguém vai ter de tomar conta disto".
"AQUELE SENHOR DE BARBAS..."
Assisti, na televisão, ao "momento" em que Luís Filipe Menezes votou para escolher o seu sucessor. Para quem esteve atento, aqueles breves minutos de declarações são o "tom" para depois de logo mais ao fim da tarde. Menezes, que é "um democrata", vai respeitar o que acontecer. Todavia, não se esqueceu de mencionar "a canalha", a gente "sem carácter" e outros da mesma "laia" que o negaram desde o primeiro dia. De entre eles, Menezes destacou "aquele senhor de barbas" da Quadratura do Círculo como a figura simbólica da referida "canalha" e da gente "sem carácter". Maria Flor Pedroso, na Antena 1, ouviu os quatro candidatos em separado a quem colocou as mesmas perguntas e "fingiu" um debate. A candidata do "senhor de barbas" confirmou-se como um verdadeiro aríete. Ferreira Leite está prisioneira de tudo o que é o regime dentro do PSD e que terá de a "elaborar" politicamente para fazer frente a Sócrates. Quando lhe perguntaram por nomes, ela balbuciou Aguiar-Branco (não me esqueci do hífen porque esta gente do hífen leva-se muito a sério) e António Borges, duas figuras de quem a pátria muito espera. Como segunda opção para líder, Ferreira Leite, quando muito, tem, sic, "preferências negativas". Ou seja, a potencial dirigente do maior partido da oposição, malgré "aquele senhor de barbas", não tem uma ideia. Pelo contrário, os seus adversários têm pelo menos uma: tudo farão para lhe fazer a vida num inferno.
"AQUELE SENHOR DE BARBAS..."
Assisti, na televisão, ao "momento" em que Luís Filipe Menezes votou para escolher o seu sucessor. Para quem esteve atento, aqueles breves minutos de declarações são o "tom" para depois de logo mais ao fim da tarde. Menezes, que é "um democrata", vai respeitar o que acontecer. Todavia, não se esqueceu de mencionar "a canalha", a gente "sem carácter" e outros da mesma "laia" que o negaram desde o primeiro dia. De entre eles, Menezes destacou "aquele senhor de barbas" da Quadratura do Círculo como a figura simbólica da referida "canalha" e da gente "sem carácter". Maria Flor Pedroso, na Antena 1, ouviu os quatro candidatos em separado a quem colocou as mesmas perguntas e "fingiu" um debate. A candidata do "senhor de barbas" confirmou-se como um verdadeiro aríete. Ferreira Leite está prisioneira de tudo o que é o regime dentro do PSD e que terá de a "elaborar" politicamente para fazer frente a Sócrates. Quando lhe perguntaram por nomes, ela balbuciou Aguiar-Branco (não me esqueci do hífen porque esta gente do hífen leva-se muito a sério) e António Borges, duas figuras de quem a pátria muito espera. Como segunda opção para líder, Ferreira Leite, quando muito, tem, sic, "preferências negativas". Ou seja, a potencial dirigente do maior partido da oposição, malgré "aquele senhor de barbas", não tem uma ideia. Pelo contrário, os seus adversários têm pelo menos uma: tudo farão para lhe fazer a vida num inferno.
30.5.08
ME, MYSELF AND MY CAR
ME, MYSELF AND MY CAR
29.5.08
ESPECTROS
1. «Quando fui votar no boletim de voto não estava lá o nome do Pedro Santana Lopes (...) Se lá estivesse o nome de Santana Lopes não votava. Só que no boletim estava PSD. E eu sempre votei PSD», declarou Manuela Ferreira Leite à revista Sábado. Se Santana Lopes tivesse dito isto em relação a Ferreira Leite, que diriam os moralistas do regime e do partido?
2. No Público, em papel, um artigo sobre a campanha no PSD termina assim: «o importante é que, juntos, Passos Coelho e Ferreira Leite atinjam cerca de 80 por cento. E afastem de vez o espectro de Santana do PSD.» Foram as jornalistas que "inventaram" esta prosa "isenta"?
3. Estou à vontade. Deixei o PSD em 2004 quando Barroso fugiu irresponsavelmente com a conivência de Sampaio. Não apreciei o que se seguiu e os arquivos deste blogue são testemunho disso mesmo. Existe, porém, um propósito indisfarçável de, nestas "directas", humilhar Pedro Santana Lopes. Ao menos a candidata daqueles "barões assinalados" que andaram com Lopes ao colo quando ele era 1º ministro (para ver se ele não os deixava cair) é frontal e diz ao que - também - vem. Já Menezes, manifestamente um frouxo, "esconde-se" atrás da candidatura de Passos Coelho e "coloca" os seus cipaios ao serviço do antigo presidente da "Jota" para esconjurar o nefasto "espectro". Não aprecio aqueles que, como costuma dizer um amigo meu, possuem todas as qualidades do cão menos a lealdade. Não é o caso de Ferreira Leite mas é o de muitos bonzos que estão com ela. A senhora limita-se a ser autêntica por mais que isso custe, humanamente, a Santana Lopes.
4. A eventual vitória da candidata "brasonada" é, porventura, a que mais convém ao confronto com um Sócrates a perder o pé. Nunca a da mais recente versão do "action man" que, em votação nacional, atiraria o PSD, a curto prazo, para a irrelevância e para a pilhéria.
5. Santana Lopes tem sido um bom líder parlamentar. Imagino que, se perder, não quererá continuar. Deixe-se estar. Até 2009 nada está garantido a ninguém. Muito menos a quem ganhar no sábado.
2. No Público, em papel, um artigo sobre a campanha no PSD termina assim: «o importante é que, juntos, Passos Coelho e Ferreira Leite atinjam cerca de 80 por cento. E afastem de vez o espectro de Santana do PSD.» Foram as jornalistas que "inventaram" esta prosa "isenta"?
3. Estou à vontade. Deixei o PSD em 2004 quando Barroso fugiu irresponsavelmente com a conivência de Sampaio. Não apreciei o que se seguiu e os arquivos deste blogue são testemunho disso mesmo. Existe, porém, um propósito indisfarçável de, nestas "directas", humilhar Pedro Santana Lopes. Ao menos a candidata daqueles "barões assinalados" que andaram com Lopes ao colo quando ele era 1º ministro (para ver se ele não os deixava cair) é frontal e diz ao que - também - vem. Já Menezes, manifestamente um frouxo, "esconde-se" atrás da candidatura de Passos Coelho e "coloca" os seus cipaios ao serviço do antigo presidente da "Jota" para esconjurar o nefasto "espectro". Não aprecio aqueles que, como costuma dizer um amigo meu, possuem todas as qualidades do cão menos a lealdade. Não é o caso de Ferreira Leite mas é o de muitos bonzos que estão com ela. A senhora limita-se a ser autêntica por mais que isso custe, humanamente, a Santana Lopes.
4. A eventual vitória da candidata "brasonada" é, porventura, a que mais convém ao confronto com um Sócrates a perder o pé. Nunca a da mais recente versão do "action man" que, em votação nacional, atiraria o PSD, a curto prazo, para a irrelevância e para a pilhéria.
5. Santana Lopes tem sido um bom líder parlamentar. Imagino que, se perder, não quererá continuar. Deixe-se estar. Até 2009 nada está garantido a ninguém. Muito menos a quem ganhar no sábado.
ESPECTROS
1. «Quando fui votar no boletim de voto não estava lá o nome do Pedro Santana Lopes (...) Se lá estivesse o nome de Santana Lopes não votava. Só que no boletim estava PSD. E eu sempre votei PSD», declarou Manuela Ferreira Leite à revista Sábado. Se Santana Lopes tivesse dito isto em relação a Ferreira Leite, que diriam os moralistas do regime e do partido?
2. No Público, em papel, um artigo sobre a campanha no PSD termina assim: «o importante é que, juntos, Passos Coelho e Ferreira Leite atinjam cerca de 80 por cento. E afastem de vez o espectro de Santana do PSD.» Foram as jornalistas que "inventaram" esta prosa "isenta"?
3. Estou à vontade. Deixei o PSD em 2004 quando Barroso fugiu irresponsavelmente com a conivência de Sampaio. Não apreciei o que se seguiu e os arquivos deste blogue são testemunho disso mesmo. Existe, porém, um propósito indisfarçável de, nestas "directas", humilhar Pedro Santana Lopes. Ao menos a candidata daqueles "barões assinalados" que andaram com Lopes ao colo quando ele era 1º ministro (para ver se ele não os deixava cair) é frontal e diz ao que - também - vem. Já Menezes, manifestamente um frouxo, "esconde-se" atrás da candidatura de Passos Coelho e "coloca" os seus cipaios ao serviço do antigo presidente da "Jota" para esconjurar o nefasto "espectro". Não aprecio aqueles que, como costuma dizer um amigo meu, possuem todas as qualidades do cão menos a lealdade. Não é o caso de Ferreira Leite mas é o de muitos bonzos que estão com ela. A senhora limita-se a ser autêntica por mais que isso custe, humanamente, a Santana Lopes.
4. A eventual vitória da candidata "brasonada" é, porventura, a que mais convém ao confronto com um Sócrates a perder o pé. Nunca a da mais recente versão do "action man" que, em votação nacional, atiraria o PSD, a curto prazo, para a irrelevância e para a pilhéria.
5. Santana Lopes tem sido um bom líder parlamentar. Imagino que, se perder, não quererá continuar. Deixe-se estar. Até 2009 nada está garantido a ninguém. Muito menos a quem ganhar no sábado.
