O dr. Carvalho da Silva, o "Kim-Il" da CGTP, anunciou a enésima "manifestação nacional", em Lisboa, para o mês que vem. O dr. Silva já organizou milhares de manifestações e, curiosamente, nenhuma impediu coisa alguma ou cortou cerce qualquer catástrofe. A persistência neste folclore, por muito respeitável que seja, banaliza. E aborrece.
10 comentários:
Com a crise que estamos a passar e que se irá, inevitavelmente, agravar estas manifestações organizadas pela CGTP são bem vindas. Enquanto a malta andar alinhada e controlada pelo PCP a mandar umas bocas e agitar ordeiramente umas bandeiras é um mal menor. Serve para libertar a pressão.....
O problema é quando a turbulência social for tanta, que já nem o PCP os controla. Ai teremos saudades dos bons tempos do folclore organizado pela CGTP.
Tem razão.
Deviam ser manifestações de desagrado e revolta, como na Tunísia e no Egipto. Talvez então tivessem mais utilidade.
A roubalheira financeira e monopolista, legalizada e promovida pelo PS, participada e aplaudida pelo PSD, e pelo PR, entrou numa fase de descontrolo total.
Já não conseguem parar de roubar os que trabalham e pagam impostos, nem tentam disfarçar.
A moção de censura do BE, se para nada mais servir, pelo menos teve a virtude de desmascarar o conluio criminoso do Bloco Central.
Vivemos numa cleptocracia, compulsiva e suicida.
Fingem que governam, macaqueiam os formalismos, mas nem sabem o que é governar.
Na realidade o Estado está entregue a quem só sabe roubar.
E quem se lixa é o "trabalhador", enquanto pau mandado do Sr. Carvalho da Silva, profissional desta coisa (há muitos, muitos anos foi funcionário da Preh Portugal onde Herr Gotz o pôs todo dia sentado a lêr o jornal).
Para as transportadoras é só lucro: os passes já estão pagos e os grevistas não recebem (grande amigo o Senhor Carvalho da Silva!).
o Dr. João gosta de tudo bem "arrumadinho" , "contentinho" e ... ópera.
...as marchas PCP/CGTP/UGT também são arrumadinhas e previsíveis. São uma forma de convívio legítimo de gente envelhecida mentalmente e moralmente decadente. Daquelas pessoas que, em vez de pertencer a uma associação de jogo-da-malha ou da Sueca, marcham. Os tipos do mega-fone e dos carros já são conhecidos; a mulher que grava as palavras-de-ordem e os 'slogans' - tanto para o PCP como para a CGTP - é a mesma há anos; a musiquinha de flautas marotas semi-revolucionárias e operárias-irrequietas é a mesma; os tambores 'do povo' são os mesmos. Tudo isto lembra os ranchos folclóricos instituídos artificialmente por António Ferro há 70 anos.
25 de Abril sempre.
Ass.: Besta Imunda
Como certamente saberá as marchas passam de protesto a ameaça.
As da CGTP já são ameaça. Como bem disse Carvalho da Silva "contra uma certa burguesia"
As marchas são a razão porque o PSD e CDS nunca poderiam Governar em Portugal se fossem da Direita não socialista mesmo que tivessem a maioria.
No caso de eleições não fraudulentas - as nossas duas últimas não foram- são um ataque ao resultado dessas eleições caso o Governo da altura esteja cumprir o prometido em campanha.
lucklucky
A mim as "manifestações" assim banalizadas e repetidas lembram-me os conceitos psicanalíticos de compulsão de repetição e morte.
Ou aquele personagem que não pára de "fazer coisas" e que chega ao fim do dia sem ter feito, de facto, a ponta de um corno ...
Estes corsos carnavalescos da CGTP são um delírio.
Na manif dos professores,respondia o tal Carvalho a uma jornalista,que não senhora,não queria a queda do governo,apenas que mudasse de política.
Ahahaha!
Um farsante!
Enquanto trabalhei, até porque trabalhava, sempre me alheei de greves e de manifestações. A minha atitude era censurada pelos meus colegas de emprego (não digo de trabalho, porque muitos deles era coisa que pouco faziam). Diziam que enquanto iam lá para fora lutar também pelos meus interesses, eu ficava muito sossegado à minha secretária. Pois era, sossegado, mas a trabalhar, enquanto eles se metiam nos sindicatos, faziam greve ou iam berrar para as manifestações para não trabalharem.
Os meus Pais ensinaram-me que "os meus piores inimigos seriam os oficiais do meu ofício". Procurei sempre não esquecer a lição. Quando não me sinto bem, mudo-me. Nada de manifestações colectivas. Quem as quiser fazer que as faça, mas não contem comigo.
Um raro post que já poucos são capazes de escrever.
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