31.7.09

HUBRIS


O copy/past do pequeno Vitorino.

HUBRIS


O copy/past do pequeno Vitorino.

HUBRIS



À meia-noite começa oficialmente a silly season. Este ano é prolongada até 27 de Setembro. Até apareceu a Joaninha, na Sic-Notícias, a confirmar que foi convidada para deputada do PS pela "quota do dr. Soares da terceira encarnação". O autor material do convite foi o secretário de Estado do eng.º Lino, Paulo Campos, filho de António Campos, um velho amigo do detentor da quota. Pelos vistos, outro rapaz com uma relação difícil com a verdade. Palavra da Joana. E quem é que não acredita naqueles olhos e naquela voz? A hubris é uma coisa terrível.

Adenda: Campos (o júnior) veio depois com umas explicações que não explicaram nada. Só retive que ele "defendia os interesses do PS". Com "defensores" deste nível bem pode Sócrates dar ao pedal. Sozinho como ele gosta. Ah, senhor primeiro-ministro, as fúrias não o poupam. Leia os clássicos no intervalo dos anúncios.

HUBRIS



À meia-noite começa oficialmente a silly season. Este ano é prolongada até 27 de Setembro. Até apareceu a Joaninha, na Sic-Notícias, a confirmar que foi convidada para deputada do PS pela "quota do dr. Soares da terceira encarnação". O autor material do convite foi o secretário de Estado do eng.º Lino, Paulo Campos, filho de António Campos, um velho amigo do detentor da quota. Pelos vistos, outro rapaz com uma relação difícil com a verdade. Palavra da Joana. E quem é que não acredita naqueles olhos e naquela voz? A hubris é uma coisa terrível.

Adenda: Campos (o júnior) veio depois com umas explicações que não explicaram nada. Só retive que ele "defendia os interesses do PS". Com "defensores" deste nível bem pode Sócrates dar ao pedal. Sozinho como ele gosta. Ah, senhor primeiro-ministro, as fúrias não o poupam. Leia os clássicos no intervalo dos anúncios.

QUEM QUALIFICA O QUÊ E COMO


A propósito do milhão de computadores entregue por Sócrates, Lino e Lurdes Rodrigues - isto é, pelos contribuintes - por aí, especialmente no que concerne aos Magalhães, um amigo avisado fez o comentário certeiro esta manhã ao café. Nenhum computador deveria entrar numa sala de aula sem ser pela mão de um professor.
Adenda: Ler isto.

QUEM QUALIFICA O QUÊ E COMO


A propósito do milhão de computadores entregue por Sócrates, Lino e Lurdes Rodrigues - isto é, pelos contribuintes - por aí, especialmente no que concerne aos Magalhães, um amigo avisado fez o comentário certeiro esta manhã ao café. Nenhum computador deveria entrar numa sala de aula sem ser pela mão de um professor.
Adenda: Ler isto.

"CONSCIÊNCIA CRÍTICA"


«Um em cada três eleitores portugueses não votou nas europeias por falta de confiança ou insatisfação quanto à política (28 por cento), revela o primeiro Eurobarómetro realizado após as eleições de 7 de Junho. Na lista das razões para ter ficado em casa, o Eurobarómetro hoje divulgado revela que 23 por cento dos inquiridos respondeu : desinteresse pela política. Um em cada dez dos inquiridos é da opinião que o voto não tem consequências e não muda nada (11 por cento). São números que acompanham a opinião geral na Europa.» Lê-se no Público. Sublinhado meu. A isto pode chamar-se perfeitamente "consciência crítica" do eleitorado. E da boa. Vá lá, profissionais da "consciência crítica". Mexam-se. Há uns que estão de férias há quase dois meses e outros vão agora. Depois não se queixem.

"CONSCIÊNCIA CRÍTICA"


«Um em cada três eleitores portugueses não votou nas europeias por falta de confiança ou insatisfação quanto à política (28 por cento), revela o primeiro Eurobarómetro realizado após as eleições de 7 de Junho. Na lista das razões para ter ficado em casa, o Eurobarómetro hoje divulgado revela que 23 por cento dos inquiridos respondeu : desinteresse pela política. Um em cada dez dos inquiridos é da opinião que o voto não tem consequências e não muda nada (11 por cento). São números que acompanham a opinião geral na Europa.» Lê-se no Público. Sublinhado meu. A isto pode chamar-se perfeitamente "consciência crítica" do eleitorado. E da boa. Vá lá, profissionais da "consciência crítica". Mexam-se. Há uns que estão de férias há quase dois meses e outros vão agora. Depois não se queixem.

HUBRIS


O PS-Açores, do sr. César, reagiu ao acórdão do Tribunal Constitucional através do sr. Ricardo Rodrigues. Pensava que o PS tinha atingido o o seu acme da semana com o anúncio do bebezão Silveira sobre os cheques-bebé. Não. Rodrigues superou o continental. No pathos e na falta de sentido do ridículo. Falou em "centralismo" do TC, de Cavaco e, imagine-se, de Ferreira Leite que tem muito a ver com o assunto. Também mencionou "a maioria dos analistas e escreventes" provavelmente para contrapor ao seu crónico analfabetismo funcional. Aos poucos o PS conhece a sua hubris.

HUBRIS


O PS-Açores, do sr. César, reagiu ao acórdão do Tribunal Constitucional através do sr. Ricardo Rodrigues. Pensava que o PS tinha atingido o o seu acme da semana com o anúncio do bebezão Silveira sobre os cheques-bebé. Não. Rodrigues superou o continental. No pathos e na falta de sentido do ridículo. Falou em "centralismo" do TC, de Cavaco e, imagine-se, de Ferreira Leite que tem muito a ver com o assunto. Também mencionou "a maioria dos analistas e escreventes" provavelmente para contrapor ao seu crónico analfabetismo funcional. Aos poucos o PS conhece a sua hubris.

