30.4.07

A EXPO 2010


Pelo Jorge Ferreira fico a saber que a República vai ter a sua "expo 2010". Para presidir a mais uma inutilidade do regime, escolheu-se o inevitável prof. Vital Moreira, uma das aves canoras da maioria. Como mandam as boas regras napoleónicas não abrangidas pelo Simplex, esta "expo 2010" já tem o seu projecto que, imagine-se, prevê nada mais nada menos do que seis (6) comissões. Há muito que revi definitivamente a minha posição sobre a I República. Considero-a uma ditadura segregadora e vingativa que, em menos de vinte anos, conseguiu a proeza de "virar" o país inteiro contra ela. Quando, no dia 28 de Maio de 1926, os militares desfilaram a partir de Braga até Lisboa, as "massas" respiraram de alívio. As elites republicanas foram alimentadas exclusivamente por e em Lisboa e isso, na altura adequada, foi-lhes fatal. Nunca se foi exaustivo na contabilidade criminosa da I República. O zelo "republicano" impediu o exercício, preferindo àquela a "repressão" do Estado Novo e o seu cortejo de "vítimas". As ilustres comissões e o elevado "projecto" comemoram cem anos praticamente perdidos. Nada mais.

Adenda: A propos, este post.

A EXPO 2010


Pelo Jorge Ferreira fico a saber que a República vai ter a sua "expo 2010". Para presidir a mais uma inutilidade do regime, escolheu-se o inevitável prof. Vital Moreira, uma das aves canoras da maioria. Como mandam as boas regras napoleónicas não abrangidas pelo Simplex, esta "expo 2010" já tem o seu projecto que, imagine-se, prevê nada mais nada menos do que seis (6) comissões. Há muito que revi definitivamente a minha posição sobre a I República. Considero-a uma ditadura segregadora e vingativa que, em menos de vinte anos, conseguiu a proeza de "virar" o país inteiro contra ela. Quando, no dia 28 de Maio de 1926, os militares desfilaram a partir de Braga até Lisboa, as "massas" respiraram de alívio. As elites republicanas foram alimentadas exclusivamente por e em Lisboa e isso, na altura adequada, foi-lhes fatal. Nunca se foi exaustivo na contabilidade criminosa da I República. O zelo "republicano" impediu o exercício, preferindo àquela a "repressão" do Estado Novo e o seu cortejo de "vítimas". As ilustres comissões e o elevado "projecto" comemoram cem anos praticamente perdidos. Nada mais.

Adenda: A propos, este post.

A IDEÓLOGA


O dr. Afonso Costa continua a estar muito bem representado na "opinião que se publica". Desta vez, a sua dileta descendente ideológica (a diferença é que, no tempo do Costa, a senhora não tinha pura e simplesmente direito a emitir opinião porque essa coisa da "ética republicana" é muito "machona") escreve esta preciosidade acerca do "tema" Pina Moura/TVI/ José Lemos (convém não esquecer este "segundo homem") :"... entregar um canal à Igreja foi só e apenas uma decisão ideológica, com o propósito absolutamente claro e confesso de criar um mecanismo de influência político-ideológica da sociedade. Pelos vistos, há 15 anos, os que agora gritam de pavor viveram bem com isso. Ou mudaram muito ou não mudaram nada. Que é que acham?". Eu acho que a Fernanda não leu a entrevista do ex-delfim do dr. Cunhal, ao Expresso, até ao fim. Lá pelo meio ele explica que a sua escolha tem um "pressuposto ideológico". Talvez conviesse à jornalista, e não à "ideóloga", fazer o trabalho de casa.

A IDEÓLOGA


O dr. Afonso Costa continua a estar muito bem representado na "opinião que se publica". Desta vez, a sua dileta descendente ideológica (a diferença é que, no tempo do Costa, a senhora não tinha pura e simplesmente direito a emitir opinião porque essa coisa da "ética republicana" é muito "machona") escreve esta preciosidade acerca do "tema" Pina Moura/TVI/ José Lemos (convém não esquecer este "segundo homem") :"... entregar um canal à Igreja foi só e apenas uma decisão ideológica, com o propósito absolutamente claro e confesso de criar um mecanismo de influência político-ideológica da sociedade. Pelos vistos, há 15 anos, os que agora gritam de pavor viveram bem com isso. Ou mudaram muito ou não mudaram nada. Que é que acham?". Eu acho que a Fernanda não leu a entrevista do ex-delfim do dr. Cunhal, ao Expresso, até ao fim. Lá pelo meio ele explica que a sua escolha tem um "pressuposto ideológico". Talvez conviesse à jornalista, e não à "ideóloga", fazer o trabalho de casa.

AUTOR, AUTOR

A conversa com a jornalista do DN ocorreu ia eu a conduzir. Depois, já passou mais do que uma semana desde a conversa. Que me lembre, nunca falei em "direitos de autor", mas sim em "transparência". Para além disso, confessei-lhe de início a minha ignorância acerca do "clipping". E acrescentei que, desde que lesse aquilo que eu penso pela pena de outro, ficava satisfeito.

AUTOR, AUTOR

A conversa com a jornalista do DN ocorreu ia eu a conduzir. Depois, já passou mais do que uma semana desde a conversa. Que me lembre, nunca falei em "direitos de autor", mas sim em "transparência". Para além disso, confessei-lhe de início a minha ignorância acerca do "clipping". E acrescentei que, desde que lesse aquilo que eu penso pela pena de outro, ficava satisfeito.

NÃO É FÁCIL DIZER BEM - 16

Deste ex-frei, li em tempos um belo livro intitulado "Identificação de um país", em dois volumes. Nessa altura - meados dos anos oitenta - Mattoso estava, por assim dizer, na moda como medievalista, ao mesmo tempo que o "positivista" Oliveira Marques ia deixando de estar sem nunca verdadeiramente ter perdido o prestígio como um dos melhores analistas do período. A sua "Sociedade Medieval Portuguesa " aí está para o comprovar e a reunião de uns quantos ensaios do ex-frei sob o título "Portugal Medieval", da IN-CM, não passa disso mesmo, de um conjunto de razoáveis prosas sobre a matéria. Parece que se apaixonou por Timor e, entretanto, já se deve ter "desapaixonado", um "clássico" em personalidades como as dele. Da última vez que deu notícias, escrevinhou a sua assinatura num "protesto" contra o programa da D. Elisa, o tal que recuperou o maior medievalista "prático" português do século XX, o Doutor Oliveira Salazar. Mattoso é filho de outro Mattoso, mais conforme aos desígnios "intelectuais" do regime deste último. Não houve cão nem gato que não estudasse história pelos seus "manuais". Desde que Mattoso, o José, começou a publicar, felizmente já existiam termos de comparação. À excepção do original "Identificação", não me parece que Mattoso tenha voado muito alto. Nem ao cliché de uma "História de Portugal" (a enésima) ele escapou. O prémio que agora lhe atribuem pode ser que o traga de volta aos escaparates. Se não trouxer, francamente não se perde grande coisa.

