31.8.09

TARIVERDIEV



«Mikhail Tariverdiev foi um notável compositor e autor soviético de origem arménia (1931-1996) e que escreveu centenas de temas musicais e bandas sonoras para filmes, e até operas. Em 1975 ganhou o prémio da American Music Academy. Não sei porquê, mas a sua poderosa e intimista música (com um estilo e percurso muito diferente dos clássicos, académicos e épicos compositores soviéticos) é muito ilustrativa dos tempos de chumbo que correm....» (sugestão musical de um leitor fiel tal como ele a apresentou. Tariverdiev canta um excerto de um soneto de Shakespeare)

TARIVERDIEV



«Mikhail Tariverdiev foi um notável compositor e autor soviético de origem arménia (1931-1996) e que escreveu centenas de temas musicais e bandas sonoras para filmes, e até operas. Em 1975 ganhou o prémio da American Music Academy. Não sei porquê, mas a sua poderosa e intimista música (com um estilo e percurso muito diferente dos clássicos, académicos e épicos compositores soviéticos) é muito ilustrativa dos tempos de chumbo que correm....» (sugestão musical de um leitor fiel tal como ele a apresentou. Tariverdiev canta um excerto de um soneto de Shakespeare)

LISBOA COM SENTIDO SENTADA NO MARTINHO


Uma vez regressado de Vale de Lobos*, esta conferência de blogues com Pedro Santana Lopes. No Martinho da Arcada, num Terreiro do Paço irreconhecível e a afundar-se em betão graças ao inefável dr. Costa, o do ex-Zé e da senhora arquitecta dos ex-cidadãos por Lisboa.

*para a patrulha habitual, esclareço que estou de férias.

LISBOA COM SENTIDO SENTADA NO MARTINHO


Uma vez regressado de Vale de Lobos*, esta conferência de blogues com Pedro Santana Lopes. No Martinho da Arcada, num Terreiro do Paço irreconhecível e a afundar-se em betão graças ao inefável dr. Costa, o do ex-Zé e da senhora arquitecta dos ex-cidadãos por Lisboa.

*para a patrulha habitual, esclareço que estou de férias.

EVITAR MAIS "VALE DE LOBOS"


«E quando, ele que observara impenitente o velho Portugal, abandonado ao lodo utilitário os seus coevos, via também a mocidade mediocremente respeitosa por essa religião do Indivíduo que era a sua; quando via as tendências centralistas e socialistas - confessas ou inconscientes - dominarem nos governos e oposições, nos partidos conservadores e nos revolucionários, ele chorava, outro Isaías, sobre as ruínas do templo abatido, sem reconhecer que as pedras desse edifício derrubado já começavam a formar um novo monumento.» Isto é Oliveira Martins sobre Alexandre Herculano o tal que «antes de expirar disse apenas: «Isto dá vontade de morrer!» Para contrariar esta fatalidade nacional tão bem encarnada no retiro moral e físico de Herculano em Vale de Lobos, o José Pacheco Pereira apresenta amanhã, simbolicamente na Quinta de Vale de Lobos, a lista de candidatos a deputados que ele encabeça em Santarém. Vou até lá dar-lhe um abraço. Um dividido em dois. O político, que é óbvio. E o pessoal, que é apenas óbvio para mim.

EVITAR MAIS "VALE DE LOBOS"


«E quando, ele que observara impenitente o velho Portugal, abandonado ao lodo utilitário os seus coevos, via também a mocidade mediocremente respeitosa por essa religião do Indivíduo que era a sua; quando via as tendências centralistas e socialistas - confessas ou inconscientes - dominarem nos governos e oposições, nos partidos conservadores e nos revolucionários, ele chorava, outro Isaías, sobre as ruínas do templo abatido, sem reconhecer que as pedras desse edifício derrubado já começavam a formar um novo monumento.» Isto é Oliveira Martins sobre Alexandre Herculano o tal que «antes de expirar disse apenas: «Isto dá vontade de morrer!» Para contrariar esta fatalidade nacional tão bem encarnada no retiro moral e físico de Herculano em Vale de Lobos, o José Pacheco Pereira apresenta amanhã, simbolicamente na Quinta de Vale de Lobos, a lista de candidatos a deputados que ele encabeça em Santarém. Vou até lá dar-lhe um abraço. Um dividido em dois. O político, que é óbvio. E o pessoal, que é apenas óbvio para mim.

VIVER PARA CONTAR


O dr. Rui Pereira, ainda MAI, permitiu que nas auto-estradas e à entrada e saída da ponte Salazar, por exemplo, haja uns placards luminosos que amavelmente nos informam acerca do número de mortos em período homólogo do ano transacto. Informações de trânsito propriamente ditas, escassas ou nulas. O dr. Pereira parece mais um gato pingado de agência funerária do que um ilustre membro do clube optimista de Sócrates. Faz-me lembrar o anúncio da funerária da aldeia onde nasceu García Márquez. "Não tenha pressa. Nós esperamos por si.» Isto também faz parte da "determinação". Não se esqueçam de votar neles.

VIVER PARA CONTAR


O dr. Rui Pereira, ainda MAI, permitiu que nas auto-estradas e à entrada e saída da ponte Salazar, por exemplo, haja uns placards luminosos que amavelmente nos informam acerca do número de mortos em período homólogo do ano transacto. Informações de trânsito propriamente ditas, escassas ou nulas. O dr. Pereira parece mais um gato pingado de agência funerária do que um ilustre membro do clube optimista de Sócrates. Faz-me lembrar o anúncio da funerária da aldeia onde nasceu García Márquez. "Não tenha pressa. Nós esperamos por si.» Isto também faz parte da "determinação". Não se esqueçam de votar neles.

A FENDA


«É quando tudo vai bem, ou tudo vai melhor na outra linha, que a fenda se dá nesta nova linha, secreta, imperceptível, marcando um limiar de resistência, ou a ascensão de um limite de exigência: já não se suporta o que se suportava antes, ainda ontem; a repartição dos desejos mudou em nós, as nossas relações de velocidade e de lentidão modificaram-se, assalta-nos um novo tipo de angústia mas também de nova serenidade.»

Gilles Deleuze/Claire Parnet, Diálogos

A FENDA


«É quando tudo vai bem, ou tudo vai melhor na outra linha, que a fenda se dá nesta nova linha, secreta, imperceptível, marcando um limiar de resistência, ou a ascensão de um limite de exigência: já não se suporta o que se suportava antes, ainda ontem; a repartição dos desejos mudou em nós, as nossas relações de velocidade e de lentidão modificaram-se, assalta-nos um novo tipo de angústia mas também de nova serenidade.»

