28.9.10

UM PINGO AGRIDOCE

Não sou fanático da social-democracia nem deixo de ser. Mas estas coisas do António Barreto parecem revelar que, afinal, ele nunca viveu verdadeiramente em Portugal. A ideia é empurrar as pessoas ainda mais para o fundo à conta de uma tese?

15 comentários:

Aires Vilela disse...

Um módico - sim, um módico! - de formação jurídica (Direito Constitucional, por exemplo...) seria muito útil aos sociólogos, digo eu.

Anónimo disse...

Se tivéssemos tido pessoas sérias e competentes nos últimos Governos, de certeza absoluta que não estávamos atolados neste merdíssimo mar de merda.
O sistema de nomeação dos PM's em Portugal é uma tragédia. Ponto.

Cáustico disse...

Tragédia é os deputados nâo serem eleitos directamente pelos cidadãos eleitores. Talvez assim o Parlamento fosse mais puro, o que impediria que fosse nomeado para PM um estupor qualquer viciado na prática da aldrabice.

floribundus disse...

sempre foi realista
num país curto de vista

o tio Bissaia era um garanhão

m.a.g. disse...

Absolutamente de acordo com o António Barreto. Dificilmente a sensatez, honestidade, integridade e clarividência se conseguem reunir numa só pessoa.

Anónimo disse...

Aquilo que ele diz é o óbvio. Os direitos ás custas de outros não devem ser direitos.

Os direitos ás custas dos outros estão imparáveis e levarão ao fim de sociedades poque os incentivos fazem com que os A's que pagam para B's sejam cada vez menos e os B's a terem direitos às custas de A's sejam cada vez mais. Cada criança que nasce em Portugal é um B logo á partida. Conseguirá vir a ser um A? Os incentivos e os resultados até agora dizem que não. Ou seja este sistema é insustentável e a crise é causada pelo sistema.

A Republica - limites ao que o Estado pode fazer - deve chegar à economia das pessoas. É essencial um limite à Dívida e aos impostos na Constituição, não só em Portugal mas em todo o Ocidente.

Se um Governo quer ajudar os mais necessitados- e os mais necessitados são os deficientes não gente perfeitamente capaz- deve estar num programa de Governo.

Anónimo disse...

Continuando: Se não houver limites Constitucionais aos recursos que o Estado pode tirar às pessoas só resta para a sociedade ser sustentável limitar o direito de voto a quem recebe do Estado. É evidente que isto seria mau a muitos níveis.
O curioso é que uma Instituição Portuguesa defendeu isso mesmo recentemente. Quando CMVM a proibiu a Telefonica de votar na venda da Vivo. Disse que estaria a votar em causa própria. Ora o que é alguém que vive de A e vota num partido que diz que tira a A para dar a B? E sem limites?

Como a limitação ao voto é mau por muitas razões,além disso introduz um risco de "slippery slope" perigoso a única alternativa são os limites aos Impostos e Dívida(Impostos Futuros) na Constituição.

lucklucky

Zé Rui disse...

Parece-me totalmente pacifico o que o António Barreto disse. Talvez seja incongruente para quem se diz de esquerda, mas vindo de um dos poucos que prima pela clarividência, não alinhamento sistemático e por pensar pela sua própria cabeça é compreensível.

Infelizmente há poucos AB neste rectângulo falido....

Anónimo disse...

Como é que o Dr. Barreto consegue provar que se pode manter o direito "à integridade humana individual" sem a garantia dos direitos "à saúde e educação de graça, à habitação"? Será que consegue sacar esse coelho da cartola?

Anónimo disse...

O Estado Social não tem, hoje, meios que o sustentem na sua configuração actual. Ao problema demográfico acresce o quase nulo crescimento da economia e acrescem ainda problemas financeiros, de tesouraria, imediatos. Por isso, o Estado Social tem, fatalmente, de ser repensado. Deverá ser reduzido para acudir aos verdadeiros necessitados. António Barreto tem razão. Por muitas voltas que se dê, NÃO HÁ MEIOS!

Anónimo disse...

Esses tais direitos são "universais".Portanto acho que no orçamento e consequentemente nos impostos seja encontrada uma regra automática entre os que "entram" e o que deve ser "pago" pelos contribuintes.E sem batotas de andar a fechar os olhos...

Eduardo F. disse...

Caro João,

O que julgo que o artigo traduz é apenas o atraso com que António Barreto demorou a apreender a realidade que Medina Carreira, há perto de 10 anos, vem denunciando. A subsequente e natural conceptualização entre direitos "naturais" e "positivos" é mera consequência de um espírito liberal.

Garganta Funda... disse...

Hoje em dia o «Estado Social» está desenhado para alimentar as poderosas máquinas partidárias, as respectivas clientelas e os habituais fornecedores de bens e serviços ao Estado.

O «Estado Social» vigente e protegido constituicionalmente é a metáfora moderna para um Robin dos Bosques ao contrário.

Espoliam, exploram e esfolam os pobres e as classes médias para alimentar o apetite insaciável da nomenklatura.

Quando vejo e oiço alguns fdp's a falar alarvemente em «estado social» apetece-me carregar a caçadeira e despejar chumbo sobre eles!

Anónimo disse...

A nossa constituição marxista-fantasista é perfeitamente igual, em listagem de direitos e garantias absurdas, a um daqueles folhetos turísticos que referem "viagem em 1ª, hotel 5 estrelas com vista para o mar, pequeno-almoço com sumos exóticos, bolinhos e bacon+ovos, sauna, massagens aos pés, praia privativa, bebidas à descrição, salão de jogos, golf, prostitutas-lavadas-por-baixo, etc". O "turista" dificilmente precisará de tudo ao mesmo tempo; o mais natural é até precisar de uma ou duas "garantias" de vez em quando. Mas o número crescente de exploradores desalmados e chupistas-profissionais é avassalador: apresentam-se cada vez mais tipos que querem tudo ao mesmo tempo. Quando isso acontece, conclui-se que o sistema é uma aldrabice - elaborado na esperança bacoca da moderação e honestidade do cidadão. Então, a constituição "e as garantias" são exactamente como aqueles santuários, "Da Ladeira", onde acontecem milagres e as águas são santas: os milagres ou não se verificam, ou acontecem mas há batota. Os "cidadãos" transformaram-se em seres raivosos que usam passadeiras; em peões que, quando atravessam numa, fazem questão de se deitar na estrada ou retardar o passo de maneira absurda - para gozarem o mais possível aquela travessia, que lhes é dada por "direito divino", atrasando tudo e todos. Em vez de grandes princípios, o nosso longuíssimo cardápio constitucional faz questão de dizer que a "dona-xica" pode simplesmente existir e tudo lhe será concedido. Barreto demorou décadas para o perceber; e perante a desgraça quer agora solução drástica e técnica. Bem-feito para todos os teóricos.

Ass.: Besta Imunda

Carlos Medina Ribeiro disse...

Não tenho procuração de António Barreto, mas sugiro que, em vez de se comentar «o que o Público diz que ele disse», se leia o que, DE FACTO, ele disse.

O texto integral está no blogue dele, em:

http://o-jacaranda.blogspot.com/2010/09/questoes-de-cidadania.html