
A forma como os "correspondentes" das televisões na Irlanda estão a "cobrir" o referendo à constituição europeia - conhecida por aí como Tratado de Lisboa - é elucidativa. Apresentam como dado adquirido a vitória do "sim" com um argumentário digno do mais infantil dos panfletos que Bruxelas jamais poderia produzir. Mais. Reduzem a Irlanda a um país insignificante, cuja população corresponde "apenas" a 1% do total da Europa (como se nós fossemos gigantescos e um "modelo" de europeus) e que não faz mais do que maçar os outros com a sua impertinência democrática. Estes "correspondentes" parecem mais umas esfregonas bruxelenses do que verdadeiros jornalistas. Na verdade, o que é que se pode esperar duma "escola" que começou aqui?