Gilles Deleuze/Claire Parnet, Diálogos

O CÁLCULO DAS SOMBRAS


A menos de um mês de eleições que se destinam exclusivamente a escrutinar o pretty boy (ainda não tinham percebido?) - até porque ele não se poupa (e não nos poupa) em outdoors encomiásticos da sua "obra" dignos da pior Cuba ou da Coreia do Norte - os partidos "alternativos" enganam-se ao falar de Sócrates com ligeireza. Jerónimo acha que o PS e o PSD são diferentes por causa da "esquerda". Supostamente o PS de Sócrates ainda é da "esquerda" e Ferreira Leite pode ser a próxima chefe do governo. Louçã distribui os mimos com equanimidade e até se imagina no lugar usurpado por Sócrates no "imaginário" do folclore esquerdalho. E Portas fala do pretty boy como um "rosto do passado" com quem ele, em desespero de causa, até se podia entender. É preciso, de facto, remetê-lo para lá - para o passado - a bem da nação e da sua sobrevivência. Sócrates já não quer nada a não ser ter um voto a mais o que diz tudo acerca da "densidade" da personagem incensada por tantos idiotas úteis. Ora é justamente esse voto a mais que Sócrates não merece apesar dos milhões que vai gastar irresponsavelmente (em propaganda e inaugurações estéreis) para o obter. Pacientemente e com método (sim, com método), Ferreira Leite tem vindo a explicar por que é que ele não terá esse voto. O resto são cálculos e fantasmas com que os navios vão cheios.

O CÁLCULO DAS SOMBRAS


A menos de um mês de eleições que se destinam exclusivamente a escrutinar o pretty boy (ainda não tinham percebido?) - até porque ele não se poupa (e não nos poupa) em outdoors encomiásticos da sua "obra" dignos da pior Cuba ou da Coreia do Norte - os partidos "alternativos" enganam-se ao falar de Sócrates com ligeireza. Jerónimo acha que o PS e o PSD são diferentes por causa da "esquerda". Supostamente o PS de Sócrates ainda é da "esquerda" e Ferreira Leite pode ser a próxima chefe do governo. Louçã distribui os mimos com equanimidade e até se imagina no lugar usurpado por Sócrates no "imaginário" do folclore esquerdalho. E Portas fala do pretty boy como um "rosto do passado" com quem ele, em desespero de causa, até se podia entender. É preciso, de facto, remetê-lo para lá - para o passado - a bem da nação e da sua sobrevivência. Sócrates já não quer nada a não ser ter um voto a mais o que diz tudo acerca da "densidade" da personagem incensada por tantos idiotas úteis. Ora é justamente esse voto a mais que Sócrates não merece apesar dos milhões que vai gastar irresponsavelmente (em propaganda e inaugurações estéreis) para o obter. Pacientemente e com método (sim, com método), Ferreira Leite tem vindo a explicar por que é que ele não terá esse voto. O resto são cálculos e fantasmas com que os navios vão cheios.

30.8.09

O OPOSICIONISTA PROFISSIONAL


O OPOSICIONISTA PROFISSIONAL


O LIVRO DE MEDINA

Pelo André Azevedo Alves (e, indirectamente por Luís Aguiar Santos), fica-se a saber que já está pronto o livro de Medina Carreira, Portugal Que Futuro? Infelizmente o título é recorrente. Também podia chamar-se Portugal Contemporâneo não fosse esta a obra capital escrita ultimamente (sim, é mesmo assim, ultimamente) sobre o país. No primeiro livro, o entrevistador era Ricardo Costa e, agora, é Eduardo Dâmaso. Em ambos os casos deve saltar-se sempre as perguntas. E passar directamente ao que interessa.

O LIVRO DE MEDINA

Pelo André Azevedo Alves (e, indirectamente por Luís Aguiar Santos), fica-se a saber que já está pronto o livro de Medina Carreira, Portugal Que Futuro? Infelizmente o título é recorrente. Também podia chamar-se Portugal Contemporâneo não fosse esta a obra capital escrita ultimamente (sim, é mesmo assim, ultimamente) sobre o país. No primeiro livro, o entrevistador era Ricardo Costa e, agora, é Eduardo Dâmaso. Em ambos os casos deve saltar-se sempre as perguntas. E passar directamente ao que interessa.

GRANDES VOZES



Penella: Dueto de El Gato Montés. Rolando Villazón e Anna Netrebko.Viena. 2008

GRANDES VOZES



Penella: Dueto de El Gato Montés. Rolando Villazón e Anna Netrebko.Viena. 2008

MOMENTO "PERDOA-ME"?


Num comentário a outro post, um leitor terá assistido a mais uma das derradeiras exibições televisivas do José Adelino Maltez. Não vi mas as ditas têm-me revelado apenas um "anti-maneleiro" brincalhão. Isto para não dizer mais nada. Sucede que aquele leitor refere que o José Adelino, na tal prestação televisiva, admitiu poder vir a votar no PS. Não é que isso tenha a menor relevância cósmica. Tal, aliás, como o sentido do meu voto. Por outro lado, não deixa de ser curioso ver o José Adelino a votar eventualmente ao lado do "reitor" da sua universidade* na qual não consta que tivesse sido particularmente bem tratado nos últimos anos. E, sobretudo, por esse "reitor"* em concreto. Todavia, é sempre encantador assistir a estes "momentos perdoa-me". É o que não vai faltar nos próximos dias.

*"Reitor" é uma metáfora. Não é, evidentemente, o da UTL. De facto, esta universidade faz parte do "universo UTL". E aí pára a coincidência.

MOMENTO "PERDOA-ME"?


Num comentário a outro post, um leitor terá assistido a mais uma das derradeiras exibições televisivas do José Adelino Maltez. Não vi mas as ditas têm-me revelado apenas um "anti-maneleiro" brincalhão. Isto para não dizer mais nada. Sucede que aquele leitor refere que o José Adelino, na tal prestação televisiva, admitiu poder vir a votar no PS. Não é que isso tenha a menor relevância cósmica. Tal, aliás, como o sentido do meu voto. Por outro lado, não deixa de ser curioso ver o José Adelino a votar eventualmente ao lado do "reitor" da sua universidade* na qual não consta que tivesse sido particularmente bem tratado nos últimos anos. E, sobretudo, por esse "reitor"* em concreto. Todavia, é sempre encantador assistir a estes "momentos perdoa-me". É o que não vai faltar nos próximos dias.

*"Reitor" é uma metáfora. Não é, evidentemente, o da UTL. De facto, esta universidade faz parte do "universo UTL". E aí pára a coincidência.

FICÇÃO

Luís Amado, um estimável MNE, foi a Timor dizer que aquilo é um "país viável". Até a quinta nas traseiras da minha casa é mais viável do que aquela ficção.

FICÇÃO

Luís Amado, um estimável MNE, foi a Timor dizer que aquilo é um "país viável". Até a quinta nas traseiras da minha casa é mais viável do que aquela ficção.

PEQUENA ANTOLOGIA DO DISPARATE


Natália Correia* fez o livro da foto e, à nossa pequenina medida cultural, história. Eduardo Pitta fez esta "antologia" sem história. Está certo.

*Da "Antologia" de Natália Correia, esta "Noite de Núpcias"

Enquanto despia o fraque
junto ao leito de noivado,
escapuliu-se-lhe um traque
de timbre aclarinetado...

A noiva olhou-o de lado,
e pôs-se, com ar basbaque,
a remirar o bordado
das botinas de duraque...

Houve, após esse momento,
naquela noite de gala,
um duplo constrangimento.

E o noivo disse-lhe então:
"Oh filha, cu que não fala
é cu sem opinião...."

PEQUENA ANTOLOGIA DO DISPARATE


Natália Correia* fez o livro da foto e, à nossa pequenina medida cultural, história. Eduardo Pitta fez esta "antologia" sem história. Está certo.

