16.1.11

SEMANA DOIS PARA UM


No próximo domingo os portugueses vão votar. Pelo menos espera-se que vão votar. Por isso, e uma vez que as famosas "ideias" estão definitivamente arredadas da campanha, a semana que falta destina-se exclusivamente a evitar a abstenção. Os "casos" e as palhaçadas deverão aparecer mas são totalmente secundários face a este "desígnio" maior que é levar os incrédulos a votar. E votar, aqui, tem apenas um único sentido e um nome por muito que isso doa aos prosélitos do costume ou nem sequer seja sempre pacífico: Cavaco. Ganhando no domingo, Cavaco ganha absolutamente e todos os outros perdem absolutamente por mais "contas" parvas que se façam ao serão. E mesmo que houvesse uma segunda volta, Cavaco ganhá-la-ia ainda mais inequivocamente. Mas não haverá. O país vive num fio de navalha que não consente o prolongamento do circo.

9 comentários:

Anónimo disse...

Prolongamento do circo?
Mas não é Cavaco, o principal protagonista do circo, há tantos anos?
Não é Cavaco a melhor garantia de que o circo vai continuar, cada vez pior, mesmo que as moscas mudem?

Infelizmente, tudo indica que Cavaco vai ser eleito, e portanto, tudo indica que o circo vais continuar.

António disse...

"O desígnio maior é levar os incrédulos a votar... Cavaco"

Mas o Dr. João Gonçalves tem a certeza que Cavaco vai ganhar.
E que nem haverá 2ª volta. Mesmo que houvesse, Cavaco ganhá-la-ia inequívocamente.

É, portanto, um des´gnio já alcançado!

Só falta sabermos porque havemos de perseguir o desígnio que já cumprimos:

O que fez de relevante o Dr. Cavaco no 1º mandato, que nos leve a pensar que merece a reeleição ?

Cáustico disse...

O meu voto

O socialismo não me seduz, pois entendo que é o dinheiro que faz trabalhar o homem.
Por ocasião das primeiras eleições depois da abrilada, os meus colegas de trabalho e outras pessoas conhecidas, perguntavam-me porque razão não ia assistir aos comícios dos diversos partidos. Respondia que não precisava porque já estava informado. Como não aceitassem a explicação que dava, vi-me forçado a expor melhor o meu pensamento.
Num papel, escrevi as siglas dos partidos que a elas concorriam:
Restante tralha da esquerda – PCP – PS // PSD – CDS restante tralha da direita
e expliquei: Como não tenho nenhuma simpatia pelo socialismo – só aceito o socialismo puro, o autêntico, se a maioria dos cidadãos eleitores do meu país, depois de bem informados das suas virtudes e dos seus defeitos, nele votar em eleições perfeitamente livres - só posso votar no PSD, no CDS ou em qualquer outro partido da direita. Em princípio, qualquer um podia servir, porque são constituídos por homens que são a corja que se conhece.
Na altura, o PSD tinha gente com capacidade, com valor, dentre a qual sobressaía Sá Carneiro. Reconhecendo-o como homem capaz de impedir o acesso do socialismo ao poder, votei no PSD.
Temos agora uma eleição para a Presidência da República. Perfilam-se vários candidatos.
Dada a minha quase fobia pelo socialismo, muito agravada pela existência do socialismo de merda e pela merda do socialismo, à partida tenho logo de eliminar os candidatos que os representam e aquele que chafurda até nos dois campos merdeiros. Restam-me Cavaco Silva e Fernando Nobre.
Tenho grande simpatia por Fernando Nobre porque me parece (parece!) uma pessoa decente e não pertence a nenhum bando. Lamento não ter conhecimento seguro das suas capacidades para o cargo.
Resta-me, assim, Cavaco Silva e só peço a Deus para não errar.

Anónimo disse...

Vamos ganhar isto. Contra a imbecilidade e o truque manhoso a dignidade e postura de um homem recto.

Anónimo disse...

A «excepcional categoria política» de Santos Silva e quejandos :

- «Portugal precisa de um Presidente da República que não se meta onde não é chamado».

É esta a noção que se tem de um Presidente da República :
- Que não se meta onde não é chamado !
Isto é tudo muito mau, muito mau.

joshua disse...

No fio da navalha mendiga o Primadonna por mais uns momentos em faz de conta.

Anónimo disse...

Cavaco ganhará, seguramente, e "por muitos". Nem há que recear outro cenário! O povo, apesar de tonto, ainda consegue perceber que Cavaco é dos poucos garantes que nos restam. A comprová-lo, os 37% de eleitorado socialista que vota em Cavaco, contra os 34% de Alegre. Alegre é triste mas é verdade, tal como será a sua votação no Domingo.

PB

M. Abrantes disse...

A única razão que me faria engolir um cento de sapos e votar Cavaco, seria ele demitir o governo logo na noite das eleições, para além de todo o calculismo e politiquice, libertando o país de um cancro maligno que ameaça sufocar-nos - no pior, mudavam as caras dos fulanos, já não há estômago que os aguente.

Mas nem isso.

Anónimo disse...

Se o totó jurasse que demitia o governo e convocava eleições na primeira oportunidade, até votava nele, apesar de ter o apoio de gente como este misantropo ou da ciganada do bpn. Contra o bardo e o ai-jesus dos lgbt não se vota, usa-se uma pá.