29.8.11

DA PARTILHA

Manuel António Pina.

6 comentários:

Anónimo disse...

Será que ninguém fala que, à época desta vigilância a um jornalista, havia um Governo em Portugal liderado pelo "animal feroz" Sócrates?!
Será que a Imprensa (outrora amiga) e a opinião pública e, especialmente, a publicada andam a querer esquecer e a tentar que os outros esqueçam os anos negros de 2005 a 2011?!
O Alegre, o Soares e outros que tais, paladinos e quase donos da Democracia e da República não dizem nada sobre este atentado aos mais básicos direitos de cidadania?! Não há muito tempo enchiam a boca na defesa da Constituição de Abril e agora ninguém os ouve?!
Será que este País precisa de uma Comissão de Verdade para investigar os os Anos Sócrates?!
TNSBA

Anónimo disse...

A prosa de Pina parece estar ensopada em ressentimento - além do esforço notório para ser sarcástico, irónico, mordaz, 'castigador de secretas'. Pina parece esquecer que não existe "o Estado (abstracto e puro quimicamente) para o qual as secretas recolhem informações", legal ou ilegalmente: existe sim o 'Estado de sócrates', antes era o 'Estado de Barroso/Lopes', agora é o 'Estado de Passos'. As secretas não são uma coisa independente (pensar que são é pura ingenuidade...); servem sempre algum propósito - ou Amo. Quando não o servem, estão em roda livre e servem-se "a si próprias" - o que é grave. Pina então deverá culpar a PIDE/DGS, mas sempre tendo em conta que esta servia o Estado Novo dirigido pelo Prof. Salazar (era à secretária deste último que os relatórios importantes iam parar). Pina deverá ter em conta - acaso tenha sido escutado nessa altura - que alguma informação recolhida acerca da sua pessoa terá sido solicitada por sócrates, ou pelos seus sequazes/esbirros/'abrantes'-das-centrais. As secretas recolhem sobre pessoas dados para que outras pessoas, reais e concretas, as leiam - e não para serem apenas arrumadinhas num arquivo que depois um dia será histórico. O facto de o Estado ser democrático ou não, pouca influência tem; a tentação é grande e as normas (demasiado 'teóricas') são rapidamente ultrapassadas ou postas de lado. Poder-se-á inferir que as secretas apenas informam "o Estado" quando recolhem informações sobre estrangeiros; quando o fazem sobre cidadãos nacionais, informam Soares, C. Silva, Guterres, Barroso, sócrates, Passos. Estou a lembrar-me da eloquente frase telefónica de Ferro Rodrigues sobre "o segredo de justiça": como terá sido 'recolhida' e como terá sido tornada pública?

Ass.: Besta Imunda

Anónimo disse...

Será que, afinal, Cavaco Silva tinha razão quando, em tempos, lavantou a suspeita de o Palácio de Belém estar sob "escuta" ?

Ass.: José L. Ferreira

tric disse...

"Revela o "Expresso" que espiões do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) obtiveram ilegalmente, tudo indica que da Optimus, uma lista dos telefonemas e SMS do então jornalista do "Público" Nuno Simas para fins pouco claros mas que se julga visarem a identificação das suas fontes."

Um jornalista no momento em que pensa fazer uma investigação sobre o SIED devia pensar ao mesmo tempo, que a partir desse momento em que toma essa decisão vai ser alvo tambem de Investigação! o Jornalista Nuno Simas devia ser dimitido da Lusa...fica a aparência que houve trafico de influencias e investigações jornalisticas com objectivos politicos...

Anónimo disse...

Sem dúvida. E para ser franco, considero que qualquer político no activo que ache poder estar livre de escutas devia usar bibe e fraldas. O General Curtis E. LeMay - comandante do SAC nas décadas de 50, 60 e 70 - tinha a seguinte divisa, aplicada a todos os esquadrões de bombardeiros estratégicos: "Já estamos em guerra". Aplicado a telefones e outras telecomunicações, o 'P' de paranóia deverá antes ser o 'P' de prudência. Veja-se também Pinto da Costa - velho sabido - que apenas falava ao telefone em "fruta fresca" e "café com leite"...

Ass.: Besta Imunda

Fado Alexandrino disse...

Pina é um simpático velhote que até já foi citado no Arrastão a propósito de uma coisa qualquer e que acumula com o emprego de jornalista o ser fervoroso adepto do Bloco de Esquerda.
Eu, como ele, também gostava de ser escutado.
O problema é que ninguém nos dá importância nenhuma.