*Da "Antologia" de Natália Correia, esta "Noite de Núpcias"

Enquanto despia o fraque
junto ao leito de noivado,
escapuliu-se-lhe um traque
de timbre aclarinetado...

A noiva olhou-o de lado,
e pôs-se, com ar basbaque,
a remirar o bordado
das botinas de duraque...

Houve, após esse momento,
naquela noite de gala,
um duplo constrangimento.

E o noivo disse-lhe então:
"Oh filha, cu que não fala
é cu sem opinião...."

MISS TGV REGRESSA À CABINE DE SOM


Parece que a Miss Carolina Patrocínio fez nova prova de vida não inteligente depois do episódio da criada, da batota, das cerejas e do caroço. Apareceu ontem num acampamento de jovens socialistas - ao qual não faltou o extraordinário e cada vez mais maravilhoso líder (o verdadeiro alter ego dela ou vice-versa) desta vez agarrado à poesia "rock" - e também decretou o fim da recessão técnica. A moça declarou-se "satisfeita" (sic) com a coisa como uma vulgar entendida em relatórios das instâncias internacionais ou do oficioso INE. Como escreve um leitor, «já agora, não há aí nenhum jornalista que pergunte a opinião aos macacos do jardim zoológico sobre o novo iPod?» Quem diz macacos ou Patrocínio, diz Marques Lopes, Fernanda Câncio ou Bettencourt Resendes. Vai dar ao mesmo. Estão todos bem uns para os outros.

MISS TGV REGRESSA À CABINE DE SOM


Parece que a Miss Carolina Patrocínio fez nova prova de vida não inteligente depois do episódio da criada, da batota, das cerejas e do caroço. Apareceu ontem num acampamento de jovens socialistas - ao qual não faltou o extraordinário e cada vez mais maravilhoso líder (o verdadeiro alter ego dela ou vice-versa) desta vez agarrado à poesia "rock" - e também decretou o fim da recessão técnica. A moça declarou-se "satisfeita" (sic) com a coisa como uma vulgar entendida em relatórios das instâncias internacionais ou do oficioso INE. Como escreve um leitor, «já agora, não há aí nenhum jornalista que pergunte a opinião aos macacos do jardim zoológico sobre o novo iPod?» Quem diz macacos ou Patrocínio, diz Marques Lopes, Fernanda Câncio ou Bettencourt Resendes. Vai dar ao mesmo. Estão todos bem uns para os outros.

A EDUCAÇÃO BESTIAL OU O "PORREIRO, PÁ" ENSINADO ÀS CRIANCINHAS


«O Governo entendeu por bem pôr termo a esta atávica falta de educação sexual nacional. Mas, se pega a moda do Estado pretender ensinar o que é óbvio e natural, em vez do que é elevado e racional, é de esperar que a reforma educativa não se fique pela sexualidade. Falta, por exemplo, uma disciplina de educação respiratória, porque há quem não saiba inspirar e expirar em condições. O mesmo se diga da educação digestiva e de todas as outras expressões das mais básicas necessidades do nosso organismo. Em suma: a introdução da educação sexual não é uma simples alteração cosmética da política educativa, mas o início de uma nova era, a vanguarda de uma autêntica revolução. Abaixo o Português e a Matemática e viva a Educação Sexual! Abaixo a cultura e viva a educação animal! Abaixo a educação humanista e viva a educação "bestial"! A propósito, não será por falta de educação sexual que o lince-ibérico está em vias de se extinção?! Se os homens, que em princípio são animais racionais, têm necessidade, no sábio e prudente entendimento dos nossos governantes, de uma aprendizagem que assegure a sua reprodução, com mais razão os animais irracionais precisam de uma formação específica que os ensine a procriar. Crie-se, pois, sem mais demora, a Escola C+S da Malcata e imponha-se aos linces a frequência obrigatória das respectivas aulas de educação sexual: é a única solução capaz de impedir o seu dramático desaparecimento.»

Gonçalo Portocarrero de Allmada, Público

A EDUCAÇÃO BESTIAL OU O "PORREIRO, PÁ" ENSINADO ÀS CRIANCINHAS


«O Governo entendeu por bem pôr termo a esta atávica falta de educação sexual nacional. Mas, se pega a moda do Estado pretender ensinar o que é óbvio e natural, em vez do que é elevado e racional, é de esperar que a reforma educativa não se fique pela sexualidade. Falta, por exemplo, uma disciplina de educação respiratória, porque há quem não saiba inspirar e expirar em condições. O mesmo se diga da educação digestiva e de todas as outras expressões das mais básicas necessidades do nosso organismo. Em suma: a introdução da educação sexual não é uma simples alteração cosmética da política educativa, mas o início de uma nova era, a vanguarda de uma autêntica revolução. Abaixo o Português e a Matemática e viva a Educação Sexual! Abaixo a cultura e viva a educação animal! Abaixo a educação humanista e viva a educação "bestial"! A propósito, não será por falta de educação sexual que o lince-ibérico está em vias de se extinção?! Se os homens, que em princípio são animais racionais, têm necessidade, no sábio e prudente entendimento dos nossos governantes, de uma aprendizagem que assegure a sua reprodução, com mais razão os animais irracionais precisam de uma formação específica que os ensine a procriar. Crie-se, pois, sem mais demora, a Escola C+S da Malcata e imponha-se aos linces a frequência obrigatória das respectivas aulas de educação sexual: é a única solução capaz de impedir o seu dramático desaparecimento.»

Gonçalo Portocarrero de Allmada, Público

«UMA DURÍSSIMA E INESQUECÍVEL LIÇÃO»

Santana Lopes em Castelo de Vide sobre o programa:«não diz aquilo que não pode e não diz aquilo que não sabe.» Não foi combinado mas Henrique Medina Carreira parece dar-lhe razão. «Um pequeno programa, claro e curto, e não, como usualmente, uma ‘apólice’ de seguro para enganar os eleitores (...) Qualquer maioria? Absoluta de um partido, não: os estragos irreparáveis já produzidos em Portugal, nestes quatro anos, dos quais Sócrates nem sequer tem consciência, constituem uma duríssima e inesquecível lição.» Manuela Ferreira Leite também em Castelo de Vide: «Chegamos ao fim desta legislatura com o sabor amargo da oportunidade perdida, dos combates desgastantes e, quantas vezes, estéreis (...) Nestes quatro anos e meio, o Estado transformou-se de modo insustentável numa máquina ao serviço do poder e dos que o ocupa, dos que protege e dos que lhe são submissos, com raras e honrosas excepções que só confirmam a regra (...) Criou-se um ambiente de intriga e de falsas verdades, diluíram-se pilares da sociedade como a família e o casamento, para impor a vontade da lei onde devia prevalecer a liberdade individual, a coberto de proteccionismos pseudo-esclarecidos, entrando-se no declínio e na erosão dos valores cívicos e éticos.» O admirável líder - que já nada mais tem para a troca - oferece-lhe, leitor, "modernidade". A dele, naturalmente. É mais disso que quer?