A "CAUÇÃO"


Na "conversa em família" na SIC- Notícias debateu-se o famoso encontro de blogues com Sócrates. Pacheco Pereira falou em "caução" e Lobo Xavier foi pelo mesmo caminho. Pelo menos seis bloggers claramente desafectos ao PS - José Mário Silva, Rodrigo Moita de Deus, Tomás Belchior, João Maria Condeixa, Tiago Moreira Ramalho e eu próprio - estiveram lá e não consta que viessem "infectados" ou que tivessem "caucionado" o que quer que fosse. Penso que JPP e Xavier (outros talvez sim) não estavam à espera de uma cena de boxe político e de ordinarice. Depois, o José Pacheco Pereira e o "Toninho" Xavier são as derradeiras pessoas com autoridade para falar em "caução" a propósito disto. Enquanto nós estivemos quatro horas com Sócrates, eles estão o ano inteiro com o "número dois" de Sócrates, semanalmente e numa televisão, sabendo que Costa é candidato à maior câmara do país contra a coligação que integra os partidos de que ambos são militantes. Eu, pelo menos, tenho a vantagem de não ter de arremessar o cartão contra ou a favor de quem quer que seja. A enorme de não ter de "caucionar" ninguém ou de me armar em patrulheiro moral da blogosfera. Como recomendaria o meu amigo João Pedro George, tentem, finalmente, «encarar a coisa filosoficamente: «foda-se.»

A "CAUÇÃO"


Na "conversa em família" na SIC- Notícias debateu-se o famoso encontro de blogues com Sócrates. Pacheco Pereira falou em "caução" e Lobo Xavier foi pelo mesmo caminho. Pelo menos seis bloggers claramente desafectos ao PS - José Mário Silva, Rodrigo Moita de Deus, Tomás Belchior, João Maria Condeixa, Tiago Moreira Ramalho e eu próprio - estiveram lá e não consta que viessem "infectados" ou que tivessem "caucionado" o que quer que fosse. Penso que JPP e Xavier (outros talvez sim) não estavam à espera de uma cena de boxe político e de ordinarice. Depois, o José Pacheco Pereira e o "Toninho" Xavier são as derradeiras pessoas com autoridade para falar em "caução" a propósito disto. Enquanto nós estivemos quatro horas com Sócrates, eles estão o ano inteiro com o "número dois" de Sócrates, semanalmente e numa televisão, sabendo que Costa é candidato à maior câmara do país contra a coligação que integra os partidos de que ambos são militantes. Eu, pelo menos, tenho a vantagem de não ter de arremessar o cartão contra ou a favor de quem quer que seja. A enorme de não ter de "caucionar" ninguém ou de me armar em patrulheiro moral da blogosfera. Como recomendaria o meu amigo João Pedro George, tentem, finalmente, «encarar a coisa filosoficamente: «foda-se.»

30.7.09

POBRE LISBOA


António Costa escolheu a D. Simonetta Luz Afonso - uma espécie de eternidade "cultural" do regime - para candidata à presidência da assembleia municipal de Lisboa pelo "acordo coligatório" que junta o PS, o ex-Zé faz falta e Helena Roseta. A escolha, aliás, é emblemática. A senhora aposentou-se da função pública mas, a pedido de várias famílias, continuou a dirigir o Instituto Camões. É mais uma insubstituível. De resto, aparecem Catarina Vaz Pinto - uma irrelevante secretária de Estado da Cultura de Carrilho que sucedeu ao funesto "clac" Rui Vieira Nery e que entretanto casou com o bonzinho Guterres - e uma tal de Dalila Araújo que é governadora civil de Lisboa, manifestamente uma cacique do partido (tinha estado no gabinete do Joãozinho quando ele presidiu à CML). É a quadratura do círculo com catorze anos de atraso, tantos quantos andamos a aturar o PS e, em particular, o António Costa (no interregno da direita era o líder parlamentar). Pobre Lisboa.

POBRE LISBOA


António Costa escolheu a D. Simonetta Luz Afonso - uma espécie de eternidade "cultural" do regime - para candidata à presidência da assembleia municipal de Lisboa pelo "acordo coligatório" que junta o PS, o ex-Zé faz falta e Helena Roseta. A escolha, aliás, é emblemática. A senhora aposentou-se da função pública mas, a pedido de várias famílias, continuou a dirigir o Instituto Camões. É mais uma insubstituível. De resto, aparecem Catarina Vaz Pinto - uma irrelevante secretária de Estado da Cultura de Carrilho que sucedeu ao funesto "clac" Rui Vieira Nery e que entretanto casou com o bonzinho Guterres - e uma tal de Dalila Araújo que é governadora civil de Lisboa, manifestamente uma cacique do partido (tinha estado no gabinete do Joãozinho quando ele presidiu à CML). É a quadratura do círculo com catorze anos de atraso, tantos quantos andamos a aturar o PS e, em particular, o António Costa (no interregno da direita era o líder parlamentar). Pobre Lisboa.

A ARANHA DA VIDA


Depois de jantar, passei por uma livraria e peguei no livro As Cantinas e Outros Poemas do Álcool e do Mar, de Malcolm Lowry, seleccionados e traduzidos por José Agostinho Baptista (Assírio & Alvim, 2008). Serve este, "roubado" ao José Mário Silva.

OS BÊBADOS

O ruído da morte está neste bar desolado
Onde a tranquilidade se senta inclinada sobre a sua oração
E a música abriga o sonho do amante
Mas quando moeda alguma compra este fundo desespero
Nesta casa tão solitária
E de todos os destinos o mais solitário
Onde nenhuma música eléctrica destrói o bater
Dos corações duas vezes quebrados mas agora reunidos
Pelo cirurgião da paz no peróneo da desgraça
Penetra mais profundamente do que os trompetes
O movimento da mente que aí faz a sua teia
Onde as desordens são simples como o túmulo
E a aranha da vida se senta, dormindo.

A ARANHA DA VIDA


Depois de jantar, passei por uma livraria e peguei no livro As Cantinas e Outros Poemas do Álcool e do Mar, de Malcolm Lowry, seleccionados e traduzidos por José Agostinho Baptista (Assírio & Alvim, 2008). Serve este, "roubado" ao José Mário Silva.

OS BÊBADOS

O ruído da morte está neste bar desolado
Onde a tranquilidade se senta inclinada sobre a sua oração
E a música abriga o sonho do amante
Mas quando moeda alguma compra este fundo desespero
Nesta casa tão solitária
E de todos os destinos o mais solitário
Onde nenhuma música eléctrica destrói o bater
Dos corações duas vezes quebrados mas agora reunidos
Pelo cirurgião da paz no peróneo da desgraça
Penetra mais profundamente do que os trompetes
O movimento da mente que aí faz a sua teia
Onde as desordens são simples como o túmulo
E a aranha da vida se senta, dormindo.

