18.12.11

VITORIOSOS OU MORTOS


Há precisamente 50 anos, o "pacifista" Nehru invadia Portugal através de Goa. Este post notável do Miguel Castelo-Branco recorda o episódio pelo lado não politicamente correcto dele. De facto, a perda de Goa foi vista quase como uma inevitabilidade e a crónica pusilanimidade das organizações internacionais encarregou-se do resto. Salazar fez o que lhe competia. Num telegrama amplamente citado (contra ele, como não podia deixar de ser) que dirigiu ao Governador Geral, o presidente do Conselho era inequívoco: «não prevejo possibilidade de tréguas nem prisioneiros portugueses, como não haverá navios rendidos, pois sinto que apenas pode haver soldados e marinheiros vitoriosos ou mortos.» O que se passou a seguir é conhecido. Ninguém, de Lisboa à Índia, saiu bem da coisa. Houve, porém, uma excepção, o 2º Tenente Oliveira e Carmo que, com apenas 25 anos e sem hesitações, explicou aos seus subordinados: «fazemos parte da defesa de Diu e da Pátria e vamos cumprir até ao último homem e última bala se possível». Como escreve o Miguel, «os militares, mais que os paisanos, compreendem ou devem compreender o que significa o sacrifício derradeiro que lhes exige a carreira que voluntariamente abraçaram. Oliveira e Carmo compreendeu-o. Sacrificou-se pela honra e foi militar. Os outros, aqueles que pensaram quando não deviam pensar, que não cumpriram quando deviam cumprir, que partiram as espadas quando as deviam empunhar, que deitaram ao chão a bandeira quando a deviam levantar bem alto; esses, não foram militares. Há quem pense, erradamente, que os actos inúteis devem ser evitados. Errado, o acto inútil pode assumir transcendente significado. No caso de Goa, a Índia portou-se miseravelmente, Oliveira e Carmo cumpriu e não vacilou, como não vacilaram os goeses portugueses que deixaram tudo para serem dignos da sua condição de cidadãos - que reclamam direitos, mas têm deveres - e os outros, aqueles que se renderam à lógica, os pragmáticos que racionalizam, os homens dos afectos e da lágrima sentimentalóide, esses perderam. É tudo.»

24 comentários:

Anónimo disse...

A nobre e corajosa acção de Oliveira e Carmo está muito para além do entendimento de espécies inferiores, como é a da maioria dos políticos que - neste País - sempre transitaram demasiado fácil e rapidamente da preguiça dos liceus e universidades para os gabinetes revestidos a tapetes. Ainda assim a sua recordação é sempre desconfortável para os ditos políticos - mesmo, ou principalmente, hoje. Tendem depois a menorizar, a ignorar, a impedir que outros o recordem, a relegar para segundo plano o que julgam (ou propalam, ridicularizando) ser o 'culto dos heróis e do nacionalismo' coisas, por definição progressista, más. Honra, bravura, lealdade é do que afinal se trata. Exemplo.
Também as kátias das novas gerações da "história", do "jornalismo" e do "documentário" não sabem do que se trata - e jamais atingirão algo mais significativo do que "o que estará a dar p'rá semana".

Ass.: Besta Imunda

Xico disse...

Salazar fez o que lhe competia?! O que lhe competia era ter dotado o território de meios para a sua defesa. Sem os meios e perante a força bruta, o máximo que se pode exigir é uma rendição e a salvação dos habitantes e das tropas. Para feitos de heroísmo vazio de sentido, pedidos a quem não forneceu os meios, teria sido sua obrigação (de Salazar) deslocar-se para Goa e morrer como comandante que era, dando o exemplo. Ao jovem herói aqui citado, nada mais resta que prestar-lhe a minha homenagem.

Combustões disse...