«UMA DURÍSSIMA E INESQUECÍVEL LIÇÃO»

Santana Lopes em Castelo de Vide sobre o programa:«não diz aquilo que não pode e não diz aquilo que não sabe.» Não foi combinado mas Henrique Medina Carreira parece dar-lhe razão. «Um pequeno programa, claro e curto, e não, como usualmente, uma ‘apólice’ de seguro para enganar os eleitores (...) Qualquer maioria? Absoluta de um partido, não: os estragos irreparáveis já produzidos em Portugal, nestes quatro anos, dos quais Sócrates nem sequer tem consciência, constituem uma duríssima e inesquecível lição.» Manuela Ferreira Leite também em Castelo de Vide: «Chegamos ao fim desta legislatura com o sabor amargo da oportunidade perdida, dos combates desgastantes e, quantas vezes, estéreis (...) Nestes quatro anos e meio, o Estado transformou-se de modo insustentável numa máquina ao serviço do poder e dos que o ocupa, dos que protege e dos que lhe são submissos, com raras e honrosas excepções que só confirmam a regra (...) Criou-se um ambiente de intriga e de falsas verdades, diluíram-se pilares da sociedade como a família e o casamento, para impor a vontade da lei onde devia prevalecer a liberdade individual, a coberto de proteccionismos pseudo-esclarecidos, entrando-se no declínio e na erosão dos valores cívicos e éticos.» O admirável líder - que já nada mais tem para a troca - oferece-lhe, leitor, "modernidade". A dele, naturalmente. É mais disso que quer?

TAPAR A CARA


Vi, na RTP, às vinte em ponto de ontem, uma entrada do admirável líder num palco. Felizmente a televisão estava sem som. Todavia, Paulo Tunhas conta aqui o que foi. Por outro lado, e só em outdoors, o PS deve andar a gastar uma pipa de massa. "Saiu" agora um em que aparece, em grande plano, o facies do secretário-geral como que a despedir-se do seu primeiro e único mandato como chefe do governo (ele sorri porquê? e de quem?). A palavra "determinação" vem associada ao sorriso de "mona lisa". Determinação em que sentido? O mesmo de sempre, contra as pessoas e com um vago gozo por ser assim? Era melhor tapar a cara. De vergonha.

TAPAR A CARA


Vi, na RTP, às vinte em ponto de ontem, uma entrada do admirável líder num palco. Felizmente a televisão estava sem som. Todavia, Paulo Tunhas conta aqui o que foi. Por outro lado, e só em outdoors, o PS deve andar a gastar uma pipa de massa. "Saiu" agora um em que aparece, em grande plano, o facies do secretário-geral como que a despedir-se do seu primeiro e único mandato como chefe do governo (ele sorri porquê? e de quem?). A palavra "determinação" vem associada ao sorriso de "mona lisa". Determinação em que sentido? O mesmo de sempre, contra as pessoas e com um vago gozo por ser assim? Era melhor tapar a cara. De vergonha.

29.8.09

O ACENADOR


Um dia destes, um daqueles simples que está arregimentado num blogue de apoio ao admirável líder (aquilo não é apoio ao PS, faça-se essa justiça, que deve gemer de vergonha com aquela trupe), escreveu que "quem quiser viver no século XXI vota no PS". Porque os que quiserem ficar no século XIX, segundo a luminária, votam no PSD. Sucede que o escriba precisa destas baboseiras inócuas. É avençado do "plano tecnológico" do dr. Zorrinho e tem "projectos" a defender. Aliás, só assim se percebe o ar de basbaque adolescente que manteve no encontro de bloggers com Sócrates, há um mês. Não tugiu nem mugiu. Apenas "bebia" a verve do chefe e acenava com a cabeça. Deve ser só para isso, aliás, que a dele serve.

O ACENADOR


Um dia destes, um daqueles simples que está arregimentado num blogue de apoio ao admirável líder (aquilo não é apoio ao PS, faça-se essa justiça, que deve gemer de vergonha com aquela trupe), escreveu que "quem quiser viver no século XXI vota no PS". Porque os que quiserem ficar no século XIX, segundo a luminária, votam no PSD. Sucede que o escriba precisa destas baboseiras inócuas. É avençado do "plano tecnológico" do dr. Zorrinho e tem "projectos" a defender. Aliás, só assim se percebe o ar de basbaque adolescente que manteve no encontro de bloggers com Sócrates, há um mês. Não tugiu nem mugiu. Apenas "bebia" a verve do chefe e acenava com a cabeça. Deve ser só para isso, aliás, que a dele serve.

SEGUIR EM FRENTE

Marcelo disse duas coisas dignas de registo. A primeira, que o que havia a dizer sobre as "listas" já está dito. Não vale a pena, a não ser para servir interesses próprios e alheios, andar a bater no ceguinho com a "ética"* (digo eu). A segunda, que o programa da dra. Ferreira Leite é o adequado e o suficiente (chamou-lhe inteligente e eficaz) para agora e para a eventualidade de um novo acto eleitoral intermédio a que presida um governo do PSD. O resto - está a decorrer - é uma lição de professor aos meninos e às meninas. Prefiro a vista dos montes, entre o ressequido e o verde, em frente. Aliás, como se deve seguir.
*Como diria o Delleuze, a ética é estarmos à altura daquilo que nos acontece.

SEGUIR EM FRENTE

Marcelo disse duas coisas dignas de registo. A primeira, que o que havia a dizer sobre as "listas" já está dito. Não vale a pena, a não ser para servir interesses próprios e alheios, andar a bater no ceguinho com a "ética"* (digo eu). A segunda, que o programa da dra. Ferreira Leite é o adequado e o suficiente (chamou-lhe inteligente e eficaz) para agora e para a eventualidade de um novo acto eleitoral intermédio a que presida um governo do PSD. O resto - está a decorrer - é uma lição de professor aos meninos e às meninas. Prefiro a vista dos montes, entre o ressequido e o verde, em frente. Aliás, como se deve seguir.
*Como diria o Delleuze, a ética é estarmos à altura daquilo que nos acontece.

ALTO ALENTEJO


Para variar, e em Castelo de Vide, com o Pedro Santana Lopes que fala cerca das 20.00 na Universidade de Verão do PSD. Antes, às 17, o "Dulcamara" do partido, Marcelo Rebelo de Sousa. Uma organização do incansável Carlos Coelho.

ALTO ALENTEJO


Para variar, e em Castelo de Vide, com o Pedro Santana Lopes que fala cerca das 20.00 na Universidade de Verão do PSD. Antes, às 17, o "Dulcamara" do partido, Marcelo Rebelo de Sousa. Uma organização do incansável Carlos Coelho.

METAMORFOSES

Até Paula Teixeira da Cruz ter decidido lançar-se politicamente nos braços de António Costa, enquanto presidente da assembleia municipal de Lisboa, ouvia-a. Depois a sua retórica de advogada foi-se tornando numa banalidade que agrada às televisões e a uma, em particular. É mais uma adepta da "ética" tagarela e nada mais. Já Azevedo Soares (sabem quem é?), mais conhecido pelo "comandante" - e que foi vice ou secretário-geral de Marques Mendes no PSD, não sei bem - é daquelas não notabilidades que, de vez em quando, sentem uma irreprimível vontade de fazer prova de vida. Para quê? Para nada. Apenas para zurzir Ferreira Leite, algo que aparentemente vai unir esta pobre gente a Sócrates e respectivos lugares-tenente e comuns até ao dia 27. Paula e o "comandante" foram "eleitos" pelo Diário de Notícias para comentar o programa do PSD. O "jovem" Passos, desta feita, poupou-se e felizmente poupou-nos. Jardim esclareceu que tinha combinado previamente com a líder as matérias relativas às Regiões Autónomas. Rio só se maçou com a (boa) ausência da regionalização mas isso são contas de outro rosário privativo, dele. E Santana Lopes rematou com o óbvio: «acho muito bem que [Ferreira Leite] rejeite entrar em metamorfoses.» É quanto basta.

