20.7.10

NÃO LHES PEÇA DESCULPA


Enquanto o CDS organiza uma tourada nas Caldas da Rainha - ninguém vendo nisto um átomo de "retrocesso civilizacional" -, o telejornal da RTP garantiu quinze minutos (mais um de patetice Alegre) de minuciosa propaganda contra as propostas de Passos Coelho para uma revisão constitucional que nunca chegará a acontecer. A histeria dos "constitucionalistas" (aqui como denotação de todos os que acham maravilhoso e imutável o actual bloco de gesso chamado constituição), revela por que é nunca iremos a lado algum. Sócrates, com ar de pré-defuntice, falou em "assunto sério". Da CGTP ao gordo Vasco Lourenço, passando por comissões de utentes, de pais, de escolas, por Nogueira e Alçada juntos, pelo profeta Arnaut, pelo isento Proença "ugtista", etc., etc., toda uma parafernália de ornamentos regimentais surgiu no jornal televisivo oficioso a emitir ruído contra o "retrocesso civilizacional" alegadamente protagonizado por Passos e pelo PSD. Isto como se o bloco de gesso que é o regime não estivesse a precisar de uma valente martelada. Todo este vómito me sugere apenas uma recomendação. A mesma. Não lhes peça desculpa.

13 comentários:

José Domingos disse...

Os comissários politicos, estão preocupados. Alguns, já estão a lavar os talheres, é que há outros, para se sentarem á mesa.
Espero que haja que comer.
Os guardas da revolução, queixam-se, que bem podiam esperar, mais uns tempos. Estão quase na reforma, e claro, não sabem fazer nada.

Anónimo disse...

Isto é no que dá a constituição ser grande, confusa ao ponto de juristas não se entenderem na sua interpretação, e abrangente ao ponto de conter normas sobre o despedimento, que deveriam estar no código do trabalho.

Anónimo disse...

Pois!

Vamos (não vamos) ter, finalmente, um regime e uma constituição à séria,

Veremos se temos povo para ela?

ruy disse...

No momento em que os portugueses sofrem com o agravamento das suas condições sociais, no momento em que precisam de mais apoio social, é precisamente o momento escolhido pelo PSD para apresentar as suas intenções relativas à revisão constitucional, com cortes sociais na Saúde e Educação.
No momento em que existem mais de 600.000 desempregados e os trabalhadores se encontram numa situação fragilizada, é precisamente o momento escolhido pelo PSD para apresentar propostas no sentido de facilitar os despedimentos.
No momento em que a governação Sócrates dava mostras de desvario, desnorte e cansaço é precisamente o momento em que o PSD, com esta desastrada actuação, lhe dá novo fôlego e uma nova bandeira.

Maior burrice parece impossível!

Anónimo disse...

Acho que não há povo para um País de jeito... O Passos está a revelar-se melhor que prometia.

PC

Garganta Funda... disse...

Essa da tourada do CDS é de partir o côco.

Então, um partido democrata-cristão, não tem compaixão pelos pobres animais que são sacrificados para gula e deleite duma turba de bestas quadradas, apelidadas de «aficcionados».

Essa «aficcion» merecia era um ferro no lombo ou um coice nos cornos!
PQP!

Anónimo disse...

O manequim-passos é tipo arrojado (ou ligeiramente louco) - apesar de parecer não partir um prato. Também é sem dúvida mal-aconselhado. E também não o beneficia ter como corneta-porta-voz um tipo como o relvas, que manifestamente não sabe falar, não consegue lêr um tele-ponto e manifestamente não pensa. Algumas das suas propostas, sobretudo pela maneira descontrolada de as dar a conhecer (máquina partidária ferrugenta e amadora), aparecem ameaçadoras e despropositadas. Aí ruy tem razão. A razão do "fora de tempo" e da aparente injustiça. Melhor seria se o manequim-passos tivesse dito com clareza: "como é possível obrigar por lei uma empresa a colocar nos quadros um trabalhador ao fim de três renovaçãos, se dele não precisar nos seus quadros, ou por considerar que já tem quadros que cheguem?" Esta falácia socialista é uma das principais razões do "despedimento do pânico" - ou seja: "o tipo até trabalha bem, mas para já não consigo antever possibilidade de o colocar; logo mando-o já para a rua". Isto é muito mais importante do que discutir "as razões atendíveis", que serão um pratinho de mingau para aquele animal que traja Armani. De resto, as lamentações e queixumes dos espantalhos do constitucionalismo - que não se dão ao respeito, como Jorge Miranda - não merecem um mínimo de credibilidade e atenção. Mas a corja de jornalistas-lava-pratos do regime lá estará para lhes dar eco. A isso e aos "jovens" que, coitadinhos, se vêem forçados a assaltar à mão armada e a matar sub-chefes da PSP, e que voltam para as suas casinhas ainda a tempo de tomar o pequeno-almoço e bolinhos. No Allgarve.

