11.5.10

VARRER O MEDO, A INDECISÃO E O CÁLCULO HUMANO


As ruas de Lisboa, particularmente as dessa Baixa cuja paisagem foi imortalizada pelo mais famoso "morador" da Rua dos Douradores, o pagão Bernardo Soares, encheram-se para saudar Bento XVI. Esses milhares e milhares de pessoas correspondem aos milhares e milhares de caminhos que, tantos como os homens, conduzem a Deus. São caminhos de liberdade e não de servidão como tanto pateta enclausurado na sua frágil "razão" imagina. Ninguém ali estava obrigado ou contrariado. Há, claro, os que têm vergonha e precisam de proclamar publicamente que "gostam muito" ou "é muito bonito" sem sequer saber o que é que estão a dizer. Sócrates parecia desses, com receio de ofender o seu público mais estupidamente fanático. Mas, no meio da multidão, daquela multidão, percebe-se melhor como são pequeninos, irrelevantes e transitórios. Como esta lama. O essencial, porém, disse-o limpidamente Ratzinger. «É preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas, vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano. A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja. Portanto a nossa fé tem fundamento, mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós. Assim há um vasto esforço capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além.»

23 comentários:

Jacinto disse...

Marcelino Sousa Tavares e Pita com dois "t" - parelha a evitar enèrgicamente, por questões de higiene mínima...

Anónimo disse...

Esse Pitta, com todo o respeito, é uma besta.

maria disse...

Amanhã será em Fátima. O acolhimento pelo Coro Infantil do Santuário. Para quem já as ouviu, vale a pena.

floribundus disse...

o Prof Adriano Moreira explicou com clareza ao Crespo a mensagem do Papa.

os peregrinos têm que se comportar dignamente no caminho para a Ressurreição.

há quem espera por mim

Anónimo disse...

Pitta é parvo. Como Sousa Tavares. Como todos os bocas-abertas militantes indefectíveis da pequenez e da inveja. E tudo confundem: "...precisa de banhos de multidão como de pão para a boca"; idiotas. Bento XVI não é um político comum; não tem de fazer campanhas eleitorais nem de fazer promessas. Não faz parte das suas funções e não é a razão de existir da Igreja. Promessas, quando muito, fazem ou fizeram os imperfeitos fiéis.
Bento XVI tem banhos de multidão todos os dias, quando quizer, onde quizer e se quizer. Sem esforço, seria possível uma gestão das viagens papais, de modo político; e os banhos seriam - como são sempre - assegurados. Acontece que os Papas têm até viajado com frequência para "países" e territórios manifestamente hostis e onde os católicos são uma diminuta minoria - estratégia que jamais sócrates e seus súcubos escolheriam em campanha no Portugal Profundo!
Não é o Papa que precisa de banhos de multidão. A multidão é que precisa urgentemente de um propósito mais na vida, sem ser abotoar ou desabotoar as calças.
De um banho, estavam as alminhas de Pitta & Tavares a precisar - se as tivessem.

Ass.: Besta Imunda

M. Abrantes disse...

Ao ver todo o aparato, honrarias, comparência dos poderes, esta espécie de supra vénia a Ratzinger, não posso deixar de sentir o contraste com o que julgo entender da vida de Cristo, como descrita nos livros dos apóstolos, pela desproporção.

Se Cristo veio ao mundo e nele esteve como aí é contado, fica muito difícil imaginá-Lo por aqui agora. Não me espantava que os desígnios do Pai lhe parecessem ainda mais obscuros do que há 2000 anos atrás [se eu fosse crente, a vinda de Cristo ao mundo, dada a era em que aconteceu, parecer-me-ia tudo menos fruto do acaso].

De qualquer modo, ainda bem que estas coisas não podem ser proibidas.

Garganta Funda... disse...

O que mais me impressiona nesta turma folcloricamente laica é a sua pesporrência perante uma personalidade ímpar no Mundo que é o Papa Bento XVI.

