Mostrar mensagens com a etiqueta Jesus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jesus. Mostrar todas as mensagens

15.3.13

Confessar a única glória


 


O novo Papa foi claro no improviso em que consistiu a sua primeira homilia como sucessor de Pedro: «edificar a Igreja sobre o sangue do Senhor, derramado na cruz, e confessar a única glória, Cristo crucificado: assim a Igreja avançará.» Mais. «Quando professamos um Cristo sem cruz não somos discípulos do Senhor, somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, Papas, mas não discípulos do Senhor.» No lastro de Bento XVI, Francisco entende que não cabe à Igreja dedicar-se ao proselitismo, ser uma espécie de "ONG piedosa". É "sobre a rocha", e não em cima de "castelos de areia", que a universalidade do escândalo da Cruz se revela. Em plena Quaresma, importa pois afirmar a fé no sentido apontado pelo Papa que veio "do fim do mundo". Nas palavras do então cardeal Ratzinger, «o Senhor saiu: é este o sinal da sua força. Ele desceu para a noite de Getsémani, para a noite da Cruz, para a noite do túmulo. Ele desceu porque, no confronto com a morte, é mais forte; porque o seu amor leva o selo do amor de Deus que tem mais poder que as forças da destruição. É precisamente nessa saída, no caminho da Paixão, que está o acto da sua vitória; no mistério do Getsémani já está o mistério da alegria pascal. Ele é o mais forte, não há nenhum poder que possa resistir-Lhe e nenhum lugar onde Ele não esteja. Ele chama-nos a tentar a caminhada com Ele, porque onde houver fé e amor, aí estará Ele, aí estará a força da paz que supera o nada e a morte.»

8.4.12

«O processo de Cristo»


 


«O processo de Cristo não foi injusto só por razões intemporais – foi-o também como processo contra um homem do seu tempo, à luz do direito aplicável. As razões da acusação, conduzida por Herodes, revelam um aproveitamento da ocupação romana pelos representantes políticos dos judeus, para impedir qualquer contestação à interpretação oficial da sua lei. Os "crimes" de Cristo têm carácter religioso. Jesus foi acusado de interpretar a lei num sentido não ritualista, associado à ética, fazer milagres ao sábado, conviver com pessoas de "maus costumes" e se assumir como rei de um reino diferente. A lei do seu povo, que o condenou, tornou-se prepotente e contraditória com o seu sentido último: a salvação. O processo de Cristo foi ainda injusto porque os romanos, detentores do poder político, se demitiram de intervir. Pilatos portou-se como precursor do moderno multiculturalismo, admitindo que Jesus fosse julgado segundo critérios injustos à luz dos seus próprios padrões morais, culturais e jurídicos. A razão de Estado e a pura cobardia vergaram a Justiça. O que se percepciona, numa perspectiva histórica, é que Jesus foi injustamente condenado em qualquer tempo e no seu tempo. Prevaleceu, no julgamento, uma concepção do Direito como lei ritual, isenta de justificação e compatível com qualquer conteúdo. A injustiça residiu na profunda divergência entre a lei formal e o sentido último do Direito e da Justiça. As autoridades judaicas, que não podiam proferir uma condenação à morte, remeteram para a lei romana e esta, apesar de não encontrar nenhuma culpa em Jesus, pois Pilatos reconheceu a sua inocência, remeteu para a lei judaica. A lei que condenou Cristo não existia – foi criada pelo interesse político, que juntou a perversão de uns com a omissão de outros. A condenação de Cristo revela arquétipos do processo penal que devemos rejeitar. Não podemos permitir que convicções baseadas em interesses privados manipulem os processos judiciais, sujeitem os tribunais a uma autêntica coacção e criem o ambiente propício a uma definição do Direito que esteja para além das razões e dos valores da Ordem Jurídica.»