NÃO É FÁCIL DIZER BEM - 16

Deste ex-frei, li em tempos um belo livro intitulado "Identificação de um país", em dois volumes. Nessa altura - meados dos anos oitenta - Mattoso estava, por assim dizer, na moda como medievalista, ao mesmo tempo que o "positivista" Oliveira Marques ia deixando de estar sem nunca verdadeiramente ter perdido o prestígio como um dos melhores analistas do período. A sua "Sociedade Medieval Portuguesa " aí está para o comprovar e a reunião de uns quantos ensaios do ex-frei sob o título "Portugal Medieval", da IN-CM, não passa disso mesmo, de um conjunto de razoáveis prosas sobre a matéria. Parece que se apaixonou por Timor e, entretanto, já se deve ter "desapaixonado", um "clássico" em personalidades como as dele. Da última vez que deu notícias, escrevinhou a sua assinatura num "protesto" contra o programa da D. Elisa, o tal que recuperou o maior medievalista "prático" português do século XX, o Doutor Oliveira Salazar. Mattoso é filho de outro Mattoso, mais conforme aos desígnios "intelectuais" do regime deste último. Não houve cão nem gato que não estudasse história pelos seus "manuais". Desde que Mattoso, o José, começou a publicar, felizmente já existiam termos de comparação. À excepção do original "Identificação", não me parece que Mattoso tenha voado muito alto. Nem ao cliché de uma "História de Portugal" (a enésima) ele escapou. O prémio que agora lhe atribuem pode ser que o traga de volta aos escaparates. Se não trouxer, francamente não se perde grande coisa.

ACÇÃO COMUNICACIONAL - 2

1. "Não se sabe se a entrada de Pina Moura na Media Capital vai significar a transformação da TVI num órgão mais ou menos oficioso do Partido Socialista. Mas, se assim for, fico curioso. O que dirão aqueles que encaram isso com "naturalidade" quando, regressado o centro-direita ao poder, se encarregar de tomar de assalto os canais públicos para assegurar um "saudável pluralismo" político e ideológico na informação televisiva? Acharão "natural"? Duvido. Mas nessa altura já será tarde." (Pedro Magalhães, Público)
2. "Os partidos que estão no poder lidam melhor com a crítica dos opositores do que com aquela que lhes chega de dentro. Só assim se explica que não tenha merecido grande reparo o desaparecimentp do Diário de Notícias das colunas de Medeiros Ferreira e de Vicente Jorge Silva. Por ironia, o ambiente de claustrofobia, denunciado por Paulo Rangel, vive-se sobretudo nos círculos socialistas." (Helena Matos, idem)
3. "Há, felizmente, magistrados e políticos, ou cidadãos em geral, que têm uma ideia digna da liberdade de expressão. Mas são ainda demasiadas as decisões que revelam uma concepção tacanha, saloia e reaccionária de tão fundamental liberdade. Ainda há duas semanas soubemos que a vara cível de Lisboa e o Supremo Tribunal de Justiça tinham condenado o Diário de Notícias e o PÚBLICO, sendo que neste último caso se chegou a afirmar, do alto da cátedra judicial, que era "irrelevante" os factos relatados serem verdadeiros. Espero ardentemente que estes processos "subam" ao Tribunal Europeu." (António Barreto, idem)

ACÇÃO COMUNICACIONAL - 2

1. "Não se sabe se a entrada de Pina Moura na Media Capital vai significar a transformação da TVI num órgão mais ou menos oficioso do Partido Socialista. Mas, se assim for, fico curioso. O que dirão aqueles que encaram isso com "naturalidade" quando, regressado o centro-direita ao poder, se encarregar de tomar de assalto os canais públicos para assegurar um "saudável pluralismo" político e ideológico na informação televisiva? Acharão "natural"? Duvido. Mas nessa altura já será tarde." (Pedro Magalhães, Público)
2. "Os partidos que estão no poder lidam melhor com a crítica dos opositores do que com aquela que lhes chega de dentro. Só assim se explica que não tenha merecido grande reparo o desaparecimentp do Diário de Notícias das colunas de Medeiros Ferreira e de Vicente Jorge Silva. Por ironia, o ambiente de claustrofobia, denunciado por Paulo Rangel, vive-se sobretudo nos círculos socialistas." (Helena Matos, idem)
3. "Há, felizmente, magistrados e políticos, ou cidadãos em geral, que têm uma ideia digna da liberdade de expressão. Mas são ainda demasiadas as decisões que revelam uma concepção tacanha, saloia e reaccionária de tão fundamental liberdade. Ainda há duas semanas soubemos que a vara cível de Lisboa e o Supremo Tribunal de Justiça tinham condenado o Diário de Notícias e o PÚBLICO, sendo que neste último caso se chegou a afirmar, do alto da cátedra judicial, que era "irrelevante" os factos relatados serem verdadeiros. Espero ardentemente que estes processos "subam" ao Tribunal Europeu." (António Barreto, idem)

29.4.07

CLAUSTROFOBIAS


Parece que Sócrates - o indiscutido chefe desta asfixiante maioria-, referindo-se à Madeira, falou em "claustrofobia democrática". Isto significa duas coisas. A primeira, que o único discurso aproveitável do enfado do "25/4/07" foi o do deputado Paulo C. Rangel. Até o pretty boy reparou nele. Depois, e uma vez que não possui um pingo de sentido de humor, Sócrates "atirou-se" a Alberto João Jardim - o único "reformista" em funções que tem o direito a gabar-se disso - com o glossário do adversário. Antes tivesse a coragem de ir até à Madeira ajudar o pobre do sr. Jacinto a enterrar-se um pouco mais.

CLAUSTROFOBIAS


Parece que Sócrates - o indiscutido chefe desta asfixiante maioria-, referindo-se à Madeira, falou em "claustrofobia democrática". Isto significa duas coisas. A primeira, que o único discurso aproveitável do enfado do "25/4/07" foi o do deputado Paulo C. Rangel. Até o pretty boy reparou nele. Depois, e uma vez que não possui um pingo de sentido de humor, Sócrates "atirou-se" a Alberto João Jardim - o único "reformista" em funções que tem o direito a gabar-se disso - com o glossário do adversário. Antes tivesse a coragem de ir até à Madeira ajudar o pobre do sr. Jacinto a enterrar-se um pouco mais.

MIL NÃO CHEGAM E UM É DE MAIS


Bastava esta singela frase sobre Truman Capote para merecer o "prémio João Carreira Bom": "preferia perder mil amigos a perder um dito sobre eles".

MIL NÃO CHEGAM E UM É DE MAIS


Bastava esta singela frase sobre Truman Capote para merecer o "prémio João Carreira Bom": "preferia perder mil amigos a perder um dito sobre eles".

O IMPOSTO DO RIDÍCULO

O dr. António Costa enviou um batalhão de agentes da GNR para Santa Comba Dão não fosse dar-se ali um novo "28 de Maio". De acordo com os jornais, eram mais os "gnr's" - a maior parte enviada de Lisboa - do que autoctónes e "saudosistas". A "ética republicana" devia pagar um imposto, o imposto do ridículo.

O IMPOSTO DO RIDÍCULO

O dr. António Costa enviou um batalhão de agentes da GNR para Santa Comba Dão não fosse dar-se ali um novo "28 de Maio". De acordo com os jornais, eram mais os "gnr's" - a maior parte enviada de Lisboa - do que autoctónes e "saudosistas". A "ética republicana" devia pagar um imposto, o imposto do ridículo.

