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2.10.09

AS NOSSAS ESFREGONAS EM BRUXELAS


A forma como os "correspondentes" das televisões na Irlanda estão a "cobrir" o referendo à constituição europeia - conhecida por aí como Tratado de Lisboa - é elucidativa. Apresentam como dado adquirido a vitória do "sim" com um argumentário digno do mais infantil dos panfletos que Bruxelas jamais poderia produzir. Mais. Reduzem a Irlanda a um país insignificante, cuja população corresponde "apenas" a 1% do total da Europa (como se nós fossemos gigantescos e um "modelo" de europeus) e que não faz mais do que maçar os outros com a sua impertinência democrática. Estes "correspondentes" parecem mais umas esfregonas bruxelenses do que verdadeiros jornalistas. Na verdade, o que é que se pode esperar duma "escola" que começou aqui?

AS NOSSAS ESFREGONAS EM BRUXELAS


A forma como os "correspondentes" das televisões na Irlanda estão a "cobrir" o referendo à constituição europeia - conhecida por aí como Tratado de Lisboa - é elucidativa. Apresentam como dado adquirido a vitória do "sim" com um argumentário digno do mais infantil dos panfletos que Bruxelas jamais poderia produzir. Mais. Reduzem a Irlanda a um país insignificante, cuja população corresponde "apenas" a 1% do total da Europa (como se nós fossemos gigantescos e um "modelo" de europeus) e que não faz mais do que maçar os outros com a sua impertinência democrática. Estes "correspondentes" parecem mais umas esfregonas bruxelenses do que verdadeiros jornalistas. Na verdade, o que é que se pode esperar duma "escola" que começou aqui?

10.11.08

NÃO VALE A PENA


A presidência francesa da UE quer à viva força "obrigar" a Irlanda a ratificar o malfadado "tratado de Lisboa". Como não é possível ao respectivo e crédulo primeiro-ministro irlandês, a braços com uma recessão, chamar os seus concidadãos a repetir o referendo para ver se dá "sim", brilhou na cabeça dos mandantes da UE a possibilidade de o Parlamento local "mudar" a constituição de forma a que a aprovação do "tratado" possa ser realizada a preceito. A União Europeia é suposto ser um espaço de liberdade e não um imenso campo de sentido único, atafulhado em burocracia e articulados mistificadores. Infelizmente tem sido este último o caminho escolhido pelas digníssimas cabeças que gerem a coisa e onde pontifica a nossa glória nacional, o dr. Barroso. Sarkozy quer o seu "momento Pirâmide do Louvre" à conta da pobre Irlanda. Não chega lá. Não vale a pena.

NÃO VALE A PENA


A presidência francesa da UE quer à viva força "obrigar" a Irlanda a ratificar o malfadado "tratado de Lisboa". Como não é possível ao respectivo e crédulo primeiro-ministro irlandês, a braços com uma recessão, chamar os seus concidadãos a repetir o referendo para ver se dá "sim", brilhou na cabeça dos mandantes da UE a possibilidade de o Parlamento local "mudar" a constituição de forma a que a aprovação do "tratado" possa ser realizada a preceito. A União Europeia é suposto ser um espaço de liberdade e não um imenso campo de sentido único, atafulhado em burocracia e articulados mistificadores. Infelizmente tem sido este último o caminho escolhido pelas digníssimas cabeças que gerem a coisa e onde pontifica a nossa glória nacional, o dr. Barroso. Sarkozy quer o seu "momento Pirâmide do Louvre" à conta da pobre Irlanda. Não chega lá. Não vale a pena.

20.6.08

SUMÁRIO DA PATRANHA

«O Tratado de Lisboa é uma versão da Constituição Europeia, que não ousa dizer o seu nome. Foi feito disfarçadamente para parecer tão complicado que não lembra o original. Está cheio de truques e de subterfúgios. No ano passado só houve um fio condutor na preparação do novo tratado, e esse fio condutor foi usar todos os artifícios inclusive o dolo, a pressão, a chantagem, para evitar que o Tratado fosse a votos em qualquer sítio na Europa. Sobrava a arcaica Irlanda que ainda tinha a obrigação referendária na sua Constituição. Mas não devia haver problema, como se atreveria esse povo de beatos, freiras, proto-nazis, bêbados, brigões, e comedores de batata, a por em causa o projecto iluminista do nosso tempo, a Europa? Se tivessem lido Joyce, Yeats ou J. M. Synge saberiam que eles não são de fiar.Agora querem-nos expulsar da Europa, querem tornar um fardo para o governo irlandês o voto democrático dos seus concidadãos e dizem-lhe com arrogância: consertem lá o brinquedo senão vamos brincar para outro lado. Em Portugal também isto foi dito, sem sequer o temor de perceber que esta violência verbal ressabiada ter sido apenas dirigida a um pequeno país e nunca ter sido usada para, por exemplo, a França que votou um sonoro “não” à refulgente Constituição. Quando do “não” na Holanda e na França ninguém disse aos dois países para não empecilharem a Europa e saírem pela porta da rua da União.»