Ass.: Besta Imunda

Garganta Funda... disse...

Até o «constituicionalista» Albino, um tipo que está à frente dumas associações de pais, também veio a terreiro defender a Constituição e o «estado social».

Ainda não vi, foi o Canas e o Vara...

Anónimo disse...

Então, para si, era não falar no assunto? Democracia segundo o joão Gonçalves: sempre que a imprensa aborda um assunto, deve ter a supina cautela, de verificar a quem maltrata. Se for ao governo, tudo bem; já se for...

Lamas disse...

Se a proposta não fosse BOA não incomodava tanta gente.
Os suspeitos costume não querem que nada mude, para do alto das suas cátedras continuar a “cagar postas de pescada” como se eles fossem os senhores das verdades absolutas.
Já é tempo de dizer BASTA a uma constituiçao retrógrada e castrante do desenvolvimento.
Múmias como o Arnault e outros deveriam ter vergonha e calarem-se, pois são eles em grande parte os responsáveis pela situação INSUSTENTÁVEL em que nos encontramos.

Fado Alexandrino disse...

Até o «constituicionalista» Albino

Falta muito pouco para passar a presidente da associação de avôs.

Nuno Castelo-Branco disse...

De facto, a questão da Constituição nada parece ser, se comparada com outras, como o sistema eleitoral, os seus círculos e a divisão administrativa do país. Melhor teria feito o sr. PPC, se em vez de parecer ter acordado uma manobra de distracção com o PS - "a revisão constitucional" -, tivesse proposto um grande pacote de medidas tendentes a reduzir as despesas do Estado: empresas com gestores público-partidários, comissões, fundações, despesas sumptuárias de todos os estilos, radical redução de autarquias, governos civis, assessorias beneditinas, belenenses e adjacentes, gabinetes de "estudo", péssima situação de uma Justiça - especialmente os juízes - que é intocável e feudo "da república em avental", etc, etc. Seria mais credível. Quanto às propostas que se referem à segurança social, mais um desastre anunciado, fazendo vista grossa da nmiséria que grassa e pela qual a coligação PS-PSD/Cavaco Silva/Barroso e et. também é responsável. Aliás, responsáveis são aqueles que alegremente votaram a Constituição em 1976, psd's incluídos e entusiastas. A memória deve ser curta para muita gente.
Não está em causa rever-se a Constituição, coisa que deve ser feita, mas acompanhada de uma total reestruturação do sistema político-administrativo. Ora, isso interessa a muito poucos, porque implica a queda do regime.

Cáustico disse...

Os loucos que defendem a actual Constituição, fincaram os pés sobretudo, no campo social.
Então pagar-se a saúde, que ainda não é gratuita: pagar-se o ensino, que ainda o não é menos?
Seja-me permitido pôr a tais lunáticos a seguinte pergunta: Saúde e ensino gratuitos, com que dinheiro?
Entendo que a saúde e o ensino devem, em princípio,ser gratuitos, e digo em princípio porque estou sempre atento aos golpistas, mas para isso é preciso dinheiro. E como o não temos, porque não se quer ir buscar a quem o tem, resta a solução absurda dos empréstimos.
Mas quem é que nos empresta se já não temos para pagar o que devemos?
Há que resolver os problemas, mas da forma mais acertada, contentando-nos com o que temos, com aquilo que os nossos recursos possam dar, mas bem distribuídos.