2. No Público, em papel, um artigo sobre a campanha no PSD termina assim: «o importante é que, juntos, Passos Coelho e Ferreira Leite atinjam cerca de 80 por cento. E afastem de vez o espectro de Santana do PSD.» Foram as jornalistas que "inventaram" esta prosa "isenta"?
3. Estou à vontade. Deixei o PSD em 2004 quando Barroso fugiu irresponsavelmente com a conivência de Sampaio. Não apreciei o que se seguiu e os arquivos deste blogue são testemunho disso mesmo. Existe, porém, um propósito indisfarçável de, nestas "directas", humilhar Pedro Santana Lopes. Ao menos a candidata daqueles "barões assinalados" que andaram com Lopes ao colo quando ele era 1º ministro (para ver se ele não os deixava cair) é frontal e diz ao que - também - vem. Já Menezes, manifestamente um frouxo, "esconde-se" atrás da candidatura de Passos Coelho e "coloca" os seus cipaios ao serviço do antigo presidente da "Jota" para esconjurar o nefasto "espectro". Não aprecio aqueles que, como costuma dizer um amigo meu, possuem todas as qualidades do cão menos a lealdade. Não é o caso de Ferreira Leite mas é o de muitos bonzos que estão com ela. A senhora limita-se a ser autêntica por mais que isso custe, humanamente, a Santana Lopes.
4. A eventual vitória da candidata "brasonada" é, porventura, a que mais convém ao confronto com um Sócrates a perder o pé. Nunca a da mais recente versão do "action man" que, em votação nacional, atiraria o PSD, a curto prazo, para a irrelevância e para a pilhéria.
5. Santana Lopes tem sido um bom líder parlamentar. Imagino que, se perder, não quererá continuar. Deixe-se estar. Até 2009 nada está garantido a ninguém. Muito menos a quem ganhar no sábado.
O COMANDANTE DE BANDEIRA
O sr. Alberto Martins, chefe de banda do PS, não perdeu os bons hábitos de "comandante de bandeira" da defunta Mocidade Portuguesa. Gongórico e nulo, Martins dirigiu-se a outro deputado, Louçã, acusando-o de utilizar “linguagem imagética animalesca” contra o "querido líder". Aparentemente Louçã e Sócrates travaram-se de razões e mimosiaram-se mutuamente de "mentirosos". A "democracia parlamentar" que eles frequentam é cheia daquela "linguagem". Não se percebe, por isso, o tom ofendido do velho "comandante de bandeira". Ou serão resquícios da remota ocupação oficiosa dos tempos livres de Martins antes de se tornar em "mito" associativo revolucionário por ter feito uma perguntinha pública ao Almirante Américo Tomás ? Por que não te calas, Martins?
O COMANDANTE DE BANDEIRA
O sr. Alberto Martins, chefe de banda do PS, não perdeu os bons hábitos de "comandante de bandeira" da defunta Mocidade Portuguesa. Gongórico e nulo, Martins dirigiu-se a outro deputado, Louçã, acusando-o de utilizar “linguagem imagética animalesca” contra o "querido líder". Aparentemente Louçã e Sócrates travaram-se de razões e mimosiaram-se mutuamente de "mentirosos". A "democracia parlamentar" que eles frequentam é cheia daquela "linguagem". Não se percebe, por isso, o tom ofendido do velho "comandante de bandeira". Ou serão resquícios da remota ocupação oficiosa dos tempos livres de Martins antes de se tornar em "mito" associativo revolucionário por ter feito uma perguntinha pública ao Almirante Américo Tomás ? Por que não te calas, Martins?
O PEQUENO MUNDO DE SÓCRATES
«No seguimento dos relatórios do FMI e da União Europeia e um mês depois de ter anunciado radiosamente a descida do IVA, o primeiro-ministro foi obrigado a render-se à realidade. Começando pelo óbvio, teve que rever em baixa o crescimento económico, pondo em causa não só a consolidação orçamental que, na sua opinião, estava já garantida, mas principalmente o futuro radioso com que, ainda há pouco tempo, nos acenava. A revisão do crescimento confirma apenas o que devia ser de uma evidência cristalina: não há "oásis" num mundo globalizado, e muito menos num país pobre e dependente, onde abunda a desigualdade e onde o desemprego tem batido recordes históricos, nos últimos anos. Se é verdade que o país sofre o efeito de uma crise internacional, não deixa de ser verdade também que o Governo foi o último a compreender a sua verdadeira importância e os seus inevitáveis efeitos na economia nacional. Como se isto não bastasse, entre o anúncio da descida do IVA e a revisão do crescimento económico, o dr. Menezes, esse verdadeiro trunfo do PS, decidiu abandonar a liderança do PSD, abrindo caminho às directas que se realizam este fim-de-semana. Com intuitos mais ou menos óbvios, as habituais "fontes" bem informadas já fizeram chegar aos jornais que a drª. Ferreira Leite era a candidata "preferida" pelo Governo porque oferecia ao PS o "voto útil" da esquerda. Este subtil argumento, que ninguém se deu ao trabalho de analisar, revela curiosamente o contrário do que pretende revelar. Se o Governo considera, de facto, que com a drª. Ferreira Leite à frente do PSD, consegue conquistar o "voto útil" da esquerda, isso significa apenas duas coisas: que o Governo pensa que a drª. Ferreira Leite pode ganhar ao eng. Sócrates (daí o voto útil); e que reconhece que, ao tentar penetrar no eleitorado do PSD, acabou por perder o voto da esquerda para o PCP e para o Bloco de Esquerda. É duvidoso que, mesmo num cenário de derrota, esse voto se encaminhe para a reeleição de uma maioria que, ainda esta semana, reagiu da pior forma ao "aviso" do dr. Soares sobre a pobreza, a desigualdade e o descontentamento. E é ainda mais duvidoso que os socialistas sejam imunes a uma eventual vitória da drª. Ferreira Leite no PSD. Com tanta gente a pedir "ideias" aos candidatos sociais-democratas, é natural que ninguém repare no debate que vai ter que haver, mais tarde ou mais cedo, no interior do PS, entre a esquerda do partido e os "falsos" socialistas que se encontram no Governo. Em qualquer caso, em dois meses, a situação do eng. Sócrates mudou. É a vida!»
Constança Cunha e Sá, in Público
O PEQUENO MUNDO DE SÓCRATES
«No seguimento dos relatórios do FMI e da União Europeia e um mês depois de ter anunciado radiosamente a descida do IVA, o primeiro-ministro foi obrigado a render-se à realidade. Começando pelo óbvio, teve que rever em baixa o crescimento económico, pondo em causa não só a consolidação orçamental que, na sua opinião, estava já garantida, mas principalmente o futuro radioso com que, ainda há pouco tempo, nos acenava. A revisão do crescimento confirma apenas o que devia ser de uma evidência cristalina: não há "oásis" num mundo globalizado, e muito menos num país pobre e dependente, onde abunda a desigualdade e onde o desemprego tem batido recordes históricos, nos últimos anos. Se é verdade que o país sofre o efeito de uma crise internacional, não deixa de ser verdade também que o Governo foi o último a compreender a sua verdadeira importância e os seus inevitáveis efeitos na economia nacional. Como se isto não bastasse, entre o anúncio da descida do IVA e a revisão do crescimento económico, o dr. Menezes, esse verdadeiro trunfo do PS, decidiu abandonar a liderança do PSD, abrindo caminho às directas que se realizam este fim-de-semana. Com intuitos mais ou menos óbvios, as habituais "fontes" bem informadas já fizeram chegar aos jornais que a drª. Ferreira Leite era a candidata "preferida" pelo Governo porque oferecia ao PS o "voto útil" da esquerda. Este subtil argumento, que ninguém se deu ao trabalho de analisar, revela curiosamente o contrário do que pretende revelar. Se o Governo considera, de facto, que com a drª. Ferreira Leite à frente do PSD, consegue conquistar o "voto útil" da esquerda, isso significa apenas duas coisas: que o Governo pensa que a drª. Ferreira Leite pode ganhar ao eng. Sócrates (daí o voto útil); e que reconhece que, ao tentar penetrar no eleitorado do PSD, acabou por perder o voto da esquerda para o PCP e para o Bloco de Esquerda. É duvidoso que, mesmo num cenário de derrota, esse voto se encaminhe para a reeleição de uma maioria que, ainda esta semana, reagiu da pior forma ao "aviso" do dr. Soares sobre a pobreza, a desigualdade e o descontentamento. E é ainda mais duvidoso que os socialistas sejam imunes a uma eventual vitória da drª. Ferreira Leite no PSD. Com tanta gente a pedir "ideias" aos candidatos sociais-democratas, é natural que ninguém repare no debate que vai ter que haver, mais tarde ou mais cedo, no interior do PS, entre a esquerda do partido e os "falsos" socialistas que se encontram no Governo. Em qualquer caso, em dois meses, a situação do eng. Sócrates mudou. É a vida!»
Constança Cunha e Sá, in Público
28.5.08
FEIRA CABISBAIXA
Passei rapidamente pela feira do livro de Lisboa. E tive saudades da feira de quando andava no liceu e na universidade. Em editoras com patine há fotos de gente que nunca vi e que passam por escritores que coexistem com "casos" como o "pai afectivo" da Esmeraldinha. A "zona demarcada" da LeYa, com seguranças e meninos e meninas "fardados" com a "marca", é digna de uma feira do livro em El Salvador. Tudo tem, em geral, um ar pindérico. Nem o tempo ajuda. Por pouco mais de dois euros, "trouxe" um Eduardo Prado Coelho que não tinha. Aquilo é tudo menos o "fio da modernidade" do título do livro. É apenas triste.