 


Fernanda Palma, CM

6.4.12

Sob o sinal humilde do grão de mostarda


A Páscoa, para os cristãos e para os católicos, em particular, deve significar um momento grave de reflexão. Como escreveu em tempos o então Cardeal Ratzinger, «o Senhor saiu: é este o sinal da sua força. Ele desceu para a noite de Getsémani, para a noite da Cruz, para a noite do túmulo. Ele desceu porque, no confronto com a morte, é mais forte; porque o seu amor leva o selo do amor de Deus que tem mais poder que as forças da destruição. É precisamente nessa saída, no caminho da Paixão, que está o acto da sua vitória; no mistério do Getsémani já está o mistério da alegria pascal. Ele é o mais forte, não há nenhum poder que possa resistir-Lhe e nenhum lugar onde Ele não esteja. Ele chama-nos a tentar a caminhada com Ele, porque onde houver fé e amor, aí estará Ele, aí estará a força da paz que supera o nada e a morte.» Ontem, Raztinger, o Papa Bento XVI, na homilia crismal proferida no Vaticano, votou a explicar o essencial a propósito da ordenação de mulheres. O Papa muito cedo afirmou que a Igreja - ao contrário do que acontece noutras actividades hmanas como, por exemplo, a política - não faz proselitismo. E, sobretudo, não pratica a tergiversação. De outra forma não teria a força milenar que, de facto, tem para superar o nada e a morte. Ao abordar a questão da ordenação de mulheres, o Papa foi muito claro. «Recentemente, num país europeu, um grupo de sacerdotes publicou um apelo à desobediência, referindo ao mesmo tempo também exemplos concretos de como exprimir esta desobediência, que deveria ignorar até mesmo decisões definitivas do Magistério, como, por exemplo, na questão relativa à Ordenação das mulheres, a propósito da qual o beato Papa João Paulo II declarou de maneira irrevogável que a Igreja não recebeu, da parte do Senhor, qualquer autorização para o fazer. Será a desobediência um caminho para renovar a Igreja? Queremos dar crédito aos autores deste apelo quando dizem que é a solicitude pela Igreja que os move, quando afirmam estar convencidos de que se deve enfrentar a lentidão das Instituições com meios drásticos para abrir novos caminhos, para colocar a Igreja à altura dos tempos de hoje. Mas será verdadeiramente um caminho a desobediência? Nela pode-se intuir algo daquela configuração a Cristo que é o pressuposto para toda a verdadeira renovação, ou, pelo contrário, não é apenas um impulso desesperado de fazer qualquer coisa, de transformar a Igreja segundo os nossos desejos e as nossas ideias? (...) Deus não olha para os grandes números nem para os êxitos exteriores, mas consegue as suas vitórias sob o sinal humilde do grão de mostarda. (...) Todo o nosso anúncio se deve confrontar com esta palavra de Jesus Cristo: «A minha doutrina não é minha» (Jo 7, 16). Não anunciamos teorias nem opiniões privadas, mas a fé da Igreja da qual somos servidores.»

25.3.12

O grão de trigo

«Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará. Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome». Veio então do Céu uma voz que dizia: «Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-l’O». A multidão que estava presente e ouvira dizia ter sido um trovão. Outros afirmavam: «Foi um Anjo que Lhe falou». Disse Jesus: «Não foi por minha causa que esta voz se fez ouvir; foi por vossa causa. Chegou a hora em que este mundo vai ser julgado. Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo. E quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim» (João 12, 20-33)


 


(via João Távora)

11.3.12

«Ele bem sabia o que há no homem»

«Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas. Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio». Os discípulos recordaram-se do que estava escrito: «Devora-me o zelo pela tua casa». Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?». Jesus respondeu-lhes: «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Disseram os judeus: «Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?». Jesus, porém, falava do templo do seu corpo. Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus. Enquanto Jesus permaneceu em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos, ao verem os milagres que fazia, acreditaram no seu nome. Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos e não precisava de que Lhe dessem informações sobre ninguém: Ele bem sabia o que há no homem. (João 2. 13-25)

