31.8.11

AS BENEVOLENTES


Aos prosélitos, dos profundos aos superficiais, que verberam o documento relativo à consolidação orçamental para os próximos anos apresentado por Vítor Gaspar, não ocorre perguntar por que é que ele foi necessário. Ou por que é que chegámos até aqui. Então ver (e ler) certas caras e línguas de pau - que deram um generoso contributo para que tivéssemos chegado a tal ponto - a "criticar", seria risível se não fosse trágico. Porque a questão fundamental (o resto é grosseira estupidez ou simples má fé) é mesmo aquela: por que é que foi necessário? Porquê?

13 comentários:

Anónimo disse...

Com esta tansice de não terem posto a nu a responsabilidade do defunto dito cujo e da sua tropa fandanga neste poço sem fundo de despesas, ainda vamos levar com o mesmo defunto, recauchutado de filósofo como presidente daqui a menos de 5 anitos...

PC

Fernanda Valente disse...

Caro comentador anónimo, não se preocupe porque José Sócrates não tem perfil para ocupar o cargo presidencial, para além de que ele quererá ver todos os políticos portugueses, sobretudo os que não lhe são afectos, bem longe da vista.

Eduardo F. disse...

João,

Chegámos onde chegámos pela razão fundamental que, de Cavaco até aos dias de hoje, se instalou um monstro que tentacularmente vem secando tudo à sua volta e que ninguém, apesar da retórica (por exemplo a da "tanga"), alguma vez ousou enfrentar. Não foi apenas a gestão particularmente criminosa do consulado Sócrates que nos deixou de rastos e já sem tanga...

Li com muita atenção o DEO esperando lá ver a prospectiva inversão desse monstro. Não a encontrei pela simples razão que não lá está.

Francisco Rocha disse...

Concordo plenamente. Mais este governo, não deve ser acusado do mal que outros fizeram, nem exigirem a este governo para fazer em 3 meses o que outros em vários e para o mal dos nossos pecados, muitos anos, não concretizaram. Bem pelo contrário, não se esqueçam dos vencimentos chorudos motoristas.

eirinhas disse...

Já ninguém tem dúvidas de como chegámos aqui,mas,aquilo que eu queria agora,era sair daqui.Mas não vejo grande pressa,excepção aos cortes já feitos,em sairmos do marasmo a que nos trouxeram.Dois exemplos: timidez confrangedora em exercer a autoridade devida sobre os que,de facto,podem já que estes não tomam a iniciativa como outros fizeram.Áh,fogem com os capitais.Seria uma grande falta de patriotismo que deveria ser exemplarmente punida,tal como defender actividades fascistas.Cortar rapidamente as tais gorduras do Estado.

Anónimo disse...

Pergunte ao Alberto João Jardim....

Pedro disse...

"grosseira estupidez ou simples má fé"...é andar a encher a boca a acusar os outros, dizendo que "o PS escolhe o aumento de impostos, o PSD escolhe o corte na Despesa"...

...e agora q estão no poleiro, fazem exactamente o contrario.

"grosseira estupidez ou simples má fé" é afirmar q se tem um plano de redução da despesa, e desde que lá chegam não fazem outra coisa que não seja tentar aumentar a receita (e até nisto estão a falhar!).

"grosseira estupidez ou simples má fé" é esquecer o q se disse anos a fio...e continuar altiva e arrogantemente a tratar os outros como ignorantes!

Anónimo disse...