FEIRA CABISBAIXA
Passei rapidamente pela feira do livro de Lisboa. E tive saudades da feira de quando andava no liceu e na universidade. Em editoras com patine há fotos de gente que nunca vi e que passam por escritores que coexistem com "casos" como o "pai afectivo" da Esmeraldinha. A "zona demarcada" da LeYa, com seguranças e meninos e meninas "fardados" com a "marca", é digna de uma feira do livro em El Salvador. Tudo tem, em geral, um ar pindérico. Nem o tempo ajuda. Por pouco mais de dois euros, "trouxe" um Eduardo Prado Coelho que não tinha. Aquilo é tudo menos o "fio da modernidade" do título do livro. É apenas triste.
A FRASE
Ao contrário do que aconteceu na TVI, Ferreira Leite não "ganhou" este debate na SIC. Revelou a sua maior debilidade que consiste em não querer ser uma "política" vulgar, isto é, alguém que se expõe e que é tagarela. É certo que esta fraqueza "estrutural" é a sua maior força "estratégica". Fala mais para "fora" do que para "dentro" o que lhe deve custar uns quantos votos da "rapaziada". Passos Coelho foi mais "boneco" do que tem sido e, embalado pela própria vaidade, caiu no erro de se levar a sério, de novo sob o olhar maternal da dra. Manuela. Patinha deu um misto de aula de economia e de magia que intervalou com a condição de "ponto". Valha-lhe Deus que não esteve com ele neste episódio que apenas visa garantir-lhe o lugar de deputado, ganhe quem ganhar. Em suma, Pedro Santana Lopes "venceu" com uma frase essencial: "não quero mais quatro anos de Sócrates." Nem mais, mesmo que, muito provavelmente, não chegue.
A FRASE
Ao contrário do que aconteceu na TVI, Ferreira Leite não "ganhou" este debate na SIC. Revelou a sua maior debilidade que consiste em não querer ser uma "política" vulgar, isto é, alguém que se expõe e que é tagarela. É certo que esta fraqueza "estrutural" é a sua maior força "estratégica". Fala mais para "fora" do que para "dentro" o que lhe deve custar uns quantos votos da "rapaziada". Passos Coelho foi mais "boneco" do que tem sido e, embalado pela própria vaidade, caiu no erro de se levar a sério, de novo sob o olhar maternal da dra. Manuela. Patinha deu um misto de aula de economia e de magia que intervalou com a condição de "ponto". Valha-lhe Deus que não esteve com ele neste episódio que apenas visa garantir-lhe o lugar de deputado, ganhe quem ganhar. Em suma, Pedro Santana Lopes "venceu" com uma frase essencial: "não quero mais quatro anos de Sócrates." Nem mais, mesmo que, muito provavelmente, não chegue.
ÂNGELO E O ESPELHO
"O mofo", "o bafio", "o mesmo do passado"...: é Ângelo a ver-se ao espelho com o seu Pedrinho por trás?
ÂNGELO E O ESPELHO
"O mofo", "o bafio", "o mesmo do passado"...: é Ângelo a ver-se ao espelho com o seu Pedrinho por trás?
POBREZA PARA TODOS
«Há pobreza que chegue para irritar os que agora são governo e os que irão suceder-lhes, há pobreza que baste para todos.»
POBREZA PARA TODOS
«Há pobreza que chegue para irritar os que agora são governo e os que irão suceder-lhes, há pobreza que baste para todos.»
PEDRO E OS LOBOS
O Manuel Falcão era amigo do Pedro Santana Lopes. Agora Falcão é mais um deslumbrado pelo "obamazinho" do PSD, Passos Coelho, porque, alegadamente, ele "traça um caminho diferente". Vê-se mesmo que o Manuel nunca foi filiado em nenhum partido e que só vagueou pelas "extremas" no PREC. É que o rapazola que "traça um caminho diferente" já anda "nisto" há demasiado tempo. Há tanto tempo que o caciquismo interno, representado pelo presidente demissionário, se lhe colou imediatamente como uma lapa. Lopes não tem tido sorte. Os "amigos de Peniche" abandonaram-no, os "barões assinalados" que o empurraram para São Bento, em 2004, detestam-no e, como uma desgraça nunca vem só, o sr. Ribau decidiu apoiá-lo. It's an injustice, it is.
PEDRO E OS LOBOS
O Manuel Falcão era amigo do Pedro Santana Lopes. Agora Falcão é mais um deslumbrado pelo "obamazinho" do PSD, Passos Coelho, porque, alegadamente, ele "traça um caminho diferente". Vê-se mesmo que o Manuel nunca foi filiado em nenhum partido e que só vagueou pelas "extremas" no PREC. É que o rapazola que "traça um caminho diferente" já anda "nisto" há demasiado tempo. Há tanto tempo que o caciquismo interno, representado pelo presidente demissionário, se lhe colou imediatamente como uma lapa. Lopes não tem tido sorte. Os "amigos de Peniche" abandonaram-no, os "barões assinalados" que o empurraram para São Bento, em 2004, detestam-no e, como uma desgraça nunca vem só, o sr. Ribau decidiu apoiá-lo. It's an injustice, it is.
ENTRE O FRACASSO E A PROMESSA
Infelizmente já não há homens para um novo "28 de Maio". Não há tropa e, sobretudo, não há elites. Os media, que substituiram as elites, dão geralmente ao povo aquilo que o povo quer que lhe dêem. Circo e pão, embora este último ande em crise. O povo seguiu os militares a partir de Braga porque havia um "divórcio" entre a ditadura - citadina e litoral - da República e o resto do país. Este regime tem tido o cuidado de "anestesiar" o povo com a propaganda e com a ilusão da democracia. Naturalmente que isto só resulta se houver dinheiro que permita que o povo circule nas auto-estradas e nos centros comerciais. Os "fundos" europeus facultaram, naturalmente, a ilusão que termina já em 2013 se não for mais cedo por causa dos "imprevistos". Há oitenta e dois anos começou a Ditadura, um interlúdio entre a I República, jacobina e terrorista, e o Estado Novo do Doutor Salazar e da Constituição de 1933. Não está muito estudada porque ficou entalada entre um fracasso e uma promessa. É, aliás, o estado natural em que tantos pretendem que persistamos. Sempre entre o fracasso e a promessa.
Nota: O livrinho da foto - O 28 de Maio oitenta anos depois : contributos para uma reflexão - foi publicado em Maio de 2007 pelo Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra, Instituto de História e Teoria da Ideias da Faculdade de Letras e editado por Luís Reis Torgal e Luís Bigotte Chorão.
Nota: O livrinho da foto - O 28 de Maio oitenta anos depois : contributos para uma reflexão - foi publicado em Maio de 2007 pelo Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra, Instituto de História e Teoria da Ideias da Faculdade de Letras e editado por Luís Reis Torgal e Luís Bigotte Chorão.
ENTRE O FRACASSO E A PROMESSA
Infelizmente já não há homens para um novo "28 de Maio". Não há tropa e, sobretudo, não há elites. Os media, que substituiram as elites, dão geralmente ao povo aquilo que o povo quer que lhe dêem. Circo e pão, embora este último ande em crise. O povo seguiu os militares a partir de Braga porque havia um "divórcio" entre a ditadura - citadina e litoral - da República e o resto do país. Este regime tem tido o cuidado de "anestesiar" o povo com a propaganda e com a ilusão da democracia. Naturalmente que isto só resulta se houver dinheiro que permita que o povo circule nas auto-estradas e nos centros comerciais. Os "fundos" europeus facultaram, naturalmente, a ilusão que termina já em 2013 se não for mais cedo por causa dos "imprevistos". Há oitenta e dois anos começou a Ditadura, um interlúdio entre a I República, jacobina e terrorista, e o Estado Novo do Doutor Salazar e da Constituição de 1933. Não está muito estudada porque ficou entalada entre um fracasso e uma promessa. É, aliás, o estado natural em que tantos pretendem que persistamos. Sempre entre o fracasso e a promessa.
Nota: O livrinho da foto - O 28 de Maio oitenta anos depois : contributos para uma reflexão - foi publicado em Maio de 2007 pelo Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra, Instituto de História e Teoria da Ideias da Faculdade de Letras e editado por Luís Reis Torgal e Luís Bigotte Chorão.
Nota: O livrinho da foto - O 28 de Maio oitenta anos depois : contributos para uma reflexão - foi publicado em Maio de 2007 pelo Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra, Instituto de História e Teoria da Ideias da Faculdade de Letras e editado por Luís Reis Torgal e Luís Bigotte Chorão.
27.5.08
IMPROBABILIDADE
Os "idiotas especializados" de Bruxelas recusaram a proposta do presidente Sarkozy no sentido de limitar o IVA incidente sobre os combustíveis. Mesmo assim, o nosso dr. Pinho "pediu" à Comissão de Barroso para "identificar medidas a curto e a médio prazo que possam minimizar o efeito negativo da escalada do preço do petróleo." Pinho, pelos vistos, percebe que o "demónio" anda a solta (isto para o citar), embora ignore o que deva fazer para o domar. Este imbróglio não estava previsto nas fichas do senhor primeiro-ministro. O "ar" do homem nas jornadas parlamentares da seita não enganava ninguém. Silva Pereira, o mimo do "querido líder", já avisou por ele que algumas "metas" com que o governo se havia "comprometido" vão ter de ficar "adiadas". Nunca é esdrúxulo recordar a palavra do Grande Morto de Santa Comba Dão. Em política, o que parece é. E o que parece é que está a gerar-se uma espiral de improbabilidade - aqui e na Europa - para a qual a nomenclatura de serviço, por natureza improvável, não tem manifestamente arcaboiço. Isto promete.
