15.9.10

UM GRANDE PAÍS


Contrariamente a esta choldra onde pululam césares e pusilânimes de trazer por casa, a França é, por mérito próprio, um grande país. Complexo, contraditório e luminoso como tudo o que é grande deve ser. Ontem, uma missionária da comissão europeia foi buscar o infalível "argumento" da 2ª guerra mundial para ameaçar a França com tribunais e mais não sei quê por causa da expulsão da ciganada romena e búlgara, em situação ilegal, de solo gaulês. Respondeu-lhe, à altura, um mero secretário de Estado. «Roissy, ce n'est pas Drancy (...). Ce genre de dérapage n'est pas convenable. Sa passion a sans doute dépassé sa pensée. (...) La patience a des limites, ce n'est pas comme cela que l'on s'adresse à un grand Etat.» E o ministro da imigração foi ainda mais claro. «D'ordinaire, elle est plus pondérée. Elle dérape, elle utilise une expression qui est à la fois choquante, anachronique et qui procède d'un amalgame.» Os socialistas franceses no activo- quase tão cretinos como os nossos não fosse o caso de alguns deles saberem ler e escrever muito bem -, pela voz da senhora Aubry (a rever certamente o PSF ao espelho), sugerem que «l'image de la France est abîmée, pas seulement en Europe d'ailleurs.» Nada disto tem a ver com os ciganos, evidentemente, mas antes com as presidenciais de 2012. Sarkozy é uma desilusão política (não por causa desta parvoíce) e simultaneamente um osso duro de roer que não deve ser subestimado. Todavia, e é esse o ponto, um "grande Estado" como a França está acima destas personagens todas de circunstância e desta ridícula amálgama promovida pela correcção global. Aqui estamos todos muito bem uns para os outros porque grandes é coisa que nunca fomos nem seremos.

16 comentários:

Marota disse...

C'est vrai mon chère Mr. Gonçalves, la France c'est une grande Nation avec un tout petit Nain

Anónimo disse...

Caro senhor cheguei ao seu blog por um link deste sítio http://vidabreve.wordpress.com/

A questão que lhe coloco, se me permite, é onde aprendeu a escrever assim? O que siginifica o que escreveu? Encontrasse eu este texto escrito por si ou por qualquer outra pessoa num dos exames escritos ter-lhe-ia brindado com um enorme ponto de interrogação em cima dele. Prime pela coerência da sintaxe e semântica das orações. Por favor é só respeitar a gramática.
Grande Abraço

António Menedos
Lisboa

Anónimo disse...

Grandes fomos, tenha paciência, aplaque lá a sua fúria apoucatória. E nem falo de imperiais grandezas, mas tão só da capacidade de espanto que encontra na «Peregrinação».

O meu primeiro nome não é "Dr." disse...

O seu post é interessante mas discordo num ponto.
No final Você diz:

"....grandes é coisa que nunca fomos nem seremos."

Discordo.

Se seremos ou não grandes no futuro não faço a mais pequena ideia (embora esteja pessimista) mas, já fomos grandes. Fomos Grandes (com direito a maiúscula e quando digo Grandes não me refiro só a tamanho) sim, fomos............até ao dia 4 de Agosto de 1578.

Garganta Funda... disse...

A França para os Franceses.

Sarrazin já avisou: se os estados europeus não defenderem o seu povo, a sua história, o seu território, as suas tradições laicas,etc., vão passar pelos mesmos problemas que os sérvios estão a passar no Kosovo (berço desta valorosa nação cristã).

Enquanto as famílias sérvias tinham uma média de um ou dois filhos por casal, os albaneses muçulmanos nascidos no Kosovo tinha e têm uma média de 10 ou 12.

Se a França fôr atrás das palhaçadas da Comissão Europeia, daqui a duas décadas nem francês lá se falará...

Marota disse...

Senhor Garganta Funda, eu quando leio coisas como o Sr. escreveu, só me lembro das palavras Bidonville e Valise en Carton. Nansêpurquê, mas estas palavrinhas saltam-me sempre à mimória ;) não leve a mal... foi só brincadeira ;) *palmadinhaamiganoombro*

Marota disse...

Estimado O meu primeiro nome não é "Dr."
O Sr. tem muita razão, fomos mesmo Grandes! Mas como explica o facto de termos sido tão Grandes e hoje sermos o povo da Europa ocidental mais pobre? Será que nós para além de termos sido Grandes com letras maiúscula, não somos hoje também grandes azelhas com letras minúsculas? :) Não leve a mal, foi só brincadeira ;) Abraço amigo de Marota

Marota disse...

Aos esquecidos ou mal informados, para que não façam má figura quando se expressam sobre este tema perante franceses:

http://www.youtube.com/watch?v=uScXuhET3_w

Garganta Funda... disse...

Srª Marota:

A prazo, a demagogia e o pensamento «politicamente correcto»
vigentes na União Europeia, sendo guardiã essa inenarrável Comissão Europeia, vão rebentar com a Europa.