Ainda há três ou quatro dias, no Correio da Manhã, um dos galifões generalados fazia os desabafos de café que justificam a rendição. Não custa andar de uniforme e cobrir a casaca de condecorações ganhas no ar-condicionado e nos tabuleiros dos "jogos de guerra". Custa,sim, cumprir o dever.

jpt disse...

Surreal. Mas enfim, de vez em quando a si dá-lhe para isto. Como V. adjectiva de notável o postal que cita deixar-me-á referir que ali está citada, como sustentação de argumentação, uma patacoada de 1943 do Patriarca de Goa - coisa típica, nem tem valor particular. Um tipo lê isto, e o seu notável, e dirá que a referência que faz, no postal seguinte, sobre os agentes culturais (citando A. Gonçalves) é uma auto-crítica. Mas isto nem nos diverte.

Anónimo disse...

Aqueles que pensaram ser mais prático entregar as armas a lutar com dignidade, esqueceram-se ou talvez acharam-se também abrilinos, que existiu na nossa história, Aljubarrota.
S. Guimarães

Anónimo disse...

Hoje já não temos Portugueses desse tamanho.

Hoje, não temos Forças Armadas nem portugueses capazes de sacrificar.

Portugal já não é independente.

Portugal acabou nesta miséria.

FranciscoB disse...

Inacreditável, este poste, assim como a comparação com Aljubarrota... que, neste caso, era dos indianos...

O "pacifista" Nehru, podia ter chacinado todos os portugueses presentes, e não o fez...

Qt aos deveres de um militar, tb está escrito que, até o mais humilde soldado deve desobedecer a ordens absurdas e contrárias ao interesse da Pátria como era o caso.

Anónimo disse...

O heroísmo e o sacrifício são fáceis de invocar para quem está sentado no sofá. Ser militar não exclui os dotes de inteligência e avaliação racional de circunstâncias concretas,dotes que lhes tambem são exigidos.Goa era indefensãvel,não só pela desproporção numérica,como pela inanidade do material ofensivo/defensivo disponível. Um general,ou qualquer chefe militar, não deve sacrificar os seus homens,que aliás na maioria não escolheram a carreira militar mas estão ali por acaso do destino,em operações de total impossibilidade de sucesso. Por muito que custe aos herois de poltrona, Vassalo e Silva,o "traidor",cumpriu o seu dever militar.Como Napoleão na Rússia,que embora ocupando Moscovo,percebeu inteligentemente que não tinha condições para vencer,e retirou.Ao contrário do cabo austríaco armado em fuhrer,que impedindo a retirada estratégica de Von Paulus em Estalinegrado,liquidou ainda mais ràpidamente a campanha germânica.Ser militar e patriota,repete-se, não significa ser burro e carniceiro.

observador disse...

Efectivamente, a visão de futuro na mente de S, resumia-se a acções suicidas executadas com bravura.

H tinha a mesma visão, e terminou num bunker.

É por estas e por outras (alfabetismo, repressão, prisão mantida por actos administrativos da PIDE, etc), que me confunde as admirações que algumas personagens teem por ele. Porque não pensam?

Zephyrus disse...

Alguns comentários provam a pequenez da corja que por cá pulula. Obrigado caro Miguel pelo post, e obrigado caro João por assinalar a efeméride.

Anónimo disse...

Lei os comentários e fico com a certeza que em Portugal só há traidores e bandalhos. É o resultado de 37 anos de maravilhas abrileiras.

Paulo J. Cruz

Anónimo disse...