IMPROBABILIDADE
Os "idiotas especializados" de Bruxelas recusaram a proposta do presidente Sarkozy no sentido de limitar o IVA incidente sobre os combustíveis. Mesmo assim, o nosso dr. Pinho "pediu" à Comissão de Barroso para "identificar medidas a curto e a médio prazo que possam minimizar o efeito negativo da escalada do preço do petróleo." Pinho, pelos vistos, percebe que o "demónio" anda a solta (isto para o citar), embora ignore o que deva fazer para o domar. Este imbróglio não estava previsto nas fichas do senhor primeiro-ministro. O "ar" do homem nas jornadas parlamentares da seita não enganava ninguém. Silva Pereira, o mimo do "querido líder", já avisou por ele que algumas "metas" com que o governo se havia "comprometido" vão ter de ficar "adiadas". Nunca é esdrúxulo recordar a palavra do Grande Morto de Santa Comba Dão. Em política, o que parece é. E o que parece é que está a gerar-se uma espiral de improbabilidade - aqui e na Europa - para a qual a nomenclatura de serviço, por natureza improvável, não tem manifestamente arcaboiço. Isto promete.
A DOSE
O Doutor Cavaco descobriu hoje que, para além do "mercado", existe uma "dose de especulação" no aumento do preço dos combustíveis. Talvez, então, possa transmitir isto ao senhor primeiro-ministro, na reunião de quinta-feira, e questioná-lo acerca do sr. Oliveira, o da GALP. Ou a "golden share" não serve para nada?
A DOSE
O Doutor Cavaco descobriu hoje que, para além do "mercado", existe uma "dose de especulação" no aumento do preço dos combustíveis. Talvez, então, possa transmitir isto ao senhor primeiro-ministro, na reunião de quinta-feira, e questioná-lo acerca do sr. Oliveira, o da GALP. Ou a "golden share" não serve para nada?
A DERROTA DO PENSAMENTO
«Sempre que Portugal está numa dificuldade maior são chamados à televisão os especialistas da morte assistida...» (Medeiros Ferreira). Pena é que pessoas como o JMF ou o JPP andem entretidos com o festival da eurovisão e com Marte, respectivamente, como se estivéssemos no paraíso entre palhaços ricos e pobres. A "derrota do pensamento" espreita onde menos se espera.
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A DERROTA DO PENSAMENTO
«Sempre que Portugal está numa dificuldade maior são chamados à televisão os especialistas da morte assistida...» (Medeiros Ferreira). Pena é que pessoas como o JMF ou o JPP andem entretidos com o festival da eurovisão e com Marte, respectivamente, como se estivéssemos no paraíso entre palhaços ricos e pobres. A "derrota do pensamento" espreita onde menos se espera.
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O PRETTY BOY NO SEU LABIRINTO
Mário Soares, ao arrepio das graçolas alarves e das baboseiras que se escrevem na blogosfera que lhe é afecta, já percebeu que o "pretty boy "satisfaz plenamente" o PC e o BE, isto é, quanto mais "pretty boy" mais eles crescem contra o PS. O Daniel Oliveira dizia-me ontem à noite que não fazem, aliás, a coisa por menos de vinte por cento para os dois em 2009. Se a dra. Manuela emergir, é natural que a direita que deu a maioria absoluta ao fumador furtivo regresse a casa ou, no limite, fique em casa. Finalmente, nos Açores, Manuel Alegre, a "consciência", arrematou o sr. César como um verdadeiro socialista, um socialista que "não é de plástico". Cheira-me que o "pretty boy" vai regressar rapidamente ao vício.
O PRETTY BOY NO SEU LABIRINTO
Mário Soares, ao arrepio das graçolas alarves e das baboseiras que se escrevem na blogosfera que lhe é afecta, já percebeu que o "pretty boy "satisfaz plenamente" o PC e o BE, isto é, quanto mais "pretty boy" mais eles crescem contra o PS. O Daniel Oliveira dizia-me ontem à noite que não fazem, aliás, a coisa por menos de vinte por cento para os dois em 2009. Se a dra. Manuela emergir, é natural que a direita que deu a maioria absoluta ao fumador furtivo regresse a casa ou, no limite, fique em casa. Finalmente, nos Açores, Manuel Alegre, a "consciência", arrematou o sr. César como um verdadeiro socialista, um socialista que "não é de plástico". Cheira-me que o "pretty boy" vai regressar rapidamente ao vício.
26.5.08
A POLÍTICA DO SIMPLES BOM SENSO
Pela enésima vez, a sra. dra. Fátima Campos Ferreira debate a economia e a crise e a crise e a economia. Pela enésima vez, lá estão o tremendista Medina Carreira, o ex-cúmplice de Pina Moura, Nogueira Leite, a dra. Ferreira Leite da "esquerda moderna", Teodora Cardoso, o dr. Basílio Horta, uma "conquista" socrática e um senhor dos idos do "Maio de 68", julgo que do PC. Deviam colocar o retrato que ilustra este post no palco com os seguintes dizeres e pouparem-se a três horas de "debate":
«O plutocrata não é, pois, nem o grande industrial nem o financeiro: é uma espécie híbrida, intermediária entre a economia e a finança; é a "flor do mal" do pior capitalismo. Na produção, não é a produção em si mesma que lhe interessa, mas a operação financeira a que pode dar lugar; na finança, a administração regular dos seus capitais não lhe interessa demasiado, mas sim a multiplicação graças a acrobacias contra os interesses alheios. O seu campo de acção está fora da produção organizada de qualquer riqueza e fora da normal circulação dos capitais em dinheiro; ele não conhece nem os direitos do trabalho, nem as exigências da moral, nem as leis da humanidade. Se funda sociedades, é para usufruir dos seus bens e passá-los a outros; se obtém uma concessão gratuita, é para a revender já como um valor; se se apodera de uma empresa, é para que esta suporte os prejuízos que outras o fizeram sofrer. Para chegar a isso, o plutocrata age no meio económico e no meio político usando sempre o mesmo processo: a corrupção. Estes indivíduos, a quem alguns chamam também grandes homens de negócios, vivem precisamente de três características dos nossos dias: instabilidade das condições económicas, falta de organização da economia nacional, corrupção política. (...) Advoguei sempre a política do simples bom senso contra a dos grandiosos planos, tão grandiosos e tão vastos que toda a energia se gastava em admirá-los, faltando-nos as forças para a sua execução.»
A POLÍTICA DO SIMPLES BOM SENSO
Pela enésima vez, a sra. dra. Fátima Campos Ferreira debate a economia e a crise e a crise e a economia. Pela enésima vez, lá estão o tremendista Medina Carreira, o ex-cúmplice de Pina Moura, Nogueira Leite, a dra. Ferreira Leite da "esquerda moderna", Teodora Cardoso, o dr. Basílio Horta, uma "conquista" socrática e um senhor dos idos do "Maio de 68", julgo que do PC. Deviam colocar o retrato que ilustra este post no palco com os seguintes dizeres e pouparem-se a três horas de "debate":
«O plutocrata não é, pois, nem o grande industrial nem o financeiro: é uma espécie híbrida, intermediária entre a economia e a finança; é a "flor do mal" do pior capitalismo. Na produção, não é a produção em si mesma que lhe interessa, mas a operação financeira a que pode dar lugar; na finança, a administração regular dos seus capitais não lhe interessa demasiado, mas sim a multiplicação graças a acrobacias contra os interesses alheios. O seu campo de acção está fora da produção organizada de qualquer riqueza e fora da normal circulação dos capitais em dinheiro; ele não conhece nem os direitos do trabalho, nem as exigências da moral, nem as leis da humanidade. Se funda sociedades, é para usufruir dos seus bens e passá-los a outros; se obtém uma concessão gratuita, é para a revender já como um valor; se se apodera de uma empresa, é para que esta suporte os prejuízos que outras o fizeram sofrer. Para chegar a isso, o plutocrata age no meio económico e no meio político usando sempre o mesmo processo: a corrupção. Estes indivíduos, a quem alguns chamam também grandes homens de negócios, vivem precisamente de três características dos nossos dias: instabilidade das condições económicas, falta de organização da economia nacional, corrupção política. (...) Advoguei sempre a política do simples bom senso contra a dos grandiosos planos, tão grandiosos e tão vastos que toda a energia se gastava em admirá-los, faltando-nos as forças para a sua execução.»