25.12.11

A LUZ QUE BRILHA NAS TREVAS

«No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus; e o Verbo era Deus. No princípio ele estava com Deus. Tudo foi feito por ele e sem ele nada se fez de tudo o que foi feito. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas e as trevas não conseguiram dominá-la. Surgiu um homem enviado por Deus; o seu nome era João. Ele veio para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mais veio para dar testemunho da luz: daquele que era a luz de verdade e que, vindo ao mundo, ilumina todo o ser humano. O Verbo estava no mundo — e o mundo foi feito por meio dele — mas o mundo não quis conhecê-lo. Veio para o que era seu e os seus não o acolheram. Mas a todos que o receberam deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade. Dele João dá testemunho, clamando: «Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente porque ele existia antes de mim». Da sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. Pois por meio de Moisés foi dada a Lei mas a graça e a verdade chegaram-nos através de Jesus Cristo. A Deus ninguém jamais viu. Mas o Unigénito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele nos deu a conhecer.» (João 1,1-18)


A LUZ QUE BRILHA NAS TREVAS

«No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus; e o Verbo era Deus. No princípio ele estava com Deus. Tudo foi feito por ele e sem ele nada se fez de tudo o que foi feito. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas e as trevas não conseguiram dominá-la. Surgiu um homem enviado por Deus; o seu nome era João. Ele veio para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mais veio para dar testemunho da luz: daquele que era a luz de verdade e que, vindo ao mundo, ilumina todo o ser humano. O Verbo estava no mundo — e o mundo foi feito por meio dele — mas o mundo não quis conhecê-lo. Veio para o que era seu e os seus não o acolheram. Mas a todos que o receberam deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade. Dele João dá testemunho, clamando: «Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente porque ele existia antes de mim». Da sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. Pois por meio de Moisés foi dada a Lei mas a graça e a verdade chegaram-nos através de Jesus Cristo. A Deus ninguém jamais viu. Mas o Unigénito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele nos deu a conhecer.» (João 1,1-18)


7.8.11

«POR QUE DUVIDASTE?»

«Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, por que duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».

Mt. (Via Corta-Fitas)

«POR QUE DUVIDASTE?»

«Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, por que duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».

Mt. (Via Corta-Fitas)

28.3.11

SEGUIR O SEU CAMINHO


«Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria. Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas mas sim a uma viúva que vivia em Sarepta de Sídon. Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão o sírio Naaman.» Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor. E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada a fim de o precipitarem dali abaixo. Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu o seu caminho.» (Lucas 4,24-3).

(via O Inimputável)

SEGUIR O SEU CAMINHO


«Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria. Posso assegurar-vos, também, que havia muitas viúvas em Israel no tempo de Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas mas sim a uma viúva que vivia em Sarepta de Sídon. Havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu, mas nenhum deles foi purificado senão o sírio Naaman.» Ao ouvirem estas palavras, todos, na sinagoga, se encheram de furor. E, erguendo-se, lançaram-no fora da cidade e levaram-no ao cimo do monte sobre o qual a cidade estava edificada a fim de o precipitarem dali abaixo. Mas, passando pelo meio deles, Jesus seguiu o seu caminho.» (Lucas 4,24-3).