Uma vez que a guarnição estava mal armada e era composta sobretudo por humildes soldados (sem treino e sem motivação) era previsível o desastre. Como sempre acontece, 'resolvida' a questão militar entre militares, vem depois a ocupação, o confisco, a vingança, o abuso, o saque, a vergonha para as populações civis - nas quais, de facto, não se fala ou falou muito (como o 'Post' e M. Castelo Branco dizem, e bem, tudo debaixo do nariz impotente das patéticas e terceiro-mundistas Nações Unidas...). Oliveira e Carmo, Jardino, Cunha Aragão, outros poucos marinheiros e ainda menos soldados cumpriram, morrendo, o seu dever - muito para além do que lhes era exigido. Quem não cumpriu foi definitivamente Vassalo e Silva. A este competia (como foi o caso de alguns comandantes e governadores britânicos na Birmânia cruelmente invadida pelo Japão) meter uma bala na cabeça, dando até eventualmente instruções para rendição. Era também 'isto' que se esperava dele. Não foi capaz, e não podia esperar outra coisa senão castigo; é impossível nestas situações conservar tudo: a pele, o ordenado e a carreira, a honra; sobretudo servindo o mesmo amo. V. e Silva salvou-se e perdeu a honra.

Ass.: Besta Imunda

Anónimo disse...

É verdade, os bandalhos continuam firmes e hirtos como barras de ferro!

Xico disse...

Besta imunda,
Não sei que idade tem nem que experiências traumáticas passou. Espero que sejam as suficientes que lhe permitam ter moral para escrever o que escreveu. Caso contrário o senhor não passa de algo que não enuncio aqui por respeito ao autor do blog.

Nuno Castelo-Branco disse...

A opção militar era a mais previsível, dado o Direito Internacional e a doutrina oficial da II República. Neste caso, os militares deveriam ter sido dotados de equipamento e de unidades capazes para uma defesa, mesmo que o termo "simbólica" significasse uns tantos dias de resistência, capazes de inflingir graves perdas aos atacantes e criar um terrível problema político a uma teoricamente "pacífica" Índia, que além de cultivar um estado latente de guerra com o Paquistão - tácitamente aliado dos portugueses - poucas semanas depois, era completamente derrotada pelos chineses no breve conflito nos altos dos Himalaias.
A posição de Lisboa foi precisamente oposta, exaurindo os arsenais e os quartéis de equipamento e homens capazes para tal missão de um sacrifício quase suicida. Munições caducas, nem um único tanque, poucas bocas de fogo, nenhum material anti-aéreo e anti-carro, péssimas transmissões, quase nenhumas armas automáticas - a Mauser era a regra na infantaria local - e nem uma única unidade naval moderna. O glorioso Afonso de Albuquerque estava só, tinha um quarto de século e jamais havia sido modernizado para um combate contra unidades modernas. A Armada possuía alguns meios muito mais eficientes e que inutilmente fundeavam na Metrópole ou em Moçambique. Nada se fez para essa almejada resistência "à Estalinegrado" e surgiria mais tarde, o escusado argumento da certeza do ataque indiscriminado dos indianos ás zonas civis, bombardeando e massacrando a população. Mas não era isso mesmo que Lisboa deveria esperar, provocando uma rápida reacção política por parte da opinião pública mundial? Não contou Portugal - mercê dos incansáveis esforços de Franco Nogueira e do MNE - com o voto favorável na ONU, condenado Nehru e a Índia?

O tratamento que mais tarde seria dado aos militares repatriados, careceu de qualquer tipo de tino político, pois em vez de o regime os fazer desfilar com todas as honras Avenida da Liberdade abaixo - culminando as honrarias com aquela que se tornaria na sacramental cerimónia no Terreiro do Paço -, tratou-os de uma forma tal, que despoletaria os profundos ressentimentos que chegam até aos nossos dias. Consistiu esta atitude num erro crasso, até porque o terrorismo em Angola e a política assumida da defesa do Ultramar, exigia, pelo contrário, a máxima atenção às Forças Armadas, especialmente naquilo a que para elas é mais relevante: a manutenção da honra e o seu reconhecimento como o essencial braço armado da nação.

Anónimo disse...

Sem dúvida, muito controversa a atitude de Salazar. Mas não se pode dissociar o espírito da época e não é por acaso que, na ONU, as potências condenaram a invasão indiana apesar dos ventos anticolonialistas que já prevaleciam.Enfim, valores pátrios que hoje em dia parecem não ter qualquer relevância. Em qualquer dos casos, manter-se as fronteiras do Minho a Timor era algo que fazia sentido nos anos 30, mas não nos anos 60.

