3.2.09

O "CHOQUE TECNOLÓGICO"

A Corticeira Amorim vai efectuar um despedimento colectivo de quase 200 trabalhadores. A Qimonda anda para trás e para diante sem grandes expectativas. E até a Sonae Indústria se "alivia" na África do Sul. O governo promete "punir" as empresas que se "aproveitem" da crise para despedir gente. Como já pode tão pouco o governo do "choque tecnológico".

11 comentários:

Anónimo disse...

a empresa afunda-se
o "rolha" flutua

radical livre

Anónimo disse...

E quem nos garante a "punição" para os socialistas de merda?
As asneiras, as aldrabices são em catadupa. Quando é que esta corja desaparece?

Anónimo disse...

Este regime está podre.
Há que julgar os seus responsáveis pela desgraça e pela falência da Nação.

Anónimo disse...

O "modelo económico" protogonizado pelo regime socretino está na mais completa desintegração.
Durante 4 anos o governo do "aurável" Sócrates andou a encenar choques tecnológicos, "qualificações", simplexs, praces, pins, opas, opvs, e agora tudo começa a ruir como um castelo de cartas.
Nem o nosso sector tradicional se salva: a cortiça!
Durante este tempo o governo andou de mão dada com estes grandes empresários que absorveram milhões e milhões de incentivos e créditos fiscais, enquanto mandava o Fisco, a Segurança Social e a ASAE atrás dos trolhas, dos trabalhadores independentes e perseguindo as pequenas e médias empresas.

O resultado desta politica culminou no fecho de milhares e milhares de pequenas empresas e pequenos negócios e muitos deles emigraram com penhoras e execuções fiscais às costas.

A prioridade governamental foi sempre o espectáculo junto dessas grandes corporações e banca, e estes agoras fazem o manguitro ao governo e estão despejando milhares de trabalhadores na rua que ficam à conta dos contribuintes pequenos que ainda pagam.

A politica económica e laboral deste governo foi um fiasco.

Igualmente a politica fiscal foi um bluff e flop.

Estamos muito pior do que em 2005.

E esta verdade incomoda muita gente.

Assim como fizeram a um cunhado meu, que reverteram uma execução duma dívida ao fisco duma empresa que era sócio-gerente, deveríamos reverter à actual governança todo o prejuízo que estão a causar ao país e confiscar o seu património.

Ou há moralidade, ou comem todos!

Anónimo disse...

Eu quando ouvi falar e "Plano tecnológico" por esta gente (governo PS), arrepiei-me um bocado.
Alguma daquela gente, saberá ou fará ideia do que é um "Plano"?
Lamentavelmente,desconfio do mesmo em relação ao resto da seita (PSD + CDS)do bloco central e outros.
Não tem nada a ver com ser ou ter sido adepto do Estado Novo, mas algum daqueles idiotas terá alguma vez ouvido falar em planos de fomento a 5 anos?
Tudo boa gente, universidade independente (ou moderna).
JB

fado alexandrino. disse...

Gostava de fazer um post, mas parece-me que não tenho balanço, sobre este assunto.
Na verdade o que eu queria saber é como é que Portugal autoriza que o seu maior exportador tenha como fornecedor uma única empresa e como cliente a mesma.
Ninguém se lembra do que aconteceu no Tramagal com as célebres Berliet's?

Anónimo disse...

Depois de se encher com as manigâncias cometidas nas herdades colectivas,a aceitar os relatos da comunicação social, colocados os ganhos lícitos e ilicitos a bom recato, chegou a hora de poupar: trabalhadores, rua!

Anónimo disse...

Essa gente parece que vive e governa a partir do Monte Olimpo, de onde quase todos os Deuses foram expulsos, restando apenas dois: Hermes e Dionísio.

Esta "bênção" do choque tecnológico está agora é a chocar com a realidade.

Outra ideia mitológica que em breve irá sucumbir à realidade é a de que o dinheiro dos contribuintes é ilimitado e pode ser gasto sem rigor e irresponsavelmente.

