19.8.10

MORRER DE PÉ

Grande touro. Só se perderam as marradas que não conseguiu dar antes de o matarem. Palhaços.

29 comentários:

Anónimo disse...

Tem toda a razão. Mas também não gosto de ver essas coboiadas, porque apesar de os amantes dessa coisa não admitirem, a escabrosidade humana é outro dos seus atractivos.
Seviciar o touro satisfaz, mas quando um leva uma cornada é tão emocionante para essa pobre gente!...

Garganta Funda... disse...

Este touro merecia uma medalha.

Gente canalha e covarde que continua a insistir nas touradas como subproduto «cultural».

Gente canalha e covarde que ainda não enxergou que o touro não aprecia ser humilhado e seviciado.

Todos os que são pelas touradas deviam apreciar no seu próprio corpo a espectularidade duma cornada ou dum coice.

Talvez assim viessem a dar razão a esse lindo animal que sofre com a tortura que lhe é infligida!

APC disse...

O meu total apoio a este Touro que saltou alto em nome de um sofrimento só entendível pelos sádicos.

Foi pena serem tão poucos os infligidos.

sts disse...

Ao animal...foi valente,

joshua disse...

Vi as imagens no Facebook numa partilha do José Manuel Fernandes que também partilhei e considero este touro um Taurus Sapiens Sapiens: quis antecipar-se à merda que lhe queriam fazer. Arremeteu como pôde aqueles cara de vuvuzela e de cu.

Bartolomeu disse...

Estas toiradas à portuguesa, desde que bolaram os toiros, lembram muito o Sarari Turístico moderno, onde uma criança de 5 anos, um adulto míope sem óculos ou a ceguinha dos ferrinhos ali do Chiado, só para destacar, são os maiores dos caçadores capazes de envergonhar, caçadores como Sr. D. Carlos - que teve um fim tão impiedoso e cruel como o de tantos objectos de caça a quem enviou a alma ao criador.

Assim é jogo limpo e campo fácil ao sucesso da mesma forma como se destituísse um Rottweiler de dentes e se o obrigasse a dar cabo de alguém.

A toirada à portuguesa é portanto unilateral e sevícia cruelmente um pobre inconsciente da inibição parcial das suas defesas. Já para não falar da festiva matança do porco. Mas dessa, ninguém fala. Hipócritas!

Bem-haja

Anónimo disse...

corno!

Anónimo disse...

Pobre touro,ali,sózinho,a lutar pela dignidade e pelo respeito à natureza,contra a canalha vil e desprezível.

Anónimo disse...

Os "acidentes" com as touradas deviam ser muito mais frequentes; tão frequentes que os alarves verdugos que vivem delas e que as organizam deviam pensar mais que duas vezes: as cornadas nas virilhas, no recto (pelo cu acima), "no lado" ou onde quizerem - deviam fervilhar e assolar as arenas. Toureiros feridos, incapacitados, mortos etc. Seria excelente! O touro e o cavalo deviam salvar-se sempre (e até aliarem-se...) Toda uma época da taurice resultando nessas quadrilhas todas hospitalizadas ou mortas.
Assim como na caça: todas as épocas a curva de acidentes deveria crescer exponencialmente. Avô a alvejar neto; neto a matar avô; tiros pela culatra; caras queimadas de pólvora; dedos que desapareciam; caçadores em confusão matando-se uns aos outros; Miguel Sousa Tavares com chumbadas no cu; e Alegre! Alegre com aqueles glúteos crivados chumbo fino, à mercê de uma feia enfermeira cruel num hospital de rectaguarda, catando os chumbinhos com uma pinça atrás de uma cortina - e as TV's a reportar em directo.

Ass.: Besta Imunda

vasco disse...

Caro J.G.

A sua ignorância na matéria leva-o, até, a ignorar que os touros morrem sempre de pé (em sentido literal e figurado). Pelo menos nos países onde existem touros de morte.
Ao Garganta Funda, lembro que o touro, esse «lindo animal», se extinguiria se não existissem corridas.
Por último, as dores que o touro sente não são nada, comparadas que as dores que me inspiram a arrogância e a prepotência de tantos badamecos que ignoram tudo, mas tudo, sobre a tauromaquia. E mesmo assim falam. Coitados!

Pedro Barbosa Pinto disse...

E OLÉÉÉÉÉ :-)

Anónimo disse...

Ai sim ? Com que então se não houvesse "corridas" os touros extinguir-se-iam ? Ohhh coitadinhas das vacas !

Anónimo disse...