METAMORFOSES

Até Paula Teixeira da Cruz ter decidido lançar-se politicamente nos braços de António Costa, enquanto presidente da assembleia municipal de Lisboa, ouvia-a. Depois a sua retórica de advogada foi-se tornando numa banalidade que agrada às televisões e a uma, em particular. É mais uma adepta da "ética" tagarela e nada mais. Já Azevedo Soares (sabem quem é?), mais conhecido pelo "comandante" - e que foi vice ou secretário-geral de Marques Mendes no PSD, não sei bem - é daquelas não notabilidades que, de vez em quando, sentem uma irreprimível vontade de fazer prova de vida. Para quê? Para nada. Apenas para zurzir Ferreira Leite, algo que aparentemente vai unir esta pobre gente a Sócrates e respectivos lugares-tenente e comuns até ao dia 27. Paula e o "comandante" foram "eleitos" pelo Diário de Notícias para comentar o programa do PSD. O "jovem" Passos, desta feita, poupou-se e felizmente poupou-nos. Jardim esclareceu que tinha combinado previamente com a líder as matérias relativas às Regiões Autónomas. Rio só se maçou com a (boa) ausência da regionalização mas isso são contas de outro rosário privativo, dele. E Santana Lopes rematou com o óbvio: «acho muito bem que [Ferreira Leite] rejeite entrar em metamorfoses.» É quanto basta.

«FOCADO»



Pina Moura, como os mentideros sabem, é um profissional. Foi-o no PC, ao lado de Cunhal, foi-o ao lado de Guterres e está a ser com os espanhóis. Mário Soares, na altura de Guterres, insinuava permanentemente ao bonzinho que era preciso correr com Pina Moura porque era um homem de "interesses". Mal sabia o dr. Soares que ia aparecer um Chávez na vida dele. Nunca se deve cuspir para o ar. Mas adiante. Privei uma tarde inteira com Pina Moura, então ministro das finanças, e com o seu secretário de Estado, Fernando Pacheco. Era uma coisa qualquer chamada "sistema integrado de controlo interno" da administração pública em que estavam representadas todas as inspecções-gerais sectoriais do Estado. Eu representava o saudoso dr. Rodrigues Maximiano, então inspector-geral da administração interna. Foi há oito ou nove anos. O que Pina Moura diz hoje ao bíblico Expresso, disse-o nessa reunião. Já aí se entrevia o desastre sobre o qual, aliás, estávamos ali todos irresponsavelmente a dissertar. Não me surpreende, por isso, que considere o programa de Ferreira Leite "duro, divisor de águas e focado". E que acentue que parte do princípio - básico, aprendido em quaisquer noções fundamentais de economia e não nas tendas da propaganda - de que "os recursos são escassos". Nunca foram outra coisa como também explicou ontem, em Loulé, o Chefe de Estado. Pina Moura era conhecido no Rato por ser o primeiro a chegar e o último a sair. Não o devem subestimar.

«FOCADO»



Pina Moura, como os mentideros sabem, é um profissional. Foi-o no PC, ao lado de Cunhal, foi-o ao lado de Guterres e está a ser com os espanhóis. Mário Soares, na altura de Guterres, insinuava permanentemente ao bonzinho que era preciso correr com Pina Moura porque era um homem de "interesses". Mal sabia o dr. Soares que ia aparecer um Chávez na vida dele. Nunca se deve cuspir para o ar. Mas adiante. Privei uma tarde inteira com Pina Moura, então ministro das finanças, e com o seu secretário de Estado, Fernando Pacheco. Era uma coisa qualquer chamada "sistema integrado de controlo interno" da administração pública em que estavam representadas todas as inspecções-gerais sectoriais do Estado. Eu representava o saudoso dr. Rodrigues Maximiano, então inspector-geral da administração interna. Foi há oito ou nove anos. O que Pina Moura diz hoje ao bíblico Expresso, disse-o nessa reunião. Já aí se entrevia o desastre sobre o qual, aliás, estávamos ali todos irresponsavelmente a dissertar. Não me surpreende, por isso, que considere o programa de Ferreira Leite "duro, divisor de águas e focado". E que acentue que parte do princípio - básico, aprendido em quaisquer noções fundamentais de economia e não nas tendas da propaganda - de que "os recursos são escassos". Nunca foram outra coisa como também explicou ontem, em Loulé, o Chefe de Estado. Pina Moura era conhecido no Rato por ser o primeiro a chegar e o último a sair. Não o devem subestimar.

CONTRA O MAMBO-JAMBO PIEDOSO


«Já citei mais de uma vez uma das cartas ficcionais de Fradique Mendes a Madame de Jouarre, em que este descreve a sua chegada de comboio a Lisboa. A carta é uma cruel metáfora sobre Portugal, das mais cruéis e desapiedadas que conheço, e mortiferamente verdadeira. Nela cabe da pior maneira a indústria do "sonho", da "esperança" do "optimismo", com que uns se pretendem distinguir dos outros como sendo melhores. Eles "sonham", os outros não. Essa espécie de oração sobre a "esperança" e o "sonho" tem outras variantes, como seja: "temos que acreditar em nós próprios", "somos capazes", "os portugueses só sabem dizer mal de si próprios diferentemente dos outros povos que nunca o fazem" (quem diz isto não sabe nada dos "outros povos"), "não se pode só dizer mal", etc., etc. Este mambo-jambo piedoso apenas pretende manter os portugueses numa espécie de estado de estupor cívico, ignorando a sua realidade e os seus problemas, envolvendo-os naquilo que o mesmo Eça chamava o "manto diáfano" da mentira. Este "manto diáfano", muitas vezes mais para o nevoeiro espesso do que para o "diáfano", é assegurado pela propaganda dos poderosos, mas também pela credulidade emocional dos destinatários. O que está de mais cruel na carta de Fradique é a a afirmação de que o êxito desse marketing da "esperança" é que ele tem sucesso, não porque os portugueses tenham qualquer esperança, mas sim porque lhes agrada ouvir esse discurso, na exacta medida em que também lhes agrada o seu oposto, o catastrofismo absoluto. Não tendo que ser bipolares, algum dos lados está errado, ou então somos incapazes de nos colocarmos ao centro, no domínio da Razão. Estão sempre a acenar-nos com o Pathos, e o Pathos "passa" bem quer na televisão quer na retórica política produzida por cínicos para as massas. Sensatez - escassa; expectativas irrealistas - muitas. É o "sonho".»