O FIM DO PROBLEMA


Leio no Melancómico, do Nuno Costa Santos, este "aforismo de pastelaria": "Passava a vida a limpar a sua imagem. Até que, um dia, sem querer, apagou-a". Vem isto a propósito do dr. Barroso e do engº ou bacharel Sócrates. Ao primeiro, já a pensar no "depois de Bruxelas", deu-lhe para uns chás no remanso de Sintra apenas para se promover. Desta vez, imaginou uma "mini-cimeira" europeia com dois ou três países irrelevantes entre os quais o nosso. Sócrates abanou de imediato o rabo. Acontece que os destinatários do chá e outros que não estavam "convidados", fizeram cair o propósito barrosista, acusando o homem de querer "dar passos maiores do que a perna". Barroso é um medíocre presidente da Comissão Europeia, a versão "direitista-maoísta" do pobre sr. Prodi. Já percebeu que não fica naquela história e quer, à viva força, vir fazer "história" cá dentro. Sócrates, na "Ovibeja", puxou-lhe o pé para mais um aeroporto e para se descartar do Tribunal de Contas. Ele, um homem manifestamente sem mundo, quer deixar a sua marca no betão "moderno" da Ota e de Beja. Ninguém falará dele depois da "presidência" do segundo semestre. Barroso e Sócrates, de tanto cuidarem das respectivas "imagens", ainda as apagam.

O FIM DO PROBLEMA


Leio no Melancómico, do Nuno Costa Santos, este "aforismo de pastelaria": "Passava a vida a limpar a sua imagem. Até que, um dia, sem querer, apagou-a". Vem isto a propósito do dr. Barroso e do engº ou bacharel Sócrates. Ao primeiro, já a pensar no "depois de Bruxelas", deu-lhe para uns chás no remanso de Sintra apenas para se promover. Desta vez, imaginou uma "mini-cimeira" europeia com dois ou três países irrelevantes entre os quais o nosso. Sócrates abanou de imediato o rabo. Acontece que os destinatários do chá e outros que não estavam "convidados", fizeram cair o propósito barrosista, acusando o homem de querer "dar passos maiores do que a perna". Barroso é um medíocre presidente da Comissão Europeia, a versão "direitista-maoísta" do pobre sr. Prodi. Já percebeu que não fica naquela história e quer, à viva força, vir fazer "história" cá dentro. Sócrates, na "Ovibeja", puxou-lhe o pé para mais um aeroporto e para se descartar do Tribunal de Contas. Ele, um homem manifestamente sem mundo, quer deixar a sua marca no betão "moderno" da Ota e de Beja. Ninguém falará dele depois da "presidência" do segundo semestre. Barroso e Sócrates, de tanto cuidarem das respectivas "imagens", ainda as apagam.

TUDO O QUE ELE ESCREVEU E TUDO O QUE NÃO ESCREVI

Eu sei que não sou, nem pretendo ser, da "situação" e faço a justiça ao Eduardo Pitta de, em matérias bem mais importantes como a literatura, os livros e a identidade, também não ser. Todavia, e apesar de ainda não ter tido acesso ao "objecto em si", há mais de um mês que falei dele e, como em tudo o que escrevemos, de mim. Colocar dentro de um livro esta "poeira levada pelo vento" que são os posts é obra. Parabéns por ela.

TUDO O QUE ELE ESCREVEU E TUDO O QUE NÃO ESCREVI

Eu sei que não sou, nem pretendo ser, da "situação" e faço a justiça ao Eduardo Pitta de, em matérias bem mais importantes como a literatura, os livros e a identidade, também não ser. Todavia, e apesar de ainda não ter tido acesso ao "objecto em si", há mais de um mês que falei dele e, como em tudo o que escrevemos, de mim. Colocar dentro de um livro esta "poeira levada pelo vento" que são os posts é obra. Parabéns por ela.

A GLORIFICAÇÃO DA BOLA

Este é um daqueles domingos em que as ditas elites democráticas e a rapaziada de cabeça rapada da "extrema-direita" das claques da bola estão de acordo. Joga-se um "benfica/sporting/ o que dá direito às televisões a acompanharem a par e passo todos os cócós e chichis dos jogadores ao longo do dia, para engrandecimento da qualidade de vida cívica e "cultural" da nação. Nem Salazar - porque só tinha uma tv e a "emissora nacional" - foi tão longe na glorificação da bola como este regime.

A GLORIFICAÇÃO DA BOLA

Este é um daqueles domingos em que as ditas elites democráticas e a rapaziada de cabeça rapada da "extrema-direita" das claques da bola estão de acordo. Joga-se um "benfica/sporting/ o que dá direito às televisões a acompanharem a par e passo todos os cócós e chichis dos jogadores ao longo do dia, para engrandecimento da qualidade de vida cívica e "cultural" da nação. Nem Salazar - porque só tinha uma tv e a "emissora nacional" - foi tão longe na glorificação da bola como este regime.

SÉGOLÈNE AU PORTUGAL


Vi, na RTP "segolenizada" (porque existe a RTP-Internacional), a Mme. Ségolène, la vraie, sentadinha com o sr. Bayrou, o "centrista" das presidenciais francesas que ficou fora do debate de 6 de Maio. Nós também temos uma dupla parecida, respectivamente o homólogo socialista da Mme Ségolène (em todos os sentidos) e o dr. Lázaro-Portas. Como Bayrou domingo passado, Portas não resistiu à banalidade do "nada ficará como dantes". Como Bayrou - que, apesar de tudo, sempre vale uns milhões votos - Portas quer insinuar-se junto do homólogo da Mme. Royal para o que der e vier, ignorando olimpicamente os "seus". Como ela e como Bayrou, não lhes serve de nada o exercício. Sarkozy já disse que Bayrou "não se parece com o homem que conhece há 20 anos". Portas, o dos abracinhos ao "colega" Pina Moura, também não se parece nada com o que eu conheço há vinte e quatro.

SÉGOLÈNE AU PORTUGAL


Vi, na RTP "segolenizada" (porque existe a RTP-Internacional), a Mme. Ségolène, la vraie, sentadinha com o sr. Bayrou, o "centrista" das presidenciais francesas que ficou fora do debate de 6 de Maio. Nós também temos uma dupla parecida, respectivamente o homólogo socialista da Mme Ségolène (em todos os sentidos) e o dr. Lázaro-Portas. Como Bayrou domingo passado, Portas não resistiu à banalidade do "nada ficará como dantes". Como Bayrou - que, apesar de tudo, sempre vale uns milhões votos - Portas quer insinuar-se junto do homólogo da Mme. Royal para o que der e vier, ignorando olimpicamente os "seus". Como ela e como Bayrou, não lhes serve de nada o exercício. Sarkozy já disse que Bayrou "não se parece com o homem que conhece há 20 anos". Portas, o dos abracinhos ao "colega" Pina Moura, também não se parece nada com o que eu conheço há vinte e quatro.

28.4.07

ACÇÃO COMUNICACIONAL

Hoje deu-me para a filosofia. Ao ler os jornais na mesa do RCP, esta manhã, dei-me conta que, em menos de semana e meia, o "paradigma" comunicacional sofreu uma alteração de 180 graus. O debate sobre a credibilidade biográfica do primeiro-ministro - logo, a sua credibilidade política - desapareceu para dar lugar aos jogos florais na Câmara de Lisboa, logo, a Marques Mendes, alguém que não tem poder algum. É interessante verificar que a coisa começou pelas habituais "fontes", no caso, "judiciais". Não existe, por ora, um papel. Os "aprendizes" da "teoria da acção comunicacional", de Jürgen Habermas, não brincam em serviço. E, claro, apareceu Lázaro-Portas.