"AINDA QUE ME DIGAM QUE VIVEMOS EM DEMOCRACIA EU DIGO QUE NÃO SEI"
O Carlos "viu" o "ponto". E sou, sou liberal em muitas coisas, mas não exactamente naquelas com que os nossos "liberais" de academia fabricam o seu habitual "bolo-rei". Democrata - no sentido de correr o risco de me confundir com os que por aí se exibem como tal - de facto não sou. Interessa-me, porém, como homem e católico, pensar o "destino" das pessoas que "estão aí". Como o Carlos escreve, interessa-me uma "resposta concreta para os problemas mais candentes do quotidiano da generalidade" delas, sem messianismos estéreis. Poesia gosto, mesmo, mas é lá dentro dela. "Eu queria outro país, outro lugar/(...) Ainda que me digam/que vivemos em democracia eu digo/que não sei." (Joaquim Manuel Magalhães)
"AINDA QUE ME DIGAM QUE VIVEMOS EM DEMOCRACIA EU DIGO QUE NÃO SEI"
O Carlos "viu" o "ponto". E sou, sou liberal em muitas coisas, mas não exactamente naquelas com que os nossos "liberais" de academia fabricam o seu habitual "bolo-rei". Democrata - no sentido de correr o risco de me confundir com os que por aí se exibem como tal - de facto não sou. Interessa-me, porém, como homem e católico, pensar o "destino" das pessoas que "estão aí". Como o Carlos escreve, interessa-me uma "resposta concreta para os problemas mais candentes do quotidiano da generalidade" delas, sem messianismos estéreis. Poesia gosto, mesmo, mas é lá dentro dela. "Eu queria outro país, outro lugar/(...) Ainda que me digam/que vivemos em democracia eu digo/que não sei." (Joaquim Manuel Magalhães)
PORTUGUESE LIBERALS
Os nossos liberais escandalizam-se cada vez que se fala no preço dos combustíveis. Os nossos liberais gostavam de viver nos EUA ou em Marte e ignoram o país em que desgraçadamente vivem. Os nossos liberais acham que temos um "mercado" sério onde não se deve tocar. Mesmo que a realidade desminta a coisa todos os dias, eles não admitem nada que ponha em causa uma "concorrência" que só existe na cabeça deles. A "formação dos preços", portanto, deve ser obra dessa extraordinária "concorrência" e desse magnífico "mercado". Passos Coelho, o mais recente paladino desta aldrabice intelectual, até confunde o papel do sistema fiscal em nome da "preservação" do tal "mercado". Os nossos liberais são parecidos com os nossos literatos. Muita parra e pouca uva. Desconhecem, porventura, a "natureza" da GALP ou da EDP, por exemplo? Acham mesmo que são dois genuínos produtos da "concorrência", do "mercado" e da "livre iniciativa"? O país anda necessitado de uma "revolta do grelo". Infelizmente até dos mercados terra-a-terra onde isso acontecia, em 1903, deram cabo. Talvez quando a sardinha deixar de aparecer fresca se perceba que o problema não são só nem principalmente os automóveis. Deixem-nos à porta como eu faço. E também não é a fazer figuras tristes em Badajoz que o nosso "liberal" Portas lá vai. Aliás, pelo andar da carruagem, em breve ninguém irá a lado algum. Nem os "liberais" e o seu "mercado" de opereta.
PORTUGUESE LIBERALS
Os nossos liberais escandalizam-se cada vez que se fala no preço dos combustíveis. Os nossos liberais gostavam de viver nos EUA ou em Marte e ignoram o país em que desgraçadamente vivem. Os nossos liberais acham que temos um "mercado" sério onde não se deve tocar. Mesmo que a realidade desminta a coisa todos os dias, eles não admitem nada que ponha em causa uma "concorrência" que só existe na cabeça deles. A "formação dos preços", portanto, deve ser obra dessa extraordinária "concorrência" e desse magnífico "mercado". Passos Coelho, o mais recente paladino desta aldrabice intelectual, até confunde o papel do sistema fiscal em nome da "preservação" do tal "mercado". Os nossos liberais são parecidos com os nossos literatos. Muita parra e pouca uva. Desconhecem, porventura, a "natureza" da GALP ou da EDP, por exemplo? Acham mesmo que são dois genuínos produtos da "concorrência", do "mercado" e da "livre iniciativa"? O país anda necessitado de uma "revolta do grelo". Infelizmente até dos mercados terra-a-terra onde isso acontecia, em 1903, deram cabo. Talvez quando a sardinha deixar de aparecer fresca se perceba que o problema não são só nem principalmente os automóveis. Deixem-nos à porta como eu faço. E também não é a fazer figuras tristes em Badajoz que o nosso "liberal" Portas lá vai. Aliás, pelo andar da carruagem, em breve ninguém irá a lado algum. Nem os "liberais" e o seu "mercado" de opereta.
25.5.08
DE MEIA-TIGELA, DISSE ELE
Santana Lopes acusou o "pretty boy" de ser um "socialista de meia-tigela". As carpideiras do PS vieram imediatamente em auxílio do "querido líder" como se Lopes tivesse insultado a memória de Antero de Quental ou um "ideólogo" do partido fundado por Soares. Sócrates, como qualquer bom dirigente dos nossos tempos, não é nada. Só tem métier.
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PS
DE MEIA-TIGELA, DISSE ELE
Santana Lopes acusou o "pretty boy" de ser um "socialista de meia-tigela". As carpideiras do PS vieram imediatamente em auxílio do "querido líder" como se Lopes tivesse insultado a memória de Antero de Quental ou um "ideólogo" do partido fundado por Soares. Sócrates, como qualquer bom dirigente dos nossos tempos, não é nada. Só tem métier.
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"O NOSSO MELHOR DEMAGOGO"
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POR QUE É QUE A DRA. MANUELA VAI GANHAR
«Manuela Ferreira Leite representa o que há de mais genuíno e profundo no partido: a tradição autoritária que vem de Salazar e Marcelo e que Sá Carneiro e depois Cavaco manifestamente receberam. Manuela recusa a retórica democrática; insiste na discrição e na reserva; afirma mais do que discute; e, como dizia o outro, sabe muito bem o que quer e para onde vai. Os portugueses gostam disto. O PSD também.»
Vasco Pulido Valente, in Público
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POR QUE É QUE A DRA. MANUELA VAI GANHAR
«Manuela Ferreira Leite representa o que há de mais genuíno e profundo no partido: a tradição autoritária que vem de Salazar e Marcelo e que Sá Carneiro e depois Cavaco manifestamente receberam. Manuela recusa a retórica democrática; insiste na discrição e na reserva; afirma mais do que discute; e, como dizia o outro, sabe muito bem o que quer e para onde vai. Os portugueses gostam disto. O PSD também.»
Vasco Pulido Valente, in Público
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INDIANA JONES OU A USURA DO TEMPO
Logo no início do recente Indiana Jones, o reitor da universidade onde o "herói" ensina explica-lhe, melancolicamente, que há um momento na nossa vida em que ela já não nos dá nada e só retira. A frase também serve para o que se lê. Cioran era adepto da releitura. Um livro - dizia ele - só se "adquire" verdadeiramente depois de lido umas cinco ou seis vezes. É o que ando a fazer, em menor escala, com Gore Vidal e os seus ensaios. Falta-nos um Gore Vidal como, apesar de Eduardo Lourenço, sempre nos faltou um Montaigne. O nosso ensaísmo tende a ser chato e palavroso mesmo quando é eloquente. Raramente um autor consegue, em breves e acutilantes parágrafos, dizer o essencial. Lourenço tem frases de tirar o fôlego, longas, com cada palavra pesada e pensada meticulosamente o que, por vezes, nos obriga a lê-las devagar para lhe "saborear" o efeito. Para o fim, António José Saraiva foi-se tornando mais enxuto sem nunca cair na trivialidade ou na irrelevância. Mais do qualquer outro, foi polémico e cruel, embora Lourenço o saiba ser, de uma forma subtil, mesmo quando é "consensual". Joaquim Manuel Magalhães, a milhas o melhor "leitor", sem ademanes, de poesia e de outras realidades, nunca chegou bem a andar no "circuito" costumeiro a que, ainda novos, não cessam tantos de aderir. Depois falta "mundo" e vida - da vivida - aos nossos raros ensaístas ou candidatos a tal. Apesar do cosmopolitismo retórico de muitos, verdadeiramente nunca passaram de "ratos de biblioteca". Há demasiada "academia" mesmo nos não académicos. Vidal passou a vida a limpo nos seus ensaios e nas suas memórias. Ler umas eventuais memórias de Lourenço ou de outro qualquer seria, quase inevitavelmente, um belíssimo exercício literário sem "fibra" ou "músculo" a sustentá-lo. A propósito do que quer que seja, o ensaísmo tal como a literatura "a sério", servem, nas palavras de Vidal, para "desmascarar a orgulhosa demência da sociedade". Por isso, cada vez mais só releio para atenuar a usura do tempo que jamais me trará nada nem ninguém de volta. A Indiana Jones, vejam lá, trouxe-lhe um filho como na história da carochinha onde, contra a "filosofia" inicial do reitor do filme, afinal tudo acaba bem. Que terrível banalidade.