Anónimo disse...

Sobre isto vale a pena ler Pinho Cardão, no Quarta República http://quartarepublica.blogspot.com/:




"A riqueza e a ética

A Corticeira Amorim anunciou o despedimento de 190 trabalhadores do sector corticeiro.
Américo Amorim passa por ser dos homens mais ricos do país. Tendo alicerçado a sua fortuna na cortiça, ganhou muito dinheiro na Banca, através da venda da sua participação no BCP ao Banco Hispano-Americano e da venda do BCN ao Banco Popular, de que se tornou accionista de referência, como ganhou também muito dinheiro no imobiliário e no sector petrolífero, por via da primeira privatização da GALP e, mais recentemente, por nova participação nessa empresa, associado à Sonangol.
Sem a cortiça, Américo Amorim não seria o capitalista que hoje é. Não se lhe nega a acção, a iniciativa, o trabalho e o mérito. As suas empresas criaram e continuam a criar trabalho para muitos e riqueza supra normal para o próprio. Mas à riqueza assim criada tem que corresponder responsabilidade social. Aliás, é normal, no estrangeiro, os grandes empresários criarem fundações, para fazer retornar à sociedade parte dos benefícios que esta lhes proporcionou.
Nos tempos difíceis que vivemos, não pode o Estado acudir a tudo e empresários como Américo Amorim contraíram uma responsabilidade social, que não podem esquecer ou alienar.
Por isso, não estando minimamente em causa o seu vasto e diversificado império, o despedimento anunciado revela uma total falta de ética empresarial. Américo Amorim deveria lembrar-se de que enriqueceu com a cortiça e que não iria afectar a fortuna se mantivesse, até ao limite, os postos de trabalho que para ela contribuíram.
Nas circunstâncias, e sem motivo relevante, considerar trabalhadores como mero custo e deitá-los ao lixo à primeira dificuldade, os mesmos que foram indispensáveis nos bons tempos, não dignifica quem o faz, nem motiva os que ficam.
Riqueza sem ética é intolerável. Digo eu, que liberal me confesso."

Anónimo disse...

A confusão de géneros também se instala quando comentários e opiniões se apresentam com uma autoridade própria porque emitidas por "politólogos", "sociólogos", "historiadores", "economistas" ou mesmo “jornalistas”. Esta é uma manifestação menor da prática que leva a escolher jornalistas para Provedores dos jornais, como antigamente se escolhiam generais para Ministros da Defesa. Esta confusão denota uma visão tecnocrática da sociedade, que dá à “ciência” um estatuto de intangibilidade política (outra intangibilidade corrente nos nossos media é a da “cultura”).

Um médico que se pronuncia sobre o cancro ou a tuberculose deve ser ouvido como um especialista, mas quando se pronuncia sobre a organização do sistema nacional de saúde, não perde a qualidade de especialista, pode ser um comentador informado e o seu saber ser fundamental, mas as opções fundamentais sobre um sistema desse tipo são de carácter político e ideológico e não técnico. Pertencem ao debate público no espaço público e nesse local não há "ciência" no sentido preciso da palavra, há opções que se tomam em função de visões do mundo e da sociedade, que traduzem interesses, experiências, e escolhas políticas. Escolhas de “partes”, seja em partidos ou fora deles. Partes que ganham mais ou menos legitimidade democrática para governar pelo voto e pela conformidade com a lei. E embora dependam também da racionalidade e da imaginação, com votos ou sem eles, não se explicam só com a racionalidade. Explicam-se também pelos interesses, condição social, educação, gostos, meio, profissão, etc.. A visão monista da sociedade, traduzida numa espécie de discurso de explicação única, seja o da ciência e o da técnica, ou o da Nação ou do Estado, não é compatível com a democracia e com a liberdade. E implica sempre um reducionismo, uma pobreza do espírito.

Anónimo disse...

Choque tecnológico não é ligar os cagalhães à corrente?