ACÇÃO COMUNICACIONAL

Hoje deu-me para a filosofia. Ao ler os jornais na mesa do RCP, esta manhã, dei-me conta que, em menos de semana e meia, o "paradigma" comunicacional sofreu uma alteração de 180 graus. O debate sobre a credibilidade biográfica do primeiro-ministro - logo, a sua credibilidade política - desapareceu para dar lugar aos jogos florais na Câmara de Lisboa, logo, a Marques Mendes, alguém que não tem poder algum. É interessante verificar que a coisa começou pelas habituais "fontes", no caso, "judiciais". Não existe, por ora, um papel. Os "aprendizes" da "teoria da acção comunicacional", de Jürgen Habermas, não brincam em serviço. E, claro, apareceu Lázaro-Portas.

UMA GERAÇÃO...

... que é a minha.

UMA GERAÇÃO...

... que é a minha.

OUTRO LIVRO

Desta vez de um Mestre Amigo, Pessoa Humana, Direito e Política, de Mário Bigotte Chorão. Páginas contra "o furor anti-filosófico do positivismo".

OUTRO LIVRO

Desta vez de um Mestre Amigo, Pessoa Humana, Direito e Política, de Mário Bigotte Chorão. Páginas contra "o furor anti-filosófico do positivismo".

POR CÁ...

... não existe este risco. E por falar nisso, não será nulo - e a nulidade pode ser invocada a todo o tempo - um contrato de trabalho com uma autarquia que se baseia numas habilitações académicas que, de acordo com a entidade que as "passou", foram "falsificadas"?

POR CÁ...

... não existe este risco. E por falar nisso, não será nulo - e a nulidade pode ser invocada a todo o tempo - um contrato de trabalho com uma autarquia que se baseia numas habilitações académicas que, de acordo com a entidade que as "passou", foram "falsificadas"?

UM LIVRO


Este livrinho é doloroso. Zweig apresenta-nos o retrato do maior "meteorologista da alma" deste século (sim, eu sou do século XX e dificilmente serei deste) e, nessa altura, sem sequer o saber, fala um pouco de si próprio, anos antes de escolher a morte no Brasil. Nietzsche já foi "lido" por toda a gente e alguma dessa gente acabou mal por o ter lido. Todavia, passar incólume pela sua obra - toda ela destinada a perturbar os "adormecidos" - é pecado mortal.

UM LIVRO


Este livrinho é doloroso. Zweig apresenta-nos o retrato do maior "meteorologista da alma" deste século (sim, eu sou do século XX e dificilmente serei deste) e, nessa altura, sem sequer o saber, fala um pouco de si próprio, anos antes de escolher a morte no Brasil. Nietzsche já foi "lido" por toda a gente e alguma dessa gente acabou mal por o ter lido. Todavia, passar incólume pela sua obra - toda ela destinada a perturbar os "adormecidos" - é pecado mortal.

A SÉRIO?

Parece que ando a embirrar consigo, Eduardo, mas não é verdade. Acontece que, ultimamente, V. tomou-se de amores pela "situação" e apenas quer ser "diferente". Conheço o Freire Antunes desde 80, ou seja, desde mais ou menos a segunda campanha de Eanes. Se não se lembra, recordo-lhe que passou pela mona do JFA ser presidente do PSD num congresso qualquer. Já não sei quem, outro dia, disse-me que os "santanistas" (quiçá, apenas o próprio) andavam a "treinar" o Zé Freire Antunes para líder. Ele é suficientemente mitómano para levar isto e, pior, a si mesmo a sério. A sério, a sério, só lhe levo os livros e não são todos.

A SÉRIO?

Parece que ando a embirrar consigo, Eduardo, mas não é verdade. Acontece que, ultimamente, V. tomou-se de amores pela "situação" e apenas quer ser "diferente". Conheço o Freire Antunes desde 80, ou seja, desde mais ou menos a segunda campanha de Eanes. Se não se lembra, recordo-lhe que passou pela mona do JFA ser presidente do PSD num congresso qualquer. Já não sei quem, outro dia, disse-me que os "santanistas" (quiçá, apenas o próprio) andavam a "treinar" o Zé Freire Antunes para líder. Ele é suficientemente mitómano para levar isto e, pior, a si mesmo a sério. A sério, a sério, só lhe levo os livros e não são todos.

TUDO SE DISPERSARÁ


Salazar sobre si mesmo, no dia 28 de Abril de 1965, ao completar setenta e seis anos: "Já vivi muito, já vivi de mais. Eu não tenho ninguém e depois de mim tudo se dispersará e perderá significado e valor".

TUDO SE DISPERSARÁ


Salazar sobre si mesmo, no dia 28 de Abril de 1965, ao completar setenta e seis anos: "Já vivi muito, já vivi de mais. Eu não tenho ninguém e depois de mim tudo se dispersará e perderá significado e valor".

A MARCA DO IMPREVISTO E DO INCONSCIENTE


"O ex-general trabalhou comigo anos a fio e tão longo trabalho em comum deixa sempre um traço no nosso espírito, independentemente do calor humano que ressuma das relações pessoais. Certo é que a impetuosidade do carácter e o desconcerto das atitudes imprimiam à usa acção a marca do imprevisto e do inconsciente. Foi uma bandeira que sectores ideológicos estranhos à sua formação não desistiram de agitar ao serviço de movimentos subversivos. Por terras estranhas, exilado sem razão séria e por vontade mais alheia que própria, arrogou-se a autoria moral de actos antinacionais e denegriu o bom nome do país. Cansado da inutilidade da sua acção, desiludido dos conluios tenebrosos, traído porventura pelos que se afirmavam seus correlegionários, parece ter tomado uma decisão em termos definitivos - acordar com outros conspiradores numa revolução imediata ou entregar-se às autoridades portuguesas e dizer tudo. A nós nos convinha que falasse, a outros havia de convir mais o silêncio que só a morte poderia com segurança guardar."

Oliveira Salazar, discurso televisionado de 5 de Novembro de 1965

A MARCA DO IMPREVISTO E DO INCONSCIENTE


"O ex-general trabalhou comigo anos a fio e tão longo trabalho em comum deixa sempre um traço no nosso espírito, independentemente do calor humano que ressuma das relações pessoais. Certo é que a impetuosidade do carácter e o desconcerto das atitudes imprimiam à usa acção a marca do imprevisto e do inconsciente. Foi uma bandeira que sectores ideológicos estranhos à sua formação não desistiram de agitar ao serviço de movimentos subversivos. Por terras estranhas, exilado sem razão séria e por vontade mais alheia que própria, arrogou-se a autoria moral de actos antinacionais e denegriu o bom nome do país. Cansado da inutilidade da sua acção, desiludido dos conluios tenebrosos, traído porventura pelos que se afirmavam seus correlegionários, parece ter tomado uma decisão em termos definitivos - acordar com outros conspiradores numa revolução imediata ou entregar-se às autoridades portuguesas e dizer tudo. A nós nos convinha que falasse, a outros havia de convir mais o silêncio que só a morte poderia com segurança guardar."

Oliveira Salazar, discurso televisionado de 5 de Novembro de 1965

UM RIGOR TALVEZ EXCESSIVO


"Era essa possivelmente a grande virtude e o grande defeito de Salazar: o rigor talvez excessivo consigo mesmo e com os outros. Quem lê os seus "Discursos e Notas" fica subjugado pela limpidez e concisão do estilo, a mais perfeita e cativante prosa doutrinária que existe em língua portuguesa, atravessada por um ritmo afectivo poderoso. Por esse lado, a prosa de Salazar merece um lugar de relevo na História da Literatura Portuguesa (e só considerações políticas até agora a têm arredado do lugar que lhe compete). É uma prosa que guarda a lucidez da grande prosa do século XVII, e de onde é banida toda a nebulosidade, toda a distracção, toda a frouxidão, tudo o que frequentemente torna obscura ou despropositadamente ofuscante a prosa dos nossos doutrinadores."

