21.6.11

O TEMPO SEGUINTE


A partir de hoje entra em funções um governo da não esquerda com a responsabilidade de viabilizar o país e de honrar e executar compromissos externos ajustados. Não é uma tarefa fácil e, por isso mesmo, será simultaneamente um desafio e uma obrigação moral muito antes de ser política. Ninguém começa a trabalhar numa empresa destas com espírito de carpideira. O que havia a dizer ao governo cessante foi dito no dia 5 de Junho. Antes disso, e sob as mais diversas formas, muitos cidadãos, conhecidos e anónimos, denunciaram o caminho errado sem quaisquer propósitos "iluministas". Como sempre aqui afirmei, é fundamental restaurar um certo sentido de "normalidade" democrática e tentar diminuir o excesso de autoritarismo endémico da sociedade portuguesa. Também nisto a não esquerda deve ser, tanto quanto possível, exemplar sem ser paternalista, demagógica ou "fracturante" de outra maneira. Terá tanto mais sucesso quanto maiores forem a independência crítica e a clara densidade a colocar nas decisões. Sigamos, então, em frente.

6 comentários:

Eduardo F. disse...

Muito bem!

Maria Tuga disse...

Sigamos em frente
Deixemos os burros a zurrar...
Já que eles nem o voto popular
Sabem respeitar.

Pensamento em revoluçao... disse...

Sigamos em frente e sigamos... bem!
Como diz o outro "boa viagem e poucos furos no caminho!"
Que de furos estamos todos fartíssimos!!!!

Anónimo disse...

O que se pede encarecidamente a este governo, a todos e cada um dos seus membros, é que execute o seu trabalho sem olhar a críticas destrutivas vindas da 'oposição'. Porque não tenhamos dúvidas, este vai ser um período de má língua, do bota-a-baixismo do costume, das calúnias e mentiras, dos boatos e provàvelmente das denúncias maldosas e sem a menor vergonha, sobre o programa que vai ser implementado (eles, toda a esquerda sem excepção, não sabem o que é que significa este nobre sentimento que é uma parte intrínseca do carácter dos homens e mulheres nobres e íntegros) alheando-se de que chegámos a este estado de penúria e de vergonhosa pedinchice perante o estrangeiro, por sua culpa e inépcia totais. Eles, toda a esquerda, não vão perdoar terem perdido o poder. Farão tudo ao seu alcance para que o novo executivo se sinta desmotivado e perca a vontade de governar. Vão socorrer-se de todas as falcatruas e artimanhas para que o governo agora empossado, perca a sua força anímica e desista de lutar. O único objectivo da esquerda, desta esquerda, é recuperar depressa o poder e para que tal aconteça não irão olhar a meios.

É neste clima malsão que vai decorrer toda a legislatura. É disto, desta impudica atitude, que a esquerda em geral sobrevive no mundo 'democrático' mundial.

Que Passos Coelho - homem bom e digno e não é preciso ser psicólogo ou psiquiatra para o detectar a quilómetros de distância - e toda a sua excelente equipa governativa, tenham o bom senso de não prestar a mínima atenção a toda e qualquer provocação que lhes seja lançada pela esquerda e a extrema desta.
Que o seu governo siga em frente com orgulho, denodo e determinação. E quando as calúnias e difamações começarem de mansinho e logo depois a intensificar-se, com o único objectivo de corroer os seus alicerces pelas medidas duríssimas que terá de adoptar para cumprir os compromissos assumidos pelo ANTERIOR GOVERNO perante o triunvirato - e é bom não esquecer que este segue a par e passo o cumprimento daqueles - que lhes atire à cara sem receio das palavras, a dívida escandalosa que Portugal acumulou por sua exclusiva culpa graças à incompetência, roubalheira, mega-corrupção e impunidade absolutas em que aquele lançou um país outrora rico em valores pautados pela dignidade, honestidade política e integridade absolutas dos seus políticos cujos compromissos políticos eram rigorosamente cumpridos perante o exterior.

Portugal - a despeito de Salazar, por muito que custe aos traidores, mas estes, embora apregoando há décadas o contrário, sabem perfeitamente que é a pura verdade - sempre granjeou o respeito e a admiração em todo o mundo civilizado, isto até ao 25/4. Hoje somos o retrato fiel dum país humilhado até ao inadmissível no seu orgulho pátrio, porque na penúria e a viver de esmolas do exterior. Miséria e desonra em que a esquerda em bloco nos conduziu como Nação.

