22.9.10

A BABUGEM DO NADA


Um amigo meu tem um jovem amigo seu, estrangeiro, que vive cá há anos, e que lhe disse ontem esta verdade de forma lapidar: "não sei porque é que em Portugal têm imprensa se não resulta nada das notícias".

13 comentários:

Anónimo disse...

Resulta isto, quer ver o quê? Leia esta parcela da prosa do João Marcelino no DN. Tão babadinho nas páginas dos jornais a escrever como se fosse o nosso PM-Digital-Electrónico-3G-Multiplataforma...

É que eu acho que esta gente tem uma intensa esperança de que toda a bandalheira passe, por magia analógica, para o lado smartphone da realidade e seja tudo visto como se desembrulhando numa espécie de limbo digital do imaginário colectivo.


"Ontem optimizámos a nossa presença nos chamados smartphones e, até final do ano, ainda teremos prontas as aplicações para iPad, iPhone e para modelos "andróide" e Windows Mobile. Entretanto, teremos também disponível rapidamente a versão e-paper, faremos uma aposta ainda mais forte no nosso site, reforçaremos a nossa presença nas redes sociais e daremos seguimento às exigências que nos forem sendo criadas por todos os outros tablets (que não só o iPad) e por todas as novas plataformas de distribuição de conteúdos digitais."

floribundus disse...

tudo somado só 1 contribuinte em cada 30 compra noticias impressas requentadas.
uns não leiam, outros ouvem informações frescas.
os factos não têm qualquer efeito relevante para os padrinhos de esquerda

Garganta Funda... disse...

É verdade.

Tanto «escândalo», tanto esbulho e tanta «ladroagem» exposta nos jornais durante estes últmos anos, e a verdade é que tudo continua calmo e sereno nesta choldra.

Na verdade os jornais só servem para ajudar nas pinturas lá em casa ou para embrulhar peixe na praça.

Tal como a «justiça».

No pasa nada...

Anónimo disse...

Mas esse estrangeiro, ao fim desses anos todos, ainda não conhece o país/povo em que se inseriu?

Anónimo disse...

Bernardo Ferrão da SIC acaba de apertar com o PM, que responde selectivamente a perguntas deixando de fora os juros da dívida. Para ele, o Portugal real é o que está naquela exposição. O resto é paisagem. Há quem diga que Portugal entra em crise política se o Governo cair, mas a crise política é isto que está a acontecer: quem foi eleito para Governar não tem nada a ver com os assuntos incómodos, nem contas a prestar ao país.

Anónimo disse...

Já agora o tal amigo podia também ter perguntado porque é que em Portugal há Justiça, se o que dela resulta - pelo menos para a "Nomenklatura" - é completamente inconsequente.
Aliás, para o remate de uma democracia de fachada já só falta a censura directa sem outro disfarce.

Anónimo disse...

A propósito da «Babugem do Nada» :

"Oiçam os especialistas ..."

- «Os sexos, relativos entre si, na sua profundidade, podem viver, na carne cheia de espírito e no espírito incarnado, a resistência a todas as tentativas técnicas ou pseudo-espirituais do pós-humano»

Bento Domingos, no Público.

Citado por Joaquim no «Portugal Contemporâneo»

Anónimo disse...

As notícias já só vão servindo de desabafos, e de meio puramente dedicado a treino de jornalistas - de modo a tentar manter uma aparência de democracia e pluralismo; um pouco como 1/8 de divisão blindada é mantido num exército periférico, de modo a que oficiais e soldados possam ter uma vaga noção teórica de como operar uma verdadeira (e completa) e combater uma real, do "inimigo". A tecnologice acéfala e infantil de sócrates é boa para os amiguinhos dos out-sourcings e dos JP's Sás-Coutos; assim se mantém a ilusão de progresso e se entretém pinto-de-sousa a brincar em gabinetes estufados. Além de tudo isto, sabemos sim que o Estado-dos-partidos jamais se reformará por dentro e de livre vontade. Os institutos onde familiares, amigos e sabujos políticos ganham a vidinha, e fingem trabalhar, continuarão a existir, empurrando E-mails e fax's de um lado para o outro simulando actividade frenética e séc. XXI. Os desempregados e o povo desprezado serão cada vez mais "aquela parte do dia" e da vida normal, em que é relatada com júbilo a intervenção caridosa de subsídios e psicólogas - destinadas a amparar as pobres gentes nessas horas difíceis (em frente a câmaras RTP...). Estas psicólogas, contratadas aos milhares, invadirão em bando os modestos lares das populações em dificuldades; e após cumprirem com brio o seu dever, as psicólogas do INEM e da SS não deixarão de aceitar ficar para o jantar - confeccionado com generosidade por jovens mulheres suadas e de face vermelha, que cuidam dos filhos, tratam da depressão do marido (sem a conhecer...) e limpam o rabo à avó. Bem jantado e bem consolado, o apoio do Estado recolhe depois a casa, para não apanhar frio.

Ass.: Besta Imunda

Vitor Alves disse...

SERÁ QUE ESTÁ TUDO CEGO?

Será que todos estão cegos ou sou eu que sou parvo?
Há só um e único comentário a todo e qualquer artigo que fale do défice, da economia e de tudo o que lhe diz respeito.
ESTE GOVERNO tudo fará para deixar as finanças públicas NUM DESASTRE, pois já sabe de antemão que perderá as eleições e quer deixar o futuro Governo de tal modo encrencado que terá de fazer muita coisa para equilibrar as contas públicas.
Aí, esse futuro Governo será odiado pelos portugueses o que os fará suspirar pelos socialistas novamente.
Não se esqueçam do que leram agora.
Podem rir á vontade, quando estivermos á beira da falência, derivado á gestão danosa e intencional do actua governo e quando o futuro governo, seja ele qual for, tiver de tomar medidas graves, já ninguém rirá mais.

Vitor Alves

Anónimo disse...

Este senhor, também poderia perguntar ao seu amigo para que precisamos de governo, se não governa absolutamente nada. Zero. Rien.
SG

Aires Vilela disse...

Anónimo das 9:52AM,

Em Portugal, quando se atinge o topo da imbecilidade, vai-se para director do DN (ou do JN, tanto faz).

Licurgo disse...

"Besta imunda" e "Vítor Alves",
partilho das vossas análises. São verdades cristalinas.
Pobre Povo, nós, governados por tantos pulhas!

Red Eagle disse...

Tal como o Licurgo, concordo com a Besta Imunda e com o Vitor Alves.
E depois não se vê na oposição ideias claras e projectos concretos que deem esperanças aos portugueses.