António José Saraiva, "O Salazarismo", in Expresso de 22 de Abril de 1989

UM RIGOR TALVEZ EXCESSIVO


"Era essa possivelmente a grande virtude e o grande defeito de Salazar: o rigor talvez excessivo consigo mesmo e com os outros. Quem lê os seus "Discursos e Notas" fica subjugado pela limpidez e concisão do estilo, a mais perfeita e cativante prosa doutrinária que existe em língua portuguesa, atravessada por um ritmo afectivo poderoso. Por esse lado, a prosa de Salazar merece um lugar de relevo na História da Literatura Portuguesa (e só considerações políticas até agora a têm arredado do lugar que lhe compete). É uma prosa que guarda a lucidez da grande prosa do século XVII, e de onde é banida toda a nebulosidade, toda a distracção, toda a frouxidão, tudo o que frequentemente torna obscura ou despropositadamente ofuscante a prosa dos nossos doutrinadores."

António José Saraiva, "O Salazarismo", in Expresso de 22 de Abril de 1989

AS CRUZES DOS NOSSOS MORTOS


O que me interessa é chamar a atenção para o estado de crise moral em que nos encontramos, aquilo a que chamo a "ciganização do país".

António José Saraiva


"Quando se tem vivida uma vida já longa, e, sobre longa, intensa, de trabalhos, de fadigas, de inquietações, até de sonhos, o caminho que percorremos fica ladeado de numerosas cruzes - as cruzes dos nossos mortos. E se essa vida foi sobretudo colaboração íntima, soma de esforços comuns, inteiro dom das qualidades nobres da alma, eles não ficam para trás: continuam caminhando a nosso lado, graves e doces como entes tutelares, purificados pelo sacrifício da vida, despidos da jaça da terra, sublimados na serenidade augusta da morte. Na verdade, há mortos que não morrem: desaparecem no seu invólucro terreno, na sua figuração humana, na fragilidade e nos defeitos e nas limitações da carne; mas o espírito continua a brilhar como as estrelas que se apagaram no céu há cem mil anos, vincam-se mais na terra os sulcos que o seu exemplo abriu e parece até que os seus afectos não deixam de aquecer-nos o coração. Nem de outra forma se compreenderia que a Providência suscitasse tantas vezes almas extraordinárias, cumes de beleza espiritual, e lhes não conceda mais que uma breve aparição, como voo de asa que corta o céu, botão que murcha sem revelar ao sol da manhã a graça e o perfume da rosa. Há mortos que não morrem, e nós que viemos de longe ou de perto, em saudosa peregrinação, somos os que testemunhamos que este não morreu."

Discurso de António de Oliveira Salazar em memória de Duarte Pacheco, Loulé, 15 de Novembro de 1953, in Discursos e Notas Políticas, V.

AS CRUZES DOS NOSSOS MORTOS


O que me interessa é chamar a atenção para o estado de crise moral em que nos encontramos, aquilo a que chamo a "ciganização do país".

António José Saraiva


"Quando se tem vivida uma vida já longa, e, sobre longa, intensa, de trabalhos, de fadigas, de inquietações, até de sonhos, o caminho que percorremos fica ladeado de numerosas cruzes - as cruzes dos nossos mortos. E se essa vida foi sobretudo colaboração íntima, soma de esforços comuns, inteiro dom das qualidades nobres da alma, eles não ficam para trás: continuam caminhando a nosso lado, graves e doces como entes tutelares, purificados pelo sacrifício da vida, despidos da jaça da terra, sublimados na serenidade augusta da morte. Na verdade, há mortos que não morrem: desaparecem no seu invólucro terreno, na sua figuração humana, na fragilidade e nos defeitos e nas limitações da carne; mas o espírito continua a brilhar como as estrelas que se apagaram no céu há cem mil anos, vincam-se mais na terra os sulcos que o seu exemplo abriu e parece até que os seus afectos não deixam de aquecer-nos o coração. Nem de outra forma se compreenderia que a Providência suscitasse tantas vezes almas extraordinárias, cumes de beleza espiritual, e lhes não conceda mais que uma breve aparição, como voo de asa que corta o céu, botão que murcha sem revelar ao sol da manhã a graça e o perfume da rosa. Há mortos que não morrem, e nós que viemos de longe ou de perto, em saudosa peregrinação, somos os que testemunhamos que este não morreu."

Discurso de António de Oliveira Salazar em memória de Duarte Pacheco, Loulé, 15 de Novembro de 1953, in Discursos e Notas Políticas, V.

27.4.07

BIODIVERSIDADE

Maria Belo, Miguel Romão (Director do Gabinete para as Relações Internacionais, Europeias e de Cooperação do Ministério da Justiça), Gonçalo Frota (jornalista do "Sol"), Camané, António Filipe (vice-presidente da AR e deputado do PC) e eu, o que é que têm em comum? Nada. Por isso mesmo, entre as 10 e as 13 horas de sábado, 28 de Abril, juntamente com o Nuno Costa Santos e o Luís Osório, falaremos no RCP da "actualidade".

BIODIVERSIDADE

Maria Belo, Miguel Romão (Director do Gabinete para as Relações Internacionais, Europeias e de Cooperação do Ministério da Justiça), Gonçalo Frota (jornalista do "Sol"), Camané, António Filipe (vice-presidente da AR e deputado do PC) e eu, o que é que têm em comum? Nada. Por isso mesmo, entre as 10 e as 13 horas de sábado, 28 de Abril, juntamente com o Nuno Costa Santos e o Luís Osório, falaremos no RCP da "actualidade".

DO CABARET


A Inês Serra Lopes, agora "comentadeira" na Sic-Notícias, está babada de comoção com a prestação parlamentar e com o regresso do dr. Lázaro-Portas. Dá ideia de qualquer coisa semelhante à recuperação do Maxime pelo Manuel João Vieira. Cabaret por cabaret, prefiro sempre o original.

DO CABARET


A Inês Serra Lopes, agora "comentadeira" na Sic-Notícias, está babada de comoção com a prestação parlamentar e com o regresso do dr. Lázaro-Portas. Dá ideia de qualquer coisa semelhante à recuperação do Maxime pelo Manuel João Vieira. Cabaret por cabaret, prefiro sempre o original.

UMA PERGUNTA


Sá Fernandes, alguém que nos intervalos dos chirivaris é vereador da Câmara de Lisboa, estava à hora do almoço, em plena Praça do Município, a palrar às televisões. Ele e o arquitecto Gaioso que não se sabe bem se é do PS, sendo certo que não é do Miguel Coelho, o "patrão" socialista de Lisboa. Estive para bater nas costas do heróico Fernandes para lhe perguntar, em directo, por que é que não ia fazer o mesmo chavascal para Salvaterra de Magos. Mas da próxima vez que o vir, pergunto-lhe.

UMA PERGUNTA


Sá Fernandes, alguém que nos intervalos dos chirivaris é vereador da Câmara de Lisboa, estava à hora do almoço, em plena Praça do Município, a palrar às televisões. Ele e o arquitecto Gaioso que não se sabe bem se é do PS, sendo certo que não é do Miguel Coelho, o "patrão" socialista de Lisboa. Estive para bater nas costas do heróico Fernandes para lhe perguntar, em directo, por que é que não ia fazer o mesmo chavascal para Salvaterra de Magos. Mas da próxima vez que o vir, pergunto-lhe.