José Pacheco Pereira, Público (sublinhados meus)

CONTRA O MAMBO-JAMBO PIEDOSO


«Já citei mais de uma vez uma das cartas ficcionais de Fradique Mendes a Madame de Jouarre, em que este descreve a sua chegada de comboio a Lisboa. A carta é uma cruel metáfora sobre Portugal, das mais cruéis e desapiedadas que conheço, e mortiferamente verdadeira. Nela cabe da pior maneira a indústria do "sonho", da "esperança" do "optimismo", com que uns se pretendem distinguir dos outros como sendo melhores. Eles "sonham", os outros não. Essa espécie de oração sobre a "esperança" e o "sonho" tem outras variantes, como seja: "temos que acreditar em nós próprios", "somos capazes", "os portugueses só sabem dizer mal de si próprios diferentemente dos outros povos que nunca o fazem" (quem diz isto não sabe nada dos "outros povos"), "não se pode só dizer mal", etc., etc. Este mambo-jambo piedoso apenas pretende manter os portugueses numa espécie de estado de estupor cívico, ignorando a sua realidade e os seus problemas, envolvendo-os naquilo que o mesmo Eça chamava o "manto diáfano" da mentira. Este "manto diáfano", muitas vezes mais para o nevoeiro espesso do que para o "diáfano", é assegurado pela propaganda dos poderosos, mas também pela credulidade emocional dos destinatários. O que está de mais cruel na carta de Fradique é a a afirmação de que o êxito desse marketing da "esperança" é que ele tem sucesso, não porque os portugueses tenham qualquer esperança, mas sim porque lhes agrada ouvir esse discurso, na exacta medida em que também lhes agrada o seu oposto, o catastrofismo absoluto. Não tendo que ser bipolares, algum dos lados está errado, ou então somos incapazes de nos colocarmos ao centro, no domínio da Razão. Estão sempre a acenar-nos com o Pathos, e o Pathos "passa" bem quer na televisão quer na retórica política produzida por cínicos para as massas. Sensatez - escassa; expectativas irrealistas - muitas. É o "sonho".»

José Pacheco Pereira, Público (sublinhados meus)

«FERREIRA LEITE DEIXOU A FICÇÃO AO PS»

«Em nenhuma outra eleição se discutiu tanto e tão ardentemente o programa dos partidos (já se verá porquê). Coisa estranha, sendo público e notório que nunca ninguém leu e, sobretudo, nunca ninguém votou por causa do programa de um partido. A pergunta a que os portugueses vão responder a 27 de Setembro é esta: "Sócrates governou quatro anos. Gostou do resultado? Quer continuar? Como está a sua vida? Pior, melhor, na mesma?" Cada um sabe de si e cada um irá responder conforme o que lhe aconteceu desde 2005 e conforme o que espera até 2013. Houve tempo para Sócrates mostrar quem era - e o que era - e a opinião geral do país com certeza que não muda neste último mês com propaganda espertalhona ou pequenas manobras de pequena política. A questão do programa foi levantada pelo PS, e assoprada pelos media, para "provar" a vacuidade de Manuela Ferreira Leite. Sócrates publicou um programa com 120 páginas de promessas (não custa nada prometer) e pretende que Manuela o leve a sério e discuta ponto a ponto as fantasias dele. Ora o que interessa, num programa eleitoral (e não de governo), é indicar uma direcção e uma doutrina: e para isso bastam (e sobram) as 40 páginas do programa do PSD. No que disse antes, como no que disse agora, Ferreira Leite estabeleceu uma diferença entre ela e o eng. Sócrates. Não se confundem. Nem no estilo, nem no carácter, nem na visão da sociedade, nem no que se propõem fazer. Quando escolherem, os portugueses não escolherão na dúvida e na ambiguidade. O caso é claro. O que não impediu alguns peritos, perante o programa eleitoral, repito, eleitoral do PSD, de se afligir em público com a falta de explicações suficientes sobre os meios que Manuela planeia usar. Exigem o "como", em pormenor, com financiamento e calendário e, se calhar, com um projecto de decreto-lei. O que é um programa eleitoral ignoram. Que existe entre a intenção e o fim, um Parlamento, um Presidente, um país e o mundo não lhes passa pela cabeça. Que qualquer acção se deve em princípio negociar com as partes que ela directa ou indirectamente afecta não os preocupa. O que eles pedem é uma ficção, em 100 volumes, sobre o presuntivo governo Ferreira Leite. Ou, no mínimo, as 120 páginas de Sócrates. Mas precisamente Ferreira Leite deixou a ficção ao PS.»

Vasco Pulido Valente, Público (sublinhados meus)

«FERREIRA LEITE DEIXOU A FICÇÃO AO PS»

«Em nenhuma outra eleição se discutiu tanto e tão ardentemente o programa dos partidos (já se verá porquê). Coisa estranha, sendo público e notório que nunca ninguém leu e, sobretudo, nunca ninguém votou por causa do programa de um partido. A pergunta a que os portugueses vão responder a 27 de Setembro é esta: "Sócrates governou quatro anos. Gostou do resultado? Quer continuar? Como está a sua vida? Pior, melhor, na mesma?" Cada um sabe de si e cada um irá responder conforme o que lhe aconteceu desde 2005 e conforme o que espera até 2013. Houve tempo para Sócrates mostrar quem era - e o que era - e a opinião geral do país com certeza que não muda neste último mês com propaganda espertalhona ou pequenas manobras de pequena política. A questão do programa foi levantada pelo PS, e assoprada pelos media, para "provar" a vacuidade de Manuela Ferreira Leite. Sócrates publicou um programa com 120 páginas de promessas (não custa nada prometer) e pretende que Manuela o leve a sério e discuta ponto a ponto as fantasias dele. Ora o que interessa, num programa eleitoral (e não de governo), é indicar uma direcção e uma doutrina: e para isso bastam (e sobram) as 40 páginas do programa do PSD. No que disse antes, como no que disse agora, Ferreira Leite estabeleceu uma diferença entre ela e o eng. Sócrates. Não se confundem. Nem no estilo, nem no carácter, nem na visão da sociedade, nem no que se propõem fazer. Quando escolherem, os portugueses não escolherão na dúvida e na ambiguidade. O caso é claro. O que não impediu alguns peritos, perante o programa eleitoral, repito, eleitoral do PSD, de se afligir em público com a falta de explicações suficientes sobre os meios que Manuela planeia usar. Exigem o "como", em pormenor, com financiamento e calendário e, se calhar, com um projecto de decreto-lei. O que é um programa eleitoral ignoram. Que existe entre a intenção e o fim, um Parlamento, um Presidente, um país e o mundo não lhes passa pela cabeça. Que qualquer acção se deve em princípio negociar com as partes que ela directa ou indirectamente afecta não os preocupa. O que eles pedem é uma ficção, em 100 volumes, sobre o presuntivo governo Ferreira Leite. Ou, no mínimo, as 120 páginas de Sócrates. Mas precisamente Ferreira Leite deixou a ficção ao PS.»

Vasco Pulido Valente, Público (sublinhados meus)

28.8.09

«ESSE EST PERCIPI (AUT PERCIPERE)»


Mais uma boa "meditação na pastelaria". «Entre o bispo George Berkeley e o agnóstico (?) José Sócrates não hesito: janto com o primeiro.»

«ESSE EST PERCIPI (AUT PERCIPERE)»


Mais uma boa "meditação na pastelaria". «Entre o bispo George Berkeley e o agnóstico (?) José Sócrates não hesito: janto com o primeiro.»