Sr. Vasco, como pode afirmar que os touros bravos se extinguiriam se não houvesse touradas? Em que teoria científica se baseia? Os leões, os tigres e muito animais selvagens ou bravos,estão extintos? Sabemos que o problema destes animais somos nós, TODOS.Não respeitamos o seu espaço e a NATUREZA.A tourada é uma criação humana aberrante para não lhe chamar outra coisa. Não sou anti-tourada, no sentido de combatente, de militância, mas acha que é uma actividade estranha para o HOMEM que deve evoluír civilizacionalmente contrariando, sempre que puder, as formas mais subliminares de violência entre os Homens e entre estes e os animais.
O touro perde muitas vezes para o tourero e todas essas pessoas que vivem do "espectáculo". Deste vez ganhou mais um pouco ou perdeu, deixando sequelas graves. Viva o Touro, deveria "limpar" a arena antes de morrer. Afinal o Mundo está conspurcado de humanos...há muitos e a meter nojo.
Peço desculpa, mas já não tenho paciêcnia para uma escrita com rodriguinhos.
Zé do boi

Anónimo disse...

Tinha de aparecer o cavernícola vasco. Morrem todos de pé nos romances de cordel que andas a ler e julgas que é o universo. Palermóide.

vasco disse...

A vacuidade mental é tanta que os nossos «progressistas»,de tão urbanos,nem sabem distinguir um touro bravo (bos taurus) de um boi manso (os que puxavam os carros, antigamente). A parvoíce continua quando mostram ignorar que só se criam touros bravos... para corridas. É que a sua criação exige espaços de dezenas/centenas de hectares e dum touro só se aproveita a bravura, o que já não é pouco. Para os bifes que os «anónimos» e outros comem com prazer, a carne é demasiado dura. Portanto, se as corridas acabassem, só veríamos touros no Zoo.
Enfim, é o problema de sempre: os «civilizados» somos nós, os preclaros «modernos»; os outros são bárbaros, que vivem na Idade das Trevas. Boa civilização para vocês!

O cavernícola Vasco

Anónimo disse...

Grande palerma, tinha de vir com os bifes. Para se comer bife não é necessário torturar um animal.
Um indivíduo que vem falar de protecção na mesma frase que fala de tortura, tem problemas psiquiátricos. É alguém que quer ser bom, mas a sua natureza bestial não deixa. Não sabe como. Confunde o Bem com o Mal. Falta-lhe dar um passinho na evolução da espécie. Contas redondas, é a prova viva que o Homem não saiu das árvores há muito tempo. E por este caminho há-de para lá voltar não tarda muito.

Garganta Funda... disse...

Oh Mr. Vasco:

Se não houvesse tigres, leões e ursos nos circos, também aqueles animais estariam em vias de extinção?

Onde é que aprendeste essa «ciência»? Na Independente?

Deixa-te de ser tolo!

Anónimo disse...

Caro Vasco (dito, "o cavernícola"),
Como sabe não gramo a merda da festa brava e todo o respectivo folclore social.
De si, como não sei nada, não vou insultar ou dizer mal. Seria apenas maldade.
Já percebi que sabe de gado. Eu sei mais do que queria saber. Todos os animais (machos) destinados ao consumo são capados em tempo próprio e engordados apenas até ao limite da viabilidade económica. Sabemos também que esse nobre animal - fiel e trabalhador - o boi, apenas capado é domável e trabalha (por isso se chama boi). Sabemos todas essas coisa. E que o toiro bravo é uma afinação de séculos. Sabemos isso tudo. Pois que se preserve a espécie - não sei bem como; que se mantenham as ganadarias e os criadores de cavalos lusitanos; e os de alta-escola (vulgo, HighSchool horses).
Mas deixemos de vender bilhetes para que a populaça - a real e a mental - pare de vibrar com brutalidades e tortura. Jamais alguém conseguiu medir a dor num touro, muito menos perguntar-lhe a opinião pós-fiesta. Aprecio todo o apoio que os veterinários dão às minhas pequenas bestas domésticas (felinos e caninos), embora alguns sejam uns perfeitos anormais, defensores destas brutalidades; até agora não encontrei um que me tenha conseguido demonstrar que um ser dotado de sistema nervoso central está ao abrigo da dor e da fadiga.
É uma questão na qual a maioria nem quer sequer falar.
Os jogos de combate, dos Etruscos, entre dois guerreiros (voluntários) e até à morte, talvez fossem mais indicados para aplacar a basbaquice cruel dos aficionados. Assim como assim tinha sangue à mesma e talvez demorasse mais tempo.

Ass.: Besta Imunda

vasco disse...

Infelizmente não consigo ser bom, como o anónimo anterior, que hei-de fazer... Mas consola-me saber que enquanto «mau» que gosta de uma boa faena, estou bem acompanhado. Orson Welles, que foi só o realizador de «Citizen Kane» -tantas vezes considerado o melhor fime de sempre-, e era um grande aficionado, viveria nas árvores? Picasso, Goya, Lorca, Hemingway, teriam uma natureza bestial ou seriam atrasados? Eu penso que não, mas se estiver enganado prefiro mil vezes ser atrasado ao lado deles do que ao lado de «anónimos» deste calibre, ou desse grande defensor dos animais que se chamou Adolf Hitler.