A LEI ORDINÁRIA


O Tribunal Constitucional deu razão ao Chefe de Estado em relação às dúvidas que levantou acerca do Estatuto do sr. César dos Açores. Há um ano meio mundo "indignou-se" por Cavaco ter interrompido o estúpido remanso das férias para falar ao país sobre o que se preparava. Os deputados - e estiveram todos de acordo mesmo os que, depois, como os do PSD, propuseram a fiscalização sucessiva do Estatuto sem seguir as observações do Presidente aquando da votação - alteraram, na prática, o equilíbrio de poderes através de uma lei ordinária. No duplo sentido do termo. Agora foram postos no seu devido e ignorante lugar pelo Tribunal. O pior é que não aprendem nada.

A LEI ORDINÁRIA


O Tribunal Constitucional deu razão ao Chefe de Estado em relação às dúvidas que levantou acerca do Estatuto do sr. César dos Açores. Há um ano meio mundo "indignou-se" por Cavaco ter interrompido o estúpido remanso das férias para falar ao país sobre o que se preparava. Os deputados - e estiveram todos de acordo mesmo os que, depois, como os do PSD, propuseram a fiscalização sucessiva do Estatuto sem seguir as observações do Presidente aquando da votação - alteraram, na prática, o equilíbrio de poderes através de uma lei ordinária. No duplo sentido do termo. Agora foram postos no seu devido e ignorante lugar pelo Tribunal. O pior é que não aprendem nada.

PARABÉNS À PRIMA

Infinitamente mais perigosa que a H1N1 é a justiça portuguesa. A nossa Fatinha Felgueiras foi absolvida em 1ª instância, em Felgueiras, (será que o procurador da Mota já lhe deu os parabéns?) e Carmona Rodrigues e os seus vão a julgamento em Lisboa. Dizia-me há uns anos uma colega magistrada que tinha sido treinada para analisar prova. Pelos vistos, ainda têm muito ginásio pela frente.

PARABÉNS À PRIMA

Infinitamente mais perigosa que a H1N1 é a justiça portuguesa. A nossa Fatinha Felgueiras foi absolvida em 1ª instância, em Felgueiras, (será que o procurador da Mota já lhe deu os parabéns?) e Carmona Rodrigues e os seus vão a julgamento em Lisboa. Dizia-me há uns anos uma colega magistrada que tinha sido treinada para analisar prova. Pelos vistos, ainda têm muito ginásio pela frente.

UM ACADÉMICO PORTUGUÊS


António Nogueira Leite é uma luzidia figura da academia económica nacional que o país, muito apropriadamente, ignora. De vez em quando é chamado a ornamentar debates televisivos, em especial os promovidos pela D. Fátima Campos Ferreira. Nogueira Leite, porém, encarnou no derradeiro governo do bonzinho Guterres como secretário de Estado de Pina Moura. Algures, convenientemente antes do pântano, foi-se embora. Recentemente esteve ao lado do "jovem" Passos Coelho na sua cruzada infinita pela chefia do PSD. Ter-lhe-á, porventura, dado conselhos (académicos) da especialidade. É mais um liberal à moda portuguesa e imagino como isso terá inspirado a extraordinária e imaginativa cabeça do "jovem" Passos. Agora, Nogueira Leite é aproveitado pelo Simplex - leia-se, pelo PS blogosférico - para denegrir o deputado Miguel Frasquilho, do PSD. O argumentário é digno da acaciana figura do senhor professor doutor. «É por escrever o que às vezes escreve que o deputado Miguel Frasquilho é desconsiderado na Academia. tenho pena, pois é bom rapazinho "http://twitter.com/anleite/status/2909325345".» Repare-se na maiúscula "Academia" - a que ele pertence, pelos visto, com orgulho - e no paternalista "rapazinho" aplicado a Frasquilho, um frequentador da nojenta política que Leite debicou com Pina Moura, um verdadeiro "modelo" nacional de político desinteressado. É por haver na "Academia" tanto provinciano soberbo como Nogueira Leite - a quem os aninhos na academia estrangeira não mudaram a essência - que o país está assim tão bem e se recomenda. Da universidade para os governos, dos governos para as televisões, de Pina Moura para Passos Coelho, a cartilha de Nogueira Leite é uma velha conhecida destes trinta e cinco anos. É pena que, sendo tão novo, já esteja assim.

Adenda: Paulo Gorjão - alguém que está sempre bem informado acerca dos meandros do métier político, nacional e internacional, e que se tomou de amores serôdios pelo "jovem" Passos, passe o termo - esclarece que o professor doutor Nogueira Leite, para além dos atributos referidos, também integra o Instituto Sá Carneiro (logo, segundo as simplificações intelectuais do Paulo, está com Ferreira Leite) e que Miguel Frasquilho apoiou o referido "jovem" aquando da disputa interna do PSD (logo, e na mesma linha, é a demonstração viva da generosidade político-partidária dos apoiantes de Coelho). Com o devido respeito, em que é que isso muda a natureza das coisas e dos homens? De Nogueira Leite? De Frasquilho? De Passos Coelho? Da "Academia"? A sua? A minha, por ter estado a falar com José Sócrates? Pensava que o Paulo já era mais crescidinho do que isto.

UM ACADÉMICO PORTUGUÊS


António Nogueira Leite é uma luzidia figura da academia económica nacional que o país, muito apropriadamente, ignora. De vez em quando é chamado a ornamentar debates televisivos, em especial os promovidos pela D. Fátima Campos Ferreira. Nogueira Leite, porém, encarnou no derradeiro governo do bonzinho Guterres como secretário de Estado de Pina Moura. Algures, convenientemente antes do pântano, foi-se embora. Recentemente esteve ao lado do "jovem" Passos Coelho na sua cruzada infinita pela chefia do PSD. Ter-lhe-á, porventura, dado conselhos (académicos) da especialidade. É mais um liberal à moda portuguesa e imagino como isso terá inspirado a extraordinária e imaginativa cabeça do "jovem" Passos. Agora, Nogueira Leite é aproveitado pelo Simplex - leia-se, pelo PS blogosférico - para denegrir o deputado Miguel Frasquilho, do PSD. O argumentário é digno da acaciana figura do senhor professor doutor. «É por escrever o que às vezes escreve que o deputado Miguel Frasquilho é desconsiderado na Academia. tenho pena, pois é bom rapazinho "http://twitter.com/anleite/status/2909325345".» Repare-se na maiúscula "Academia" - a que ele pertence, pelos visto, com orgulho - e no paternalista "rapazinho" aplicado a Frasquilho, um frequentador da nojenta política que Leite debicou com Pina Moura, um verdadeiro "modelo" nacional de político desinteressado. É por haver na "Academia" tanto provinciano soberbo como Nogueira Leite - a quem os aninhos na academia estrangeira não mudaram a essência - que o país está assim tão bem e se recomenda. Da universidade para os governos, dos governos para as televisões, de Pina Moura para Passos Coelho, a cartilha de Nogueira Leite é uma velha conhecida destes trinta e cinco anos. É pena que, sendo tão novo, já esteja assim.