Recordo um comentário feito, em princípios de 2003, por Nicolau Santos - esse sabedor de economia e finanças: na Sic ele dizia que "resta-nos esperar que este horrível ano passe depressa!" Barroso tinha chegado ao Governo 'há pouco' e a 'tanga' tinha aparecido à luz - toda esfarrapada; cortes no investimento foram feitos e projectos deixados caír; o desemprego na construção civil aumentou imediatamente. Etc e tal. Mas a leitura dos factos, a esperança de que bastaria "passar um horrível ano" e a falta de mais indicadores (estavam bem escondidinhos no BP, sem ordem para ver a luz do dia...) demonstram quão ingénuas as análises económicas e financeiras do País eram. Tanto por jornalistas, como por políticos que se dedicavam a futurologias à prof. Mambo. Estes últimos não faziam senão tapar o Sol com peneiras: os do PS - na oposição - bradavam irresponsavelmente como sempre; os do PSD/CDS estavam (por exemplo Ferreira Leite) pregados ao chão com a dimensão da tragédia nas contas públicas e sem saber como abordar a questão de modo eficaz. E ainda não era visível na Europa e no Mundo qualquer tipo de crise semelhante à que agora nos pesa como chumbo... Juntemos a isto a sempre presente necessidade que os governos em Portugal têm de mistificar, mentir e esconder do Povo as reais situações (supostamente para ganhar eleições). Anda-se há demasiado tempo a ganhar eleições, a mentir, a ganhar a vidinha, a fazer planos e projectos que os netinhos pagarão, a manter o 'estado social' da Intersindical e do PCP hipertrofiado e absurdo - fazendo com que este até perca a sua verdadeira razão de ser aos olhos dos contribuintes mais injustiçados. Sem suprimir a Lei das Finanças Locais e sem destruír a Lei das Finanças Regionais - que sulcam o Orçamento de maneira abjecta todos os anos - não há como recuperar o controlo dos gastos e não haverá responsabilidade e eqilíbrio orçamental. Nunca. Tudo tem de ser repensado de alto-a-baixo. Mas duvido que haja coragem e tempo para o fazer em profundidade. Como o País se habituou a não produzir nada, temos pela frente um sarilho monumental de resolução quase impossível. E seria bom que os ministros se deixasssem de anúncios que falam constantemente "contenção maior dos últimos 50 ou 60 anos"; para quem já não tem o que comer e o que fazer, nada significam.

Ass.: Besta Imunda

Anónimo disse...

Não há inocentes nesta história do "déficit", que já vem de longe, como toda a gente sabe. Ora, como em 35 anos de governos, apenas dois partidos governaram Portugal (17 anos cada um!) basta fazer as contas. Ou não será assim?
De resto, a questão central nem são os partidos, eles mesmos representações formais dos inúmeros e obscuros interesses que governam Portugal Uns mais às claras e outros menos. Enquanto houver clientelas para alimentar, haverá sempre derrapens e "monstros" orçamentais insaciáveis. É dos livros. Portanto, não vale a pena acusar o PS ou o PSD. Eles são faces da mesma moeda: a corrupção e o clientelismo que a alimenta.

Anónimo disse...

Porque o PS e PSD - com o CDS, PCP e BE ansiosos por ajudar- estiveram de mãos dadas a endividar o País.
1/4 a 1/3 da Dívida de Sócrates foi feita com o apoio Político do PSD.
Mas quem não sabe fazer contas não entende estas coisas.
É o problema do Português, julga-se aristocrata e romântico e como tal despreza as contas de merceeiro.

lucklucky

Cáustico disse...

Sei muito bem que a época é outra.
Mas arranje-se um como Salazar e isto vai ao sítio. O poder dos "lóbies" tem de desaparecer, a fuga dos capitais tem de ser impedida nem que se tenha de criar um serviço especial para o conseguir. O povo já está farto.

Cáustico disse...

Um socialista de merda bem conhecido na nossa praça, que andou uns tempos pelo Banco de Portugal, o que lhe deve ter proporcionado uma reforma suculenta, se considerarmos que outro, da mesma, quadrilha, por quatro anos de trabalho amesendou-se com uma reforma de 1 400 contos; que passou pelo Montepio Geral donde saiu com os bolsos cheios, afirmou recentemente que Alberto João Jardim deve ser proibido de voltar a concorrer à presidência do Governo da Região Autónoma da Madeira.
Guterres lançou o país num pântano e nunca o ouvi defender a necessidade de banimento de tal criatura de qualquer cargo de responsabilidade, político ou não. Sócrates, o grande canalha, fez toda a trapalhada que quis, que nos está a sair bem cara, e foi incapaz de, por uma vez só, afirmar a necessidade de banir para sempre semelhante energúmeno de qualquer cargo público.
Quando fiz 65 anos, foi-me dito na empresa onde trabalhava que não podia continuar, que tinha de ir para a reforma, por ter atingido o limite de idade.
Ora, é este marmelo, que deve ter para cima de 70 anos, que tem reforma do BP e não sei se outras mais, tem agora a estultícia de lascar sentenças proibitivas, quando ainda recentemente conseguiu arranjar um tacho de presidente dum conselho de administração duma das empresas subsidiárias daquela onde trabalhei. Então para os quadrilheiros, seus amigos e afilhados não há limite de idade?

Nuno Castelo-Branco disse...

O mais insólito é dizerem que "isto" não é necessário e que se trata de mais uma injustiça. "Acham" que fariam melhor e que tudo poderia continuar como dantes.