(via O Inimputável)

27.2.11

A DIFERENÇA


Depois de ler o artigo de V. Pulido Valente que transcrevi abaixo - acerca da futilidade calculista e timorata que domina a vida pública nacional - e depois de escutar o Angelus do Papa, só me posso congratular por, na qualidade de católico, não dever a menor obediência "terrena" (e, muito menos, a quem quer que seja no "dominante Portugalório" o que não quer dizer que não considere quatro ou cinco pessoas) a ninguém. «Chi crede in Dio, Padre pieno d’amore per i suoi figli, mette al primo posto la ricerca del suo Regno, della sua volontà. E ciò è proprio il contrario del fatalismo o di un ingenuo irenismo. La fede nella Provvidenza, infatti, non dispensa dalla faticosa lotta per una vita dignitosa, ma libera dall’affanno per le cose e dalla paura del domani. Il cristiano si distingue per l’assoluta fiducia nel Padre celeste, come è stato per Gesù. E’ proprio la relazione con Dio Padre che dà senso a tutta la vita di Cristo, alle sue parole, ai suoi gesti di salvezza, fino alla sua passione, morte e risurrezione.»

A DIFERENÇA


Depois de ler o artigo de V. Pulido Valente que transcrevi abaixo - acerca da futilidade calculista e timorata que domina a vida pública nacional - e depois de escutar o Angelus do Papa, só me posso congratular por, na qualidade de católico, não dever a menor obediência "terrena" (e, muito menos, a quem quer que seja no "dominante Portugalório" o que não quer dizer que não considere quatro ou cinco pessoas) a ninguém. «Chi crede in Dio, Padre pieno d’amore per i suoi figli, mette al primo posto la ricerca del suo Regno, della sua volontà. E ciò è proprio il contrario del fatalismo o di un ingenuo irenismo. La fede nella Provvidenza, infatti, non dispensa dalla faticosa lotta per una vita dignitosa, ma libera dall’affanno per le cose e dalla paura del domani. Il cristiano si distingue per l’assoluta fiducia nel Padre celeste, come è stato per Gesù. E’ proprio la relazione con Dio Padre che dà senso a tutta la vita di Cristo, alle sue parole, ai suoi gesti di salvezza, fino alla sua passione, morte e risurrezione.»

19.5.10

«COOPERADORES DA VERDADE«


«Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos para o céu e rezou, dizendo: “Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um. Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu os guardei e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura. Agora, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo. Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade. Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles a fim de que eles também sejam consagrados na verdade”. (João 17,11b-19)»

«COOPERADORES DA VERDADE«


«Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos para o céu e rezou, dizendo: “Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um. Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu os guardei e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura. Agora, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo. Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade. Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles a fim de que eles também sejam consagrados na verdade”. (João 17,11b-19)»

16.5.10

ASCENSÃO DO SENHOR


O Papa, no Vaticano, agradeceu à Virgem o "diálogo" que pôde manter com a Mãe de Deus em Fátima. E exortou de novo os fiéis, neste dia da Ascensão do Senhor, da vida em Cristo, a permanecerem nesta ascensão como o significado mais profundo do "estar" num mundo ao qual os católicos verdadeiramente não pertencem. Estamos neste mas somos daquele ao qual, após o escândalo da Cruz, Jesus subiu para caminhar ao nosso lado, sem desfalecimentos, deslealdades ou egoísmos, precisamente contra um mundo que Ele venceu. «Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: «Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, e no seu nome será anunciada a conversão, para o perdão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas destas coisas. Eu enviarei sobre vós o que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto». Então Jesus levou-os para fora da cidade, até perto de Betânia. Ali ergueu as mãos e abençoou-os. E enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi elevado ao céu. Eles o adoraram. Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria, e estavam sempre no templo, bendizendo a Deus.(Lc 24,46-53)»

ASCENSÃO DO SENHOR


O Papa, no Vaticano, agradeceu à Virgem o "diálogo" que pôde manter com a Mãe de Deus em Fátima. E exortou de novo os fiéis, neste dia da Ascensão do Senhor, da vida em Cristo, a permanecerem nesta ascensão como o significado mais profundo do "estar" num mundo ao qual os católicos verdadeiramente não pertencem. Estamos neste mas somos daquele ao qual, após o escândalo da Cruz, Jesus subiu para caminhar ao nosso lado, sem desfalecimentos, deslealdades ou egoísmos, precisamente contra um mundo que Ele venceu. «Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: «Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, e no seu nome será anunciada a conversão, para o perdão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas destas coisas. Eu enviarei sobre vós o que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto». Então Jesus levou-os para fora da cidade, até perto de Betânia. Ali ergueu as mãos e abençoou-os. E enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi elevado ao céu. Eles o adoraram. Em seguida voltaram para Jerusalém, com grande alegria, e estavam sempre no templo, bendizendo a Deus.(Lc 24,46-53)»

