«Um trem de ferro é uma coisa mecânica, mas atravessa a noite, a madrugada, o dia, atravessou minha vida.» Adélia Prado
30.9.10
DEDICÁCIA AO REGIME

A Canalha
Como esta gente odeia, como espuma
por entre os dentes podres a sua baba
de tudo sujo nem sequer prazer!
Como se querem reles e mesquinhos,
piolhosos, fétidos e promíscuos
na sarna vergonhosa e pustulenta!
Como se rabialçam de importantes,
fingindo-se de vítimas, vestais,
piedosas prostitutas delicadas!
Como se querem torpes e venais
palhaços pagos da miséria rasca
de seus cafés, popós e brilhantinas!
Há que esmagar a DDT, penicilina
e pau pelos costados tal canalha
de coxos, vesgos, e ladrões e pulhas,
tratá-los como lixo de oito séculos
de um povo que merece melhor gente
para salvá-lo de si mesmo e de outrem.
Jorge de Sena, 7.12.71
DEDICÁCIA AO REGIME

A Canalha
Como esta gente odeia, como espuma
por entre os dentes podres a sua baba
de tudo sujo nem sequer prazer!
Como se querem reles e mesquinhos,
piolhosos, fétidos e promíscuos
na sarna vergonhosa e pustulenta!
Como se rabialçam de importantes,
fingindo-se de vítimas, vestais,
piedosas prostitutas delicadas!
Como se querem torpes e venais
palhaços pagos da miséria rasca
de seus cafés, popós e brilhantinas!
Há que esmagar a DDT, penicilina
e pau pelos costados tal canalha
de coxos, vesgos, e ladrões e pulhas,
tratá-los como lixo de oito séculos
de um povo que merece melhor gente
para salvá-lo de si mesmo e de outrem.
Jorge de Sena, 7.12.71
BIPOLARIDADE PERIGOSA
BIPOLARIDADE PERIGOSA
CRETINICE COMEMOREIRA
CRETINICE COMEMOREIRA
A TUDOLOGIA

A TUDOLOGIA

O HOMEM DESFOCADO
O HOMEM DESFOCADO
A FACTURA DO DESLUMBRADO

«O deslumbramento é sempre a outra face de uma ofuscação, de um dogma, de uma cegueira. O deslumbrado olha, mas é incapaz de ver. Quando hoje analisamos a crise que temos vivido nos últimos anos, percebe-se que não foi por falta de saber que não se viu o que lá vinha, mas por excesso de deslumbramento: porque o deslumbramento desvaloriza a prudência, inutiliza o conhecimento e dilui o saber. E esta crise foi, em grande medida, a consequência de um duplo deslumbramento: com a nova finança e a sua delirante criatividade, com as novas tecnologias e as suas mirabolantes promessas, que se impuseram com uma tóxica cumplicidade. Foi este duplo deslumbramento que cegou e manietou tanta gente. E é ainda ele que, hoje, leva muitos a pensar que será com a retoma dos factores que provocaram a crise que se sairá dela. Isso acontece porque o deslumbramento, ao desprezar o passado e ao ignorar o futuro, vive e faz viver num presente completamente virtual. Num presente que é feito de activismo sem estratégia, colado a um imperativo de modernidade que se apresenta como um acelerador de tudo, mas que, na realidade, ninguém vislumbra ao que conduz. Ser moderno tornou-se simplesmente nisto, em ser deslumbrado!...»
A FACTURA DO DESLUMBRADO

«O deslumbramento é sempre a outra face de uma ofuscação, de um dogma, de uma cegueira. O deslumbrado olha, mas é incapaz de ver. Quando hoje analisamos a crise que temos vivido nos últimos anos, percebe-se que não foi por falta de saber que não se viu o que lá vinha, mas por excesso de deslumbramento: porque o deslumbramento desvaloriza a prudência, inutiliza o conhecimento e dilui o saber. E esta crise foi, em grande medida, a consequência de um duplo deslumbramento: com a nova finança e a sua delirante criatividade, com as novas tecnologias e as suas mirabolantes promessas, que se impuseram com uma tóxica cumplicidade. Foi este duplo deslumbramento que cegou e manietou tanta gente. E é ainda ele que, hoje, leva muitos a pensar que será com a retoma dos factores que provocaram a crise que se sairá dela. Isso acontece porque o deslumbramento, ao desprezar o passado e ao ignorar o futuro, vive e faz viver num presente completamente virtual. Num presente que é feito de activismo sem estratégia, colado a um imperativo de modernidade que se apresenta como um acelerador de tudo, mas que, na realidade, ninguém vislumbra ao que conduz. Ser moderno tornou-se simplesmente nisto, em ser deslumbrado!...»
29.9.10
PARA CONTRABALANÇAR