Adenda: Paulo Gorjão - alguém que está sempre bem informado acerca dos meandros do métier político, nacional e internacional, e que se tomou de amores serôdios pelo "jovem" Passos, passe o termo - esclarece que o professor doutor Nogueira Leite, para além dos atributos referidos, também integra o Instituto Sá Carneiro (logo, segundo as simplificações intelectuais do Paulo, está com Ferreira Leite) e que Miguel Frasquilho apoiou o referido "jovem" aquando da disputa interna do PSD (logo, e na mesma linha, é a demonstração viva da generosidade político-partidária dos apoiantes de Coelho). Com o devido respeito, em que é que isso muda a natureza das coisas e dos homens? De Nogueira Leite? De Frasquilho? De Passos Coelho? Da "Academia"? A sua? A minha, por ter estado a falar com José Sócrates? Pensava que o Paulo já era mais crescidinho do que isto.

A NÃO PERDER...


Estes "ecos para o bloguista instruído", do Almocreve. Há para todos os gostos dentro daquela "liberdade respeitosa" (também prefiro "responsável") advogada pelo secretário-geral do PS na Lx Factory. Eu puxo pelos meus. «Corre por aí, que o SIMPLEX, que se tornou um blog reputadamente honrado e esforçadamente socrático, acaba de publicar o primeiro fascículo do 25 de Abril de 1974. Aceita fotos de Valter Lemos ou na alternativa de José Miguel Júdice. Utilíssimo para postar a pregadores desenganados.»

A NÃO PERDER...


Estes "ecos para o bloguista instruído", do Almocreve. Há para todos os gostos dentro daquela "liberdade respeitosa" (também prefiro "responsável") advogada pelo secretário-geral do PS na Lx Factory. Eu puxo pelos meus. «Corre por aí, que o SIMPLEX, que se tornou um blog reputadamente honrado e esforçadamente socrático, acaba de publicar o primeiro fascículo do 25 de Abril de 1974. Aceita fotos de Valter Lemos ou na alternativa de José Miguel Júdice. Utilíssimo para postar a pregadores desenganados.»

UMA SUGESTÃO


O PSD continua a insistir na mole figura do seu vice-presidente Aguiar-Branco como porta-voz. O país não lhe liga, não sei se alguém já deu por isso. Por que não, pois, experimentar gente como Paulo Mota Pinto ou, mesmo, Paulo Rangel que, desde que ganhou a "sua" eleição, nunca mais foi avistado? É só uma sugestão.

UMA SUGESTÃO


O PSD continua a insistir na mole figura do seu vice-presidente Aguiar-Branco como porta-voz. O país não lhe liga, não sei se alguém já deu por isso. Por que não, pois, experimentar gente como Paulo Mota Pinto ou, mesmo, Paulo Rangel que, desde que ganhou a "sua" eleição, nunca mais foi avistado? É só uma sugestão.

29.7.09

UM PAÍS SEM CRÉDITO


Para além de continuar a empenhar a classe média, o PS propõe-se prosseguir alegremente com o TGV e com o aeroporto de Lisboa na Margem Sul. O PS não devia ignorar que tais "investimentos públicos", pela circunstância de incorporarem matéria importada em barda, vão engrossar o praticamente insustentável endividamento externo do país, o principal problema da próxima legislatura. Não são os cheques-bebé, os cheques-dentista, os casamentos, mais isto ou aquilo que vão contribuir para moderar o imoderado défice externo. Um país desacreditado - no duplo sentido do termo -, por mais TGV's e Magalhães que tenha, nunca deixará de ser um país desacreditado. É isso que o PS pretende?

UM PAÍS SEM CRÉDITO


Para além de continuar a empenhar a classe média, o PS propõe-se prosseguir alegremente com o TGV e com o aeroporto de Lisboa na Margem Sul. O PS não devia ignorar que tais "investimentos públicos", pela circunstância de incorporarem matéria importada em barda, vão engrossar o praticamente insustentável endividamento externo do país, o principal problema da próxima legislatura. Não são os cheques-bebé, os cheques-dentista, os casamentos, mais isto ou aquilo que vão contribuir para moderar o imoderado défice externo. Um país desacreditado - no duplo sentido do termo -, por mais TGV's e Magalhães que tenha, nunca deixará de ser um país desacreditado. É isso que o PS pretende?

DA NECEDADE


Uns valentões de uns quantos bloggers anónimos (e um ou outro assinado) julgam que ter estado numa sessão promovida pelo PS com alguns blogues corresponde a uma qualquer "rendição" a Sócrates. Nem vale a pena gastar cuspo com a pobre insinuação. Nem tão pouco com insultos pessoais. Talvez esses valentões pretendessem fazer o que os "populares" costumam fazer às portas e nas traseiras dos tribunais quando chegam os réus. Como um desses anónimos é magistrado, provavelmente enxergará melhor a imagem do que outros mais néscios. Pena é que permita assuadas primitivas à sua porta.

DA NECEDADE


Uns valentões de uns quantos bloggers anónimos (e um ou outro assinado) julgam que ter estado numa sessão promovida pelo PS com alguns blogues corresponde a uma qualquer "rendição" a Sócrates. Nem vale a pena gastar cuspo com a pobre insinuação. Nem tão pouco com insultos pessoais. Talvez esses valentões pretendessem fazer o que os "populares" costumam fazer às portas e nas traseiras dos tribunais quando chegam os réus. Como um desses anónimos é magistrado, provavelmente enxergará melhor a imagem do que outros mais néscios. Pena é que permita assuadas primitivas à sua porta.