7.2.10

«NÃO TENHAS MEDO»


«O homem vê a aparência mas o Senhor vê o coração», disse há pouco o Papa. «Certo dia, Jesus estava à beira do lago de Genesaré e a multidão comprimia-se a seu redor para ouvir a Palavra de Deus. Ele viu dois barcos à beira do lago; os pescadores tinham descido e lavavam as redes. Subiu num dos barcos, o de Simão, e pediu que se afastasse um pouco da terra. Sentado, desde o barco, ensinava as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Avança mais para o fundo, e ali lançai vossas redes para a pesca». Simão respondeu:«Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, pela tua palavra, lançarei as redes». Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. Fizeram sinal aos companheiros do outro barco para que viessem ajudá-los. Eles vieram e encheram os dois barcos a ponto de quase afundarem. Vendo isso, Simão Pedro caiu de joelhos diante de Jesus, dizendo: «Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador!». Ele e todos os que estavam com ele ficaram espantados com a quantidade de peixes que tinham pescado. O mesmo ocorreu a Tiago e João, filhos de Zebedeu e sócios de Simão. Jesus disse a Simão: «Não tenhas medo! De agora em diante serás pescador de homens!» (Lc 5,1-11)

«NÃO TENHAS MEDO»


«O homem vê a aparência mas o Senhor vê o coração», disse há pouco o Papa. «Certo dia, Jesus estava à beira do lago de Genesaré e a multidão comprimia-se a seu redor para ouvir a Palavra de Deus. Ele viu dois barcos à beira do lago; os pescadores tinham descido e lavavam as redes. Subiu num dos barcos, o de Simão, e pediu que se afastasse um pouco da terra. Sentado, desde o barco, ensinava as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Avança mais para o fundo, e ali lançai vossas redes para a pesca». Simão respondeu:«Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, pela tua palavra, lançarei as redes». Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. Fizeram sinal aos companheiros do outro barco para que viessem ajudá-los. Eles vieram e encheram os dois barcos a ponto de quase afundarem. Vendo isso, Simão Pedro caiu de joelhos diante de Jesus, dizendo: «Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador!». Ele e todos os que estavam com ele ficaram espantados com a quantidade de peixes que tinham pescado. O mesmo ocorreu a Tiago e João, filhos de Zebedeu e sócios de Simão. Jesus disse a Simão: «Não tenhas medo! De agora em diante serás pescador de homens!» (Lc 5,1-11)

20.12.09

«BENDITA ÉS TU»


Estamos no último domingo antes do Natal. Dizer isto ou que está frio é a mesma coisa. O que interessa é correr às lojas e, mais tarde, ao estádio de futebol ou para as televisões que o substitui com manifesto conforto. Sucede que o Natal não é esta falácia nem a blasfémia do "pai natal" das prendas. O Natal é o mistério do nascimento de Jesus e a percepção da possibilidade de uma vida nova nos nossos empedernidos corações. O Menino representado nos presépios é o mesmo mistério da Cruz que constitui o maior escândalo das nossas vidas. Não intuir isto é não perceber o que é o Advento. É, verdadeiramente, não perceber nada. No Evangelho de hoje lê-se: «Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor. (Lc 1,39-45)» O Natal representa, não uma epifania circunstancial de alívio da má consciência, mas a consciência de Isabel denotada na Palavra: presença permanente e jubilatória do Espírito Santo na Fé consagrada de Maria, Mãe de Deus.