28.7.10

A PRAÇA E O PREÇO


«Estar ao lado do inimigo é uma atitude que tem um nome», afirma um ex-responsável militar acerca de um candidato presidencial que, a ser eleito, acumularia a presidência com o Comando Supremo da FA's. Mas terá realmente um nome essa "atitude" hoje em dia? Haverá, na linguagem pública do regime, lugar para o sentido denotado pelo senhor vice-almirante? Julgo que não. E nem sequer é isso que "limita" esse candidato. Trata-se de alguém sem a menor estatura política - a literária fica para outra ocasião mas é tão ou mais pequena que a política - para tal cargo. Uma vida de bravatas, umas consequentes, outras nem tanto, não faz um currículo. Basta a menor questão "concreta" para todo aquele monobloco, sobre ela, trivializar tudo e o seu oposto. Ele é o maior inimigo de si próprio. Quanto mais fala, mais se revela. É, afinal, a praça da canção. E o preço dela.

8 comentários:

Jacinto disse...

Mas o "air du temps", o "air du temps"...
No Portugal de hoje," modernaço"," evoluído","solidário", "igualitário",e outras vigarices sortidas, esse tipo tem o chamado "dois-em-um": o nome -GAY (inglês técnico oblige...) e a pérola curricular de DESERTOR,
Os Anacletos iam lá deixar passar a oportunidade...

Anónimo disse...

O facto é que o Manuel Alegre não foi desertor - ao contrário de Medeiros Ferreira ... - e o que fez na «Voz da Liberdade» em Argel, foi lutar pela Liberdade em Portugal em prejuízo do esforço de guerra no Ultramar. Além disso "deu os cinco litros" e andou em combate onde viu falecer o seu amigo Manuel Ramalho Ortigão.
Sejamos justos.
Pelo resto estou absolutamente de acordo em como não tem perfil nem estatura para Presidente. Mas este é outro assunto.

jg disse...

No entanto, nas palavras do papagaio Assis, tem uma "espessura" cultural elevada!!!

Conseguem ser burros todos os dias...

Anónimo disse...

Os conceitos ou a noção de "traição, lealdade, ou fidelidade" pressupõem o conhecimento e reconhecimento de algo que nos é superior e é sagrado, sendo nosso dever honrar e defender essa coisa. Tudo isto está quase defunto. Ninguém "sabe" este valor; nem ninguém quer saber. Para os políticos o assunto é manifestamente incómodo (lealdade só conhecem ao tachismo partidário) e o que a malta quer é os movimentos livres; a não ser quando - à pressa - exumam padeirismos em defesa das pêtêzinhas. Onde já vai esse folhetim.
O que é patente na notícia do "i" é que o supra-alegre é o que menos conta, sendo tudo tratado na base do "o público entende ou não entende; sabe ou não sabe; liga à questão ou não", como se de uma campanha de promoção de ceroulas se tratasse.

Ass.: Besta Imunda

Anónimo disse...

já estou a ver os almirantes e outros coronéis a darem o corpo ao manifesto na guerra colonial e a prescindirem das benesses monetárias das 3,4 e 5 comissões de serviço...tudo patriotas esta gente; barda- merda para estes mercenários.

Anónimo disse...

Há vários, o Marechal Spínola, o General Ramalho Eanes, o Coronel Melo Antunes, o Tenente-Coronel Saraiva de Carvalho, o actual Presidente da República, etc, etc.
Todos combateram. Pois é bebé ...

Anónimo disse...

E o Cristovão Colombo? E o Fernão de Magalhaes? A espada e a cultura a soldo não são de agora. Só alguns acreditam e vestem a camisola: Outros deveriam ter vestido varias, como a divisão azul, que nas bandas da russia aquilo é fresco.
ass.Soldado Afortunato

Cáustico disse...

Explique-se ao povo, com toda a clareza, qual o comportamento de tal personagem quando fez parte do bando de Argel. E o povo julgará.