INDIANA JONES OU A USURA DO TEMPO
Logo no início do recente Indiana Jones, o reitor da universidade onde o "herói" ensina explica-lhe, melancolicamente, que há um momento na nossa vida em que ela já não nos dá nada e só retira. A frase também serve para o que se lê. Cioran era adepto da releitura. Um livro - dizia ele - só se "adquire" verdadeiramente depois de lido umas cinco ou seis vezes. É o que ando a fazer, em menor escala, com Gore Vidal e os seus ensaios. Falta-nos um Gore Vidal como, apesar de Eduardo Lourenço, sempre nos faltou um Montaigne. O nosso ensaísmo tende a ser chato e palavroso mesmo quando é eloquente. Raramente um autor consegue, em breves e acutilantes parágrafos, dizer o essencial. Lourenço tem frases de tirar o fôlego, longas, com cada palavra pesada e pensada meticulosamente o que, por vezes, nos obriga a lê-las devagar para lhe "saborear" o efeito. Para o fim, António José Saraiva foi-se tornando mais enxuto sem nunca cair na trivialidade ou na irrelevância. Mais do qualquer outro, foi polémico e cruel, embora Lourenço o saiba ser, de uma forma subtil, mesmo quando é "consensual". Joaquim Manuel Magalhães, a milhas o melhor "leitor", sem ademanes, de poesia e de outras realidades, nunca chegou bem a andar no "circuito" costumeiro a que, ainda novos, não cessam tantos de aderir. Depois falta "mundo" e vida - da vivida - aos nossos raros ensaístas ou candidatos a tal. Apesar do cosmopolitismo retórico de muitos, verdadeiramente nunca passaram de "ratos de biblioteca". Há demasiada "academia" mesmo nos não académicos. Vidal passou a vida a limpo nos seus ensaios e nas suas memórias. Ler umas eventuais memórias de Lourenço ou de outro qualquer seria, quase inevitavelmente, um belíssimo exercício literário sem "fibra" ou "músculo" a sustentá-lo. A propósito do que quer que seja, o ensaísmo tal como a literatura "a sério", servem, nas palavras de Vidal, para "desmascarar a orgulhosa demência da sociedade". Por isso, cada vez mais só releio para atenuar a usura do tempo que jamais me trará nada nem ninguém de volta. A Indiana Jones, vejam lá, trouxe-lhe um filho como na história da carochinha onde, contra a "filosofia" inicial do reitor do filme, afinal tudo acaba bem. Que terrível banalidade.
24.5.08
FORÇA
A blogosfera afecta à "esquerda moderna" em vigor recorre a um registo de "gozo" para comentar a situação social e económica do país. Nas suas progressistas cabeças "esquerda caviar" não existe miséria, não há problemas e, sobretudo, vegeta um "pretty boy", confiável e seguro, que nos conduz, entre duas corridinhas e um cigarro fumado às escondidas, ao paraíso. Força.
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FORÇA
A blogosfera afecta à "esquerda moderna" em vigor recorre a um registo de "gozo" para comentar a situação social e económica do país. Nas suas progressistas cabeças "esquerda caviar" não existe miséria, não há problemas e, sobretudo, vegeta um "pretty boy", confiável e seguro, que nos conduz, entre duas corridinhas e um cigarro fumado às escondidas, ao paraíso. Força.
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HÁBITOS QUE NUNCA SE PERDEM
Já se suspeitava mas o Expresso esclarece. Ângelo Correia "abençoou" a passagem de testemunho de Menezes para Passos Coelho. Intermediou o gesto o sr. Marco António, o do Porto, que colocou as "tropas" ao serviço do viçoso e prometedor "jovem". Basta ler a "contabilidade" dos caciques locais, citada no jornal, para perceber como é que estes "dirigentes" tratam as "bases". Como meras cabeças de gado. Nas contas deles, feitas ao detalhe e bem antes do dia 31 de Maio, é "canja". Os votos já têm nomes e números. Não dei por Passos Coelho reagir a isto, logo ele que tem a pretensão de ser diferente e a favor da "mudança". Esta "esperteza saloia", monitorizada pelo "barão" Ângelo e pelo horrível Marco, coloca Passos Coelho ao nível do qual ele verdadeiramente partiu. O da sua querida "Jota". Não foram, afinal, em vão tantos anos de dedicação à causa, mesmo com breve intervalo para "formação". Há hábitos que nunca se perdem.
HÁBITOS QUE NUNCA SE PERDEM
Já se suspeitava mas o Expresso esclarece. Ângelo Correia "abençoou" a passagem de testemunho de Menezes para Passos Coelho. Intermediou o gesto o sr. Marco António, o do Porto, que colocou as "tropas" ao serviço do viçoso e prometedor "jovem". Basta ler a "contabilidade" dos caciques locais, citada no jornal, para perceber como é que estes "dirigentes" tratam as "bases". Como meras cabeças de gado. Nas contas deles, feitas ao detalhe e bem antes do dia 31 de Maio, é "canja". Os votos já têm nomes e números. Não dei por Passos Coelho reagir a isto, logo ele que tem a pretensão de ser diferente e a favor da "mudança". Esta "esperteza saloia", monitorizada pelo "barão" Ângelo e pelo horrível Marco, coloca Passos Coelho ao nível do qual ele verdadeiramente partiu. O da sua querida "Jota". Não foram, afinal, em vão tantos anos de dedicação à causa, mesmo com breve intervalo para "formação". Há hábitos que nunca se perdem.
GASOLINA PARA A FOGUEIRA
A GALP, onde o Estado possui uma formosa "golden share", não parece ter vergonha na cara. Haja alguém que tenha.
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descalabro ético,
Economia,
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GASOLINA PARA A FOGUEIRA
A GALP, onde o Estado possui uma formosa "golden share", não parece ter vergonha na cara. Haja alguém que tenha.
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NA ABERTURA DAS BARRACAS DO LIVRO
"Ah, os jovens escritores", por Pedro Carvalho:
«Não podiam faltar. Tenho encontrado uns blogues pindéricos, de uma gente que pensa que sabe escrever. E pensam que sabem escrever, porque gostavam muito de Português no Secundário, e alguns até foram para a faculdade de letras, onde eu tirei a foto brilhante que se segue. Falar com esta gente sobre literatura é impossível. Porquê? Em primeiro lugar, não sabem nada. Kafka, hum? Não xei du k falas. Clássicos portugueses? Ya, li os Maias e curto bué do M. Tavares. Há dois tipos de jovens escritores blogueiros. Apesar de versarem sobre o mesmo tema, histórias teen, e do seu estilo ser miserável, sem musicalidade, sem ritmo, cheio de repetições estilísticas, há aqueles que conseguem ir para a cama, e outros que não conseguem. Sendo tudo uma merda, não é a mesma merda. Para vocês, seus labregos, e já que a Rita Ferro, uma escritora que roça o insulto, também tem um blogue onde no post inicial se lê um poema do Botto, deixo aqui os meus versos favoritos desse paneleiro, que são uma autência lição de como escrever, pensar e executar: A minha alma é como um cisne, Canta melhor quando morre.»
NA ABERTURA DAS BARRACAS DO LIVRO
"Ah, os jovens escritores", por Pedro Carvalho:
«Não podiam faltar. Tenho encontrado uns blogues pindéricos, de uma gente que pensa que sabe escrever. E pensam que sabem escrever, porque gostavam muito de Português no Secundário, e alguns até foram para a faculdade de letras, onde eu tirei a foto brilhante que se segue. Falar com esta gente sobre literatura é impossível. Porquê? Em primeiro lugar, não sabem nada. Kafka, hum? Não xei du k falas. Clássicos portugueses? Ya, li os Maias e curto bué do M. Tavares. Há dois tipos de jovens escritores blogueiros. Apesar de versarem sobre o mesmo tema, histórias teen, e do seu estilo ser miserável, sem musicalidade, sem ritmo, cheio de repetições estilísticas, há aqueles que conseguem ir para a cama, e outros que não conseguem. Sendo tudo uma merda, não é a mesma merda. Para vocês, seus labregos, e já que a Rita Ferro, uma escritora que roça o insulto, também tem um blogue onde no post inicial se lê um poema do Botto, deixo aqui os meus versos favoritos desse paneleiro, que são uma autência lição de como escrever, pensar e executar: A minha alma é como um cisne, Canta melhor quando morre.»
NUMA GALÁXIA MUITO DISTANTE

Campanha para o referendo ao tratado de Lisboa na Irlanda, claramente um país subdesenvolvido, falho de Europa, de história, de tradição democrática, de "esquerda moderna" e de "novas oportunidades". Via Abrupto.
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tratado europeu
NUMA GALÁXIA MUITO DISTANTE

Campanha para o referendo ao tratado de Lisboa na Irlanda, claramente um país subdesenvolvido, falho de Europa, de história, de tradição democrática, de "esquerda moderna" e de "novas oportunidades". Via Abrupto.
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DESMISTIFICAR AS FEZES?
Uma das provas da imperfeição criativa da natureza está naqueles símios que degeneraram em seres humanos. Exemplo disso são aqueles idiotas que organizam praxes académicas. Alguns deles foram simbolicamente condenados, em tribunal, a pagar multas pelo tratamento dispensado a uma colega numa dessas práticas primitivas. Todavia, e em defesa dos "alunos" que perpetraram as macacadas, apareceram no julgamento um ex-professor que declarou que "é preciso desmistificar as fezes" e o então director da escola (agrária) que disse ser "normal a praxe com bosta". Quando "professores" produzem opiniões deste jaez, só apetece enfiá-los num tanque cheio de bosta para os "desmistificar". "Elites" destas que andamos a produzir há trinta e tal anos não passam, literalmente, de "elites" de merda.
DESMISTIFICAR AS FEZES?
Uma das provas da imperfeição criativa da natureza está naqueles símios que degeneraram em seres humanos. Exemplo disso são aqueles idiotas que organizam praxes académicas. Alguns deles foram simbolicamente condenados, em tribunal, a pagar multas pelo tratamento dispensado a uma colega numa dessas práticas primitivas. Todavia, e em defesa dos "alunos" que perpetraram as macacadas, apareceram no julgamento um ex-professor que declarou que "é preciso desmistificar as fezes" e o então director da escola (agrária) que disse ser "normal a praxe com bosta". Quando "professores" produzem opiniões deste jaez, só apetece enfiá-los num tanque cheio de bosta para os "desmistificar". "Elites" destas que andamos a produzir há trinta e tal anos não passam, literalmente, de "elites" de merda.
