16.5.10

UM ELOGIO, UM ATAQUE, A MESMA LUTA

Mário Soares elogiou o "sentido de Estado" do jovem Passos, o mais recente tenor do "esforço nacional". E o sr. Lello - cuja tinta deve ter passado directamente do couro cabeludo para os raros neurónios que possui - atacou Seguro por este se ter atrevido a pôr em causa, sic, "o interesse nacional" supostamente representado pelo seu admirável e único líder. Ambos, elogio e ataque, são suficientemente eloquentes do estado cadaveroso que atingimos.

8 comentários:

Anónimo disse...

Do pouco que li até agora, vim cá parar porque o GOOGLE para cá me orientou ao pedir informações sobre um tal de Nogueira Leite que aparece no sapo economia de camisa côr-de-rosa, e estou francamente bem impressionado pela lucidez deste blog.
Obrigado
João Luís Silva
jls25@sapo.pt

Alves Pimenta disse...

Realmente, o Coelho estava mesmo a pedir a machadada no toutiço de um "elogio" do Soares.
Requiescat in pace!

Anónimo disse...

Hoje, o maior "interesse nacional" instalado é omitir que a dívida externa total é pior que a da grécia e que, provavelmente, o problema grego com a desorçamentação também por cá existe. Como sempre, pensam todos que vão tapar o sol com a peneira. E ai de quem fale nisso, que se transforma logo num sapo.

Mani Pulite disse...

ACONSELHADO PELO AIASEMTOLA ÂNGELUS O PPC-PEÇO PERDÃO CANASTRÃO TRANSFORMOU O PSD NO PSD-PARTIDO DOS SALTEADORES DESAVERGONHADOS DE QUE O ETERNO MÁRIO GÁGÁ GOSTA.A LOLLA SEM TOLA ARREGANHA OS DENTES EM DEFESA DO CHEFE DO GANG DOS RATOS.TODOS A TRABALHAR EM NOME DO "INTERESSE DA ROUBALHEIRA NACIONAL" QUE OS UNE COMO LAPAS À ROCHA.ENTRETANTO EM ESPANHA O SAPATEIRO ESTÁ EM QUEDA LIVRE E RAJOY E O PP JÁ TÊM UMA VANTAGEM SOBRE O SAPATEIRO E O PSOE DE 9 PONTOS.ESTÁ NA ALTURA DE PEDIRMOS A RAJOY QUE NOS EMPRESTE UM DIRIGENTE DO PP PARA IR DIRIGIR O PSD.

Nuno Resende disse...

Birds of a feather flock together.

Força Emergente disse...

Caros amigos.
Esta gente merecia outros políticos

Mineiros de Aljustrel
Há muito tempo que não ia ao Alentejo. Tive agora a oportunidade de lá voltar após ter sido convidado para o jantar de encerramento de um congresso nos Jardins do Paço em Évora.
Foi ontem à noite. Eram 23.30h, quando o grupo de cantares dos mineiros de ALJUSTREL entrou na sala.
O jeito a toada e o canto, são aqueles que bem conhecemos e que ao vivo ganham dimensão e sentimento. Na simplicidade das formas e na criatividade das interpretações, as letras são feitas para rimar com a terra e as gentes. Percebe-se em muitas delas as pequenas histórias de uma parte do País ainda desconhecida por muitos, ou mal identificada por alguns, como talvez fosse o nosso caso.
Mais que a sonoridade do canto, dei por mim a identificar a alma de um Povo que eu gostaria que fosse o meu. Aquela era a minha gente. Aqueles são os Portugueses por quem nos batemos nesta Associação. Ontem senti de forma explicita que ainda temos Povo.
Esta gente não faz parte do amorfismo e embrutecimento caracteristico de grande parte da população que se deixou subjugar pelo Sistema instalado e que vive maioritariamente nas grandes cidades ou Zonas limítrofes.
Estes homens de Aljustrel que certamente representam outros de outras partes do País e que continuam a viver á margem dos benefícios e do progresso material, não embruteceram nem perderam o discernimento ou a capacidade de expressarem as suas dificuldades e os seus pontos de vista sobre a condução do País.
Ao olhar para os seus rostos e para os gestos ritmados que iam fazendo, chegou até nós o desabafo de quem sente sobre as costas o ferrete e o estigma, que por vezes amaldiçoava, mas que para eles sempre fora a escolha única e adequada. Serem comunistas.
Por isso foram sendo remetidos para plano secundário, ostracizados, quando apenas queriam e esperavam um pouco mais da vida.
Vendo bem, era natural que fossem comunistas.
Continuando a olhar para eles e projectando a vida diária no fundo de uma mina ou no fundo de desemprego, até era natural que fossem comunistas.
Analisando 35 anos de democracia e promessas de justiça social, até seria compreensivel que os mineiros de Aljustrel fossem comunistas.
Nós ouviríamos na mesma os seus cânticos sem quaisquer condicionamentos.
O surpreendente ou inesperado, foi ouvirmos da boca daqueles homens o mesmo comentário crítico em relação ás medidas restritivas que este Bloco central de interesses vem impondo e que para eles é o prolongar de uma vida de sacrifícios a que já sentem que não irão conseguir escapar.
Mas disseram mais. Disseram, nós não somos comunistas, nem somos nada.
Queriam dizer que os partidos não lhes interessam.
Queriam dizer que não é a ideologia que os move.
Queriam dizer que não estão contra ninguém e que apenas pretendem um pouco do futuro melhor que lhes foi prometido e que nunca chegou. Nem vai chegar.
Quando abracei alguns deles, com algumas lágrimas a escorrer pela face, confesso, senti que aquela era de facto a parte boa de um Povo traído pela nossa cobardia e indiferença.
Eles acabam por ser mais um dos enganos gerados por esta vergonhosa classe política, sobre quem impende a responsabilidade maior de também terem traído as esperanças desta boa gente de Aljustrel.
Ao mesmo tempo são o espelho da traição cometida por um partido que esqueceu a luta de massas, para se voltar para a luta pela massa.
Tudo isto é agora sentido por estes homens simples, afáveis, comunicativos e despretensiosos.
Sabem que estão longe e esquecidos e que a bandeira vermelha já foi guardada no gabinete de algum vereador ou no sossego do parlamento.
Agora precisam e merecem que alguma coisa se faça e sentem que já não será por aqueles que lhes venderam ideologia barata e depois se renderam ao sistema.
Eles ainda esperam que alguma coisa aconteça.
É que ali continua a estar bem representada a "alma" do Povo Português.
E por estes, nós iremos continuar a bater-nos da forma mais vigorosa que nos for possível.

No Blogue da Força Emergente

Garganta Funda.... disse...

Há elogios que são puro veneno.

O elogio do Mário Alberto ao imberbe Coelho é veneno servido em louça da mais fina faiança.

Não foi o Mário Alberto que institui a jurisprudência do «direito à indignação»?

Será que ele estaria de acordo que o povo sofrido, explorado, humilhado, roubado, espoliado fiscalmente, venha para a rua manifestar a sua indignação e o seu repúdio por estas politicas «sucialistas» que estão a
devastar o país?

Ou também vai alinhar no «esforço patriótico» para novamente encher os bolsos dos banqueiros e da vasta nomenklatura que vegeta à volta do Estado?

E o bardo Alegre, que passa a vida a invectivar o Sr.Silva, o que é que tem a dizer com mais esta rapina e práticas de terrorismo fiscal?

Aguardemos serenamente o contributo destes dois «pais da pátria»....

Anónimo disse...

Mais um episódio apocalíptico - de interpretação livre: A caixa de lacraus.

Ass.: Besta Imunda