A CULTURA SEGUNDO PINTO RIBEIRO OU A "ANIMAÇÃO CULTURAL" DO PS


«O ministro ainda vegeta mentalmente nos tempos do Manifesto anti-Dantas, um dos textos polémicos mais estéreis, mais infecundos e mais mal escritos de toda a história da cultura portuguesa.»


A CULTURA SEGUNDO PINTO RIBEIRO OU A "ANIMAÇÃO CULTURAL" DO PS


«O ministro ainda vegeta mentalmente nos tempos do Manifesto anti-Dantas, um dos textos polémicos mais estéreis, mais infecundos e mais mal escritos de toda a história da cultura portuguesa.»


O "SUMO"


«Para papalvos entenderem: por classe média baixa e desfavorecidos leia-se indigentes que nada terão para deduzir, porque nem sequer ganham para o gastar. Por ricos entenda-se classe média, os mesmos, os de sempre.» É, na realidade, o "sumo" do programa eleitoral do PS. Malhar mais e melhor na classe média. À dra. Ferreira Leite basta-lhe recordar isto dia sim dia não. Nem precisa de um "programa".

O "SUMO"


«Para papalvos entenderem: por classe média baixa e desfavorecidos leia-se indigentes que nada terão para deduzir, porque nem sequer ganham para o gastar. Por ricos entenda-se classe média, os mesmos, os de sempre.» É, na realidade, o "sumo" do programa eleitoral do PS. Malhar mais e melhor na classe média. À dra. Ferreira Leite basta-lhe recordar isto dia sim dia não. Nem precisa de um "programa".

A EUROPA COR DE ROSA DA D.TERESA DE SOUSA


A D. Teresa de Sousa que debita no Público - e, por vezes, na Sic - sobre "temas internacionais", escreve que a Europa ainda se pode safar com Blair ou González à frente. Presumo que se refere (não a leio, só vi mesmo a frase solta) ao cargo de presidente da União previsto no funesto Tratado de Lisboa que, se Deus quiser, jamais conhecerá a luz do dia. Àqueles dois potentados políticos a D. Teresa podia juntar o nosso antigo pai da pátria, o dr. Soares. Apesar de ele não simpatizar com Blair (pelo menos dantes não gostava dele, mas quem aprecia Chávez por que é que não há-de gostar de um sonso risível como Blair?), creio que Soares se reveria na menção. Depois do ruído que tem andado a produzir contra o dr. Barroso, merecia a referência da D. Teresa, uma velha maoísta convertida ao pior europeísmo. Assim como assim, agora são todos socialistas. Como a D. Teresa.

A EUROPA COR DE ROSA DA D.TERESA DE SOUSA


A D. Teresa de Sousa que debita no Público - e, por vezes, na Sic - sobre "temas internacionais", escreve que a Europa ainda se pode safar com Blair ou González à frente. Presumo que se refere (não a leio, só vi mesmo a frase solta) ao cargo de presidente da União previsto no funesto Tratado de Lisboa que, se Deus quiser, jamais conhecerá a luz do dia. Àqueles dois potentados políticos a D. Teresa podia juntar o nosso antigo pai da pátria, o dr. Soares. Apesar de ele não simpatizar com Blair (pelo menos dantes não gostava dele, mas quem aprecia Chávez por que é que não há-de gostar de um sonso risível como Blair?), creio que Soares se reveria na menção. Depois do ruído que tem andado a produzir contra o dr. Barroso, merecia a referência da D. Teresa, uma velha maoísta convertida ao pior europeísmo. Assim como assim, agora são todos socialistas. Como a D. Teresa.

COSTA, O HOMEM PRETEXTO


Ainda sobre o debate de Costa e Lopes. Foi fraco mas deu para perceber quem é que, dos dois, concorre efectivamente por e em Lisboa. Aliás, amanhã, na sua semanal conversa em família com Lobo Xavier e Pacheco Pereira, António Costa, o comentador político, deverá acrescentar mais uns pós com vista ao último trimestre do ano. Pelo andar da carruagem, Costa, durante os quinze dias que medeiam entre 27 de Setembro e 11 de Outubro vai ter de pensar em tudo menos em Lisboa. Lisboa, desde 2007, é apenas um pretexto na carreira um homem habituado a virar frangos, na bela expressão do Rodrigo. Qual é o lisboeta que, no seu perfeito juízo (descontando os "intelectuais" da "claque", o sr. Saramago, a troika Sampaio, Soares-pai e Soares-filho, o fadista do Carmo, o coerente "Zé" e a ainda mais coerente Roseta), vai entregar a Câmara a um homem de passagem? A um pretexto?

COSTA, O HOMEM PRETEXTO


Ainda sobre o debate de Costa e Lopes. Foi fraco mas deu para perceber quem é que, dos dois, concorre efectivamente por e em Lisboa. Aliás, amanhã, na sua semanal conversa em família com Lobo Xavier e Pacheco Pereira, António Costa, o comentador político, deverá acrescentar mais uns pós com vista ao último trimestre do ano. Pelo andar da carruagem, Costa, durante os quinze dias que medeiam entre 27 de Setembro e 11 de Outubro vai ter de pensar em tudo menos em Lisboa. Lisboa, desde 2007, é apenas um pretexto na carreira um homem habituado a virar frangos, na bela expressão do Rodrigo. Qual é o lisboeta que, no seu perfeito juízo (descontando os "intelectuais" da "claque", o sr. Saramago, a troika Sampaio, Soares-pai e Soares-filho, o fadista do Carmo, o coerente "Zé" e a ainda mais coerente Roseta), vai entregar a Câmara a um homem de passagem? A um pretexto?

UM PROGRAMA BEBÉ


Para quem anda ávido de "programas" - ainda não perceberam que, depois de 27 de Stembro, os "programas" não vão servir para nada - o PS preenche hoje os requisitos mínimos apresentando, pela voz do admirável líder, um. Todavia, o bebezão Tiago Silveira, porta-voz oficial do partido, já anunciou uma "medida" do referido "programa". Trata-se de um cheque-bebé (havia o cheque-dentista) no valor de duzentos euros para incentivar a natalidade, por um lado, e para incutir "sentido de responsabilidade" nos ditos bebés à medida que vão crescendo, por outro, dado que só aos dezoito anos poderão mexer no dinheiro. Explicado de viva voz pelo Tiaguinho é de decretar uma semana de riso nacional. Se isto é um "programa", bem podem ir limpando o rabiosque dos putativos bebés a ele.