Anónimo disse...

Impressionante a quantidade de gente que por aqui anda capaz de oferecer o peito às balas e morrer pela pátria.

Cambada de mentirosos.

Anónimo disse...

Xico,
Não sei que idade tem, e espero sinceramente que a vida ainda lhe seja longa. A minha experiência e os traumas meus são aqui irrelevantes - todos os tivemos, temos e vamos ter ainda, até o meu amigo; e ninguém tem o exclusivo deles (seja novo ou velho, seja ex-soldado e ex-combatente ou apenas desesperado, endividado ou doente). Balas na cabeça, prédios altos, honra, desespero, falência, loucura ou até 'apenas' o peso de princípios foram e são suficientes todos os dias para levar gente prematuramente à morte. Cada um encarará na devida altura a 'questão' como conseguir. Considere-se livre para me apelidar do que bem entender, a começar por 'besta'; a Língua Portuguesa é fértil de adjectivação e meios de caracterizar alguém - assim o permita ou lhe apeteça o autor do blog.

Ass.: Besta Imunda

Unknown disse...

a visualização deste filme torna-se imperativa

http://www.imdb.com/title/tt0050825/

Anónimo disse...

Vocês andam a ver filmes demais. Ó Besta Imunda, esse seu estilo pomposo e grandiloquente faz-me lembrar aquele oficial italiano ridículo daquela série cómica inglesa. É só garganta. Qualquer militar que se preze, ainda por cima comandando homens, se rende, ou se retira, se puder, quando as suas forças são inferiores e não tem hipótese de vencer o inimigo. Sobretudo, nenhum arrasta os seus homens deliberadamente para a morte, se o puder evitar. Nenhum oficial britânico em Burma, ou qualquer outro lado, se suicidou por amor à pátria ou ao rei. Poderiam fazê-lo, quando muito, para não cair nas mãos dos japoneses, que infligiam tratamentos cruéis aos prisioneiros. O que geralmente faziam, quando estavam em inferioridade, era retirar ou render-se. O comportamento que defendem é mais típico do fanatismo dos japoneses na segunda guerra mundial. Vocês percebem tanto de história militar, ou do que é ser militar, como eu de neurocirurgia. Fazia-vos bem um estagiozinho em cenário de guerra. Passava-lhes logo isso.

Anónimo disse...

Nunca levei um tiro e nunca estive debaixo de fogo dias a fio - o que é pelo menos dizer que nunca estive numa guerra. Mas pelo que pude também entender de alguns comentários, a coisa pode ser resumida assim, na mente desses comentadores:
1- O Prof. Salazar fez mal em não ter equipado a Guarnição da India com material moderno e homens em número considerável. Concordo.
2- Exactamente o seu contrário, no pensar de alguns outros: o Prof. Salazar fez até muito bem em não ter reforçado a India - para que a debandada fosse mais fácil de justificar e de levar a efeito... Para quê afinal 'estar lá'?
3- O Prof. Salazar devia ter sossegado Vassalo e Silva e ter-lhe telegrafado estas palavras amáveis: "resista mas pouco; ou resista apenas se lhe apetecer; ou ainda, se não resistir, ninguém lhe levará a mal".
4- Depois temos Vassalo e Silva: ingressou na carreira militar (não na carreira de vendedor de apólices de seguros de porta em porta), vestiu um uniforme, prestou juramentos, chegou ao cargo de Governador - e isso, no dizer de alguns, não lhe impõe consequências difíceis; apenas saídas mais ou menos burocráticas ao alcance de qualquer funcionário.
5- Outra conclusão que me parece poder tirar de vários peritos em vida e em estratégia militar, aqui escreventes, é esta: "combater só em caso de igualdade de forças ou mesmo de superioridade de forças pela nossa parte; senão ficamos na caserna ou entregamos as espingardas".
6- Da mesma forma, posso concluír que certos comentadores consideram que qualquer combate é inútil (assim, no seu entender, se terá feito Portugal): para eles Oliveira e Carmo fez mal; e com ele os outros soldados e marinheiros que fizeram fogo e que morreram também - a "culpa" terá mesmo sido de Oliveira e Carmo que, tendo-se batido com bravura, deixou muitos outros oficiais ditos 'superiores' em posição de desconforto (o 'conforto' e as respectivas 'zonas' têm hoje um papel cada vez mais importante na vida portuguesa).
6- Finalmente, parece que paira uma má opinião sobre as distinções, as homenagens, as condecorações e sobre as recordações dos corajosos - que deviam ser o tal exemplo para todos; ou seja: Portugal para quê?