Anónimo disse...

Com esses argumentos de merda Vasco - Picasso, Hemingway e depois Hitler (!) - agora já posso chamar-lhe débil.

Ass.: Besta Imunda

səʇɒɹɔoʄ disse...

Teria realmente sido um "grande touro" se tivesse, ao menos, cortado umas orelhas e rabos aos espectadores. Todo o castigo é pouco para quem paga para ver maltratar animais. E há alguns que nem sequer têm vergonha disso.

Anónimo disse...

E com a Lei de Goodwin se encerra o debate. Quando não há argumentos chama-se o Hitler. Nunca falha.

Anónimo disse...

E que tal um valente par de bandarilhas nos costados desse pseudo-esclarecido Vasco?
É de apoiar sem tibiezas tudo o que possa contribuir para o fim desse espectáculo vergonhoso.

Alex disse...

Para existires (touro) tens que sofrer, tens que sangrar às mãos dos toureiros e das toureiras!!
Não tens alternativa.

Que aliciante existência!

Bartolomeu disse...

Sabe, caro Vasco, o Francisco Leitão também viu o "Citizen Kane" (e ao que parece inúmeras vezes) depreendendo-se que partilha consigo a opinião de melhor filme de sempre já que o mesmo lhe inspirou a sua excêntrica mansão que se ergue na Carqueja, onde, quem sabe inspirado pelos gostos de aficionado do génio Wells, manteve uma ganadaria, desta de gnomos, da qual suspeita-se não existir outra razão nessa reunida bem-querença, apesar das corridas de morte que o tornaram famoso, se não a perpetuação dessa espécie encantada... e para que serve ela, crê-se que tal como as Toiradas somente para divertir através do prazer da estimulação da adrenalina!

Alex disse...

A humanidade evolui em todos os sentidos. Às vezes até de mais, mas isso é outra história. No tempo do Nero, o público delirava ver as lutas travadas entre homens e animais selvagens. Se não tivesse havido evolução lá continuaríamos a aplaudir estes espectáculos nos dias de hoje.

Cáustico disse...

Afirmar que uma tourada é, para mim, coisa inteiramente horrorosa, seria mentir.
Recordo de em casa dos meus pais, andava eu pelos meus 6 a 8 anos, havia uma cadela vulgar, de pequena estatura, de pelo preto e branco. Tinha um focinho muito fino, tipo raposa, e uma particularidade curiosa: no seu peito, infelizmente do lado direito, tinha uma mancha preta com o desenho dum coração. Como gostava daquela bicha,
Eu e os meus dois irmãos mais velhos brincavamos muito com ela. Atirávamos paus que ela ia buscar sempre numa alegria louca. Ocasiões havia em que um de nós a segurava e outro corria o mais que podia pela rua onde morávamos até desaparecer no primeiro cruzamento. Enquanto estava presa não parava de latir e quando a largávamos lançava-se numa correria louca que só parava quando alcançava o meu irmão que correra. Apesar do cansaço que a corrida provocava, a alegria de ambos, perseguido e perseguidor, era enorme. Havia um procedimento nosso que ela devia detestar pela reacção que surgia quando tal procedimento terminava: abocanhar a mão que lhe tinha mantido a boca fechada. A nossa pequena mão ficava na boca dela, mas nunca nos ferrava.
Nas touradas há coisas que aceito e gosto de ver. O comportamento dos cavalos, o trabalho dos toureiros a pé enquanto não utilizam as bandarilhas. Não vejo touradas nas praças ou na televisão porque não suporto ver o touro com os ferros espetados no cachaço, ferros que lhe devem dilacerar a carne de forma horrível, principalmente quando está em movimento.
Incapaz de pegar de caras um bode ou um carneiro, admiro quem pega de caras um touro. Só lamento que a sua valentia não vá até ao ponto de o pegar após a sua entrada na arena, antes de ter uns quantos ferros a provocar-lhe sofrimento com perda abundante de sangue e de força.

Isabel disse...

Valente touro. Assim fossem todos que a "Festa" acabava num instante.A "galhardia" daquela gente sádica que se desconhece está bem patente na rapidez da fuga. Sem truques, sem artifícios, quem é afinal o vencedor?

Mário de Sá Peliteiro disse...

«Só se perderam as marradas que não conseguiu dar antes de o matarem.»

Então, para aqueles que não partilham das mesmas ideias que João Gonçalves desejam-se marradas, crianças feridas, mortes porventura?