22.5.10

DESFORÇO PATRIÓTICO


Daqui para diante, devemos dar o melhor do nosso desforço patriótico para corresponder aos lancinantes apelos do governo, do senhor Presidente e do jovem Passos. Ou seja, dar ao país, em incremento negativo, precisamente o mesmo valor das taxas com que os rendimentos do trabalho vão ser agravados. Reduzir o "esforço" de cada um de acordo com o valor das taxas publicadas no jornal oficial é um imperativo tão eminentemente nacional como ir à África do Sul, ter de gramar Sócrates todos dos dias ou ser obrigado a pagar o salário de deputado, há mais de 40 anos, a Mota Amaral.

10 comentários:

Anónimo disse...

Ora aqui está finalmente uma boa causa!

Anónimo disse...

Como dizia Agostinho da Silva, se o cidadão sabe que os seus impostos são mal aplicados pelo Estado, tem não só o direito como a obrigação de fugir ao fisco.

Anónimo disse...

Não se preocupe João Gonçalves, porque a própria balança da economia disso tratará. E novas taxas virão, para disfarçar o novo desastre.

Anónimo disse...

"Desforço" é um termo quase arcáico, cujo significado aqui é outro - entendível. Acho, na minha bruteza de provinciano, que precisamos é de um método. E ele é um cordão sanitário em volta da pobre fronteira lusa, enquanto se procede a uma limpeza ética. Não escapariam muitos.

Ass.: Besta Imunda

Anónimo disse...

Eu vou contribuir: Comprar umas coisitas antes do IVA subir, adiar a troca do velhíssimo carro, comer menos vezes no restaurante e cortar numas mordomias na família. Terei que chegar com o mesmo dinheiro ao fim do mês mas o maior prazer da austeridade será lixar o Sócrates e o seu encaixe no IVA e IRS.

floribundus disse...

só no final verifiquei que não falava de incremento mas de excremento

Anónimo disse...

Há 20 anos que nada acontece! Vejamos: A musica que ouvimos é dos anos 80, os costureiros que vestimos (conhecemos) são desse tempo,o pos moderno morreu nos anos 90,isto é nos anos 90 não aconteceu nada relevante nem em termos de correntes esteticas nem culturais. Na primeira decada do sec XXI tb não encontro qq corrente ideologica, estetica ou cultural, que mudasse o mundo. Os HIppis ja eram, os yuppis tb. Os punks ja foram...o que nos resta? a crise! essa sim esta instalada já há muito.
Necessitamos então de dividir a crise em fases: O principio da crise, A crise propriamente dita, A verdadeira crise, A crise total, e finalmente...os dias de hoje.

Gregorio Uber Alles

Ljubljana disse...

Vai morrer uma boa parte da economia que alimenta as fartas mordomias da "chulice estatatal" e passar para a economia paralela.

Açoriano ocidental disse...

De tudo isso, o menos confrangedor não será, certamente, andarmos todos a pagar o ordenado do Mota Amaral há coisa de 40 anos, isto é, no fascismo e no post-fascismo (distinção que, de resto, já nem se vislumbra...).
Por mim, mandá-lo-ia fazer pela vida no Rabo de Peixe, essa encantadora vilória que "abastece" Ponta Delgada (!?)... Isto, claro, sem ofensa para os rabo-de-peixenses, que são gente de grandes talentos, como é sabido.

Anónimo disse...

Brincadeiras à parte, é preciso que a rapaziada, quadros médios e superiores do estado, perceba bem isto: de 1998 para cá, em muitos sectores da chamada "iniciativa privada", os salários reais baixaram cerca de 50%; o custo-de-vida, em média (e realmente) aumentou quase 100%. Se alguém desconhece esta realidade é porque é completamente débil mental; outros andam a fingir há anos. Todas estas coisas são desanimadoras e deprimentes; os pobres coitadinhos dos funcionários não têm querido saber, adiando ou julgando que evitam as más notícias. Ou seja: há 10 anos que alguns apertam o cinto. Até já o venderam. Mas como são minoritários e não têm sindicato, é como se não existissem. Já agora, e não querendo apoquentar ninguém: certos professores do chamado ensino superior - sejam doutores velhos, novos, verdadeiros ou falsos, dão cerca de 10 a 12 horas (quando muito) de aulas por semana e ganham mais de 3000 Euros líquidos. Por vezes, pobres almas, têm de ir a umas reuniões - dizer umas inutilidades e fazer uns desenhos. Um Director-de-Obra, engenheiro por exemplo, que sabe mais do que alguns profs. de resistência de materiais alguma vez saberão, trabalha 12 a 13 horas por dia, decide diariamente sobre centenas de milhares de Euros e ganha líquidos talvez 50 ou 60%. Tenham vergonha.

Ass.: Besta Imunda