É duvidoso que o nosso país recupere o prestígio e grandeza d'outrora enquanto ESTA esquerda, toda ela corrupta e mentirosa, dominar o cenário político.
Deus permita que esteja enganada. Portugal precisa urgentemente que todos os portugueses de bem ajudem aqueles que verdadeiramente o amam, respeitam e honram - queremos acreditar que os integrantes do novo executivo possuem estas virtudes - a removê-lo da letargia e a retirá-lo do buraco negro em que a 'esquerda democrática e socialista' o
submergiu.

As maiores felicidades é o que se deseja para a missão gigantesca que este governo, finalmente jovem e (espera-se) sem vícios e pelo que se sabe competente, tem pela frente. A tarefa vai ser hercúlea, mas se for desempenhada com rigor, honestidade e genuína vontade de vencer, chegará a bom porto.
Nós cá estaremos para os apoiar ou criticar no que fôr necessário. Mas sempre justos e imparciais perante aqueles que demonstrem integridade e patriotismo, colocando sempre Portugal à frente dos seus interesses pessoais, no desempenho dos cargos que acabaram de lhes ser confiados.
Maria

Anónimo disse...

A cantada !ª derrota de PPC, foi afinal uma vitoria. A nao eleição de Nobre tornou-se numa vitoria ao eleger Assunção Estevs. A maçonaria perdeu um posto.

Anónimo disse...

A "Quadratura" já era. Efectivamente, com Pacheco embrenhado depressivamente no seu próprio umbigo político-intelectual e Costa reluzente e imbecil-de-corpo, apenas sobra o azougado Xavier. Bafio.
Seguindo sabujamente a opinião do Dr. Gonçalves, também 'acho' que agora a "Prova dos Nove" é que é (até porque todas as semanas já antecipo com satisfação os gorjeios e os entupimentos da tremelicante Constança); e existem razões: Medeiros fala como um professor (com calma) e caracteriza com alguma graça as atitutes do friso-político; Lopes está desafogado, leve, e emite piadas - 'calando-se' estrategicamente, e com a indisfarçável satisfação que morde o riso, quando "os outros dois" zurzem Cavaco. Resta Rosas, sempre agitado e sentencioso - agora cada vez mais. Ontem precisamente, Rosas embarcou no desfiar do desespero da esquerda - revelando ali os seus mais fundos receios acerca do neoliberalismo e o radicalismo de certos ministros. O homem ainda não percebeu que a esquerda perdeu as eleições; e que o PSD não teve de mentir (muito) para isso; e que o programa que foi sufragado foi 'o da troika'; e que as perigosas medidas anunciadas durante a campanha não meteram medo a ninguém; e que o povo - de um modo geral - se esteve cagando para o 'desmantelamento do estado-social' e do respectivo serviço de saúde. Etc, etc. Tomam agora (os rosas) consciência de que, por imposição e por escolha, o governo de direita vai governar à direita e que não vai (poder) apoiar-se mais na confortável muleta do socialismo preguiçoso, deixando tudo na mesma para conforto dos 'humanistas' da sociedade. O Céu e a Terra, o Norte e o Sul, o Sol e a Lua de Rosas e da esquerda moderna estão a desaparecer-lhes - deixando-os órfãos, desamparados, assustados. Até porque, mesmo que muito muito dificilmente(!), algumas das reformas e medidas neoliberais podem mesmo vir a dar resultado e a entrar na rotina do português médio - o grande terror dos eternos 'legítimos defensores do povo'. O ex-MRPP, o duro maoista, o Rosas do ataque e do saque à embaixada de Espanha, o Rosas apedrejador dos comícios sociais-fascistas do PCP (tenho fotografias de jornal da época...), o Rosas que tomou para si a posse-única e legítima da História da 1ª República, o Rosas libertário e anarco-sindicalista dos anos 10 do século passado - tem agora 'receios' de avô e treme diante do radicalismo dos ministros: os ministros são "ultra-radicais"! Rosas e o Bloco passaram assim, em poucas semanas, de portadores dos estandartes revolucionários e rebeldes face aos credores (e a tudo), para serem agora a última rocha do bom-senso, o último reduto de moderação, fortaleza de diálogo, escrínio de mansidão, abrigo de tolerância, castelo da virtuda, estojo das boas-práticas...Quem os viu e quem os vê! Habituem-se e sigam também em frente! E fiquem felizes se as 'reformas' não chegarem também às vossas cátedras (nas universidades que vos adoptaram generosamente como um pai tolerante e rico), do alto das quais dizem missa imperturbada há décadas.

Ass.: Besta Imunda