COLEGAS

Na Assembleia da República, o senhor presidente do CDS/PP, dr. Paulo Portas, ao referir-se a Pina Moura, falou, com manifesto enternecimento, em "nosso colega". Nos anos empertigados na Defesa Nacional, ninguém lhe ensinou que, em linguagem castrense, colegas são as putas?

COLEGAS

Na Assembleia da República, o senhor presidente do CDS/PP, dr. Paulo Portas, ao referir-se a Pina Moura, falou, com manifesto enternecimento, em "nosso colega". Nos anos empertigados na Defesa Nacional, ninguém lhe ensinou que, em linguagem castrense, colegas são as putas?

MENOS UM GRANDE

Mstislav Rostropovitch (1927-2007).

MENOS UM GRANDE

Mstislav Rostropovitch (1927-2007).

UM REGIME EM LICENÇA

Correu e corre grave indignação por alegada "violência policial" perpetrada contra um bando de marginais "pacifistas" que, no feriado, andou pela baixa de Lisboa a partir montras. Ontem, a imagem desse bando à saída do DIAP era "todo um programa". Razão tinha o Grande Morto de Santa Comba Dão. Um safanão dado a tempo nunca fez mal a ninguém. No meio disto tudo, o "licenciado" Pinto de Sousa vai ao Parlamento falar de... licenciamentos. Haja alguém que tenha a coragem de perguntar pelo dele.

Adenda: Essa conversa da "senhora de...", vinda de quem vem, já fede. Não é uma senhora quem quer.

UM REGIME EM LICENÇA

Correu e corre grave indignação por alegada "violência policial" perpetrada contra um bando de marginais "pacifistas" que, no feriado, andou pela baixa de Lisboa a partir montras. Ontem, a imagem desse bando à saída do DIAP era "todo um programa". Razão tinha o Grande Morto de Santa Comba Dão. Um safanão dado a tempo nunca fez mal a ninguém. No meio disto tudo, o "licenciado" Pinto de Sousa vai ao Parlamento falar de... licenciamentos. Haja alguém que tenha a coragem de perguntar pelo dele.

Adenda: Essa conversa da "senhora de...", vinda de quem vem, já fede. Não é uma senhora quem quer.

COMPARAÇÕES DEMOCRÁTICAS


É isso mesmo, "o meu arguido é melhor que o teu". Que cambada de filhos de puta.

COMPARAÇÕES DEMOCRÁTICAS


É isso mesmo, "o meu arguido é melhor que o teu". Que cambada de filhos de puta.

UM MÍNIMO DE CREDIBILIDADE MORAL

"Os nossos homens públicos contentaram-se com uma figura de retórica: "a longa noite fascista". Com estes começos e fundamentos, falta ao regime que nasceu do 25 de Abril um mínimo de credibilidade moral. A cobardia, a traição, a irresponsabilidade, a confusão , foram as taras que presidiram ao seu parto e, com esses fundamentos, nada é possível edificar. O actual estado de coisas, em Portugal, nasceu podre nas suas raízes. Herdou todos os podres da anterior; mais a vergonha da deserção."

António José Saraiva

UM MÍNIMO DE CREDIBILIDADE MORAL

"Os nossos homens públicos contentaram-se com uma figura de retórica: "a longa noite fascista". Com estes começos e fundamentos, falta ao regime que nasceu do 25 de Abril um mínimo de credibilidade moral. A cobardia, a traição, a irresponsabilidade, a confusão , foram as taras que presidiram ao seu parto e, com esses fundamentos, nada é possível edificar. O actual estado de coisas, em Portugal, nasceu podre nas suas raízes. Herdou todos os podres da anterior; mais a vergonha da deserção."

António José Saraiva

OS "MORALISTAS"


O PS - que não tugiu nem mugiu acerca dos mistérios habilitacionais do seu chefe- já vomitou "indignação" contra Carmona Rodrigues. Os "populares" do dr. Portas - cá está para que serve o sorriso "Vista Alegre" do omnipresente líder - também. Menezes - esse boneco articulado de Gaia que ainda não percebeu que jamais será presidente do PSD - gesticulou. São estas "santas alianças" de ocasião as que mais jeito dão ao desalinhado momento político de José Sócrates. Estou à vontade porque nunca reconheci dimensão política a Carmona e não votei nele. Carmona, aliás, chegou lá por causa do pragmatismo mal educado de Carrilho e da inesquecível mão que ficou por apertar. Mais nada. Defendi e mantenho que a única solução que atenua o descalabro ético (o mal geral) é devolver a palavra aos lisboetas ou a CML ainda acaba gerida pelo porteiro. Isto, porém, não atenua a hipocrisia dos outros esganiçados. Que jeito deu a esta gente toda uma mera notificação processual. Algo está profundamente podre neste reino da Dinamarca. Nem os "moralistas" se safam, ao contrário do que imaginam.

OS "MORALISTAS"


O PS - que não tugiu nem mugiu acerca dos mistérios habilitacionais do seu chefe- já vomitou "indignação" contra Carmona Rodrigues. Os "populares" do dr. Portas - cá está para que serve o sorriso "Vista Alegre" do omnipresente líder - também. Menezes - esse boneco articulado de Gaia que ainda não percebeu que jamais será presidente do PSD - gesticulou. São estas "santas alianças" de ocasião as que mais jeito dão ao desalinhado momento político de José Sócrates. Estou à vontade porque nunca reconheci dimensão política a Carmona e não votei nele. Carmona, aliás, chegou lá por causa do pragmatismo mal educado de Carrilho e da inesquecível mão que ficou por apertar. Mais nada. Defendi e mantenho que a única solução que atenua o descalabro ético (o mal geral) é devolver a palavra aos lisboetas ou a CML ainda acaba gerida pelo porteiro. Isto, porém, não atenua a hipocrisia dos outros esganiçados. Que jeito deu a esta gente toda uma mera notificação processual. Algo está profundamente podre neste reino da Dinamarca. Nem os "moralistas" se safam, ao contrário do que imaginam.

O PROFISSIONAL- 3

"Identifico-me com o programa do Governo e com a história do PS", afirmou o dr. Pina Moura na entrevista da RTP. Este oxímoro - já que este governo tem tanto a ver com a "história do PS" como eu - resume o cinismo estalinista deste grande gestor nacional (Moura disse que a PRISA o convidou por causa dos seus extraordinários méritos gestionários, sem se rir, como se os espectadores fossem todos retardados mentais). Pina Moura é daquelas criaturas que devem ser escrutinadas minuto a minuto. Aliás, seria interessante recordar como é que o "camarada" Mário Soares o avaliava quando ele era ministro das finanças e da economia e o que dele murmurava junto do bonzinho Guterres. Todavia, como Pina Moura não mudou uma vírgula no seu cânone e Soares já acha sublime o bacharel Pinto de Sousa, tudo é possível.

O PROFISSIONAL- 3

"Identifico-me com o programa do Governo e com a história do PS", afirmou o dr. Pina Moura na entrevista da RTP. Este oxímoro - já que este governo tem tanto a ver com a "história do PS" como eu - resume o cinismo estalinista deste grande gestor nacional (Moura disse que a PRISA o convidou por causa dos seus extraordinários méritos gestionários, sem se rir, como se os espectadores fossem todos retardados mentais). Pina Moura é daquelas criaturas que devem ser escrutinadas minuto a minuto. Aliás, seria interessante recordar como é que o "camarada" Mário Soares o avaliava quando ele era ministro das finanças e da economia e o que dele murmurava junto do bonzinho Guterres. Todavia, como Pina Moura não mudou uma vírgula no seu cânone e Soares já acha sublime o bacharel Pinto de Sousa, tudo é possível.

