10.6.10

NÃO VAI LÁ


Esta gigantesca (em tamanho e do tamanho do ego dela) entrevista à ministra da cultura divulga uma personalidade voluntariosa e estratosférica que quer fazer tudo, em todo o lado, ao mesmo tempo e que, da "gente" da cultura, possui esta "visão" singular: «É sobretudo um sector constituído por personalidades, por um lado muito frágeis, do ponto de vista dos egos, das sensibilidades e, por outro, muito inteligente, muito lúcido, muito reflectido e, ainda, nalguns picos, com graus de intelectualidade e formação académica muito desenvolvidos. E com grau de internacionalização e ligação ao mundo muito fundamentados. Temos os pólos opostos numa vasta gama de interlocutores e, por isso, é um sector que exige ser tratado com pinças.» No fundo, Canavilhas imagina o sector como um laboratório onde ela pratica experiências de carácter científico junto de cobaias, algumas das quais exibem alegadas formas de vida inteligente, "muito inteligente, muito lúcido, muito reflectido e, ainda, nalguns picos, com graus de intelectualidade e formação académica muito desenvolvidos." Este paternalismo insuportável deveria fazer corar de vergonha as referidas cobaias e a jdanovista ministra. Em momento algum, porém, Canavilhas revela perceber que exerce um cargo político. Fala como se estivesse a tocar, deslumbrada e pela primeira vez, uma mazurka num piano desafinado para um auditório de surdos-mudos. Não vai lá.

14 comentários:

João Sousa disse...

Ia imprimir a entrevista para ler depois. A previsão era de 17 páginas. Carreguei no botão que diz "Cancel".

Anónimo disse...

Ó Dr. JG, claro que não vai lá.
Quem é quem, sendo capaz de ir lá, aceitava ser ministro de Sócrates?

Anónimo disse...

Também interessante é a análise à entrevista feita por André Dourado (que colaborou também na preparação da mesma).
André Dourado foi o assessor do 1º Ministro Durão Barroso para a área da Cultura.
Muito disparate foi feito nessa altura.

Die Männer disse...

Ainda não perdi a esperança de a ver na Playboy já que aceitou recentemente uma produção fotográfica na Vogue.
Tá quase lá, tá quase lá :)

Anónimo disse...

Esta visão do "povo da colture" é de perder as estribeiras. Enxertos de porrada em cima deles e pô-los a produzir alguma coisa que alguem compre sem ser obrigado e ficam logo "insensíveis". Cambada de chulos!

PC

Anónimo disse...

Não vai lá porque não há sítio para se ir na "cultura" Portuguesa. Este ministério não devia existir. Meia dúzia de instituições necessárias, e com valor, são as únicas coisas com orçamento que deviam existir. E bastavam. O ministério é apenas uma derradeira forma de destruír dinheiro, dando-o - a troco de nada - a parasitas. E também uma maneira de legitimar a existência de personagens bizarras como a ceráfica imbecil.

Ass.: Besta Imunda

Fado Alexandrino disse...

Temos os pólos opostos numa vasta gama de interlocutores e, por isso, é um sector que exige ser tratado com pinças

Pelo desculpa, mas se ela pudesse usar piças teria muito mais sucesso entre eles e elas, os agentes culturais.

VANGUARDISTA disse...

Está na hora de pegar esta malta, deste regime de ilusão e impostura que já fede, por umas pinças e dar-lhes "guia de marcha".

Anónimo disse...

Ninguém é capaz de arranjar um namorado a esta donzela?

Anónimo disse...

A senhora faz lembrar-me Cleópatra.
E eu, um Marco António sem sucesso ... ai a cultura, a cultura !

Anónimo disse...

Mas que cambada ordinária que por aqui vegeta! Devem achar-se a alternativa, sábia e muito culta, mas, quer do texto (embora desde gonçalves já só se espere disto), quer dos comentários, ressaltam bem a falta de nível, a inveja, a ignorancia atrevida. Porém... satisfazem-se. Quer tal irem antes bater uma (talvez com a piça do mui erudito e mui educado fado alexandrino)?

Anónimo disse...

Imagine-se a poupança se, de repente, apenas o S. carlos, o Teatro Nacional, duas ou três orquestras, as Janelas Verdes e mais alguns museus tivessem impacto no Orçamento de Estado...
Não mais haveria que sustentar teatrinhos de merda por esse país fora, mais o respectivo bando de vampiros, nem uma quantidade imensa de pseudo-artistas entregues à ociosidade parasitária, nem os produtores, realizadores e actores de filmezinhos do cócó quem ninguém quer ver, que ninguém vê e que não têm significado; nem a maltinha - alguns valentes milhares - de funcionários que assim não teriam justificação. E o país "normal" não sentiria falta.
Viva a Koltura!

Ass.: Besta Imunda

Fado Alexandrino disse...

Anónimo disse... 10:35 AM

Não percebeu nada.
O apontamento não era sobre a ministra que coitada não risca nada.
Era sobre aquilo que o post seguinte exprimiu muito bem.

Anónimo disse...

Julgo saber que esta fotografia que o Dr. Gonçalves postou - da ceráfica - é o produto de um conjunto feito para a Vogue Portugesa (que, valha a verdade, nunca pude sequer pensar existir). Só pode ser tolinha.

Ass.: Besta Imunda