Como não têm a grandeza intelectual, moral e vivencial do Cardeal Ratzinguer, põem-se a ladrar nos seus canis como isso impressionasse um homem daquela estatura.

Percorrendo alguns blogues alinhados com esse besunto de «raciocínio» avistamos pequenas criaturas a barafustar contra isto ou aquilo que a Igreja, organização humana, não fez da forma mais correcta.

Até alinham com alguns advogados britânicos ou americanos, financiados por lobbies judaicos, maçónicos e liberais, que querem «prender» o Papa.

Mas por que é não perguntam a esses advogados por que é que não intentam uma acção contra o ex-Presidente Bush ou o seu caniche Tony Blair, estes sim, responsáveis por inúmeros crimes de sangue nestes últimos anos?

O que esta turma pseudo intelectual e pretensiomente laica
queria é que o Papa autorizasse a fornicação a la gardere; a utilização dos preservativos desde o pequeno almoço ao jantar; que autorizasse o casamento entre humanos e animais; que se continuasse a permitir esse horrendo crime que é o aborto, etc.

Mas como se vê, os laicos têm azar, pois o Papa não está naquele lugar para ir em modinhas ou coisas efémeras.

Habituem-se, como diria um pequenote bem conhecido.

Anónimo disse...

sócrates, apanhado por um jornalista no fim da homilia, não resistiu a proferir mais algumas das suas baixesas e vulgaridades: já com medo das câncios e dos polhos-queridos da esquerda - "eu gosto muito de religião, não desta especialmente, mas de todas. Todas as outras! E respeito muito. E amanhã vou estar com Sua Eminência (!!!)" ..."Sua Eminência" palhaço inculto!
Por seu lado, Tó-costa foi ostensivamente condescendente e porcino; assim como Zé foi labregamente sorridente e desconhecedor do protocolo. Que gentinha esta, senhores! Que fauna mais inapresentável! E não aparece aí uma estranha epizootia que os leve a todos!

Ass.: Besta Imunda

Alex disse...

As honrarias e as vénias não são feitas a Ratzinger. São feitas ao Papa Bento XVI. Há uma diferença.

Anónimo disse...

A questão que Abrantes pretendeu levantar é velha de mais de mil anos. E nela esteve a origem dos grandes movimentos de penitência e o aparecimento de Francisco. E de todos os outros piedosos apóstolos tardios que pretendiam seguir nus o Cristo nu. A Igreja de Roma já foi mais poderosa e ostentatória - ao ponto do escândalo. A questão não me interessa grandemente, porque é estéril. Não nos concentremos excessivamente no cerimonial, que é necessário e devido a um Chefe-de-Estado herdeiro do Império Romano. É muito mais importante o que cada um de nós faz diariamente e como nos conduzimos. Além disso a grandeza, o cerimonial, as imagens são a estrutura da nossa cultura que devemos preservar com empenho; e não a paupérrima palhada que hoje passa bem nas "câmaras claras" e outros desenhos-animados para mentes simples.

Ass.: Besta Imunda

João Sousa disse...

Não sendo eu crente, faz-me particular impressão que Pitta tenha feito uma equivalência valorativa entre as manifestações de fé de Domingo e de hoje. Há uma enorme diferença entre a fé numa religião, que procura responder a questões relativas à existência humana e do próprio mundo, e a fé num clube de futebol. A primeira merece-me respeito, a segunda pelo contrário.

joshua disse...

Achei supremo tudo o que vi e ouvi, pelas TVs, no Terreiro do Paço. Senti-me embebido em Alegria, "empapado" de Esperança: reforçar e confirmar a minha fé só pode advir disto, da riqueza que radica daquelas palavras repletas de sentido.

A lama compraz-se em mimercofagia: está descredibilizada por não passar de Razão ao serviço do próprio Estômago na ferocidade do próprio ganho.

Anónimo disse...