UM PROGRAMA BEBÉ


Para quem anda ávido de "programas" - ainda não perceberam que, depois de 27 de Stembro, os "programas" não vão servir para nada - o PS preenche hoje os requisitos mínimos apresentando, pela voz do admirável líder, um. Todavia, o bebezão Tiago Silveira, porta-voz oficial do partido, já anunciou uma "medida" do referido "programa". Trata-se de um cheque-bebé (havia o cheque-dentista) no valor de duzentos euros para incentivar a natalidade, por um lado, e para incutir "sentido de responsabilidade" nos ditos bebés à medida que vão crescendo, por outro, dado que só aos dezoito anos poderão mexer no dinheiro. Explicado de viva voz pelo Tiaguinho é de decretar uma semana de riso nacional. Se isto é um "programa", bem podem ir limpando o rabiosque dos putativos bebés a ele.

PALAVRAS DE HOJE


«Eu sou a Ressureição e a Vida.» (João)

PALAVRAS DE HOJE


«Eu sou a Ressureição e a Vida.» (João)

ELA MESMA


A dra. Manuela Ferreira Leite vai aparecer numa conferência promovida pelo "socrático" Diário Económico, dirigido por um rapaz, por coincidência, chamado António Costa. O tema, já anteriormente proposto ao primeiro-ministro em exercício, é "transformar Portugal". Os jazigos políticos estão atafulhados de criaturas que pretenderam "transformar Portugal". A última, aliás, está em funções há quatro anos. Só desejo que a presidente do PSD seja incisiva, enxuta e nada retórica. E, sobretudo, que não pretenda "transformar" nada como se fosse mágica. Basta ser ela mesma.

ELA MESMA


A dra. Manuela Ferreira Leite vai aparecer numa conferência promovida pelo "socrático" Diário Económico, dirigido por um rapaz, por coincidência, chamado António Costa. O tema, já anteriormente proposto ao primeiro-ministro em exercício, é "transformar Portugal". Os jazigos políticos estão atafulhados de criaturas que pretenderam "transformar Portugal". A última, aliás, está em funções há quatro anos. Só desejo que a presidente do PSD seja incisiva, enxuta e nada retórica. E, sobretudo, que não pretenda "transformar" nada como se fosse mágica. Basta ser ela mesma.

LISBOA BÁSICA

«Confesso que não fiquei minimamente esclarecido [com o debate Lopes-Costa]. E, não sei porquê, lembrei-me do eng. Fernando Santos e Castro, que foi presidente da edilidade entre 1970 e 1972 e que, há 40 anos, construiu o viaduto de Alcântara, sobre a linha do caminho de ferro Cais Sodré-Cascais. Era uma construção considerada provisória e por isso sem preocupações de beleza (ainda que a segurança estivesse garantida) mas servia uma necessidade fundamental: a passagem de veículos do lado da Estação Marítima de Alcântara para o lado da Avenida da Índia. Era intenção do presidente substituí-la mais tarde por outra estrutura, essa de carácter definitivo, que conjugasse a utilidade com a a estética. Entretanto Santos e Castro foi nomeado governador-geral de Angola. Outros presidentes lhe sucederam. O viaduto, esse ainda lá está.»

LISBOA BÁSICA

«Confesso que não fiquei minimamente esclarecido [com o debate Lopes-Costa]. E, não sei porquê, lembrei-me do eng. Fernando Santos e Castro, que foi presidente da edilidade entre 1970 e 1972 e que, há 40 anos, construiu o viaduto de Alcântara, sobre a linha do caminho de ferro Cais Sodré-Cascais. Era uma construção considerada provisória e por isso sem preocupações de beleza (ainda que a segurança estivesse garantida) mas servia uma necessidade fundamental: a passagem de veículos do lado da Estação Marítima de Alcântara para o lado da Avenida da Índia. Era intenção do presidente substituí-la mais tarde por outra estrutura, essa de carácter definitivo, que conjugasse a utilidade com a a estética. Entretanto Santos e Castro foi nomeado governador-geral de Angola. Outros presidentes lhe sucederam. O viaduto, esse ainda lá está.»

28.7.09

«QUE É O HOMEM SENÃO UMA ALMA PEQUENINA DENTRO DE UM CADÁVER?»


«Ninguém fica incólume após ter mergulhado a fundo neste livro, dominado pela figura do Cônsul afogado em mescal enquanto relia a derradeira carta da única mulher que alguma vez amou nesse México povoado de luzes e sombras em Dia de Finados.» O Pedro Correia sobre Malcolm Lowry e Under the Volcano. Lido e relido várias vezes e em diferentes circunstâncias. Nem precisava ter escrito mais nada. Faz cem anos que nasceu. Ainda bem que andou por cá. Mal mas andou.

«QUE É O HOMEM SENÃO UMA ALMA PEQUENINA DENTRO DE UM CADÁVER?»


«Ninguém fica incólume após ter mergulhado a fundo neste livro, dominado pela figura do Cônsul afogado em mescal enquanto relia a derradeira carta da única mulher que alguma vez amou nesse México povoado de luzes e sombras em Dia de Finados.» O Pedro Correia sobre Malcolm Lowry e Under the Volcano. Lido e relido várias vezes e em diferentes circunstâncias. Nem precisava ter escrito mais nada. Faz cem anos que nasceu. Ainda bem que andou por cá. Mal mas andou.

GRANDEZA



Bellini: La Sonnambula. Maria Callas. Paris, 1965. Georges Prêtre.

GRANDEZA



Bellini: La Sonnambula. Maria Callas. Paris, 1965. Georges Prêtre.

PARA A PRÓXIMA


Que grande treta de debate entre António Costa e Pedro Santana Lopes sobre Lisboa nas Sic's. Depois admirem-se da abstenção. Clara de Sousa não existe como locutora ou moderadora política. E os candidatos já conheceram melhores dias na televisão. Demasiada intendência, demasiado passado. Deve ser do calor. Fica para a próxima.

