17.7.10

NÃO PEÇA DESCULPA


Quando pessoas de bem são citadas aqui é porque normalmente estão erradas ou aquilo que dizem convém ao PS "socrático". Por que é que o PR não há-de ter o poder de demitir o 1º ministro? Não se trata de voltar atrás, aos "tempos do General Eanes" - tomara o país ter "mais" Generais Eanes e menos parasitas da "crise"! Trata-se de mudar de regime e de Constituição. Em França, no dia da sua tomada de posse, o presidente, se quiser, pode descer os Champs Élysées com um senhor ao lado que ninguém conhece que a seguir nomeia 1º ministro. E, no dia seguinte, se for caso, pode demiti-lo. Ou seja, o que Passos Coelho sugere ainda é timorato. Mas é um bom passo em frente. Desta vez não peça desculpa.

7 comentários:

Anónimo disse...

Ou presidencialismo total, ou "primeiro-ministrismo" total, como no Reino Unido; com ou sem Rei. É preciso é responsabilidade total - daquela que dá para ir para a cadeia, se necessário. Mas isto tudo só possível com uma justiça cega e implacável, e não com noronhas hirsutos, monteiros entupidos e cândidas com a maquilhagem do dia anterior - todos eles snipers mercenários de alguma nobre causa ou de algum partido.
Deve ser pedir demais.
O manequim-passos teve uma ideia, falou, expôs e acordou toda a espécie de remansos e descansos; e perturbou, até à revolta, as vidinhas simples e constantes de toda essa gente que não se cansa de apregoar "aos outros" que as coisas vão mudar cada vez com mais rapidez e que vivemos num mundo dinâmico. Pois sim.

Ass.: Besta Imunda

Jacinto disse...

" Trata-se de mudar de regime e de Constituição".
Esta curta frase diz o essencial .

Garganta Funda... disse...

Se o PR é eleito por sufrágio directo e universal; se o PR também é detentor duma maioria muito mais clara e expressiva do que qualquer maioria partidária ou até mesmo governamental, é expectável para o comum dos mortais, que o próprio PR -seja ele qual fôr - tenha algum poder, nomeadamente em demitir um Governo que está contra a maioria sociológica do país.

Se não fôr assim, então o PR deve ser eleito directamente pelo Parlamento, como acontece na Alemanha.

Ou escolhemos o modelo francês ou o alemão.

Café com leite é que não dá neste país, que necessita de ordem unida e voz de comando.

OBS: Infelizmente a história do PSD no que se refere aos poderes do PR é muito lamentável.
Lembramo-nos do que o PSD fez - em conluio com o Mário Alberto - ao Sr.General Ramalho Eanes, um homem sério, impoluto e digno.

Mas a intenção do Sr. dos Passos é muito óbvia: é dar, agora, mais uns poderzinhos ao actual PR, e que por certo será reeleito...

A ambição do actual PR é mais «governar» do que «presidir» à mesa.

Uma grande tentação...

Anónimo disse...

Bem me parecia que não valia a pena atacar o Passos (estou a falar do início deste ano)... Vamos ter que votar nele para correr com a cambada só-cretina.

PC

Miguel Marujo disse...

olha, João Gonçalves acha bem que Sampaio tenha despachado Santana...

Anónimo disse...

Invocar o MFA e o Conselho de Revolução, defuntos há muito, a propósito desta medida, só poderia provir de quem se sabe.

Um que inventou a Lei da Rolha, que lhe deveria ser aplicada rigorosamente.

Anónimo disse...

Adopte-se a Constituição da V República francesa (sem emendas) e não só reataríamos com as origens éticas da coisa, como nos livrávamos da suma estupidez do 288 b).
Força aí Emanuel Jesus...