17.6.10

A CAMINHO DO EURO "1" E DO EURO "2"


«A crise europeia não veio, pois, de fora. Claro que o contexto global ajudou, mas as dificuldades em que nos encontramos vêm do seu interior, elas decorrem objectivamente de se ter chegado a um ponto de fricção que, para não se tornar num momento de ruptura, exige tanto de inspiração como de ousadia. Sobretudo porque, em vez de se apresentarem com uma visão convergente, a Alemanha e a França se têm colocado nos pólos opostos desta alternativa, condenando a União Europeia ao impasse. Uma das frases mais citadas nestes últimos dias em França foi a de François Mauriac, quando disse que gostava tanto da Alemanha que preferia que houvesse duas.»


Manuel Maria Carrilho, DN

4 comentários:

Anónimo disse...

Vamos mas é espatifar já tudo e deitar o euro ao balde. E viver uma ou duas décadas no mínimo dos mínimos; acendendo poucas lâmpadas em casa; comendo com frugalidade; não indo ao ikea comprar a terceira mobília da segunda casa-de-jantar; andando a pé e de transportes; passando a roupa de filho para filho e de irmão para irmão e de avó para avó. Vivamos com a alegria sincera de comer, ocasionalmente, um pastel-de-nata. E ter um só telefone - preto - fechado numa sala em casa e agarrado à parede. E lendo livros e escrevendo cartas. E pronto, ocasionalmente ir às putas. Mas tudo gerido com parcimónia.

Ass.: Besta Imunda

iupi disse...

'...elas decorrem objectivamente de se ter chegado a um ponto de fricção que, para não se tornar num momento de ruptura...' mas devia tornar-se mesmo um ponto de ruptura. à espera de consensos, desde há muito se sabe que não se chega a lado nenhum.
e sim é muito bom que a alemanha e a frança estejam em pólos opostos. é mesmo a única coisa boa.

Anónimo disse...

Pois mas para piorar as coisas, todos mais ou menos sabemos que não é bem assim.
A Alemanha e a França lideram e de que maneira a restante Europa do euro, e quer queiramos quer não, estaremos todos subjugados ao despertar mais ou menos mal disposto destes colossos, e aguentaremos de joelhos aquilo que eles nos ditarem.
Quanto ao resto, enquanto houver esta santa aliança, o falso engº pode apregoar a magnificência da sua (des)governação que eles nunca lhe ligarão, e mesmo que vá pedinchar algumas ajudas, eles tratá-lo-ão como um rafeiro reles.
Quando a Europa estiver toda no caos económico e as economias em cacos, vai ser o salve-se quem puder.
Cps
Scaramouche

Eduardo F. disse...

Ao contrário de muitos próceres da parvónia lusitana afirmam, secundados por iguais próceres de variadíssimas parvónias europeias, não se resolvem os problemas financeiros da "Europa" com uma política assente no vácuo absoluto que é essa coisa de "mais Europa".