PARA A PRÓXIMA


Que grande treta de debate entre António Costa e Pedro Santana Lopes sobre Lisboa nas Sic's. Depois admirem-se da abstenção. Clara de Sousa não existe como locutora ou moderadora política. E os candidatos já conheceram melhores dias na televisão. Demasiada intendência, demasiado passado. Deve ser do calor. Fica para a próxima.

O IMPERADOR E A DONZELA


Para entreter os veraneantes, criou-se uma "polémica" Joana Amaral Dias. Ao contrário de Medeiros Ferreira que augura um brilhante futuro a esta vaidosa militante da esquerda, dá-me ideia que a seráfica senhora - convenientemente desaparecida em parte incerta - meteu o pezinho na poça. Ela e quem, pelo PS, falou com ela qualquer coisa misteriosa. Esta técnica de sedução serôdia destes esquerdinos não conduz o PS a lado algum. Nem Joana Amaral Dias que depois de devidamente humilhada pelo dr. Louçã, através de uma "purga" que praticamente a silenciou durante três pesados anos, quer dar-se ademanes de indispensável aos olhos da nebulosa esquerda portuguesa de que Sócrates se reclama imperador "democrático". Estão bem uns para os outros.

O IMPERADOR E A DONZELA


Para entreter os veraneantes, criou-se uma "polémica" Joana Amaral Dias. Ao contrário de Medeiros Ferreira que augura um brilhante futuro a esta vaidosa militante da esquerda, dá-me ideia que a seráfica senhora - convenientemente desaparecida em parte incerta - meteu o pezinho na poça. Ela e quem, pelo PS, falou com ela qualquer coisa misteriosa. Esta técnica de sedução serôdia destes esquerdinos não conduz o PS a lado algum. Nem Joana Amaral Dias que depois de devidamente humilhada pelo dr. Louçã, através de uma "purga" que praticamente a silenciou durante três pesados anos, quer dar-se ademanes de indispensável aos olhos da nebulosa esquerda portuguesa de que Sócrates se reclama imperador "democrático". Estão bem uns para os outros.

"RIGOR" E "CREDIBILIDADE"


Há para aí uns três anos, ainda era ministro de várias pastas, António Costa afirmava que o governo tinha vencido "todos os testes de credibilidade" em matéria da alegada "reforma da administração pública". O mesmo Costa, porém, agora na pele de presidente da Câmara de Lisboa, falhou logo o primeiro como recandidato autárquico. Meteu-se numa trapalhada qualquer com vídeos de propaganda, rasurando uma parte dessa propaganda em que acabava por dar razão, de viva voz, a Santana Lopes. É neste estado deficitário de credibilidade que Costa enfrenta mais logo um debate na SIC com Lopes. Só que isso é o menos. O trânsito caótico, a paralisia da cidade, a destruição metódica do acesso ao Tejo, a começar na Praça do Comércio, o "acordo coligatório" com Roseta, o "Zé" irresponsável, etc., etc., em suma, o nada do seu precário mandato à frente da capital, merecem o escrutínio de Santana Lopes. Era "rigor", não era?

"RIGOR" E "CREDIBILIDADE"


Há para aí uns três anos, ainda era ministro de várias pastas, António Costa afirmava que o governo tinha vencido "todos os testes de credibilidade" em matéria da alegada "reforma da administração pública". O mesmo Costa, porém, agora na pele de presidente da Câmara de Lisboa, falhou logo o primeiro como recandidato autárquico. Meteu-se numa trapalhada qualquer com vídeos de propaganda, rasurando uma parte dessa propaganda em que acabava por dar razão, de viva voz, a Santana Lopes. É neste estado deficitário de credibilidade que Costa enfrenta mais logo um debate na SIC com Lopes. Só que isso é o menos. O trânsito caótico, a paralisia da cidade, a destruição metódica do acesso ao Tejo, a começar na Praça do Comércio, o "acordo coligatório" com Roseta, o "Zé" irresponsável, etc., etc., em suma, o nada do seu precário mandato à frente da capital, merecem o escrutínio de Santana Lopes. Era "rigor", não era?

DOR DE PINHO

O missing in action Manuel Pinho, demitido por causa de uma sms poderosa (para recorrer a um termo caro a José Sócrates), foi homenageado em Ovar por uns quantos empresários. O homem, apesar das férias, continua magoado. Pinho não teve tempo para aprender que, em política, não há gratidão. A maneira como se referiu à política portuguesa - leia-se, à forma como foi removido por causa de uns corninhos mostrados a um deputado num momento infeliz - evidenciou uma pessoa ressentida. E não pareceu que fosse com a oposição.

DOR DE PINHO

O missing in action Manuel Pinho, demitido por causa de uma sms poderosa (para recorrer a um termo caro a José Sócrates), foi homenageado em Ovar por uns quantos empresários. O homem, apesar das férias, continua magoado. Pinho não teve tempo para aprender que, em política, não há gratidão. A maneira como se referiu à política portuguesa - leia-se, à forma como foi removido por causa de uns corninhos mostrados a um deputado num momento infeliz - evidenciou uma pessoa ressentida. E não pareceu que fosse com a oposição.