A CORTE DO CZAR

Por falar em PS, reparem que, por exemplo, enquanto o Paulo Portas não sai da rua, das feiras, dos mercados e dos lares, o admirável líder refugia-se nas tendas e nos desertos onde tem andado a lançar pedras sobre pedras. Público seleccionado (nomeadamente altos serventuários públicos e partidários) e nada de "povo" por perto. Apenas a "corte do czar". Logo quando o voto é a "arma" dele. Do povo, naturalmente.

A CORTE DO CZAR

Por falar em PS, reparem que, por exemplo, enquanto o Paulo Portas não sai da rua, das feiras, dos mercados e dos lares, o admirável líder refugia-se nas tendas e nos desertos onde tem andado a lançar pedras sobre pedras. Público seleccionado (nomeadamente altos serventuários públicos e partidários) e nada de "povo" por perto. Apenas a "corte do czar". Logo quando o voto é a "arma" dele. Do povo, naturalmente.

QUATRO ANOS DE "INTENÇÕES DE VOTO"

Do pouco que percebo de sondagens, julgo que Agosto é mês impróprio para as realizar. Por isso, não parece relevar de outra coisa que não de uma vaga "teoria da conspiração" a ausência das ditas a menos de um mês das legislativas. Também por isso fui espreitar o Pedro Magalhães a quem fanei o quadro. É um "balanço" gráfico da legislatura e dos avanços e recuos (nas chamadas "intenções de voto" manifestadas nas sondagens) dos partidos com "assento parlamentar" na dita legislatura. Não digo nada. Prefiro que leiam o Pedro «nomeadamente (...) que a descida [do PS] não passa de um retomar de uma tendência anterior.»

QUATRO ANOS DE "INTENÇÕES DE VOTO"

Do pouco que percebo de sondagens, julgo que Agosto é mês impróprio para as realizar. Por isso, não parece relevar de outra coisa que não de uma vaga "teoria da conspiração" a ausência das ditas a menos de um mês das legislativas. Também por isso fui espreitar o Pedro Magalhães a quem fanei o quadro. É um "balanço" gráfico da legislatura e dos avanços e recuos (nas chamadas "intenções de voto" manifestadas nas sondagens) dos partidos com "assento parlamentar" na dita legislatura. Não digo nada. Prefiro que leiam o Pedro «nomeadamente (...) que a descida [do PS] não passa de um retomar de uma tendência anterior.»

INTENDÊNCIA

O post Querida Televisão tem mais *.

INTENDÊNCIA

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E JÁ NÃO É NADA MAU

«Tirando o palavreado e a pretensão de virtude, [o Bloco] não existe. O que não impede que a 27 de Setembro seja capaz de acabar com Sócrates. Como ele, aliás, merece.»

Vasco Pulido Valente, Público

E JÁ NÃO É NADA MAU

«Tirando o palavreado e a pretensão de virtude, [o Bloco] não existe. O que não impede que a 27 de Setembro seja capaz de acabar com Sócrates. Como ele, aliás, merece.»

Vasco Pulido Valente, Público

OS IDIOTAS


Quando a conversa do "dossiê flamingo" começou não lhe augurei grande futuro. Nem jurídico, nem político. A um mês de eleições, é bom garantir que esse "futuro" não exista. Quem ler esta notícia - cheia de "fontes" que, de certeza, não vão preocupar um minuto aqueles que se "indignaram" com as ditas de Belém sobre as alegadas escutas - fica com a ideia de que os ingleses são uns badalhocos e uns toscos. E que, em Portugal, política é política e "técnicos" são "técnicos" que podem perfeitamente "enganar" os idiotas (sim, parece que é, afinal, o que eles são) dos políticos que assinam e aprovam qualquer coisa que lhe ponham à frente do focinho. Aliás, é por causa dos políticos e da política que a notícia sai. Os verdadeiros idiotas somos nós.


Adenda: No caso, a coisa pode ler-se como a revelação de que Sócrates, como ministro do ambiente, era, afinal, uma nulidade política. Toda a gente fazia o que queria nas suas costas ou mesmo à frente dele. O homem estava na Rua do Século apenas a ver passar comboios, directores-gerais, co-inceneradoras e outlets. Um simples ajudado por outro simples que é o dr. Silva Pereira. Ora isto abona um primeiro-ministro, mesmo quando ele é da Europa periférica? Um anjinho zen?

OS IDIOTAS


Quando a conversa do "dossiê flamingo" começou não lhe augurei grande futuro. Nem jurídico, nem político. A um mês de eleições, é bom garantir que esse "futuro" não exista. Quem ler esta notícia - cheia de "fontes" que, de certeza, não vão preocupar um minuto aqueles que se "indignaram" com as ditas de Belém sobre as alegadas escutas - fica com a ideia de que os ingleses são uns badalhocos e uns toscos. E que, em Portugal, política é política e "técnicos" são "técnicos" que podem perfeitamente "enganar" os idiotas (sim, parece que é, afinal, o que eles são) dos políticos que assinam e aprovam qualquer coisa que lhe ponham à frente do focinho. Aliás, é por causa dos políticos e da política que a notícia sai. Os verdadeiros idiotas somos nós.


Adenda: No caso, a coisa pode ler-se como a revelação de que Sócrates, como ministro do ambiente, era, afinal, uma nulidade política. Toda a gente fazia o que queria nas suas costas ou mesmo à frente dele. O homem estava na Rua do Século apenas a ver passar comboios, directores-gerais, co-inceneradoras e outlets. Um simples ajudado por outro simples que é o dr. Silva Pereira. Ora isto abona um primeiro-ministro, mesmo quando ele é da Europa periférica? Um anjinho zen?

BOM SINAL

O PS aparentemente desistiu do beto, o porta-voz Tiago Silveira. Ou então está a guardá-lo para emparelhar com Miss Patrocínio. Entretanto avançou a tropa de choque resumida na fantástica pessoa do sociólogo S. Silva. Bom sinal.

BOM SINAL

O PS aparentemente desistiu do beto, o porta-voz Tiago Silveira. Ou então está a guardá-lo para emparelhar com Miss Patrocínio. Entretanto avançou a tropa de choque resumida na fantástica pessoa do sociólogo S. Silva. Bom sinal.

27.8.09

PARA OS PORTUGUESES DA VIDA REAL

«O orgulho de ser português como os portugueses da vida real é feito de outra massa e esta é que é a verdade que a política deveria conhecer mas quer lá saber.» A Fátima - abençoado fim, o das férias dela - explicou em duas linhas por que é que Ferreira Leite vai chegar à frente de hoje precisamente a um mês. E isto não é milho, nem sequer a pardais, que a Fátima não é dessas coisas.

PARA OS PORTUGUESES DA VIDA REAL

«O orgulho de ser português como os portugueses da vida real é feito de outra massa e esta é que é a verdade que a política deveria conhecer mas quer lá saber.» A Fátima - abençoado fim, o das férias dela - explicou em duas linhas por que é que Ferreira Leite vai chegar à frente de hoje precisamente a um mês. E isto não é milho, nem sequer a pardais, que a Fátima não é dessas coisas.

PARA NADA

Os "comentaristas" (e os jornalistas) das televisões - falo da Sic-Notícias, da RTN e da Tvi24* - parece que estavam à espera que a dra. Ferreira Leite apresentasse um segundo "novo testamento" ao mundo. É pena que gente que se reclama da não esquerda (não falo de débeis mentais, naturalmente) persista no frete. E para nada.

