28.7.10

TAMBÉM?


«Os paradigmas vão-se conquistando aos poucos», disse Gabriela Canavilhas a um surpreendido Mário Crespo que queria saber de onde vinha o dinheiro para o afamado museu do Côa a abrir sexta-feira. Ele é teleférico, ele é turismo, ele é economia, ele é o abraço da ministra Pássaro, ele é energia dos gestores "do projecto", ele é "sinergias" (dá vontade de puxar da pistola cada vez que se ouve a palavra "sinergias") ele é isto, ele é aquilo. São os "paradigmas" de uma ministra que, ainda não há muito tempo, afagava paternalmente a mão a Manoel de Oliveira, sossegando-o, porque, disse, "eu também sou uma mulher de cultura". Também?

7 comentários:

floribundus disse...

as gravuras do Tejo submersas pela barragem do Fratel também não sabiam nadar.
os socialistas afogaram-nas e ninguém reclamou.

Anónimo disse...

Os dois seres que zézito mais ama são Bava e Canavilhas. Um e outro tiveram hoje desempenhos dignos do estado "muito moderno" e avançado que, de há cinco anos para cá, tem vindo a ser construído com industrioso carinho pelo PM. Bava matraqueou a zé-alberto-carvalho ladaínhas de razões, gestão, sucesso, estratégia, resultados, projectos; e repetiu tudo várias vezes com entusiasmo robótico. Canavilhas falou como uma vendedora-remax, rápida e com a lição estudada, ao assombrado-crespo - de parcerias, modelo de gestão, triângulo-autarquias-ministério-privados, de "bom sucesso da proposta", de articulação, de execução, de derrapagem, das sinergias e paradigmas "do Dr. JG", e de financiamento. Fulminando o pobre jornalista, engelhado. Sócrates, por seu lado, cavalga a onda dos triunfos na justiça, nos negócios, e nos stresses. E anticipa o corta-fitas republicano da Fundação Champalimaud com Beleza, dizendo "...tudo o que fiz foi não chatear!". Depois discursa, categórico, acenando com a mão - como quem dá alpista à pombalhada. Estes são os Três Magníficos: Bava a vender e a ir pagar dívidas da PT; Canavilhas a gerir vacuidades caríssimas; e zézito PM dum país encalacrado.

Ass.: Besta Imunda

www.angeloochoa.net disse...

Um tal comentador desportivo, agora, supostamente colapsado, de nome Gabriel Alves chamava a um do Sportem de nome Oceano (não sei se indico se pacifico) de «carregador de pianos» por pujante que o dito era a meio campo e/ou a campo inteiro... Pois essa Señora de Canavilhas, cujo «name» me soa a españolês, será, além de pianista incógnita, carregadora de pianos ou de pedra-côa? Se tais cá-maravilhas faz, pelos culturais a-gentes, que (disse-o Oliveira( Manoel) reforma não hão.
Ela alguma vez leu ou «cheirou» Khun?
(É caso para perguntar.)

Anónimo disse...

Finalmente o museu! A ideia veio do tempo de Manuel Maria carrilho então ministro da cultura do governo de Guterres e foi uma das primeiras decisões tomadas na altura. Sacrificou-se a barragem, em avançado estado de construção, para que as gravuras se mantivessem à tona da água. Que sim, que se iria criar grandes potendialidades turísticas, empregos e desenvolvimento com a construção do museu. Passados 15 anos o museu aí está. Quinze anos em que a região foi aguardando, pacientemente, a galinha dos ovos de ouro enquanto se deprimia economicamente.
Oxalá que o desígnio se cumpra.

Anónimo disse...

Já me custa comentar este gang de anormais (a quem o pessoal da "comunicação" chama "governo") que quer que acreditemos que os tarados somos nós!

Então quanto ao bandalho do dito cujo, não há ku (escrevo com "k" para ficar menos ordinário) que aguente - a tromba do dito no ecrã, a voz nasalada e amaricada na rádio e as referências ao pretensioso nome filosófico pelos pivots de serviço...

Esta onda de "sucesso" dos últimos dias vai ter refluxo! Oremos!

PC

Núncio disse...

Não sei o que revolta mais: se a estupidez se a apatia.

Cáustico disse...

A mim tudo me revolta: a estupidez, a apatia, o deixa correr, o não-te-rales, o comodismo de grande parte da população portuguesa.