19.2.11

A MOÇÃO DEOLINDA

Na moção do Bloco fala-se nos "jovens da geração mais preparada". Alegadamente, e entre outras coisas, a moção pretende defender esses "jovens". Onde é que o Bloco foi buscar esta extravagância? Será que, antes da emergência destes "jovens", não havia gerações preparadas? E quem é que garante a "preparação" desses jovens? Ou a vida dos homens e das mulheres de quarenta ou cinquenta anos, expulsos das suas vidas, enquanto os ditos "jovens", mal ou bem, têm uma por vir? A sra. D. Bacalhau Deolinda?

7 comentários:

Anónimo disse...

Um parentesis s.f.f. :

- No «31 da Armada» há um video absolutamente imperdível intitulado "O espelho". Na minha opinião aquele video devia ser reproduzido em todos os blogs que são livres e independentes deste triste sistema político em que nos encurralaram. Imperdível !

joshua disse...

Tenho quarenta anos. Sinto-me fodido. Sem terreno firme. Fui expulso da minha vida e tenho duas filhas para criar. O BE não pensa em mim. O PCP também não. O PSD também não. O PS também não. O PP também não.

Só a rua mudará o perpétuo esbulho da minha vida perpetrado pela pseudo-política.

Sem lutar, trabalhar e criar, não vamos lá! disse...

No meu tempo, a minha geração foi para o Ultramar, fez a guerra, enfrentou a policia de choque, fugiu, trabalhou como escravos e por pouco dinheiro; emigrou e exilou-se,etc.

E tudo num tempo que não havia liberdade nem telemóveis nem mesadas chorudas dos papás!

Realmente esta geração é parva ao quadrado!

Eles que comecem a enfrentar a policia, a mostrar o cú ao Sokas, a repudiar os actuais partidos corruptos do sistema e a picar esta treta toda, e a partir daí vão ter o meu respeito e consideração!

Mexam essas «peidas» seus jovens pargos, conformados e alimentados a cerelac e coca-cola!

Anónimo disse...

Todas as gerações têm tido dificuldades.
Se esta geração é dos 500 euros, a anterior lutou numa guerra. Não existem "gerações" fáceis.
O problema de Portugal não é um problema de gerações, mas de políticos que não souberam implementar soluções sustentáveis e apenas se limitaram a "conquistar" os votos com facilitismos e politiquice de trazer por casa, e de um povo que se deixou levar na onda sem querer saber em que praia acabaria.
Estes jovens, podem ser mais qualificados que a geração anterior, mas serão de facto mais capazes?
Estará Portugal preparado para fazer um debate sério sobre a real situação financeira do país?
Estará o Povo preparado para pagar mais pela sua saúde e educação e ter acesso a menor protecção social por parte do Estado?
Não é preciso ser economista para perceber que o País não aguenta mais esta estrutura de custos, que não podemos viver eternamente dependentes dos mercados.
Que parvos somos, por não termos dado mais e exigido mais também...

(.) disse...

João,

Pode estar cheio de razão. E está, não duvido. Mas será que pode, com tanta certeza, excluir grupos de pessoas das suas perspectivas do bem? É uma pergunta, não é uma acusação. Até poque sei que não é, nunca foi, um colectivista. Mas sem querer, parece-me que está a sê-lo. O nojo que certamente sentirá por esta minha observação, peço-lhe que o concretize: nunca mais seremos amigos. Adeus portanto.

Anónimo disse...

Esta cena triste da horrorosa música da "Parva" já cansa. Mais uma coisa que caiu em graça e acharam engraçada e não sabem falar de mais nada.

Quanto à tal "geração", é do mais ignorante e impreparado que há memória (relativamente aos desafios que têm pela frente). A culpa não é deles, evidentemente. Mas são simplesmente crianças grandes. E o que vem a seguir pode ser pior... depois da geração parva (é mesmo parva), virá a bimbalhães, que não saberá segurar numa caneta ou num lápis e muito menos escrever ou mesmo ler.

PC

Anónimo disse...

Excelente 'post'. A divisão geométrica 'entre gerações' é apenas um exercício teórico usado como exemplo em conversa ou em textos simples, para simplificar um conceito e tornar rápida a comunicação de uma ideia; tudo isto se aceita como simplista - apenas para ilustração. Como distinguir, ao corte de faca, um tipo que tem 35 anos de outro que tem quarenta? E um tipo de quarenta pertence a uma geração diferente daquela que o tipo de trinta integra? Quanto tempo é exactamente uma geração? para médicos, sociólogos (barf!...), historiadores, cantores, astrólogas, deputados ou veterinários?
Quando eu era caloiro no IST, em Outubro de 1984, eram frequentes os estoiros de foguetes quando um estudante 'finalmente' acabava o curso; o comentário do costume era: "...mais um para o desemprego!..."; ninguém estava pois iludido. Que é feito daquele rapaz (Política XXI) que, ao comentário de Vicente Jorge Silva sobre a juventude que mostrou o cu em S. bento, respondeu poeticamente que "a geração (dele...) não era rasca, mas sim estava á rasca": será que a D.ª Bacalhau é da mesma idade? Será que a D.ª Bacalhau faz parte da sua geração? E, afinal, que sabe a D.ª Bacalhau de estágios - remunerados ou não? Como é sabido, existem pessoas bem instaladas e entachadas, assim como desempregadas e na penúria, de todas as idades e gerações. Mau mesmo é perder emprego, perspectivas, utilidade, esperança, objectivos quando já se trabalhou e cumpriu durante 20 anos: quem nunca experimentou (a D.ª Bacalhau e os queridos do BE, por exemplo) não pode saber. Ela (eles) devia(m) conversar um pouco com gente madura, de Norte a Sul, que se encontra agora a pastar no limbo e que nunca trabalhou para o Estado ou experimentou sequer qualquer tipo de estabilidade. Mas esses não contam porque são velhos e vieram do sector privado. São feios, e a sua situação demasiado feia e séria; dar-lhes-ia (à Bacalhau e ao BE) mal-estar e sonhos pesados. O que vale às deolindas é que a estulta canavilhas - qual proxeneta artística - se prepara para exportar música para o Mundo; devia exportar bacalhau para o Katar, para a Líbia, para o Iémen, para a koreia.

Ass.: Besta Imunda