SUMÁRIO DA PATRANHA

«O Tratado de Lisboa é uma versão da Constituição Europeia, que não ousa dizer o seu nome. Foi feito disfarçadamente para parecer tão complicado que não lembra o original. Está cheio de truques e de subterfúgios. No ano passado só houve um fio condutor na preparação do novo tratado, e esse fio condutor foi usar todos os artifícios inclusive o dolo, a pressão, a chantagem, para evitar que o Tratado fosse a votos em qualquer sítio na Europa. Sobrava a arcaica Irlanda que ainda tinha a obrigação referendária na sua Constituição. Mas não devia haver problema, como se atreveria esse povo de beatos, freiras, proto-nazis, bêbados, brigões, e comedores de batata, a por em causa o projecto iluminista do nosso tempo, a Europa? Se tivessem lido Joyce, Yeats ou J. M. Synge saberiam que eles não são de fiar.Agora querem-nos expulsar da Europa, querem tornar um fardo para o governo irlandês o voto democrático dos seus concidadãos e dizem-lhe com arrogância: consertem lá o brinquedo senão vamos brincar para outro lado. Em Portugal também isto foi dito, sem sequer o temor de perceber que esta violência verbal ressabiada ter sido apenas dirigida a um pequeno país e nunca ter sido usada para, por exemplo, a França que votou um sonoro “não” à refulgente Constituição. Quando do “não” na Holanda e na França ninguém disse aos dois países para não empecilharem a Europa e saírem pela porta da rua da União.»

16.6.08

HOLZWEGE

Para os MNE's da UE, os irlandeses não são pessoas adultas e, muito menos, "normais". Há, pois, que "ajudá-los". Sarkozy até já se "ofereceu" para ir à Irlanda presumivelmente para fazer de explicador ou de pedopsiquiatra. A Europa viveu bem até agora sem o tratado de Lisboa ou uma "constituição". Passar atestados de retardados mentais aos irlandeses é que, de certeza, não conduz a lado algum. Para isso chegam aqueles que foram "poupados" pelo "iluminismo" reunido no Mosteiro dos Jerónimos a pronunciar-se através do voto directo, universal e secreto sobre o tratado. A nomenclatura insiste nos obscuros "caminhos de floresta". Bom proveito.

HOLZWEGE

Para os MNE's da UE, os irlandeses não são pessoas adultas e, muito menos, "normais". Há, pois, que "ajudá-los". Sarkozy até já se "ofereceu" para ir à Irlanda presumivelmente para fazer de explicador ou de pedopsiquiatra. A Europa viveu bem até agora sem o tratado de Lisboa ou uma "constituição". Passar atestados de retardados mentais aos irlandeses é que, de certeza, não conduz a lado algum. Para isso chegam aqueles que foram "poupados" pelo "iluminismo" reunido no Mosteiro dos Jerónimos a pronunciar-se através do voto directo, universal e secreto sobre o tratado. A nomenclatura insiste nos obscuros "caminhos de floresta". Bom proveito.

TENTAR PERCEBER


Aqui está um belo exemplo de como na cabeça mais liberal pode jazer um planificador. Não, Eduardo, a Irlanda não tem de ir à sua "vidinha" para sossego da contabilidade do europeísmo anónimo bruxelense alimentado por meia dúzia de mediocridades eleitas ditas "democráticas". A Irlanda foi o único país da UE que "ouviu" o povo sobre o futuro de uma Europa a que ela pertence com um direito igualzinho ao nosso. Tinha de votar "sim" por que carga de água? Para não estragar a fotografia dos desossados políticos que dirigem a Europa? A tranquilidade bovina garantida pela ratificação parlamentar é, de facto, preferível à chatice do "povo". Todavia é com o "povo" - e não contra ele ou, em vez dele, através de fórmulas mais ou menos exóticas ou "isolacionistas" defendidas por Sarkozy - que a Europa avança. «A razão mais invocada pelos eleitores do "não" foi, de longe, o facto de "não saberem no que estavam a votar", e não qualquer outra razão estranha ao que estava em jogo no referendo.» Irritantes irlandeses que exigem coisas. Leia todo o artiguinho do Pedro Magalhães "sobre o referendo irlandês", no Público, de onde veio esta citação. Ainda bem que V. conhece o que os outros aprovaram por si. Sorte a sua.

