12.3.08

JÁ ENJOA

Parece que não existe outro grupo sócio-profissional no país para além dos professores, outro sindicalista para lá de Mário Nogueira, outro assunto que não seja a "avaliação" de cento e quarenta mil almas. Já enjoa.

6 comentários:

holmes place disse...

Então, se enjoa, desfira agora umas catilinárias ao Dr. João Figueiredo, ao Professor Luís Fábrica e à Dr.ª Suzana Toscano.


Aguardo expectante uns momentos de humor: deste modo evito ir ao ginásio fazer umas piscinas e sai-me muito mais barato!

Filipe Tourais disse...

Quando não nos toca directamente, muitas vezes enjoa-se.

Anónimo disse...

Eu ando enjoado com a ex-Mes Maria de Lurdes Rodrigues.

Anónimo disse...

A questão é que nos toca a todos nós. A escola é de todos. Julgo não ofender ninguém se disser que uma boa parte de cada um de nós, foi lá que se fez.

Quando se lá mexe, mexe-se com um pilar da sociedade (a par da família).

Devemos reflectir.

Rui disse...

Cá para mim tem toda a razão.
Aliás, às vezes, pergunto-me por que raio de razão é que a avaliação dos professores é tão falada... professores acerca dos quais não há notícias de serem corruptos (como tantos economistas), ou responsáveis por centenas de mortos por ano (como tantos engenheiros e empresários que deveriam responder pelos acidentes de trabalho), ou...
Espera aí, ocorre-me agora: será porque a avaliação destes é uma treta, se é que existe? Ou porque economistas, engenheiros, empresários, etc, são absolutamente intocáveis aqui em Portugal?

Anónimo disse...

Para quem é SÉRIO, PATRIOTA e,especialmete,p/quem tenha filhos ou netos,não haverá coisa mais importante que a Educação dos VINDOUROS.
Isto não é nenhum assunto que enjoe,não senhor,JG.
Diria mais:é importante q se fale dele todos os dias p/despertar as consciências e não deixar cair este País no laxismo e no facilitismo.
E ainda s/o mesmo assunto, não sei dizer melhor do q o q já foi escrito ao PRP,por um Prof de Físico-Químicas do 10ºAno(permita-me,SrProfessor,q a reproduza aqui):

«««««Carta Aberta ao Senhor Presidente da República Portuguesa
Ílhavo, 22 de Outubro de 2007.
Senhor Presidente da República Portuguesa
Excelência:
Disse V. Excia, no discurso do passado dia 5 de Outubro, que osprofessores precisavam de ser dignificados e eu ouso acrescentar:"Talvez V. Excia não saiba bem quanto!"
1. Sou professor há mais de trinta e seis anos e no ano passado tive o primeiro contacto com a maior mentira e o maior engano (não lhe chamo fraude porque talvez lhe falte a "má-fé") do ensino em Portugal que dá pelo nome de Cursos de Educação e Formação (CEF).
A mentira começa logo no facto de dois anos nestes cursos daremequivalência ao 9º ano, isto é, aldrabando a Matemática, dois é iguala três! Um aluno pode faltar dez, vinte, trinta vezes a uma ou a várias disciplinas (mesmo estando na escola) mas, com aulas de remediação, de recuperação ou de compensação (chamem-lhe o que quiserem mas serão sempre sucedâneos de aulas e nunca aulas verdadeiras como as outras) fica sem faltas. Pode ter cinco, dez ou quinze faltas disciplinares, pode inclusive ter sido suspenso que no fim do ano fica sem faltas, fica puro e imaculado como se nascesse nesse momento.
Qual é a mensagem que o aluno retira deste procedimento? Que pode fazer tudo o que lhe apetecer que no final da ano desce sobre ele uma luz divina que o purifica ao contrário do que na vida acontece. Como se vê claramente não pode haver melhor incentivo à irresponsabilidade do que este.
2. Actualmente sinto vergonha de ser professor porque muitos alunos podem este ano encontrar-me na rua e dizerem: "Lá vai o palerma que se fartou de me dizer para me portar bem, que me dizia que podia reprovar por faltas e, afinal, não me aconteceu nada disso. Grande estúpido!"
3. É muito fácil falar de alunos problemáticos a partir dos gabinetes mas a distância que vai deles até às salas de aula é abissal. E é-o porque quando os responsáveis aparecem numa escola levam atrás de si (ou à sua frente, tanto faz) um magote de televisões e de jornais que se atropelam uns aos outros. Deviam era aparecer nas escolas sem avisar, sem jornalistas, trazer o seu carro particular e não terem lugar para estacionar como acontece na minha escola.
Quando aparecem fazem-no com crianças escolhidas e pagas por uma empresa de casting para ficarem bonitos (as crianças e os governantes) na televisão. Os nossos alunos não são recrutados dessa maneira, não são louros, não têm caracóis no cabelo nem vestem roupa de marca. Os nossos alunos entram na sala de aula aos berros e aos encontrões, trazem vestidas camisolas interiores cavadas, cheiram a suor e a outras coisas e têm os dentes em mísero estado. Os nossos alunos estão em estado bruto, estão tal e qual a Natureza os fez, cresceram como silvas que nunca viram uma tesoura de poda. Apesar de terem 15/16 anos parece que nunca conviveram com gente civilizada. Não fazem distinção entre o recreio e o interior da sala de aula onde entram de boné na cabeça, headphones nos ouvidos continuando as conversas que traziam do recreio. Os nossos alunos entram na sala, sentam-se na cadeira, abrem as pernas, deixam-se escorregar pela cadeira abaixo e não trazem nem esferográfica nem uma folha de papel onde possam escrever seja o que for. Quando lhes digo para se sentarem direitos, para se desencostarem da parede, para não se virarem para trás olham-me de soslaio como que a dizer "Olha-me este!" e passados alguns segundos estão com as mesmas atitudes.
4. Eu não quero alunos perfeitos. Eu quero apenas alunos norm