19.5.10

O VIRGEM BRANCA


O senhor dr. Mota Amaral - vetusta figura parlamentar deste regime e do outro, típico produto insular que apenas se guia pelo fio do horizonte e pelas festividades do Senhor Santo Cristo -, a bem da nação, vai impedir os colegas deputados daquela comissão onde pontifica o dr. Pacheco Pereira (no papel de infatigável investigador supra-monge de O Nome da Rosa) de utilizarem o conteúdo de umas escutas que eles próprios solicitaram e que, todavia, poderão consultar desde que não utilizem. Isto é: podem inalar mas não podem engolir. Sempre disse que aquilo ia morrer na praia. Nunca pensei que fosse na minha tão amada do Pópulo.

13 comentários:

Anónimo disse...

A praia é boa, mas a areia é cinza. Quanto ao Dr. Mota, enquanto numerário, está bem acostumado a estas coisas do "ser sagaz para descobrir e sábio para encobrir". Pacheco faz assim um bom Basckerville. Todos sabemos como a história acaba: a Abadia em chamas.

Ass.: Besta Imunda

Anónimo disse...

Pacheco é que deveria ser canonizado, coitado; sempre cheio de paciência e a ter de contemporizar. Rodeado de imbecis e ignorantes maus. Ganhará o Céu.

Ass.: Besta Imunda

Joana disse...

Mas vê mais no fio do horizonte com os olhos fechados do que és capaz nesse ninho de vespas aí da metrópole.

Merkwürdigliebe disse...

Mas assina aqui: http://abrupto.blogspot.com/2010/05/nao-tem-pao-comam-brioche-frase-do.html

Um notável resumo de muito do que foi aqui escrito neste blogue durante meses. Só reiitero mais uma vez, estou mais pela estação de Outono do que a a de Inverno.

PS: Inalar e não engolir, são capazes de se engasgar.

mag disse...

O cozido das Furnas sabe e cheira a enxofre. Uma desilusão para um dos meus pratos preferidos. Na praia do Pópulo não se consegue estender uma toalha naquela areia. Mas depois há a Gorreana, o Antero, a Natália e o génio Nemésio numa paisagem única e esquecemos tudo o que não interessa.

Anónimo disse...

Respeitinho, Dr. João Gonçalves.

Anónimo disse...

O Dr. Mota Amaral é ainda dos poucos guardiães da Constituição. Dos poucos homens honrados que por ali andam. O resto, o Santo Cristo e o fio do horizonte, é treta.

Bruna Real

rmvsantos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos Silva Lima disse...

Em 25 de Abril de 1974, Mota Amaral era deputado da União Nacional (então chamada ANP). Todos os elementos da "ala liberal" (Sá Carneiro, Pinto Balsemão, etc.) tinham deixado a Assembleia nas eleições anteriores. Ele não. Há hábitos que nunca abandonam os eternos servidores do poder do momento.

Anónimo disse...

que triste surpressa o Dr João Gonçalves gostar da praia do Pópulo,além da areia cinzenta tem umas ondas enormes- qualquer praia do Continente é bem melhor do que ela.
mas fé ainda tenho no Senhor SANTO Cristo dos Milagres

Anónimo disse...

...não se consegue estender uma toalha naquela areia ...
Mas ó filha a areia é basáltica, não é calcária. Visse ?
Quanto ao «Nenúfar» :
Mas o que é que querem que o homem faça ? Não é verdade que, por força da Constituição desta republiqueta, aquelas escutas - especificamente aquelas escutas - não podem servir de prova ? E quem é que escreveu a Constituição dr João Gonçalves ?

Garganta Funda disse...

Mota Amaral é uma personagem «sui generis».

Quem o conhece bem e denunciou a sua sinuosidade e plasticidade politica e ideológica foi o então líder independentista da FLA Dr. José de Almeida.

É do conhecimento público que o Dr.Mota Amaral foi o redactor dos Estatutos e Programa Politico da FLA-Frente de Libertação dos Açores, movimento muito activo nos anos 74 a 78, mas na hora da verdade e quando os apoios logisticos e internacionais à independência dos Açores eram cada vez mais sólidos, o ilustre deputado da Nação «roeu a corda» e converteu-se ao seu insípido programa de «autonomia progressiva» que faliu completamente em 1996.

Tal como o Dr.Jaime Gama, o Dr. Mota Amaral, também é um senador ilustre desta república à beira-mar.

Deus que tenha piedade deles e de nós...

Anónimo disse...

A FLA teve única e exclusivamente a ver com a tomada do poder em Lisboa pelo PCP e obviamente que não podia ser «a brincar». O resto é conversa fiada.