8.5.10

ESTES TAMBÉM GOSTAM DE "TOMAR POSSE" DA MISÉRIA ALHEIA

«A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária. A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem. As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a informação de que, para continuar a usufruirda isenção da comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta. Ora sucede que muitas contas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal. É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR243,45 - que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma. Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria.» (recebido por mail)

8 comentários:

Anónimo disse...

O governo é socialista, recorde-se.

Manuel Brás disse...

A plutocracia no seu melhor

É tamanha a molhada
de nabiças estragadas
numa gestão farfalhada
por alusões engasgadas.

Difícil mas inevitável
o país está por consertar,
a loucura é lamentável
ceifando o nosso bem-estar.

Anónimo disse...

Fizeram o mesmo o ano passado e no ano anterior. Nessa altura estive 5 meses com o ordenado em atraso e o meu saldo médio baixou dos 1000 euros. A minha conta tinha muito pó, e precisava de manutenção acrescida - presumo eu.

M. Abrantes disse...

Algo me diz que a CGD não deveria poder fazer isso. A não ser que andemos todos distraídos e já tenha sido privatizada. Ou será que, com estes fulanos do PS a abocanhar o poder, é tudo a mesma coisa?

Garganta Funda... disse...

Façam como eu.
Nem um euro na CGD.
E mais vos aconselho: domiciliem as vossas contas em bancos estrangeiros por via legal.
É uma vergonha a forma como a CGD e a restante banca «nacional» trata o cliente tuga.
Paga uma miséria a quem lá deposita.
Esfola quem lá pede emprestado um euro.
No «fim da picada», financiam a «fineza» e a «baixeza» da nomemklatura e cleptocracia nacionais.
Puta que os pariu!!!!

jasl disse...

Nem mais um euro...O problema, tal como o mail menciona e muitissimo bem, são os pensionistas e reformados que não tiveram alternativa e agora, se quiserem mudar de conta, o processo junto da CGA é burocraticamente estupidos e moroso.
Quanto ao tratamento da CGD a clientes tugas, basta relembrar o caso do ALisuper e dos spreads ridículos para se ver a cor desta gentalha que a administra.

Anónimo disse...

O mail tem toda a razão. Pior do que escândalo é uma medida indecente e cínica feita com toda a legalidade do mundo, que lesa grandemente os mais fracos e necessitados. Ladrões de colarinho branco, é o que os administradores deste e doutros bancos são. Estas medidas bancárias da CGD, que mais não são do que roubalheiras à descarada, deveriam ser terminantemente proibidas por lei.
Maria

velyn disse...

Sinceramente, se formos para além da Grécia, ao menos talvez haja ocasião para se enforcarem estes ladrões de casaca e botão de punho.