2.12.11

O OXÍMORO SOCIALISTA


«A sra. Thatcher (e Ronald Reagan) fechou ou privatizou a indústria e os serviços, que não serviam para mais do que manter a ilusão do pleno emprego e (tirando o Serviço Nacional de Saúde) diminuiu drasticamente o funcionalismo público, tanto central como local. Ao contrário do que por aí se diz, estas medidas garantiram ainda uma parte substantiva do "Estado social". Sucede que os partidos socialistas ficaram sem um papel próprio. Ou resistiam à retracção do "Estado social" e ressuscitavam a ineficiência económica de 1970-1980; ou o sustentavam com a dívida externa ou interna. Escolheram a dívida e morreram dela.»

Vasco Pulido Valente, Público

5 comentários:

Anónimo disse...

A questão é: o que fazer com o excedente populacional de inúteis?

Anónimo disse...

O novelo é bem mais complicado e desumano: a questão exposta acima no comentário é disso significativa. Se se reduzir, como é imperativo em Portugal, o Estado a proporções aceitáveis (ou sustentáveis, ou decentes, ou o raio-que-o-parta...) para reduzir e acabar com a dívida, para que sejam exigidos menos impostos a todos em geral e ao sector privado em particular, o que fazer com todas as pessoas que serão despedidas do sector-estado e das "indústrias privadas" que vivem como fornecedores-viciados à sombra do erário público? De facto, os mais de 50% de peso que o Estado tem na Economia são esmagadores: não há maneira de reduzir, emagrecer, extirpar bolhas de sebo sem criar catástrofes sociais. Isto num País que desde 1975 criou dependências colectivistas e estatizantes de desmama quase impossível... A nossa Economia é débil, as exportadoras são raras e têm pouco peso; vive-se - vivia-se... - de "serviços" que agora não servem, pois não há o que servir. E depois temos esta lamúria nacional sobre os 23% de IVA na 'restauração', que vai acabar com um sector já moribundo de pastelarias, pregos no pão e galões de máquina. E é isto que, muito infelizmente, se procura ainda defender como "sector de actividade económica" por essas desertas e imóveis cidades portuguesas - onde agora só algumas motorizadas e FIAT's Unos cruzam as rotundas sem convicção. De resto VPV tem razão, e as "opções" cómodas e populares (populistas) dos socialistas da 3ª via, que gostavam de ter sol na eira e chuva no nabal dos créditos sem freio, deu neste abismo dantesco-excrementício.

Ass.: Besta Imunda

Fado Alexandrino disse...

Talvez ressuscitar (já aconteceu)Malthus.

Anónimo disse...

Já há muito que poderíamos trabalhar 4 dias por semana se milhares de pessoas que só movem papéis sem sentido trabalhassem o nosso 5º dia em vez de colectarem os impostos.
Qual o sentido de alguém trabalhar 5 dias por semana para 2 ou 3 dias desses 5 dias serem em parte para pagar ordenados de gente que pouco ou nada produz?
É preciso um programa despedimentos com de adopção de funcionários publicos no privado. Quem contratar funcionários publicos fica sem pagar impostos no valor do ordenado desse funcionário(tirando a dívida que o estado tem feito para pagar esse ordenado -cerca de 20%) e com possibilidade de esse dessa poupança ir para trabalhadores que queiram trabalhar menos.

Exemplo se um funcionário publico custa 20000 euros ano. A empresa poupa 16000 euros em impostos.
Se um trabalhador dess empresa aceita trabalhar menos um dia um parte desses 16000 euros reverte para esse trabalhador.

Mas o outro problema do país é a baixa produtividade e isso só acaba quando a Escola e Universidade passarem a ter aquilo que os Portugueses só aceitam no futebol:concorrência.


lucklucky

Alves Pimenta disse...

O peralvilho Galamba, não contente com as provas de falta de senso em que diariamente abunda no parlamento e nas televisões, teve hoje a ousadia de se meter com o governador do Banco de Portugal, ao pé de quem não passa de um pigmeu.
Recebeu a resposta que merecia a sua demonstração de ignorância e má-fé. No entanto, como vergonha é coisa que desconhece, ainda exigiu do governador que lhe pedisse desculpa - o que serviu ao Telejornal da RTP de remate para a notícia. Só visto.