23.7.09

ALEGRE


Com pompa e circunstância, dignas da sua vaidosa figura, Manuel Alegre deixa o Parlamento. Bajulado pelo Bloco, encarado com pragmáticas reticências pelo PC e moderamente aturado pelo PS de Sócrates, Alegre imagina para si mesmo um imenso desígnio. Fora o congresso da Aula Magna, o primeiro da seita depois da revolução, e a humilhação recente que inflingiu a Soares, Alegre não serviu politicamente para mais nada. Espera, a partir de agora, condicionar o seu partido, e a esquerda em geral, a partir do limbo. Se isso acontecer, significa que temos a esquerda mais estúpida da Europa. Nada de que eu já não desconfiasse.

15 comentários:

lica disse...

O fim de festa

Desta vez, os autores da “campanha negra” estão devidamente identificados: são os juízes do Tribunal de Contas. Por motivo de “urgência”, embora o contrato só terminasse em 2015, o Governo assinou com a Liscont, empresa da famosa “holding” económico-partidária Mota-Engil/Jorge Coelho (e, já agora, Luís Parreirão, também ex-governante socialista da área das Obras Públicas) um “aditamento” à concessão do terminal de Alcântara. Sem concurso, que a coisa era “urgente” e sabe-se lá quem estará no Governo em 2015. É um contrato justo: a Liscont cobra os lucros e o Estado (a Grande Porca bordaliana, a de inesgotáveis tetas) suportará eventuais prejuízos, ou, nas palavras do TC, “o ónus do risco do negócio passa para o [Estado]“. O Estado pagará ainda 1,3 milhões em advogados, consultores & assessores para a montagem e gestão da ampliação do terminal; e até se, durante as obras, calhar serem descobertos vestígios arqueológicos, será (adivinhem quem) o Estado a pagar a paragem dos trabalhos. Só de má-fé é que alguém pode concluir que tudo isto não é de interesse público e do mais transparente que há.

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

Carlos disse...

E a direita? Não será, também, a mais estúpida da Europa?

Terapeuta ocupacional disse...

Este Carlos Azevedo parece-me uma inteligência...
Só é pena que confunda a direita consigo mesmo.

Unknown disse...

O "dummy" do ventriloquo de Argel.
A cobardia, devidamente protegida, transvestida em "heróico"turismo mediterrânico, com voz de papo...
Uma imagem de marca daquilo que, na paróqia, passa por "esquerda"...

J.S. Teixeira disse...

José Sócrates diz que "“Ainda está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor do que eu”. Novo artigo sobre essas declarações do nosso PM e acerca das propostas do seu "amiguinho do Seixal", Samuel Cruz. Tudo no blogue O Flamingo.

Joao Domingues disse...

Eu diria que não existe nem esquerda nem direita em Portugal.
E independentemente das minhas convicções políticas, acho que esse é o problema principal.

Somos o país do meio, do mais ou menos, do para arranca, que na verdade não arranca para lado nenhum!

Os Portugueses, esses sim arrancam, seja de ferias ou emigrados, cada vez são mais e se re-encontrão, não em Portugal mas noutro qualquer sitio.

Que de boas intenções, está o inferno cheio !

xico loiçã disse...

Manuel Alegre fez alguns belos poemas, mas orquestrou uma reputação de democrata e de lutador anti-fascista construída com uma enorme mentira. Alegre fugiu à guerra, ponto final.Ninguém o censura por isso, mas não venha armar em resistente nem herói. A Argélia podia não ser Ibiza, mas cá havia a Pide e no Ultramar a morte à espreita.
De resto, Alegre é outro Artur Jorge de frases redondas e inconsequentes, tem andado a fazer simulações mas não toma decisões, não se define.
É como as sondagens, vele o que vale...

fado alexandrino. disse...

Detesto profundamente este profissional da política que nunca produziu nem nunca produzirá nada de útil para o país, mas tenho que repor a verdade.
Manuel Alegre não desertou, nem fugiu para Paris como muitos que andavam pelo Vává e de repente quando eram chamados para a tropa descobriam-se revolucionários.
Foi para Argel depois de ter cumprido o serviço militar.

garganta funda disse...

...e Alegre se fez triste....

radical livre disse...

"morra o socialismo"
pim pam pum

finalmente
alegremente

deixa a salema, a mana teresa viúva do guitarrista antónio, a sobrinha-neta do António Sérgio (bisneta do visconde Sérgio de Sousa)

"bai e num boltes"
vai visitar argel

na minha terra um bardo e uma cerca onde, no campo, se guarda o gado miúdo

Rita Pharma disse...

Caros colegas, deixem-se discordar dos vossos comentarios.
A direita e a esquerda e toda a restante vertente politica é bastante rica em Portugal...alias, os jovens que fazem parte de qqr um destes associativismos são efectivamente o que resta de jeito desta sociedade rasca!
Pensar em politica mostra um pouco de interesse no mundo que nos rodeia, mostra que nao olhamos so para o nosso umbigo!
Posso nao partilhar os ideais do Exmo. Sr. Manuel Alegre, contudo desejos as melhores felicidades para o senhor e agradeço por ter ajudado a fazer o nosso pais numa democracia.Todos nos temos um papel importante...só e preciso FAZER qqr coisa e ajudar na partilha de ideias para contruir um pais melhor.

Cumprimentos, RP

observador disse...

João,

é capaz de ter razão, já não nos bastava ter uma das direitas mais estúpidas, para passarmos a também ter a estúpidez á esquerda....

pobre País...

joshua disse...

Retira-se mas ascende à Nuvem da gloriosa transformação numa espécie de eminência parda das Esquerdas Quiméricas.

Isaac Baulot disse...

Viva o verdadeiro bardoamerda!

Unknown disse...

Manuel Alegre lembra-me, com tristeza, François Jacob. Este foi um verdadeiro resistente, dos poucos que a França teve. No fim da guerra arrumou a farda e voltou ao trabalho. Que eu saiba, terá sido um homem que nunca invocou a sua condição de resistente para pedir favores ou teta. Pelo contrário, deu um prémio Nobel à França. Pensem nisto e ponham os olhos no nosso poeta Alegre que há mais de 30 anos que roçaga o cu gordo pelos bancos do parlamento, a clamar glórias mais que passadas e mais que duvidosas, sem sequer numa comissão trabalhar e cujo maior feito consiste em urrar a horas certas, como um relógio de cuco e como um bufão - 'a mim ningúem me cala'.