21.6.10

AS INQUIETAÇÕES DO DR. PINTO



A "direita" mais estúpida do mundo continua enredada no seu novelo para dentro. Primeiro foi aquela coisa de tentar fazer das eleições presidenciais um "debate" de uma questão religiosa que não existe. As vozes lúcidas de D. Jorge Ortiga e de D. Manuel Clemente desfizeram o equívoco a que Policarpo deu corda. Agora é o nobre editor Teixeira Pinto, duma comissão do PSD para rever a constituição, que pretende revolver as ossadas da questão do regime, república ou monarquia, deixando em aberto, ao abrigo da ambiguidade do termo "democracia", a possibilidade de, a dar-se o caso, se restaurar a última. A constituição precisa ser reduzida e agilizada e não continuar a ser um depósito de "problemas" meramente intelectuais, sejam eles a natureza do regime ou o caminho para o socialismo. A constituição deve ser modificada no sentido de aperfeiçoar a República e não de a liquidar. O país - e a República - tem mais para fazer do que indagar os mistérios da "identidade nacional". Fique-se pelos livros, dr. Pinto, que está muito bem.

10 comentários:

Maria Tuga disse...

Até entendo o Dr. Teixeira Pinto, não entendo é como o PSD anda embrulhado me "masturbações intelectuais" e não denuncia diariamente as "trapalhadas", apresentando outras soluções.
É que ninguém ainda entendeu, que alternativa o PSD pode oferecer, e então é lógico pensar...Mudar para quê?

Anónimo disse...

Aperfeiçoar a República ? Mas esta dura há cem anos e já tudo foi experimentado ... desde o caos e a guerra civil larvar, até ao presidencialismo de Sidónio, passando pelo Estado Novo e a breve ditadura comunista e rematando com duas ou três bancarrotas, o que é que falta "aperfeiçoar" e/ou "experimentar" ?
Venha o Rei que defende o Povo e não embarca neste forróbodó de incompetências e irresponsabilidades. O tão falado (aqui) presidencialismo só é viável e possível com a reinstauração da Instituição Real. Concorde-se ou não.

Anónimo disse...

Realmente, depois de se ter lido o que foi o casamento da futura rainha da Suécia com o seu professor de ginástica, a gente fica logo entusiasmadíssima em ter por cá uma monarquia...

Anónimo disse...

"A melhor e mais moderna constituição do mundo", como dizem algumas pedantes cabeleireiras, não impediu Portugal de se atascar na dependência mais vergonhosa desde 1812 e na corrupção mais cigana e generalizada de que há memória. Instrumentos. Se dessem um microscópio a um cego o resultado não seria pior. Não há regime, leis ou constituição que resistam a esta cáfila dos partidos.

Ass.: Besta Imunda

Mani Pulite disse...

COM O TEIXEIRA PINTO NESTA PORTUGAL AINDA ACABA COMO O BCP.ALIÁS JÁ ESTÁ.A MAÇONARIA JÁ MANDA AQUI.O TANGUISTA NÃO TEM MAIS NADA COM QUE SE ENTRETER?COISAS COMEZINHAS COMO POR EXEMPLO FAZER UMA OPOSIÇÃO A SÉRIO A SÓCRATES E AO GOVERNO.

Anónimo disse...

Os meus antepassados sofreram e morreram a lutar contra D. Miguel, não deixarei que passados 2 séculos um miguelista se torna Chefe de Estado apoiado por esse betinho do Paulo Teixeira Pinto.

Um Descendente dos Senhores de Ribadouro

OCTÁVIO DOS SANTOS disse...

«Democracia» é um termo «ambíguo»?

Com a república, sem dúvida.

Se a república não for liquidada, é Portugal que será liquidado.

Anónimo disse...

A Republica precisa de ser reforçada, tirando poderes aos Políticos sobre as coisas das pessoas: ou seja precisa de limite aos impostos, e à dívida publica.
Isto não será um movimento só Português. É a única evolução Política no Ocidente que lhe permitirá voltar à confiança.
As Republicas que temos protegem as Pessoas dos Governos, mas não protegem as Coisas das Pessoas e muito menos os rendimentos futuros das próximas gerações.

Infelizmente quer na Europa, quer nos EUA o movimento está ser contrário na maioria dos casos, logo a crise vai-se acentuar.


lucklucky

Ana Gabriela disse...

Em relação às presidenciais, João, "equívoco" é terem confundido esse direito legítimo da direita com uma questão religiosa. Muitos nunca o viram assim.
Ana

Eduardo F. disse...

E mesmo entre os livros, caro João,
há muitas e fundadas dúvidas. Talvez antes ao fim do ano algo aconteça e não me parece que seja nada de bom.