*Todavia vantagem para a Tvi24 por ter ido buscar um tipo que sabe, o Salgado Matos.

PARA NADA

Os "comentaristas" (e os jornalistas) das televisões - falo da Sic-Notícias, da RTN e da Tvi24* - parece que estavam à espera que a dra. Ferreira Leite apresentasse um segundo "novo testamento" ao mundo. É pena que gente que se reclama da não esquerda (não falo de débeis mentais, naturalmente) persista no frete. E para nada.

*Todavia vantagem para a Tvi24 por ter ido buscar um tipo que sabe, o Salgado Matos.

ONDE FICA O TERREIRO DO PAÇO?

A Praça do Comércio é hoje um enorme estaleiro, caótico, triste e com uma grua ao lado da estátua de Machado de Castro. Está tapada por todo o lado. As pessoas do cartaz anti-colesterol de Costa, Roseta e Zé Fernandes mal podem passar. O Terreiro do Paço é o mais eloquente símbolo do mandato do dr. António Costa. Um bom tema para debater com Santana Lopes.

ONDE FICA O TERREIRO DO PAÇO?

A Praça do Comércio é hoje um enorme estaleiro, caótico, triste e com uma grua ao lado da estátua de Machado de Castro. Está tapada por todo o lado. As pessoas do cartaz anti-colesterol de Costa, Roseta e Zé Fernandes mal podem passar. O Terreiro do Paço é o mais eloquente símbolo do mandato do dr. António Costa. Um bom tema para debater com Santana Lopes.

DINAMITE CEREBRAL*


A sala era exígua. Não havia nenhum aparato tecnológico especial. Muito menos teleponto. Ferreira Leite até usou uma palavra qualquer que saiu imperceptível. Foi curta e directa. No fundo, e como tenho aqui repetido, mais do que um programa interessa acabar com este falso consenso molengão que o PS dirige e os bonzos aplaudem. Mesmo agora, na Tvi, Sousa Tavares (secundado, ou vice-versa, pelo ministro S. Silva) o repetiu. Têm medo do verbo romper? Têm medo que as pessoas estejam fartas da fantasia e da mitologia mediática? Paciência. The lady is not for turning.

* copyright "anarquista" e muito usado por aqui

DINAMITE CEREBRAL*


A sala era exígua. Não havia nenhum aparato tecnológico especial. Muito menos teleponto. Ferreira Leite até usou uma palavra qualquer que saiu imperceptível. Foi curta e directa. No fundo, e como tenho aqui repetido, mais do que um programa interessa acabar com este falso consenso molengão que o PS dirige e os bonzos aplaudem. Mesmo agora, na Tvi, Sousa Tavares (secundado, ou vice-versa, pelo ministro S. Silva) o repetiu. Têm medo do verbo romper? Têm medo que as pessoas estejam fartas da fantasia e da mitologia mediática? Paciência. The lady is not for turning.

* copyright "anarquista" e muito usado por aqui

QUERIDA TELEVISÃO


A semana passada, as carpideiras que "escrutinaram" ao segundo a entrevista de Judite de Sousa a Ferreira Leite terão decerto reparado que a jornalista anunciou para hoje o admirável líder. Sucede que o admirável líder marcou uma qualquer sessão de propaganda para coincidir com o "lançamento" do programa do PSD. Uma coisa que, francamente, como todos os outros programas, não tira nem traz votos a ninguém apesar dos derrames que vai provocar nas lixeiras* do costume. Assim, a RTP e o admirável líder ficam mais à vontade para "combinar" um momento que dê mais jeito ao secretário-geral do PS. José Alberto Carvalho, aliás, fingiu arrancar os cabelos pela circunstância de o dito líder não ter, até hoje, dado um chavo para agendar debates televisivos. É uma notável rábula para desatentos. Sócrates pura e simplesmente não quer debates o que, visto pelo lado dele, tem propósito. A RTP, atenta, veneranda e obrigada, obedece.

*Eduardo Pitta - que escreve numa delas - "indigna-se" (eles agora indignam-se muito e são muito "escrupulosos") com a circunstância de o PSD "prometer" trazer de volta os corpos dos soldados portugueses mortos na guerra na Guiné. O Eduardo tem alguma espécie de horror "democrático" a que se honre a memória desta gente que jamais teria assento nas "tertúlias" esquerda-chique que frequenta?
*** O admirável líder, a pedido de várias famílias (sobretudo as do partido dele que já começam a ficar incomodadas com o "estilo"), lá vai "debater" com os outros nas televisões. Sabe Deus os maços de tabaco e os telemóveis contra as paredes que isto não vai custar ao erário do PS.

QUERIDA TELEVISÃO


A semana passada, as carpideiras que "escrutinaram" ao segundo a entrevista de Judite de Sousa a Ferreira Leite terão decerto reparado que a jornalista anunciou para hoje o admirável líder. Sucede que o admirável líder marcou uma qualquer sessão de propaganda para coincidir com o "lançamento" do programa do PSD. Uma coisa que, francamente, como todos os outros programas, não tira nem traz votos a ninguém apesar dos derrames que vai provocar nas lixeiras* do costume. Assim, a RTP e o admirável líder ficam mais à vontade para "combinar" um momento que dê mais jeito ao secretário-geral do PS. José Alberto Carvalho, aliás, fingiu arrancar os cabelos pela circunstância de o dito líder não ter, até hoje, dado um chavo para agendar debates televisivos. É uma notável rábula para desatentos. Sócrates pura e simplesmente não quer debates o que, visto pelo lado dele, tem propósito. A RTP, atenta, veneranda e obrigada, obedece.

*Eduardo Pitta - que escreve numa delas - "indigna-se" (eles agora indignam-se muito e são muito "escrupulosos") com a circunstância de o PSD "prometer" trazer de volta os corpos dos soldados portugueses mortos na guerra na Guiné. O Eduardo tem alguma espécie de horror "democrático" a que se honre a memória desta gente que jamais teria assento nas "tertúlias" esquerda-chique que frequenta?
*** O admirável líder, a pedido de várias famílias (sobretudo as do partido dele que já começam a ficar incomodadas com o "estilo"), lá vai "debater" com os outros nas televisões. Sabe Deus os maços de tabaco e os telemóveis contra as paredes que isto não vai custar ao erário do PS.

O SEMI DA TÉNIA

Anda aí outro, de nome Rogério (sim, este não é anónimo), que deve ser a parte traseira da semi-ténia. Ou, quem sabe, a própria. É simples de espírito e, na sua dupla qualidade (a primeira e esta), ornamenta dois blogues de simples. Este tipo de simples não tem nada a ver com aqueles saudados nos Evangelhos e acolhidos generosamente pelo Senhor. Não. Estes simples são o Inferno do Sartre. Quando ficam presos "da incerteza e da reflexão por detrás das lunetas", viajam "com o olhar como uma autêntica lagosta". Isto é evidentemente um insulto à lagosta. Coisas destas são viscosas e impróprias para consumo. É só ver de onde brotam. Por onde saem. E quem as alimenta.
Adenda: É lamentável que formas de vida inteligente e não invertebradas dêem corda a estas coisas.