26.4.07

O REDONDO REPRESENTANTE


Como é que uma pessoa que pensa redondo, que escreve redondo e que fala redondo pode alguma vez desempenhar o cargo de "primeiro alto representante da ONU para o Diálogo das Civilizações"? Sampaio presidiu, durante dez anos, ao maior fracasso da sua vida política. Os melhores tempos ainda foram os de sentadinho no muro da universidade de Lisboa, nos anos sessenta. Sampaio, ou alguém por ele, convenceu-se da sua eminente subtileza política, agora com repercussão mundial. É de esperar o pior.

O REDONDO REPRESENTANTE


Como é que uma pessoa que pensa redondo, que escreve redondo e que fala redondo pode alguma vez desempenhar o cargo de "primeiro alto representante da ONU para o Diálogo das Civilizações"? Sampaio presidiu, durante dez anos, ao maior fracasso da sua vida política. Os melhores tempos ainda foram os de sentadinho no muro da universidade de Lisboa, nos anos sessenta. Sampaio, ou alguém por ele, convenceu-se da sua eminente subtileza política, agora com repercussão mundial. É de esperar o pior.

ENTRE RABOS E CRAVOS


Ainda Pina Moura não aterrou na TVI e já se sente a melíflua influência dos "novos tempos". A novela adolescente "Morangos com Açúcar" lembrou-se de fazer "pedagogia democrática". Depois de ter posto ao léu três rabiosques masculinos lá mais para trás, colocou os meninos/alunos a representar uma "peça" sobre o "25 de Abril". Os autores do guião resumiram a coisa com uns quantos berros, umas roupas "à anos setenta" e até arranjaram um "Otelo", um "Salgueiro Maia" e uma (sim, uma rapariga) "Marcello Caetano". É claro que os adolescentes/actores não fizeram a mínima ideia do que é que estiveram a balbuciar. Entre rabos e cravos, venha o diabo e escolha.

ENTRE RABOS E CRAVOS


Ainda Pina Moura não aterrou na TVI e já se sente a melíflua influência dos "novos tempos". A novela adolescente "Morangos com Açúcar" lembrou-se de fazer "pedagogia democrática". Depois de ter posto ao léu três rabiosques masculinos lá mais para trás, colocou os meninos/alunos a representar uma "peça" sobre o "25 de Abril". Os autores do guião resumiram a coisa com uns quantos berros, umas roupas "à anos setenta" e até arranjaram um "Otelo", um "Salgueiro Maia" e uma (sim, uma rapariga) "Marcello Caetano". É claro que os adolescentes/actores não fizeram a mínima ideia do que é que estiveram a balbuciar. Entre rabos e cravos, venha o diabo e escolha.

LER OS OUTROS

1. O Pedro Lomba já cresceu qualquer coisa desde o aborto. Eis aqui um bom exemplo devidamente ilustrado por um bonito sorriso. "A resignação é um destino. Até com as mentirinhas públicas do primeiro-ministro sobre a sua licenciatura uma pessoa se resigna."
2. J. Pacheco Pereira regressou de mais uma das suas deambulações de "judeu errante" (as aspas é para o citar, não é preciso nenhuma indignação cabalística). "Que haja um documento num dossier respeitante ao actual Primeiro-ministro que a entidade emissora considera falso a ponto de fazer uma queixa-crime (num caso em que abundam problemas de fidedignidade com os documentos), seria mais que suficiente em qualquer democracia para considerar em aberto a questão. Mas por cá abundam as pressões para encerrar o assunto e demonizar quem continua a considerar que é necessário esclarecê-lo devidamente".
3. E ainda: "No blogue "profissional" de Luís Paixão Martins esta fabulosa entrada, que não sei se é uma notável bofetada pública, um exercício de humor irónico, ou tudo junto. Uma coisa eu sei, nestas coisas quem paga o almoço é quem manda.
Hoje almocei com um deputado, o presidente de uma associação empresarial e o secretário-geral de outra. Foi o deputado quem me pediu o encontro. Queria envolver essas entidades numa iniciativa da Assembleia da República. Como se classifica este almoço? Lóbingue ao contrário? PS: Paguei eu a conta."

LER OS OUTROS

1. O Pedro Lomba já cresceu qualquer coisa desde o aborto. Eis aqui um bom exemplo devidamente ilustrado por um bonito sorriso. "A resignação é um destino. Até com as mentirinhas públicas do primeiro-ministro sobre a sua licenciatura uma pessoa se resigna."
2. J. Pacheco Pereira regressou de mais uma das suas deambulações de "judeu errante" (as aspas é para o citar, não é preciso nenhuma indignação cabalística). "Que haja um documento num dossier respeitante ao actual Primeiro-ministro que a entidade emissora considera falso a ponto de fazer uma queixa-crime (num caso em que abundam problemas de fidedignidade com os documentos), seria mais que suficiente em qualquer democracia para considerar em aberto a questão. Mas por cá abundam as pressões para encerrar o assunto e demonizar quem continua a considerar que é necessário esclarecê-lo devidamente".
3. E ainda: "No blogue "profissional" de Luís Paixão Martins esta fabulosa entrada, que não sei se é uma notável bofetada pública, um exercício de humor irónico, ou tudo junto. Uma coisa eu sei, nestas coisas quem paga o almoço é quem manda.
Hoje almocei com um deputado, o presidente de uma associação empresarial e o secretário-geral de outra. Foi o deputado quem me pediu o encontro. Queria envolver essas entidades numa iniciativa da Assembleia da República. Como se classifica este almoço? Lóbingue ao contrário? PS: Paguei eu a conta."

VIGIAR E PUNIR

O dr. Alberto Costa "lança" a sua cartilhazinha contra a corrupção. De acordo com o "guião", os funcionários públicos estão na linha da frente da denúncia e desse "combate". Estão mesmo, digamos, "obrigados" a "bufar" o menor indício de corrupção ou aparentada. Acontece que, por dever de ofício, todos os funcionários públicos - desde o cantoneiro de cemitério até ao mais ilustre catedrático da academia pública - estão vinculados a esse dever de carácter disciplinar geral e especial. É só percorrer a leizinha em vigor desde 1984. Por isso, este "guião" é esdrúxulo e corresponde a mais uma pequenina manobra de propaganda. Lá onde se esconde a verdadeira corrupção, um vulgar funcionário não tem acesso a menos que frequente a plutocracia em vigor ou seja membro de nomenclatura partidária. Mas, nesse caso, viverá naturalmente caladinho e sentadinho à mesa. Quanto à corrupção estilo "amiguismo", há muito que está consagrada informalmente pelo regime. Não é o patricarca socialista Almeida Santos quem recomenda "para os amigos, tudo, para os inimigos, nada, e, para os outros, cumpra-se a lei"?