TENTAR PERCEBER


Aqui está um belo exemplo de como na cabeça mais liberal pode jazer um planificador. Não, Eduardo, a Irlanda não tem de ir à sua "vidinha" para sossego da contabilidade do europeísmo anónimo bruxelense alimentado por meia dúzia de mediocridades eleitas ditas "democráticas". A Irlanda foi o único país da UE que "ouviu" o povo sobre o futuro de uma Europa a que ela pertence com um direito igualzinho ao nosso. Tinha de votar "sim" por que carga de água? Para não estragar a fotografia dos desossados políticos que dirigem a Europa? A tranquilidade bovina garantida pela ratificação parlamentar é, de facto, preferível à chatice do "povo". Todavia é com o "povo" - e não contra ele ou, em vez dele, através de fórmulas mais ou menos exóticas ou "isolacionistas" defendidas por Sarkozy - que a Europa avança. «A razão mais invocada pelos eleitores do "não" foi, de longe, o facto de "não saberem no que estavam a votar", e não qualquer outra razão estranha ao que estava em jogo no referendo.» Irritantes irlandeses que exigem coisas. Leia todo o artiguinho do Pedro Magalhães "sobre o referendo irlandês", no Público, de onde veio esta citação. Ainda bem que V. conhece o que os outros aprovaram por si. Sorte a sua.

13.6.08

PORREIRO, PÁ



O pretty boy associou a sua magnífica carreira política - não tem outra - ao tratado de Lisboa. O pretty boy, o dr. Barroso e demais dirigentes de uma Europa artificial e burocrática, justificadora de correrias permanentes e frívolas a Bruxelas, acabaram enterrados na sua teimosia arrogante. Bastou o voto de um dos povos europeus para renascer a esperança de uma Europa fundada naquilo que é a sua história e o seu fundamento: o conflito criador contra os consensos das salas cinzentas, a diversidade dos povos contra a unificação desnaturada por cima, o respeito pela liberdade da opinião pública em vez dos clichés do jornalismo oficioso estilo D. Teresa de Sousa e demais correspondentes televisivos lambe-botas. A Irlanda merece um pouco de Píndaro: «dá-lhe, de concidadãos/ e estranhos, o respeito e agrado./Pois ele segue direito/ por caminhos à insolência hostis,/de seus nobres maiores/ o pensar escorreito claramente praticando.» Porreiro, pá.

Nota: Por cá, a coisa esconde-se nas televisões atrás das "grandes vitórias" do Porto e do Benfica junto da UEFA. Com a RTP sempre na frente da mediocridade servil da propaganda. Pobre país eternamente periférico que nem na Europa merece estar.

PORREIRO, PÁ



O pretty boy associou a sua magnífica carreira política - não tem outra - ao tratado de Lisboa. O pretty boy, o dr. Barroso e demais dirigentes de uma Europa artificial e burocrática, justificadora de correrias permanentes e frívolas a Bruxelas, acabaram enterrados na sua teimosia arrogante. Bastou o voto de um dos povos europeus para renascer a esperança de uma Europa fundada naquilo que é a sua história e o seu fundamento: o conflito criador contra os consensos das salas cinzentas, a diversidade dos povos contra a unificação desnaturada por cima, o respeito pela liberdade da opinião pública em vez dos clichés do jornalismo oficioso estilo D. Teresa de Sousa e demais correspondentes televisivos lambe-botas. A Irlanda merece um pouco de Píndaro: «dá-lhe, de concidadãos/ e estranhos, o respeito e agrado./Pois ele segue direito/ por caminhos à insolência hostis,/de seus nobres maiores/ o pensar escorreito claramente praticando.» Porreiro, pá.

Nota: Por cá, a coisa esconde-se nas televisões atrás das "grandes vitórias" do Porto e do Benfica junto da UEFA. Com a RTP sempre na frente da mediocridade servil da propaganda. Pobre país eternamente periférico que nem na Europa merece estar.

10.6.08

OS VERDADEIROS PORREIROS


"Não podemos votar naquilo que não percebemos", foi assim que um eleitor irlandês respondeu acerca do referendo de quinta-feira. Uma sondagem coloca hoje o "não" à frente. Que pensará o nosso evoluído primeiro-ministro destes primitivos? E o dr. Barroso? Estes irlandeses podem, afinal, vir a revelar-se os verdadeiros porreiros europeus.

OS VERDADEIROS PORREIROS


"Não podemos votar naquilo que não percebemos", foi assim que um eleitor irlandês respondeu acerca do referendo de quinta-feira. Uma sondagem coloca hoje o "não" à frente. Que pensará o nosso evoluído primeiro-ministro destes primitivos? E o dr. Barroso? Estes irlandeses podem, afinal, vir a revelar-se os verdadeiros porreiros europeus.

24.5.08

NUMA GALÁXIA MUITO DISTANTE


Campanha para o referendo ao tratado de Lisboa na Irlanda, claramente um país subdesenvolvido, falho de Europa, de história, de tradição democrática, de "esquerda moderna" e de "novas oportunidades". Via Abrupto.

NUMA GALÁXIA MUITO DISTANTE


Campanha para o referendo ao tratado de Lisboa na Irlanda, claramente um país subdesenvolvido, falho de Europa, de história, de tradição democrática, de "esquerda moderna" e de "novas oportunidades". Via Abrupto.