23.5.08
A VENCEDORA TRANQUILA
A Manuela Moura Guedes moderou um primeiro debate entre os candidatos à liderança do PSD. Não conto Patinha Antão. Lembrou-me um digno "chefe de sala" do velho cinema Eden que "sabe umas coisas" e que lê almanaques entre duas sessões. Santana Lopes não "brilhou" como precisava e teria gostado. Passos Coelho parecia saído da "explicação" e as constantes vénias que dirigiu "à sra. dra." (que o tratou condescendentemente por Pedro) indicaram aos telespectadores quem "mandava". Como resumiu Vasco Pulido Valente, Ferreira Leite falou pouco mas com a autoridade, a discrição e a noção da realidade adequadas a quem pode vir a tomar conta "disto". Ganhou. O debate, naturalmente.
A VENCEDORA TRANQUILA
A Manuela Moura Guedes moderou um primeiro debate entre os candidatos à liderança do PSD. Não conto Patinha Antão. Lembrou-me um digno "chefe de sala" do velho cinema Eden que "sabe umas coisas" e que lê almanaques entre duas sessões. Santana Lopes não "brilhou" como precisava e teria gostado. Passos Coelho parecia saído da "explicação" e as constantes vénias que dirigiu "à sra. dra." (que o tratou condescendentemente por Pedro) indicaram aos telespectadores quem "mandava". Como resumiu Vasco Pulido Valente, Ferreira Leite falou pouco mas com a autoridade, a discrição e a noção da realidade adequadas a quem pode vir a tomar conta "disto". Ganhou. O debate, naturalmente.
A CAPACIDADE DE NÃO-SER-COISA-ALGUMA
«Não há maior inimigo do PSD que o PSD, como não há maior amigo do PSD que a sua fascinante capacidade de não-ser coisa-alguma e ser, sem tirar nem acrescentar, a imagem da sociedade portuguesa e dos portugueses, daquilo que julgam ser mas não são e daquilo que não são mas parecem ser. »
A CAPACIDADE DE NÃO-SER-COISA-ALGUMA
«Não há maior inimigo do PSD que o PSD, como não há maior amigo do PSD que a sua fascinante capacidade de não-ser coisa-alguma e ser, sem tirar nem acrescentar, a imagem da sociedade portuguesa e dos portugueses, daquilo que julgam ser mas não são e daquilo que não são mas parecem ser. »
22.5.08
POLUIÇÕES
O dr. Costa, presidente da CML e "nº 2" do PS até mais ver, disse na Quadratura do Círculo que isto dos combustíveis é coisa do "mercado" e que o governo já "respondeu", congelando o eventual aumento dos passes sociais (só em Lisboa), o que prodigaliza, acha ele, uma dupla vantagem. Por um lado, melhora o "ambiente" e, por outro, "leva" a que as pessoas recorram mais aos transportes públicos. O dr. Costa podia começar por dar o duplo exemplo. Evitava usar os potentes carros da Câmara para vir de Sintra e andar em Lisboa, trocando-os pela CP, pela Carris e pelo Metro. E ficava calado para não poluir ainda mais o ambiente.
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O dr. Costa, presidente da CML e "nº 2" do PS até mais ver, disse na Quadratura do Círculo que isto dos combustíveis é coisa do "mercado" e que o governo já "respondeu", congelando o eventual aumento dos passes sociais (só em Lisboa), o que prodigaliza, acha ele, uma dupla vantagem. Por um lado, melhora o "ambiente" e, por outro, "leva" a que as pessoas recorram mais aos transportes públicos. O dr. Costa podia começar por dar o duplo exemplo. Evitava usar os potentes carros da Câmara para vir de Sintra e andar em Lisboa, trocando-os pela CP, pela Carris e pelo Metro. E ficava calado para não poluir ainda mais o ambiente.
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A EXPO PERMANENTE - 2
A EXPO PERMANENTE - 2
DO EMBRUTECIMENTO
Morreu mais uma pessoa assassinada no Bairro Alto. Quando saí do São Carlos, ontem à noite, percebi que as hordas se dirigiam - como manda a liturgia das vésperas de feriados, das sextas e dos sábados à noite - para as ruas estreitas de um Bairro onde já só se finge a alegria. Os que lá moram, há muito que deixaram de se incomodar com o ruído. Mesmo que o barulho seja o tiro de uma pistola. Se não for uma pistola, é uma faca ou uma garrafa partida. Chamam a isto divertimento. Eu chamo-lhe embrutecimento. Como não levo o carro para a Baixa, voltei a casa de metro e, depois, de autocarro. A Carris, a partir de determinada hora, "corta" os autocarros que, ou não existem, ou ficam a meio do caminho. A "noite" tornou-se infrequentável. No autocarro vinha um sujeito aos berros. Um louco, diriam os restantes passageiros. Pelo contrário, deu-me ideia que era o único lúcido no meio de abúlicos apalermados. O senhor perguntava: "vivam os sócios da selecção, você já é sócio da selecção?" E continuava. "Aumenta o pão, o leite, a gasolina, mas o que você quer é ser sócio da selecção." A sério, não é isso que V. quer? Ser voluntariamente embrutecido, morto de vida intelectual, sem necessidade de tiros ou armas brancas?
DO EMBRUTECIMENTO
Morreu mais uma pessoa assassinada no Bairro Alto. Quando saí do São Carlos, ontem à noite, percebi que as hordas se dirigiam - como manda a liturgia das vésperas de feriados, das sextas e dos sábados à noite - para as ruas estreitas de um Bairro onde já só se finge a alegria. Os que lá moram, há muito que deixaram de se incomodar com o ruído. Mesmo que o barulho seja o tiro de uma pistola. Se não for uma pistola, é uma faca ou uma garrafa partida. Chamam a isto divertimento. Eu chamo-lhe embrutecimento. Como não levo o carro para a Baixa, voltei a casa de metro e, depois, de autocarro. A Carris, a partir de determinada hora, "corta" os autocarros que, ou não existem, ou ficam a meio do caminho. A "noite" tornou-se infrequentável. No autocarro vinha um sujeito aos berros. Um louco, diriam os restantes passageiros. Pelo contrário, deu-me ideia que era o único lúcido no meio de abúlicos apalermados. O senhor perguntava: "vivam os sócios da selecção, você já é sócio da selecção?" E continuava. "Aumenta o pão, o leite, a gasolina, mas o que você quer é ser sócio da selecção." A sério, não é isso que V. quer? Ser voluntariamente embrutecido, morto de vida intelectual, sem necessidade de tiros ou armas brancas?
A EXPO PERMANENTE
Para "aliviar" vagamente da selecção, o regime "comemora" os dez anos da Expo. Uns dias antes da coisa abrir, a Maria Filomena Mónica, na Gulbenkian, num colóquio sobre "Europa e Cultura", disse o essencial sobre o "evento" para grande incómodo de muitos dos presentes: circo para o povo. A "lógica" dos "eventos democráticos" continua nas suas formas mais absurdas e alienantes. Espero que a selecção perca rapidamente nos primeiros jogos e volte para casa, indo os jogadores às suas vidinhas frívolas pagas a preço de ouro. Um povo que aceita a presente canga dos combustíveis e que, pelo contrário, continua a encher depósitos e a falar para as televisões em "indignação" e "pouca vergonha" como se estivesse a comer bolachas Maria à espera do próximo jogo, é um povo que merece tudo o que lhe acontece. Circo. É só mesmo do que precisa e que se lhe deve dar. Viva a Expo permanente.
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A EXPO PERMANENTE
Para "aliviar" vagamente da selecção, o regime "comemora" os dez anos da Expo. Uns dias antes da coisa abrir, a Maria Filomena Mónica, na Gulbenkian, num colóquio sobre "Europa e Cultura", disse o essencial sobre o "evento" para grande incómodo de muitos dos presentes: circo para o povo. A "lógica" dos "eventos democráticos" continua nas suas formas mais absurdas e alienantes. Espero que a selecção perca rapidamente nos primeiros jogos e volte para casa, indo os jogadores às suas vidinhas frívolas pagas a preço de ouro. Um povo que aceita a presente canga dos combustíveis e que, pelo contrário, continua a encher depósitos e a falar para as televisões em "indignação" e "pouca vergonha" como se estivesse a comer bolachas Maria à espera do próximo jogo, é um povo que merece tudo o que lhe acontece. Circo. É só mesmo do que precisa e que se lhe deve dar. Viva a Expo permanente.
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21.5.08
O ESTADO DA ARTE, A ARTE DO ESTADO OU O RAIO QUE OS PARTA
Mais transumâncias, agora na cultura, pelo Augusto M. Seabra. Afinal, o dr. Pinho tem mais "talento" para outras coisas do que para a economia. Aquele ministro que "podia ser o que ele quisesse", o dr. Pinto Ribeiro, é que não existe. Nem sequer a título de produção fictícia.
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O ESTADO DA ARTE, A ARTE DO ESTADO OU O RAIO QUE OS PARTA
Mais transumâncias, agora na cultura, pelo Augusto M. Seabra. Afinal, o dr. Pinho tem mais "talento" para outras coisas do que para a economia. Aquele ministro que "podia ser o que ele quisesse", o dr. Pinto Ribeiro, é que não existe. Nem sequer a título de produção fictícia.