Ass.: Besta Imunda

Nuno Castelo-Branco disse...

Besta Imunda,

Claro que Salazar errou e teve dez anos para transformar Goa - se a intenção era a defesa - num "ouriço", gostassem ou não gostassem os nossos pretensos aliados USA. Tomou a decisão política certa - a outra seria o referendo que tanto odiava e que possivelmente significaria um enorme embaraço para Nehru -, mas no aspecto técnico, o das armas e dos homens, falhou de forma indecente. Aliás, nem poderia ser de outra maneira, dada a propaganda mesquinha a que o regime habituara uma geração, dando continuidade aos disparates da 1ª República. De facto, o "pobretes mas alegretes" assenta que nem uma luva à nossa gauche.

Disse o que havia para dizer, quem me dera ter o seu poder de síntese. Realmente, tudo isto não passa de um caldo de cultura já há muito ministrado, colherada a colherada e que porventura teve nas Conferências do Casino, a caprichosa cozinha. O resultado está à vista e de resto, o próprio regime de Salazar - com os constantes "pobrezinhos e pequeninos" - desta sopinha se abasteceu prodigamente. Num país em guerra onde para a opinião pública esta não passava de "umas patrulhas de policiamento", num país atacado pelos próprios "amigos europeus" na ONU e que dentro de portas o Presidente do Conselhos e limitava a umas tantas "Conversas (do chácha) em Família", pouco mais haverá a dizer. Nem sequer o sempre levantado exemplo da Inglaterra de 1940 terá servido para coisa alguma, muito menos ainda a "totaller krieg, kürzest krieg" dos alemães de 1943. Nada de espírito combativo, nada de mobilização geral, sentido do dever e do sacrifício e paradoxalmente, o regime enchia-nos os ouvidos com D. Francisco de Almeida, D. João I e IV, Afonso de Albuquerque, Chaúl, Matapan, Buçaco, etc, etc. Lendas e narrativas à portuguesa. De facto, a escória barriguda do bem conhecido esquerdismo militante de causas e de dinheiros alheios, bebeu gulosamente esta canjinha "dos pequeninos" e aí está ela, sempre ansiosa por levantar os braços, já que de vez em quando simplesmente não "abre as pernas". Bah...!

Anónimo disse...

Caro Nuno Castelo Branco,

para si, e para o seu excelentíssimo irmão, os meus cumprimentos e agradecimentos pelo que escrevem, pelos vossos blogs, pela vossa cultura e pelos vossos ideais. E já agora para todos os outros Portugueses nascidos em Portugal, em Angola, em Moçambique, na India, em Timor, em Cabo Verde, em São Tomé, na Guiné e em Macau cumprimentos também.

Ass.: Besta Imunda

Nuno Castelo-Branco disse...

Besta Imunda,

Obrigado pelas suas palavras, mas limito-me a repetir incansavelmente as minhas teimosias e segundo alguns, maluquices. E daqui não saio...

Feliz Natal, sem vacilar para se salvar ;)