27.7.09

PORREIRO, PÁ


Afinal, parece que houve um "choque tecnológico" ao contrário que impediu a transmissão do encontro de Sócrates com uns quantos bloggers. Resumindo e concluindo, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro mostrou por que é que é um líder admirável ou um admirável líder, conforme as preferências. Aguentou estoicamente quatro horas de perguntas/respostas, desde as mais preparadas pelos "camaradas" até às inesperadas dos três ou quatro bloggers minoritários ditos da direita. Começou por dizer que «dizem que os blogues dizem mal de mim e eu queria confirmar.» Pela amostra, não pôde confirmar nada. Fiquei a saber que «acredita na transparência como condição da liberdade» e que é um adepto do "realismo" e do "pragmatismo". Falam-lhe de "promessas", ele maça-se levemente e às "promessas" prefere "propostas". Não gosta de "acusações" nem de "insultos". Também nada disso ocorreu. Estávamos todos muito cordatos uns com os outros, salvo duas jovens promessas do PS que esperavam "mais" da "direita" presente e que levaram o trabalho feito de casa. O Público não escapou ao olho do líder numa resposta. «Vocês são todos pessoas adultas para acreditarem em tudo o que vem no Público.» As ditas minorias, agora alegremente "quotizadas" nas listas do PS, também não. «Eu tenho 51 anos e tenho vergonha da forma como a minha geração tratou os homossexuais.» Também asseverou que «não tem nenhum complexo de esquerda» quando lhe perguntei o que é que tinha a oferecer ao eleitorado do centro e da direita que lhe deu a maioria absoluta em 2005. "Imagine que eu estou indeciso entre si, o incumbente, e uma outra eventual futura incumbente, senhor primeiro-ministro. Convença-me." Deu-me três exemplos. Segurança social e idade legal da reforma igual para todos, abertura de todas as escolas básicas até às 17.30 e a educação. Menos professores, mais alunos, mais sucesso escolar, menos insucesso escolar entre 2005 e 2009. Fiquei, naturalmente, esclarecido. Sobre a cultura, Sócrates acha que a «animação cultural do país é necessária para o nosso desenvolvimento» e que «o investimento cultural é um investimento na sociedade através dos seus agentes culturais.» E, sobretudo, convém «apostar nas cidades porque têm mais oferta cultural.» Até referiu um termo maldito do PREC, a "dinamização cultural". É o que quer fazer presumivelmente já sem Pinto Ribeiro, "dinamização cultural". Não acompanha a visão "orçamentalista" (leia-se, de reforço da dotação do MC) sem "objectivos". Essa, aliás, não é a "visão" dele e que era a "tónica" de um governo "a que ele pertenceu". Estava, sem falar, a falar de Carrilho. Depois veio uma "revelação". «Não sou metódico, sou pouco apaixonado pelo cálculo.» E, claro, «tenho um optimismo histórico.» Daí acreditar em que «há muitas políticas que se fazem sem dinheiro.» Não faltaram os carros eléctricos, o "cluster industrial", a "revolução tecnológica em curso" e, em relação à segurança do Magalhães, a necessidade do «desenvolvimento da coisa.» Nesta altura, cerca das 20.30, Sócrates já tinha mergulhado de cabeça na sua doce fantasia. «Não fazer investimento público é imoral.» Lá lhe foi puxando o pé para o TGV que, imagina, nos retirará miraculosamente da periferia. O Paulo Querido já não me deixou perguntar ao primeiro-ministro se fazia ideia de quantos milhões a mais de endividamento externo tinham crescido naquelas agradáveis quatro horas de amena cavaqueira. Cá fora, e antes de entrar no carro, confessou à rapaziada da "direita" que só foi uma vez na vida a uma manifestação. Contra a guerra do Iraque. De resto foi porreiro, pá. Boa noite e boa sorte.

PORREIRO, PÁ


Afinal, parece que houve um "choque tecnológico" ao contrário que impediu a transmissão do encontro de Sócrates com uns quantos bloggers. Resumindo e concluindo, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro mostrou por que é que é um líder admirável ou um admirável líder, conforme as preferências. Aguentou estoicamente quatro horas de perguntas/respostas, desde as mais preparadas pelos "camaradas" até às inesperadas dos três ou quatro bloggers minoritários ditos da direita. Começou por dizer que «dizem que os blogues dizem mal de mim e eu queria confirmar.» Pela amostra, não pôde confirmar nada. Fiquei a saber que «acredita na transparência como condição da liberdade» e que é um adepto do "realismo" e do "pragmatismo". Falam-lhe de "promessas", ele maça-se levemente e às "promessas" prefere "propostas". Não gosta de "acusações" nem de "insultos". Também nada disso ocorreu. Estávamos todos muito cordatos uns com os outros, salvo duas jovens promessas do PS que esperavam "mais" da "direita" presente e que levaram o trabalho feito de casa. O Público não escapou ao olho do líder numa resposta. «Vocês são todos pessoas adultas para acreditarem em tudo o que vem no Público.» As ditas minorias, agora alegremente "quotizadas" nas listas do PS, também não. «Eu tenho 51 anos e tenho vergonha da forma como a minha geração tratou os homossexuais.» Também asseverou que «não tem nenhum complexo de esquerda» quando lhe perguntei o que é que tinha a oferecer ao eleitorado do centro e da direita que lhe deu a maioria absoluta em 2005. "Imagine que eu estou indeciso entre si, o incumbente, e uma outra eventual futura incumbente, senhor primeiro-ministro. Convença-me." Deu-me três exemplos. Segurança social e idade legal da reforma igual para todos, abertura de todas as escolas básicas até às 17.30 e a educação. Menos professores, mais alunos, mais sucesso escolar, menos insucesso escolar entre 2005 e 2009. Fiquei, naturalmente, esclarecido. Sobre a cultura, Sócrates acha que a «animação cultural do país é necessária para o nosso desenvolvimento» e que «o investimento cultural é um investimento na sociedade através dos seus agentes culturais.» E, sobretudo, convém «apostar nas cidades porque têm mais oferta cultural.» Até referiu um termo maldito do PREC, a "dinamização cultural". É o que quer fazer presumivelmente já sem Pinto Ribeiro, "dinamização cultural". Não acompanha a visão "orçamentalista" (leia-se, de reforço da dotação do MC) sem "objectivos". Essa, aliás, não é a "visão" dele e que era a "tónica" de um governo "a que ele pertenceu". Estava, sem falar, a falar de Carrilho. Depois veio uma "revelação". «Não sou metódico, sou pouco apaixonado pelo cálculo.» E, claro, «tenho um optimismo histórico.» Daí acreditar em que «há muitas políticas que se fazem sem dinheiro.» Não faltaram os carros eléctricos, o "cluster industrial", a "revolução tecnológica em curso" e, em relação à segurança do Magalhães, a necessidade do «desenvolvimento da coisa.» Nesta altura, cerca das 20.30, Sócrates já tinha mergulhado de cabeça na sua doce fantasia. «Não fazer investimento público é imoral.» Lá lhe foi puxando o pé para o TGV que, imagina, nos retirará miraculosamente da periferia. O Paulo Querido já não me deixou perguntar ao primeiro-ministro se fazia ideia de quantos milhões a mais de endividamento externo tinham crescido naquelas agradáveis quatro horas de amena cavaqueira. Cá fora, e antes de entrar no carro, confessou à rapaziada da "direita" que só foi uma vez na vida a uma manifestação. Contra a guerra do Iraque. De resto foi porreiro, pá. Boa noite e boa sorte.