VIGIAR E PUNIR

O dr. Alberto Costa "lança" a sua cartilhazinha contra a corrupção. De acordo com o "guião", os funcionários públicos estão na linha da frente da denúncia e desse "combate". Estão mesmo, digamos, "obrigados" a "bufar" o menor indício de corrupção ou aparentada. Acontece que, por dever de ofício, todos os funcionários públicos - desde o cantoneiro de cemitério até ao mais ilustre catedrático da academia pública - estão vinculados a esse dever de carácter disciplinar geral e especial. É só percorrer a leizinha em vigor desde 1984. Por isso, este "guião" é esdrúxulo e corresponde a mais uma pequenina manobra de propaganda. Lá onde se esconde a verdadeira corrupção, um vulgar funcionário não tem acesso a menos que frequente a plutocracia em vigor ou seja membro de nomenclatura partidária. Mas, nesse caso, viverá naturalmente caladinho e sentadinho à mesa. Quanto à corrupção estilo "amiguismo", há muito que está consagrada informalmente pelo regime. Não é o patricarca socialista Almeida Santos quem recomenda "para os amigos, tudo, para os inimigos, nada, e, para os outros, cumpra-se a lei"?

25.4.07

NÃO VALEM NADA


"Desprezo as coisas aparatosas e vazias; detesto por temperamento as fórmulas, que é como quem diz os rótulos, não só em política mas na vida diária. Sei de antemão que não valem nada."

Oliveira Salazar, in Imparcial de 15 de Fevereiro de 1914

NÃO VALEM NADA


"Desprezo as coisas aparatosas e vazias; detesto por temperamento as fórmulas, que é como quem diz os rótulos, não só em política mas na vida diária. Sei de antemão que não valem nada."

Oliveira Salazar, in Imparcial de 15 de Fevereiro de 1914

DE UM A OUTRO REGIME


Mário Crespo, no seu aceitável Jornal das Nove, começou com uma "romagem" a Peniche. Para o "guiar", escolheu o ex-director do "Luta Popular", ex-maoísta e ex-uma data de coisas, Saldanha Sanches. Peniche tem algum significado para mim. Familiares do PC passaram por lá ao mesmo tempo que o "camarada Duarte". Acontece que não possuo nenhum fetiche anti-fascista e, graças a Deus, tenho a cabeça (pelo menos nessa parte) de bem com a história. Saldanha Sanches não mencionou que esteve preso depois da data que hoje se comemora, justamente quando o seu partido, o MRPP, inundava Lisboa com "murais" do género "libertemos o camarada Saldanha Sanches, director do Luta Popular" ou "libertemos o camarada Arnaldo Matos, o grande educador da classe operária". Sanches, entretanto e como lhe competia, acabou o curso de direito e dedicou-se ao Fiscal, devidamente orientado por um Mestre comum e anti-democrata convicto, o Prof. Dr. Pedro Soares Martinez que muito prezo. Seguidamente deu mais uns passinhos no actual regime e tornou-se num "parecerista" militante em matéria fiscal e grande aconselhador de contribuintes oriundos, por exemplo, do anafado sector bancário, uma das maiores "conquistas de Abril". Houve tempo em que levava vagamente a sério o que o prof. Sanches escrevia e dizia. Agora, perdi-o por entre a espuma deste regime. Ou terá sido ele quem se perdeu?

DE UM A OUTRO REGIME


Mário Crespo, no seu aceitável Jornal das Nove, começou com uma "romagem" a Peniche. Para o "guiar", escolheu o ex-director do "Luta Popular", ex-maoísta e ex-uma data de coisas, Saldanha Sanches. Peniche tem algum significado para mim. Familiares do PC passaram por lá ao mesmo tempo que o "camarada Duarte". Acontece que não possuo nenhum fetiche anti-fascista e, graças a Deus, tenho a cabeça (pelo menos nessa parte) de bem com a história. Saldanha Sanches não mencionou que esteve preso depois da data que hoje se comemora, justamente quando o seu partido, o MRPP, inundava Lisboa com "murais" do género "libertemos o camarada Saldanha Sanches, director do Luta Popular" ou "libertemos o camarada Arnaldo Matos, o grande educador da classe operária". Sanches, entretanto e como lhe competia, acabou o curso de direito e dedicou-se ao Fiscal, devidamente orientado por um Mestre comum e anti-democrata convicto, o Prof. Dr. Pedro Soares Martinez que muito prezo. Seguidamente deu mais uns passinhos no actual regime e tornou-se num "parecerista" militante em matéria fiscal e grande aconselhador de contribuintes oriundos, por exemplo, do anafado sector bancário, uma das maiores "conquistas de Abril". Houve tempo em que levava vagamente a sério o que o prof. Sanches escrevia e dizia. Agora, perdi-o por entre a espuma deste regime. Ou terá sido ele quem se perdeu?

A ÉTICA DELE

"Bom exemplo de uma ética", disse Sócrates a propósito de Pina Moura. Republicana?

A ÉTICA DELE

"Bom exemplo de uma ética", disse Sócrates a propósito de Pina Moura. Republicana?

ABRIL EM PORTUGAL, 2007


"Não sabemos se haverá ingenuidade em desejar moral na política e se não terá havido em qualquer nação governantes em que o carácter e a dignidade pessoal tenham julgado de seu dever entrar também na vida pública, regrando processos de administração. Não sabemos. O que sabemos é que a desordem e imoralidade políticas têm um efeito corrosivo na alma das nações. E o abastardamento do carácter nacional não pode deixar de influir no desenvolvimento e progresso de um povo, sob qualquer aspecto que o queiramos considerar".

Oliveira Salazar, O Ágio do Ouro, 1916 ("linkagens" da minha responsabilidade)

ABRIL EM PORTUGAL, 2007


"Não sabemos se haverá ingenuidade em desejar moral na política e se não terá havido em qualquer nação governantes em que o carácter e a dignidade pessoal tenham julgado de seu dever entrar também na vida pública, regrando processos de administração. Não sabemos. O que sabemos é que a desordem e imoralidade políticas têm um efeito corrosivo na alma das nações. E o abastardamento do carácter nacional não pode deixar de influir no desenvolvimento e progresso de um povo, sob qualquer aspecto que o queiramos considerar".

Oliveira Salazar, O Ágio do Ouro, 1916 ("linkagens" da minha responsabilidade)

UM LIVRO EM ABRIL


"Não há, em geral, coincidência entre o valor da actividade ou as realizações governativas e a atmosfera política. O inteligente esforço desenvolvido por D. Carlos e coroado de êxito, nos últimos anos do seu reinado, na política internacional não logrou desanuviar o ambiente e não retardou de uma hora o seu bárbaro assassínio". (AOS, Discursos, Vol. III, págs 27 e 28)

Indispensável o livrinho
"Cartas d’El-Rei D. Carlos I a João Franco Castelo Branco, seu último Presidente do Conselho", da Bertrand, com prefácio de Rui Ramos. "Muita coisa se perdeu com a morte de D. Carlos, e o fim da carreira política de João Franco. E é a consciência dessa "fatalidade" que dá a este livro um estranho fascínio: o fascínio das coisas que nunca foram, mas poderiam ter sido".

UM LIVRO EM ABRIL


"Não há, em geral, coincidência entre o valor da actividade ou as realizações governativas e a atmosfera política. O inteligente esforço desenvolvido por D. Carlos e coroado de êxito, nos últimos anos do seu reinado, na política internacional não logrou desanuviar o ambiente e não retardou de uma hora o seu bárbaro assassínio". (AOS, Discursos, Vol. III, págs 27 e 28)

Indispensável o livrinho
"Cartas d’El-Rei D. Carlos I a João Franco Castelo Branco, seu último Presidente do Conselho", da Bertrand, com prefácio de Rui Ramos. "Muita coisa se perdeu com a morte de D. Carlos, e o fim da carreira política de João Franco. E é a consciência dessa "fatalidade" que dá a este livro um estranho fascínio: o fascínio das coisas que nunca foram, mas poderiam ter sido".