15.10.11

O "AR MODERNO" E A REALIDADE


«Poderíamos desejar tudo diferente, mas é este [Governo] que temos e se, no final, chegar a 2012 e 2013 cumprindo os objectivos do défice, fará bem. Esta vontade existe no Governo e isso é muito positivo. A consciência da emergência também existe, e isso também é bom.»

José Pacheco Pereira, Público


«Só ficou espantado com o discurso de Passos Coelho quinta-feira quem pertencia à larga parte dos portugueses que achavam a nossa vida normal até agora: tanto a nossa vida como indivíduos, como a nossa vida como país. Se era razoável copiar a Europa, sem o dinheiro da Europa, então fomos razoáveis. Sucede que não era e nós fomos colectivamente loucos. Não havia um "Estado social", resolvemos fazer um "Estado social" e também (porque não?) auto-estradas por toda a parte, monumentos sem destino e sem utilidade (o CCB), estádios de futebol, exposições, rotundas (para a província) e bairros sobre bairros para os subúrbios de cidades que, de resto, iam pouco a pouco morrendo. Portugal ficou com um ar "moderno", não ficou?»

Vasco Pulido Valente, idem

4 comentários:

Anónimo disse...

Tudo obra do cavaquismo.

Ficou tudo «moderno».

Não foi, pessoal?

Fado Alexandrino disse...

Eu sei que o senhor aprecia particularmente VPV e por isso é possível que não lhe seja simpático deixar passar o meu comentário.
Dizer que o CCB não tem utilidade podia ser caracterizado por uma palavra forte, limito-me a dizer que VPV não tem a mínima noção do que escreve.

Lura do Grilo disse...

"rotundas (para a província)": não só. Espelhos de água, fontes com repuxos cada um mais alto que o vizinho. Um delírio!

opinião disse...

Pacheco Pereira devia ter mais tento na língua na maneira como fala deste governo. As raivinhas não lhe ficam nada bem.