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LUXO ASSESSORIAL
Não, os senhores administradores do INSA- Instituto de Saúde Ricardo Jorge estão redondamente enganados. Este assunto não é "do foro interno". E não é do "foro interno" pela mais trivial das razões. É o Estado, através dos contribuintes, quem paga o funcionamento do Instituto porque espera, como tem acontecido desde sempre, que ele preste um serviço à comunidade. Tudo coisas que, como qualquer cego enxerga, não são do "foro interno". Esta mania de pagar fartamente a assessores "indispensáveis" - material de que os cemitérios estão cheios - já começa a irritar. Recentemente um conhecido meu foi para a direcção do INSA. Chefiou, há uns anos, a "unidade de missão" que pariu os "hospitais empresa". É um homem da economia da saúde, preferencialmente da privada. Não deve, no entanto, ter sido ele quem votou contra a admissão da assessora porque, justamente, a dita "passou" pela "unidade de missão" chefiada pelo agora vogal da direcção do Ricardo Jorge. Estas transumâncias, numa área depauperada como a saúde e num país periférico manifestamente "à rasca", deviam ser proibidas e punidas. Quem as quiser fazer, fique-se pela robusta "sociedade civil" que tanto contesta o Estado mas que, sempre que pode, o suga. Se o INSA não tem dinheiro para a prossecução das suas atribuições, por que raio deve apascentar - e nós por ele - o luxo assessorial? O raio que os parta mais à dra. Ana Jorge que anda a navegar à vista.
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LUXO ASSESSORIAL
Não, os senhores administradores do INSA- Instituto de Saúde Ricardo Jorge estão redondamente enganados. Este assunto não é "do foro interno". E não é do "foro interno" pela mais trivial das razões. É o Estado, através dos contribuintes, quem paga o funcionamento do Instituto porque espera, como tem acontecido desde sempre, que ele preste um serviço à comunidade. Tudo coisas que, como qualquer cego enxerga, não são do "foro interno". Esta mania de pagar fartamente a assessores "indispensáveis" - material de que os cemitérios estão cheios - já começa a irritar. Recentemente um conhecido meu foi para a direcção do INSA. Chefiou, há uns anos, a "unidade de missão" que pariu os "hospitais empresa". É um homem da economia da saúde, preferencialmente da privada. Não deve, no entanto, ter sido ele quem votou contra a admissão da assessora porque, justamente, a dita "passou" pela "unidade de missão" chefiada pelo agora vogal da direcção do Ricardo Jorge. Estas transumâncias, numa área depauperada como a saúde e num país periférico manifestamente "à rasca", deviam ser proibidas e punidas. Quem as quiser fazer, fique-se pela robusta "sociedade civil" que tanto contesta o Estado mas que, sempre que pode, o suga. Se o INSA não tem dinheiro para a prossecução das suas atribuições, por que raio deve apascentar - e nós por ele - o luxo assessorial? O raio que os parta mais à dra. Ana Jorge que anda a navegar à vista.
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AS FICHAS
Sócrates escolheu a economia para "tema" do debate parlamentar. Se escolheu, é porque tem umas "fichas" preparadas e, eventualmente, um "ansiolítico" para prover às mais recentes más novidades da dita. O "economês" já não chega. É preciso mais qualquer coisa, fora o futebol, para "animar" os "agentes económicos" (essas obscuras entidades que, tirando as grandes empresas onde o Estado se prolonga, o eng. Belmiro, as farmacêuticas e pouco mais, não passam de uma ficção) e as "famílias". Sócrates sabe que é um risco chegar a 2009 com esta gente nervosa, cheia de dúvidas e de dívidas. Não há, porém, milagres. As coisas são o que são e, daqui até às eleições, serão péssimas. Vamos ver até onde é que o homem pode esticar as "fichas".
Adenda: Não chega a ser um "ansiolítico". É mais pequena "medicina alternativa", à base de chá, ou melhor, da falta dele.
AS FICHAS
Sócrates escolheu a economia para "tema" do debate parlamentar. Se escolheu, é porque tem umas "fichas" preparadas e, eventualmente, um "ansiolítico" para prover às mais recentes más novidades da dita. O "economês" já não chega. É preciso mais qualquer coisa, fora o futebol, para "animar" os "agentes económicos" (essas obscuras entidades que, tirando as grandes empresas onde o Estado se prolonga, o eng. Belmiro, as farmacêuticas e pouco mais, não passam de uma ficção) e as "famílias". Sócrates sabe que é um risco chegar a 2009 com esta gente nervosa, cheia de dúvidas e de dívidas. Não há, porém, milagres. As coisas são o que são e, daqui até às eleições, serão péssimas. Vamos ver até onde é que o homem pode esticar as "fichas".
Adenda: Não chega a ser um "ansiolítico". É mais pequena "medicina alternativa", à base de chá, ou melhor, da falta dele.
20.5.08
MENEZES CONTRA TOMB RAIDER
O dr. Menezes, o escorreito do dr. Menezes, foi entrevistado pela Constança Cunha e Sá. Um dias destes falara a um jornal e, parece, ainda vai perorar mais. Porquê? É simples. Menezes "sente" as "bases", de que se julgava dono, fugirem-lhe. Isto é, a "caírem" para a dra. Ferreira Leite. Porquê? Também é simples. A dra. Leite ainda é a que, de forma menos remota, pode aspirar ao poder. E Menezes sabe que ganhou há seis meses porque prometeu às bases "poder" para depois de amanhã. Menezes foi péssimo na entrevista com Constança. Autista, ressentido (quem o ouvisse até podia julgar que ele fora "impecável" com Marques Mendes) e regionalista (a referência a Fernando Gomes como mais uma "vítima" dos "sulistas elitistas" foi esclarecedora), o ainda presidente do PSD recusa-se a ver no seu "consulado" a menor causa para o seu próprio desastre. Tudo se deveu, afinal, a esse fantástico "tomb raider" de líderes chamado Pacheco Pereira. Ficámos a saber - foi essa a "mais-valia" da entrevista - que, já com Cavaco, Pacheco se tornou especialista em "minar". "Minou" Nogueira a partir de Moscovo, Marcelo a partir da Lapa, Barroso e Lopes a partir dos jornais, da televisão e de um blogue, sendo que é assim, e não com os livros sobre o dr. Cunhal, que "tem ganho a vida". Tudo isto nos garantiu Menezes, sem hesitações, para "provar" que a dra. Leite, ao contrário dos outros dois, é uma candidata "de facção" que, se não vencer por mais de não sei quantos por cento, não tem legitimidade. Os outros, presume-se, têm porque os "seus" estão "espalhados" pelas respectivas candidaturas. Menezes é sempre pior que a sua caricatura. É pena que, com tantos amigos, nenhum lhe explique isto.
MENEZES CONTRA TOMB RAIDER
O dr. Menezes, o escorreito do dr. Menezes, foi entrevistado pela Constança Cunha e Sá. Um dias destes falara a um jornal e, parece, ainda vai perorar mais. Porquê? É simples. Menezes "sente" as "bases", de que se julgava dono, fugirem-lhe. Isto é, a "caírem" para a dra. Ferreira Leite. Porquê? Também é simples. A dra. Leite ainda é a que, de forma menos remota, pode aspirar ao poder. E Menezes sabe que ganhou há seis meses porque prometeu às bases "poder" para depois de amanhã. Menezes foi péssimo na entrevista com Constança. Autista, ressentido (quem o ouvisse até podia julgar que ele fora "impecável" com Marques Mendes) e regionalista (a referência a Fernando Gomes como mais uma "vítima" dos "sulistas elitistas" foi esclarecedora), o ainda presidente do PSD recusa-se a ver no seu "consulado" a menor causa para o seu próprio desastre. Tudo se deveu, afinal, a esse fantástico "tomb raider" de líderes chamado Pacheco Pereira. Ficámos a saber - foi essa a "mais-valia" da entrevista - que, já com Cavaco, Pacheco se tornou especialista em "minar". "Minou" Nogueira a partir de Moscovo, Marcelo a partir da Lapa, Barroso e Lopes a partir dos jornais, da televisão e de um blogue, sendo que é assim, e não com os livros sobre o dr. Cunhal, que "tem ganho a vida". Tudo isto nos garantiu Menezes, sem hesitações, para "provar" que a dra. Leite, ao contrário dos outros dois, é uma candidata "de facção" que, se não vencer por mais de não sei quantos por cento, não tem legitimidade. Os outros, presume-se, têm porque os "seus" estão "espalhados" pelas respectivas candidaturas. Menezes é sempre pior que a sua caricatura. É pena que, com tantos amigos, nenhum lhe explique isto.
A VIDA DELES
O pequeno Vitorino, na RTP, afirmou, a propósito da realidade, que as contas "saíram furadas ao governo". Ou seja, esta eterna esperança socialista, reconhecido apoiante do primeiro-ministro, deu a entender que o mundo não roda exactamente como Sócrates gostaria que ele rodasse. E que o dito Sócrates, afinal, não é infalível. É vida. Deles.
A VIDA DELES
O pequeno Vitorino, na RTP, afirmou, a propósito da realidade, que as contas "saíram furadas ao governo". Ou seja, esta eterna esperança socialista, reconhecido apoiante do primeiro-ministro, deu a entender que o mundo não roda exactamente como Sócrates gostaria que ele rodasse. E que o dito Sócrates, afinal, não é infalível. É vida. Deles.
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