PARA CONTRABALANÇAR

TRABALHAI, PERSEVERAI E POUPAI

TRABALHAI, PERSEVERAI E POUPAI

RESTINHO

Adenda: Nogueira Leite, pelo PSD, fez bem em lembrar que não basta pôr cobro ao glorioso "investimento público" aplaudido pelo PS, pelo PC e pelo Bloco. Também as famosas "parcerias público-privadas" ou "público-público" devem ser postas rapidamente de lado. Era a "velha" que era "velha", não era? Há um ano fizeram tudo para a desacreditar. Agora tomem lá (tomemos lá, liberalóides de pacotilha incluídos: ou julgam que isto não se "comunica"?).
RESTINHO

Adenda: Nogueira Leite, pelo PSD, fez bem em lembrar que não basta pôr cobro ao glorioso "investimento público" aplaudido pelo PS, pelo PC e pelo Bloco. Também as famosas "parcerias público-privadas" ou "público-público" devem ser postas rapidamente de lado. Era a "velha" que era "velha", não era? Há um ano fizeram tudo para a desacreditar. Agora tomem lá (tomemos lá, liberalóides de pacotilha incluídos: ou julgam que isto não se "comunica"?).
EM SÍNTESE

EM SÍNTESE

MAIS LIXO

MAIS LIXO

28.9.10
TRAUMAS
TRAUMAS
O DONO DA DELEGAÇÃO E O APRENDIZ DE FEITICEIRO
Adenda: Medeiros Ferreira, na sicn, apelidou Passos e o dono dos outros de adolescentes retardados. É uma bela síntese analítica. Tal como ter referido como boa a iniciativa do PR, uma maneira indirecta de chamar ao candidato do PE e do PS adolescente retardado. Que ainda por cima se exprime tão mal como perpetra versos.
O DONO DA DELEGAÇÃO E O APRENDIZ DE FEITICEIRO
Adenda: Medeiros Ferreira, na sicn, apelidou Passos e o dono dos outros de adolescentes retardados. É uma bela síntese analítica. Tal como ter referido como boa a iniciativa do PR, uma maneira indirecta de chamar ao candidato do PE e do PS adolescente retardado. Que ainda por cima se exprime tão mal como perpetra versos.
UM PINGO AGRIDOCE
UM PINGO AGRIDOCE
A CABEÇA VAZIA DE JANUS

A CABEÇA VAZIA DE JANUS

Ó COUSAS, TODAS VÃS

Já não confio nem creo,
Já confiei e já cri:
mal assi, e mal assi.
Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
Qual é tal coração qu'em vós confia?
(«A arte poética de Sá de Miranda, que aflora logo como um sopro novo nos seus poemas «tradicionais» do Cancioneiro Geral, é precisamente esta, de que não digamos que estamos isentos, apesar de os suicídios expiatórios de Antero e Sá-Carneiro terem propiciado a heteronímia, conservada em álcool até aos limites do fígado, de Fernando Pessoa: a arte, dolorosa e triste, de ser moderno em Portugal.» Jorge de Sena)
Ó COUSAS, TODAS VÃS

Já não confio nem creo,
Já confiei e já cri:
mal assi, e mal assi.
Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
Qual é tal coração qu'em vós confia?
(«A arte poética de Sá de Miranda, que aflora logo como um sopro novo nos seus poemas «tradicionais» do Cancioneiro Geral, é precisamente esta, de que não digamos que estamos isentos, apesar de os suicídios expiatórios de Antero e Sá-Carneiro terem propiciado a heteronímia, conservada em álcool até aos limites do fígado, de Fernando Pessoa: a arte, dolorosa e triste, de ser moderno em Portugal.» Jorge de Sena)
LÓGICA

