27.6.10

A ABORRECIDA REALIDADE


Quem não se lembra do simpático e bem parecido dr. Miguel Oliveira e Silva, campeão mediático, ao lado da esquerda caviar abastada, na campanha do referendo acerca do aborto? Quem esquece as suas aplaudidas e inflamadas intervenções televisivas a favor da lei em vigor? Entretanto, o dr. Oliveira e Silva "evoluiu" para presidente do Conselho de Ética e deu pela realidade. De certeza que a maioria das mulheres a que alude na entrevista não pertence às classes média e média alta que estavam tão bem representadas nesses movimentos pelo "sim" e que, alarvemente, destratavam em público os seus oponentes quando estes falavam justamente de realidade.

«O número de abortos está a subir. De 12 mil passou para 18 mil em 2008 e para 19 mil em 2009.

Aumentaram os abortos ou a visibilidade sobre eles?
Está a subir o registo legal do número de abortos até às dez semanas.

Era expectável...

É expectável durante dois a três anos que isso aconteça porque são muitas mulheres que vêm do aborto clandestino e que o deixam de fazer às escondidas. Mas vamos ver até quando vão continuar a subir. Se os números continuarem a subir, a subir, é o total falhanço do planeamento familiar.»

É não é, dr. Oliveira e Silva? Temos pena mas não temos culpa. Pensasse nisso antes.

9 comentários:

floribundus disse...

há um milhão de contribuintes sem médico de família
para os abortos não falta dinheiro.

estes eram evitáveis se usassem pilulas antes e depois e outros métodos durante o acto

Anónimo disse...

Por cada aborto que fazem é um crime que se pratica. Nem tudo o que a lei dos homens prevê ou permite é legítimo. É menos um ser humano no mundo. A nossa população está a diminuir assustadoramente, correndo-se o risco de, a logo prazo, vermos o País povoado de outros povos de outras nações, com as consequêncas que dai advêm

Por este andar - são mais os que morrem do que os que nascem - antevejo já o desmorenar da nação Portugal, a começar, para além de outros factores, pelo reduzido número de pessoas que os actuais políticos e particularmente a esquerdalhada irresponsável acharam por bem implementar.

Como católico praticante e temente a Deus, não aceito este tipo de selvajaria.

Ass. Patrulheiro do Asfalto

Mani Pulite disse...

NO SÓCRETINISMO,DE PROPAGANDISTA A TACHISTA A DIFERENÇA É MUITO TÉNUE.

Anónimo disse...

Num país com um défice superior a 50.000 nascimentos para manter a população é o Estado que ainda paga abortos, apesar de fornecer gratuitamente toda a espécie de anticonceptivos. Está pujante o nosso SNS! Quanto ao Governo, a clarividência do costume...

Lura do Grilo disse...

Uma tragédia! Uma violência dos que nascidos não concedem o mesmo direito aos que não nasceram.

Anónimo disse...

O tema é uma tragédia; o "debate" nauseante; os protagonistas uns criminosos duns engenheiros sociais. O povo em geral e as abortadoras militantes em particular são passíveis de castigo. Os s'toures da educação sexual são uma anedota. Todos falharam - e a gravidez em miúdos, em número crescente, a horrível prova. Vergonha.

Ass.: Besta Imunda

Anónimo disse...

A argumentação do Tribunal Constitucional sobre a lei do aborto até às dez semanas é uma falácia do princípio ao fim. Constitui para mim, um exemplo acabado de que a Justiça não passa de um prolongamento subserviente da política e que encontra justificações(ou pseudo-justificações) para tudo o que lhe mandarem justificar. Ainda não percebi por que razão matar uma vida humana até às dez semanas não é crime e fugir aos impostos é. Para a esquerda que assumiu esta causa tão freneticamente, o dinheirinho vale mais que a vida humana. Por que é que roubar um creme no super-mercado é crime, e matar uma ave de rapina é, e abusar sexualmente de uma criança é, etc., etc.. Fiquei completamente revoltado quando ouvi o tal Georges das barbas dizer que com a nova lei do aborto houve menos "perfurações". Menos perfurações é capaz de ter havido, mas não diminuiu, antes aumentou, a aniquilação de vidas humanas. Esta questão é uma nódoa muito negra na vida portuguesa. Mais cedo ou mais tarde, a questão vai ter que ser revista frontalmente, chamando os bois pelo nome

António Silva disse...

Lamento que à cerca de 50/60 anos atrás não houvesse esta lei, pois talvez Portugal estivesse bem melhor, muita da Porcaria que anda para aí a destruir o País, talvez tivesse sido abortada.

velyn disse...

O mais giro de tudo é que uma boa parte dos abortos são feitos em clínicas privadas, porque os hospitais públicos não conseguem responder à procura. Aqui não há listas de espera, mas há um negócio muito bem organizado. Estranhamente talvez por funcionar tão bem, esta é uma parceria 'público-privada' que a gentinha do Bloco não critica. Que contraste com os Democratas americanos que exigiram garantias reiteradas de que nunca o serviço nacional de saúde do Obama iria financiar o aborto. Tristeza de País o nosso onde se financiam e tudo se permite aos irresponsáveis, incluindo um acto tão triste e lamentável como um aborto em pleno século XX1, com uma farmácia e uma máquina de distribuição de preservativos em cada esquina.