1.8.10

COTERIES


Onde é que a autora da pérola aqui citada esteve nos seus aproximadamente cinquenta anos de vida para escrever que «não é todos os dias que se partilha a celebração do amor»? Para "celebrar" o amor (e que diabo é o amor?) é preciso casar? Ou , ao invés, todos os casamentos realizados até à data do profusamente ocorrido "não celebravam o amor" - tal como a senhora o entende e decreta se é que entende alguma coisa - e são como que "coteries" inexistentes? Como diria o outro que se estava nas tintas para o amor, não procure caves nos andares nobres. Mesmo que seja cega de profissão.

10 comentários:

Alex disse...

O amor é aquele sentimento profundo, açambarcador que se nutre por outra pessoa, que nos tolhe o raciocínio, a objectividade... etc etc... e que já não é duradoiro como o cantam os poetas! Tudo tretas. Até o amor não ficou ileso a esta globalização desenfreada. : ) Não vale a pena franzir o senho, João, vou já mudar de assunto...
Essa “pérola” não deixa de ser hilariante. Tudos sofremos do mesmo, mais tarde ou mais cedo: palavras ou escritos menos inteligentes!

Alex disse...

E eis que sofro um momento menos inteligente: “Todos” em vez de “tudos”, naturalmente!

carol disse...

Que petulância de texto!

Anónimo disse...

João, você não devia ter revelado a idade da senhora... Toda a gente pensava que ela tinha pouco mais de 30.

Mas, com mentalidade de "teen-ager"...

PC

Nuno Castelo-Branco disse...

Com um bocado de imaginação, até podem acicatar o desejo, recorrendo aos classificados de "gôztôzzzôs" no Correio da Manhã.

Anónimo disse...

Casamentos, há casamentos e C.A.S.A.M.E.N.T.O.S, os primeiros definir-se-ão por uma legitimação oficial de um relacionamento natural entre dois elementos de géneros diferentes com vista à procriação, em suma a principal função é a legitimação do nascimento dos seus descendentes, protegendo a honra da mãe e alguns direitos dos nascidos. Quanto a garantias de amor eterno, existirão tantas alianças traídas como dedos nus fiéis. Portanto, os segundos não deixarão de ser uma coisa um tanto apalermada, ainda mais com frases como a referida, não passando além de uns Contractos Ambivalentes Social Aparentes Mentalmente Elaborados Negando Toda Ordem Social.

Ass: Soldadinho Chumbado

Fado Alexandrino disse...

Toda a gente pensava que ela tinha pouco mais de 30.

Tecnicamente tem.
Se um carro com cinquenta anos estiver parado numa montra sem uso ou, digamos, apenas para umas pequenas voltas sem que se tente extrair todo o potencial, e que potencial, que a máquina ostenta aquela será a idade real.
Ou seja um vintage para um apreciador, nós.

Joaquim disse...

Há muito que me parecia que entre as tontinhas queques de Cacais e as pobrezinhas suburbanas ascendentes e deslumbradas pela aproximação a um “centro” (depois do "Curso Superior" e de subsequentes trilhos que permitem integrar indígenas "elites urbanas") há pouca diferença na incapacidade de auto crítica e na sua bimbice solipsista, sempre portugesmente carregadas de sarcasmo mas sem ponta de ironia (nem de noção do ridículo na sua autocomplacência).

Anónimo disse...

Eu, Soldado Afortunado nada tenho a ver com o Soldadinho Chumbado, não me responsabilizando por qualquer dívida contraida pelo mesmo.
ass Soldado Afortunado

Anónimo disse...

Apenas referirei que a imbecil exposição de pessoas, e das suas vidinhas, no FaceBook é um erro que irão pagar caro e do qual nunca escaparão, tendo-se exposto ao rídículo para todo o sempre. As "fotos", o ambiente, as banalidades e a pobreza pífia da vulgaridade mal avaliada e confundida com algo que se deva mostrar, marcaram e marcarão os lombos idiotas destas gentes, de todos os quatro sexos.
Privacidade: exércitos de pessoas pereceram a lutar por ela; milhões de pessoas fizeram leis e acautelaram os vindouros; biliões de pessoas consideraram que nem estranhos, nem Stazis, nem pides, nem KGB's, nem vizinhos mereciam ou poderiam ver "a sua vida em fotografias, ou modo-de-vida". Tudo deitado a perder por um banal instrumento comercial de comunicação e por mentalidades de adolescentes em cabeças decrépitas e espíritos pobres com 40, 50 e 60 anos. Miséria.
Quanto ao "amor", nem vou falar. Isto do jornalismo não devia ser para todos, fazendo falta gente para descarregar caixas de fruta em super-mercados.

Ass.: Besta Imunda