LÓGICA

27.9.10
SÚPLICAS INATENDIDAS
SÚPLICAS INATENDIDAS
OS DIAS CINZENTOS DE MÁRIO DIONÍSIO

OS DIAS CINZENTOS DE MÁRIO DIONÍSIO

ENERGIAS RENOVÁVEIS
ENERGIAS RENOVÁVEIS
DO LIXO

DO LIXO

26.9.10
O PAÍS DE SÓCRATES
O PAÍS DE SÓCRATES
UM PRESIDENTE NUM CONTEXTO "SEMI"

UM PRESIDENTE NUM CONTEXTO "SEMI"

UM REGEDOR EM NOVA IORQUE, 2
UM REGEDOR EM NOVA IORQUE, 2
25.9.10
UM FAZER DE MORTO
UM FAZER DE MORTO
GRANDEZA
GRANDEZA
DECIDIDOS ATÉ ONDE IR NÃO DEVEMOS IR MAIS ALÉM
DECIDIDOS ATÉ ONDE IR NÃO DEVEMOS IR MAIS ALÉM
COMO NUM VERSO DE HERBERTO HELDER*

*Poeta português contemporâneo que não se pode confundir, a não ser a título de cegueira profissional ou de analfabetismo crónico, com versejadores da "escola" do candidato apoiado pelo BE e pelo PS.
COMO NUM VERSO DE HERBERTO HELDER*

*Poeta português contemporâneo que não se pode confundir, a não ser a título de cegueira profissional ou de analfabetismo crónico, com versejadores da "escola" do candidato apoiado pelo BE e pelo PS.
CARLOS CASTRISMO MATINAL

CARLOS CASTRISMO MATINAL

UMA BOA VASSOURADA

Vasco Pulido Valente, Público
UMA BOA VASSOURADA

Vasco Pulido Valente, Público
24.9.10
FILOSOFIA DA LINGUAGEM
FILOSOFIA DA LINGUAGEM
TRAQUINAS IRRESPONSÁVEIS
TRAQUINAS IRRESPONSÁVEIS
TÉNIAS QUE TOCAM FLAUTA

TÉNIAS QUE TOCAM FLAUTA

«MARAVILHAS NATURAIS DO SOCRATAL»

Carlos Queirós foi despedido com intervenção violenta do secretário Laurentino Dias. Alguém mencionou que foi Sócrates, ele mesmo, quem mandou despedir?
Apareceu uma carta de Edite Estrela pró-Alegre e anti-Cavaco. Alguém perguntou pela autorização de Sócrates, ele mesmo, à carta?
Sócrates anda há seis anos em propaganda no Socratal, a que chamou na quarta-feira o "país real". Além de Bernardo Ferrão (SIC), alguém o interroga sobre o que se passa cá em baixo, em Portugal?
Manuel M. Carrilho foi despedido sem justa causa da UNESCO. Além de Carrilho, alguém mencionou que foi Sócrates, ele mesmo, quem mandou despedir?»
Eduardo Cintra Torres, Público
«MARAVILHAS NATURAIS DO SOCRATAL»

Carlos Queirós foi despedido com intervenção violenta do secretário Laurentino Dias. Alguém mencionou que foi Sócrates, ele mesmo, quem mandou despedir?
Apareceu uma carta de Edite Estrela pró-Alegre e anti-Cavaco. Alguém perguntou pela autorização de Sócrates, ele mesmo, à carta?
Sócrates anda há seis anos em propaganda no Socratal, a que chamou na quarta-feira o "país real". Além de Bernardo Ferrão (SIC), alguém o interroga sobre o que se passa cá em baixo, em Portugal?
Manuel M. Carrilho foi despedido sem justa causa da UNESCO. Além de Carrilho, alguém mencionou que foi Sócrates, ele mesmo, quem mandou despedir?»
Eduardo Cintra Torres, Público
RIBEIRO LULA DA SILVA E CASTRO

RIBEIRO LULA DA SILVA E CASTRO

CONTRA A DOXA

CONTRA A DOXA

23.9.10
PASSOS PEDESTRE

PASSOS PEDESTRE