Já hoje a Europa é um continente em processo acelerado de decadência económica, social, cultural e cientifica.

Hoje, Mr. Sarkozy, respondeu à letra à Comissária Europeia com o pelouro da Justiça, sugerindo a esta que abrisse as fronteiras do seu país, o Luxemburgo, para receber os cidadãos romenos e búlgaros de etnia cigana ou qualquer outro cidadão que esteja ilegal na França.

Como muita boa gente de «esquerda» e mesmo de «direita» eu também gosto muito do «multiculturalismo».

Mas cada um em sua casa...

Percebeu, Srª Marota?

Jacinto disse...

Mais um dos variados sintomas do descalabro anunciado da Associação de Merceeiros.
E a Prússia ainda nem verdadeiramente se manifestou...
Com o advento dos Estados Desunidos da América,tempos interessantes nos aguardam - se bem que aqui se continue a assobiar para o lado, já que as esmolas continuam a pingar.

Cáustico disse...

Quando viajo para o estrangeiro faço-o sempre com o meu filho. E sempre lhe chamo a atenção, no momento da chegada,para a necessidade de serem respeitadas as leis, os princípios e os costumes das gentes do país que visitamos.
Ãssim como não admito que alguém, mesmo familiar muito próximo, queira impor no meu lar as suas ideias, os seus hábitos, os seus gostos,também não o posso fazer em países que visito ou para onde tivesse de ir trabalhar.
Em Portugal, uma besta política abriu as portas, não as da casa dele, a toda tropa ordeira ou desordeira que para cá quis vir.
Uns agarraram-se ao trabalho, como se impunha, outros, em consequência dos vícios de que já estavam impregnados, dedicaram-se a todo o tipo de malandrices: vigarices, roubos, assaltos, assassínios, etc., etc.
Não sou contra pretos, não sou contra brancos, quer estes sejam tupis, ciganos ou de olhos em frincha. Mas entendo que só deve vir para cá, com intenção de ficar, quem tiver trabalho assegurado e que seja capaz de
respeitar as nossas leis, os princípios em vigor no país e os nossos costumes. Não lhes assiste o direito de tentar impor-nos os seus hábitos, aceitáveis ou perniciosos.
Actuem como fazem os judeus, que respeitam os seus principios, os seus costumes apenas nos seus lares e nas sinagogas.
Não podem vir para cá impôr as suas ideias.Se não se sentem bem vão para o país de origem.
Têm a petulância das exigências no país que os acolheu. Então porque o não fizeram no seu pais de origem?
Fora com os inconvenientes.

Anónimo disse...

Gostava de perceber a razão porque me foi censurado o comentário em que corrigia o primeiro comentário da Marota:

"C'est vrai mon cher M. Gonçalves"
e
"la France est une grande Nation"

Acha que não o deveria ter feito?

Quorrector

Marota disse...

Sr. Garganta Funda, eu não sou da esquerda e nem da direita, a única coisa que costumo dizer que sou, é do Sporting.

Sr. Quorrector, muito obrigada pela sua correcção. Nunca é tarde para se aprender.

Boa noite.

Marota

Anónimo disse...

"Grande" ou não, até entre os deputados da "Assembleia Nacional" brotou hoje a peixeirice irreprimível dos "demissão, demissão!!!" (com direito a perseguição e a "sequestro") ao seu presidente, só porque o agendamento da lei da Idade da Reforma não convinha à esquerda "grande". E iluminada. Parecem mesmo hepta-netos dos broncos que gritaram nas ruas "Guilhotina, guilhotina!!!" dia-sim-dia-não.

Ass.: Besta Imunda

Miguel Dias disse...

Sr. António Menedos: "coerência da sintaxe e semântica das orações. Por favor é só respeitar a gramática."
Não sou advogado/defensor de ninguém, e o Dr. João Gonçalves percebe mais de Direito do que eu, mas não se esqueça que José Saramago ganhou um prémio Nobel da Literatura a escrever "sem coerência da sintaxe e semântica das orações" e desrespeitando a gramática, na altura não vi muita gente letrada e culta a criticar tal facto. Portanto o seu conselho vale o que vale.

Planetas - Bruno disse...

EXPULSÃO NÃO É IGUAL A REPATRIAMENTO!
CIGANOS NÃO É IGUAL A ROMENOS E BULGAROS (UE)!
LIVRE CIRCULAÇÃO DE PESSOAS DA UE NÃO É IGUAL A LIVRE MEDICIDADE, NEM LIBERDADE PARA ASSENTAR ACAMPAMENTOS EM QUALQUER PARTE!
RSI NÃO É IGUAL A RENDA VITALÍCIA!
DISCRIMINAÇÃO NÃO É IGUAL A NÃO QUERER INTEGRAÇÃO!
DIREITO À DIFERENÇA NÃO É A MESMA COISA QUE IMPOR REGRAS À MAIORIA!