13.8.11

A CASA CIVIL DE GUIMARÃES

Leio que a "Guimarães 2012" se prepara para "encomendar" trinta (30!) filmes a realizadores portugueses e estrangeiros para "reflectir sobre a riqueza histórica e cultural da cidade". Dois ou três não chegavam?

12 comentários:

floribundus disse...

os novos ricos actuais deixam as dívidas aos vindouros.

Anónimo disse...

e a orquestra sinfónica construida para um ano? deve ser caso único no mundo: mais de 5 milhões de euros

Karocha disse...

Chegavam JG, mas assim é mais engraçado!

Portalegrense disse...

Não sei o preço dos 30 filmes, possivelmente não será muito, se comparado com os 8 milhões de euros em salários.
Também não ficaria muito surpreendido se brevemente aparecer por aí outro Mendonça a anunciar mais uma auto estrada ou um novo troço de TGV.

Anónimo disse...

...é bem possível que entre os cineastas contactados estejam vários já a 'rodar' filmes sobre 'género', racismo, "o papel da mulher em 1143", "o Islão e a Europa" e outras questões fufas - sempre tão prementes e candentes, que norteiam os intelectos pobres e desordenados destes 'rapazes da arte' - pagos, regiamente, pelo Erário Público. Para que todos possam abordar estes temas incontornáveis, 2 ou 3 não chegam...

Ass.: Besta Imunda

Anónimo disse...

Pois é, António Magalhães gosta tudo em grande. A sua vaidade não tem limites, e como é da praxe a Fundação tem o seu "dedo".
O dinheiro só não abunda para coisas menores. Estes socialistas têm todos os mesmos tiques. Vão-se os anéis mas fiquem os dedos!!!
SRG

Bmonteiro disse...

Claro que 2 ou 3 filmes, não chegavam.
Como poderíamos então, continuar a ser portugueses, democratas e progressistas?
"Um país de pobres com mentalidade de ricos", conforme Eduardo Lourenço pós Abr74, parece-me.
Sejamos pois 'portugueses' civilizados, desenvolvidos, cultos.
À Sampaio.

Anónimo disse...

O que faz falta é o Estado deixar de pagar estes festins, mesmo que os fornecedores já os tenham produzido. Só assim este pessoal se capacita que fornecer ao Estado é mau: espera-se, espera-se e o dinheiro não vem! Se "estes" não resolverem deixar de pagar alguns festins só-cretinos, nunca mais apanham "o fio à meada" e começam a cortar. A propósito: que é feito dos famosos computadores "bimbalhães"? Continua a festa? E as "oportunidades"? Continuam a produzir-se albuns com fotos e outras parolices para dar o diploma do 9º ou do 12º? Com os centros e os "formadores" a serem pagos para isto?

PC

Jorge Diniz disse...

O titulo está errado.
Na verdade, não será "A CASA CIVIL DE GUIMARÃES", outrossim "A CASA VIL DE GUIMARÃES".
Com efeito com tanto vilão, a começar em...

Anónimo disse...

Eu acho bem. Pela lei das probabilidades é capaz de algum deles se distinguir da bosta restante.
Ana

Xico disse...

O mal não está nos filmes nem na sinfónica (caro anónimo, aí deve andar alguma confusão no que afirmou). O mal está no próprio conceito das capitais da cultura. Uma bimbalhice de que todos somos culpados. Como se diz num post acima, é a "festivalização da cultura", mas para isso tínhamos as romarias que chegavam muito bem para o efeito. Nem Guimarães nem nenhuma cidade ficará mais culta com estas capitais. É a insistência na educação das artes, da literatura e da ciência que nos torna mais cultos. Não é o turismo até Guimarães. Como disse, preferia as romarias, com a procissão do santo da terra e as colchas nas varandas.
Com tantas escolas de música que abriram por esse país, o dinheiro das capitais serviria para ter em cada capital de distrito uma pequena orquestra para empregar esses miúdos que por sua vez iriam engrossar as grandes orquestras. E assim se ia fazendo cultura.

Anónimo disse...

Não se prepara. Já contratou. http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/GenSearch.aspx É só pesquisar por "Fundação Cidade de Guimarães".

O caso mais gritante é mesmo o da "Fundação Orquestra Estúdio", uma fundação criada para gerir uma orquestra para durar 12 meses. Está neste momento em fase de contratação... Isto quando o município já é sócio da entidade que gere uma outra orquestra sinfónica (Orquestra do Norte).