Tanto ódio que se vai destilando por aqui, façam uma pausa nestes dias tão especiais. Oiçam Bento XVI:

"a maior ameaça para a Igreja não vem de fora, de inimigos externos, mas do seu interior"

"Cristo é mais forte que o mal e a bondade de Deus tem a última palavra na história"

Quando os que se dizem de Cristo o não seguem e perseguem a revelação aos discípulos de Emaús, corre o risco de se perder na história.

Harry Lime disse...

A multidao esta' hoje a aplaudir o Papa como estava a aplaudir o Benfica no domingo como em Setembro aplaudiu o Socrates e como em Junho vai apaludir qualquer vitoria da seleccao ancional.

Se eu quisesse, ser realamente mau diria que a multidao tambem aplaudiu a Amalia e o Alvaro Cunhal. Na sua morte, lembram-se?

A multidao gosta de aplaudir. Dar especial significado a isto e' perder tempo.

Rui Silva

Harry Lime disse...

Alex tens razao... A multidao nao leu os seus livros nem sabe o que ele pensa. a multida, catolica, respeita o chefe da sua Igreja: Bento XVI, o Papa e nao Ratzinger o teologo.

tharros disse...

sua ignorência, sua ignorência...

Anónimo disse...

Harry Lime levanta questão interessante: com tantas recentes manifestações - sindicais, partidárias, protesto de professores, nacional-benfiquismo, religiosas - seria curioso saber em quantas delas estiveram as mesmas pessoas. Até talvez haja alguém que esteve em todas. Mesmo tendo em conta que sócrates perdeu a maioria absoluta, é praticamente impossível que a totalidade dos professores que lhe mostraram bandeiras negras lhe tenham negado o voto também. Interesses egoístas e baixos. Deviam aprender a votar deliberadamente contra o seu estomagozinho. Quanto à assistência da homilia de Sua Santidade o caso é menos grave pois nem o Papa nem os fiéis se obrigaram mutuamente, e por contrato, a qualquer torpe montante em dinheiro - o que já não se passa nas greves (dos que as podem fazer) e nas exigências de alargamento das licenças de parto etc.

Ass.: Besta Imunda

Alves Pimenta disse...

Você chama-lhe lama. Por caridade cristã, certamente.
Eu chamo-lhe merda, que é o que esse gajo é.

Anónimo disse...

Pobre literatura que tais críticos tem! Um crítico que não é capaz de distinguir uma horda de benfiquistas de uma multidão de participa numa celebração eucarística! Que miséria! É por estas e por outras que a literatura e a cultura portuguesas estão como estão, isto é, de rastos, para não dizer outra coisa.

Anónimo disse...

Caros Amigos:
Li o post até ao fim.Li os comentários todos.
Com o devido respeito que tenho por todos, acho que devo partilhar convosco, um livro pequenino que releio algumas vezes:
O MEU CRISTO PARTIDO -RAMON CUÉ
Editorial Perpétuo Socorro
Rua Dr. Alves da Veiga, 207-Porto
ou na internet.
É um bálsamo para crentes e não crentes.
Perdoem-me a ousadia.
Até amanhã!Até sempre!
Júlia Príncipe

Alex disse...

Do discurso do Santo Papa no CCB, extraí esta simples frase, acessível a todos: intelectuais e iliterados, ricos e pobres,:

“”Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza.”

Nada mais simples, contanto que as pessoas se dispam dos seus preconceitos, das suas tendências maledicentes, dos azedumes, dos venenos, do “estão todos errados, eu é que sei.”

Permite-me uma pergunta a qualquer um dos seus leitores, João?

Alguns dos seus leitores/comentadores esteve no CCB? Qual teria sido as suas opiniões?

Alex disse...

Correcção: Quais teriam sido as suas opiniões?

Harry Lime disse...

No entanto segundo fontes seguras (o maradona da Causa Foi Justificada) a multidao em algumas partes da cidade nao foi la' muito grande... Foi concerteza menor do que a que saiu 'a rua para festejar o titulo do Benfica.